Análise química indica que escravos vieram de vários pontos da África

Dentes apontam como era alimentação durante a infância.
Estudo foi feito em cemitério antigo no Rio de Janeiro.

Do G1, em São Paulo

Uma equipe multidisciplinar que inclui geólogos, biólogos e antropólogos está revelando uma parte pouco conhecida da história do Brasil, no Rio de Janeiro. A análise dos restos de um cemitério de escravos mostra que os trabalhadores que vinham forçados para o Brasil não vieram todos de uma mesma região, mas vinham de lugares muito diferentes dentro da África.

O Cemitério dos Pretos Novos, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, de onde foram retiradas as ossadas, foi desativado no século 19 e redescoberto na década de 1990.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão por uma análise química. Eles pegaram o esmalte dos dentes para descobrir mais sobre a origem dos escravos. O esmalte é a camada externa do dente, formada quase exclusivamente por minerais, e essa composição permanece inalterada durante a vida desse dente. Por isso, ela diz muito sobre a infância de uma pessoa.

O geólogo Roberto Santos, da Universidade de Brasília (UnB), escolheu o elemento químico estrôncio para fazer essa leitura.

“O estrôncio é um elemento químico que tem grande afinidade com o cálcio”, explicou o pesquisador. O cálcio é um mineral importante na composição dos ossos e dentes, logo o estrôncio também é abundante no corpo humano.

O estrôncio que nosso corpo usa para formar a estrutura dos dentes vem dos alimentos. E esse elemento tem vários isótopos – variações do número de nêutrons e prótons somados em cada átomo, 86 ou 87 –, que permitem rastrear o caminho do estrôncio. Pessoas com alimentações diferentes apresentam variações diferentes do estrôncio dos dentes.

O número usado para avaliar as variações é a chamada “medida das proporções dos isótopos de estrôncio”. No Cemitério dos Pretos Novos, esse valor vai de 0,706 a 0,75, variação “muito alta”, segundo Santos. Isso indica que esse grupo era heterogêneo e vinha de diversos pontos da África.

Como base de comparação, o geólogo deu os números da análise feita em um cemitério indígena no Forte Marechal Luz, em Santa Catarina. Lá, onde vivia uma população bem mais homogênea, a variação fica entre 0,708 e 0,71.

Essa análise química não é capaz de definir, no entanto, exatamente de quais pontos da África vieram esses escravos. Só se sabe que eles deixaram o continente via Angola, que era o ponto de partida da maior parte dos navios negreiros.

A análise dos isótopos de outros elementos, como o carbono, pode dar mais dicas sobre a vida desses negros. “Cada elemento químico vai mostrar a memória da vida da pessoa em um lugar diferente”, afirmou Santos. Mais para frente, o grupo pensa também em trabalhar com o DNA.

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

03/02/2012 at 2:24 pm Deixe um comentário

Missão brasileira visita Angola para discutir direito à educação

A Campanha Brasileira pelo Direito à Educação estará, a partir de 26 de fevereiro, em missão a Angola, dando continuidade à série de visitas aos países africanos de língua portuguesa, que vêm sendo realizadas desde outubro de 2011. Em Angola, a Rede EPT (Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos) é a organização anfitriã da missão.
A visita faz parte do PCSS- Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos), iniciativa da Campanha Brasileira em parceria com a OSF (Open Society Foundations).  O objetivo do Programa é fortalecer a atuação da sociedade civil organizada na incidência política pela garantia do direito à educação nos países envolvidos. Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Como parte da programação acontecerá uma série de reuniões com diversos atores da área de educação de Angola, entre eles o Ministério da Educação, parlamentares, organizações da sociedade civil, embaixadas de diversos países e instituições públicas de ensino. (Veja aqui a programação completa)
Destaques da programação – Na segunda-feira 27/2, as organizações se reunirão com a Embaixada do Brasil em Angola e também com o Ministro da Educação, Pinda Simão. No segundo dia, terça-feira 28/2, cerca de 30 ativistas de todas as províncias angolanas irão se reunir para discutir os desafios da educação no país. Na quarta-feira 29/2, acontece uma reunião com os deputados da 6ª Comissão Parlamentar de Educação e encontro com a Unesco.
Coletiva de Imprensa – No último dia, sexta-feira 2/3, haverá coletiva de imprensa com a mídia local, no escritório da Open Society Angola(OSISA-Angola), para apresentar um balanço da missão.
Quem compõe a missão – Em Angola, a Campanha Brasileira será representada por uma de suas dirigentes, Margarida Maria Marques e também pelo coordenador geral, Daniel Cara e a coordenadora executiva, Iracema Nascimento.
Margarida Marques é graduada em Comunicação Social, com especialização em arte e educação. Atualmente, é coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará, nordeste brasileiro, organização que desenvolve projetos em educação, orçamento público e direito à participação de crianças e adolescentes. Daniel Cara é mestre em Ciência Política e membro titular do Fórum Nacional de Educação do Brasil. Iracema Nascimento é mestre em Ciência da Comunicação. A delegação é formada também por Trine Petersen, coordenadora de programas da OSF.
Serviço
Coletiva de Imprensa
Data: sexta-feira, 02/03
Horário: 9h às 11h
Local: Sala de reuniões do escritório da Open Society Angola (OSISA-Angola), Rua Saurnino de Sousa, Vila Alice, Luanda, Angola.
 
Atendimento à Imprensa
No Brasil – Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Brasil
Jéssica Moreira – Comunicação
Telefone/fax: +5511 3159-1243
Telemóvil: +5511 8793-7711
E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br
 
Em Angola – Rede EPT/Angola – Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos
Vitor Barbosa – Presidente do Comitê Diretivo da Rede EPT/Angola
Email: barbosa@netangola.com
Telefone: +244912519981
Carlos Cambuta – Secretário Geral da Rede EPT/Angola
E-mail: carlos.cambuta@adra-angola.org
Celular: +244912317374
Publicado em Uncategorized
http://cooplusofonoseducacao.wordpress.com/
Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

02/29/2012 at 1:28 pm Deixe um comentário

Âncora de navio danifica conexão de banda larga no leste da África Objeto foi jogado em área restrita e cortou duas ligações de cabos óticos perto do porto de Mombaça, no Quênia.onte

O acesso à internet de alta velocidade no leste da África foi seriamente afetado após cabos de fibra ótica na costa do Quênia terem sido danificados pela âncora de um navio lançada ao mar no fim de semana.

A embarcação estava esperando para entrar no porto de Mombaça, um dos mais movimentados do continente, quando ancorou em uma área proibida.

Segundo afirmou à BBC a empresa operadora dos cabos, The East African Marine Systems (Teams), o conserto pode levar até 14 dias.

A ligação é uma das três feitas por cabos submarinos que chegaram à região desde 2009, provendo pela primeira vez o acesso rápido à rede.

Polo de tecnologia

A âncora do navio danificou os cabos da Teams, que tem participação do governo queniano, e da Eassy, um consórcio de companhias de telecomunicações locais.

Os provedores de serviço de internet e de telefonia celular reorientaram suas conexões para os cabos da Seacom, que não foram danificados pela âncora.

Mas as companhias apenas compraram uma pequena parcela de capacidade de transmissão de dados, por conta dos altos custos.

Segundo o correspondente da BBC em Nairóbi Noel Mwakugu, espera-se uma redução de 20% na velocidade da internet em países como Quênia, Ruanda, Burundi, Tanzânia, Etiópia e Sudão do Sul.

O sistema da Seacom, o primeiro a ser instalado, liga o leste da África à Europa, à Índia e à África do Sul.

O da Teams liga a região aos Emirados Árabes Unidos, e o da Eassy, que começou a operar em julho de 2010, interliga os países ao longo da costa leste africana.

Correspondentes locais dizem que desde a instalação dos cabos, o aumento da velocidade de transmissão de dados deu um impulso aos serviços de telefonia celular e à criação de um crescente polo de tecnologia no Quênia, com criadores, programadores e designers locais de internet.

Nos primeiros 12 meses após a chegada dos cabos, o número de usuários conectados à internet saltou de 1,8 milhão para 3,1 milhões no Quênia.

02/28/2012 at 1:35 pm Deixe um comentário

Mandela recebe alta após passar por laparoscopia

 

Nelson Mandela em foto de outubro de 2007
Nelson Mandela em foto de outubro de 2007 Foto: Peter Dejong / AP

 

O Globo com agências internacionais
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JOHANNESBURGO — Nelson Mandela recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo após ser internado com queixas de dores abdominais persistentes.

“Os médicos decidiram enviá-lo para casa já que o procedimento para diagnóstico a que foi submetido não indicou que havia tido nada grave”, diz o comunicado divulgado pelo governo. O ex-presidente sul-africano, de 93 anos, foi internado no sábado e seu estado de saúde preocupava partidários.

Mandela passou por uma “laparoscopia investigativa”, de acordo com o ministro da Defesa da África do Sul, Lindiwe Sisulu. O ministro negou os rumores de que ele passou por uma cirurgia de hérnia.

— Não foi a cirurgia que foi divulgada na mídia — afirmou mais cedo, durante coletiva de imprensa na Cidade do Cabo. — Ele está bem. Ele está tão bem quanto pode para sua idade.

Em nota divulgada na noite de sábado, o presidente Jacob Zuma disse que Madiba, como é conhecido Mandela, está bem e que os médicos estão satisfeitos com seu estado.

“Ele estava em boa saúde antes da internação, mas os médicos sentiram que suas reclamações (sobre as dores) precisavam passar por uma investigação. Estamos felizes que ele não corre perigo algum e agradecemos os médicos por seu trabalho duro e profissionalismo”, afirmou Zuma.

O ex-presidente da África do Sul foi internado em 2011 por causa de uma infecção respiratória e desde então não apareceu mais em público.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/mandela-recebe-alta-apos-passar-por-laparoscopia-4070509.html#ixzz1nVSjhloA

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

 

02/26/2012 at 3:37 pm Deixe um comentário

TV do governo quer ter jornalistas em todos os continentes

ANDREZA MATAIS
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

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O governo quer contratar jornalistas em todos os continentes para abastecer com informações oficiais seus veículos de comunicação.

A meta está prevista no plano de trabalho da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) apresentado pela nova direção da estatal que assumiu em dezembro e controla uma TV, uma agência de notícias e uma rádio.

O primeiro passo foi dado na última semana quando a empresa reativou a cobertura na África, enviando um correspondente para Maputo, capital de Moçambique.

O custo de manter um repórter para abastecer a TV, que tem audiência próxima a zero, e os demais veículos é de R$ 543,21 mil anuais.

Com 192 jornalistas concursados e quatro anos de existência, a EBC informou que optou por contratar um profissional porque “não possui jornalista com a qualificação necessária para desenvolver o trabalho”.

A EBC só conta com repórteres próprios no Brasil em três Estados (RJ, SP e MA) e no DF, onde é a sua sede.

O contrato com o repórter de Moçambique foi assinado sem licitação, na semana passada, com empresa que tem cinco meses de existência.

Emerson Penha, dono da empresa, foi escolhido, de acordo com a EBC, “por ter realizado inúmeras coberturas internacionais”, entre as citadas, nenhuma na África.

Até janeiro, Moçambique foi o destino de apenas 0,96% das exportações brasileiras para a África.

A EBC diz que Moçambique é o maior país de língua portuguesa na África e abriga empresas brasileiras importantes como a Vale.

Segundo a EBC, o plano de trabalho é para 2012, mas o envio de pessoal para os demais continentes irá ocorrer “assim que o orçamento permitir essa expansão”.

A empresa mantém também posto em Buenos Aires, “onde os serviços das agências de notícias não costumam ter eficiente qualidade”.

O orçamento da empresa pública para este ano é de R$ 416,5 milhões. No Brasil, atinge 1.700 dos 5.565 municípios.

Ainda na cobertura internacional, a nova direção da EBC abriu licitação de R$ 800 mil para contratar uma empresa que ofereça serviços de produção de TV e transmissão de sinal via satélite em viagens de autoridades.

Justifica que a agenda da presidente Dilma no exterior é fechada de última hora, o que torna a negociação com as emissoras locais “sempre problemáticas”.

Fonte: Folha.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

02/23/2012 at 10:50 pm Deixe um comentário

Cidadania Africana: 2.700 anistiados no Brasil !

Brasil anistia 41.816 estrangeiros em situação irregular

VANNILDO MENDES - Agencia Estado

BRASÍLIA - Procedentes de 130 nações de todos os continentes, 41.816 estrangeiros em situação irregular no Brasil acabam de conseguir anistia, conforme balanço divulgado hoje pelo Ministério da Justiça. Mais de 40% deles são bolivianos (16.881). Parte deles sobrevivia em condições de mão de obra semiescrava e era alvo de quadrilhas de traficantes. O segundo lugar no ranking ficou com os chineses (5.492), seguidos por peruanos (4.642), paraguaios (4.135) e coreanos (1.129).
O principal destino dos estrangeiros é São Paulo, onde se fixaram 34 mil imigrantes ilegais, ou mais de 80% do total, em busca de oportunidades de trabalho. O segundo Estado mais procurado foi o Rio de Janeiro (2,4 mil), seguido por Paraná (1,5 mil). O Nordeste, sobretudo a zona litorânea do Ceará, Bahia e Pernambuco, também atraiu bom número de imigrantes, principalmente empreendedores do setor turístico, como donos de pousadas, restaurantes e bares.
A anistia – a quarta que o governo concede desde os anos 1980 – foi instituída em julho de 2009 por decreto presidencial. Teve direito ao benefício quem entrou no País, mesmo por meio ilegal, até 1º de fevereiro de 2009. O visto de permanência concedido é provisório e, após dois anos, será convertido em definitivo, podendo se transformar em cidadania plena, se o imigrante o desejar.
O prazo terminou no último dia 30 de dezembro e, como muitos deixaram para fazer o pedido na última hora, a PF distribuiu cerca de 4 mil senhas aos retardatários, que serão atendidos nas próximas semanas. A previsão é que o total chegue a mais de 43 mil, estimou o ministro interino da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Antes, a anistia mais recente foi a de 1998, que beneficiou 39 mil pessoas.

Primeiro mundo
Desta vez, surpreendeu as autoridades a quantidade de europeus (2.390) que pediram o benefício, muitos deles vindos de países do chamado primeiro mundo, como Inglaterra, França, Itália e Alemanha. O número de europeus anistiados ficou próximo do total de africanos (2.700), que historicamente ocupavam o topo da imigração.
Em meio à crise que assola a maior economia do mundo, 274 norte-americanos também trocaram seu país pelo Brasil. A lista inclui ainda 186 cubanos, que entraram clandestinamente no Brasil. Apesar da crise aguda que afeta a Argentina há anos, apenas 469 “hermanos” pediram o visto de residência brasileiro.
Todos os anistiados passam agora a gozar dos mesmos direitos civis dos brasileiros, como o de livre circulação, de trabalho e acesso à saúde pública, educação e assistência social. Mas direitos políticos, como votar e ser votado, só poderão ser alcançados se eles optarem pela cidadania definitiva, após dois anos de residência provisória sem cometimento de crime.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-anistia-41816-estrangeiros-em-situacao-irregular,491657,0.htm

Outras:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/01/06/governo-concede-anistia-41-mil-estrangeiros-915478617.asp

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4190346-EI306,00-Brasil+anistia+quase+mil+estrangeiros+ilegais.html

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/01/07/brasil,i=164971/DOS+41+800+ESTRANGEIROS+QUE+REGULARIZARAM+RESIDENCIA+NO+BRASIL+MAIS+DE+16+MIL+SAO+DA+BOLIVIA.shtml

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

(Nelson Mandela)

Gostaríamos de agradecer  a todos que nesse ano que passou nos ajudaram a multiplicar essa difícil, mas gratificante tarefa, de ensinar o respeito, o amor e a solidariedade à sociedade para que acolha os nossos irmãos imigrantes africanos com dignidade.

Esses são os nossos mais sinceros votos de gratidão!

Boas festas!

Feliz 2010!

12/21/2009 at 2:30 pm

Haiti: Como judar !

Ajuda às vítimas do Haiti

Instituições recebem doações em dinheiro pela dificuldade de enviar roupas, alimentos e outros materiais ao país atingido pelo terremoto. Se você deseja enviar doações para as vítimas da tragédia, veja como colaborar.

Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta Corrente 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco HSBC
Agência 1276
Conta Corrente 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59

ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

Acompanhe Notificas –Especial Haiti:

http://br.noticias.yahoo.com/especiais/id_haiti

Carta de Condolências

São Paulo, 20 de janeiro de 2010.

À sua Excelência Presidente da República do Brasil

Sujeito: Condolências

Sua Excelência,

Dirigimo-nos a sua excelência para fazer chegar ao senhor, ao governo e ao povo brasileiro nossas sentidas condolências e mostras de solidariedade pelas vítimas do terremoto ocorrido em Haiti.

Em nome do povo africano e seus descendentes espalhados no mundo, agradecemos pelo apoio que o seu governo e o povo brasileiro têm oferecido para o estabelecimento da paz e dignidade humana para com nossos irmãos e irmãs do Haiti.

Estamos rezando por aqueles e aquelas que nos deixaram, com a esperança de poder estaremos juntos um dia perto de Deus-Nzambi-Olorum e de nossos Ancestrais.

Atenciosamente.

Diretor Geral do IDDAB

Bas´Ilele Malomalo

Carta Condolências ao Haiti

São Paulo, 20 de janeiro de 2010.

À sua Excelência Presidente da República do Haiti

Sujeito: Condolências

Sua Excelência,

Dirigimo-nos a sua excelência para fazer chegar ao Senhor, ao Governo e ao Povo Haitiano nossas sentidas condolências e mostras de solidariedade pelas vítimas do terremoto.

Estamos rezando por elas, com a esperança de poder estaremos juntos um dia perto de Deus-Nzambi-Olorum e nossos de Ancestrais.

Atenciosamente.

Diretor Geral do IDDAB

Bas´Ilele Malomalo

Carta às Famílias Brasileiras

Às Famílias Brasileiras Amigas do Haiti,

Sujeito: Condolências

Queridos e queridas,

Sentimo-nos incapazes de encontrar palavras de consolo para sua dor, mas desejamos expressar nosso profundo pesar pela morte do seu (s) ente (s) querido (s) ou sua (s) ente (s) querida.

Em nome do povo africano e seus descendentes espalhados no mundo, queremos agradecemos pela doação da vida da parte do seu (s) familiar (es) ou sua (s) familiar (es) para a consolidação da paz e a promoção de vida digna de nossos irmãos e irmãs do Haiti.

Estamos rezando por ele (s) ou ela (s), com a esperança de poder estaremos juntos um dia p

Recebam nosso carinhoso abraço.

Diretor Geral do IDDAB

Bas´Ilele Malomalo

Carta Condolências Z. Arns

São Paulo, 20 de janeiro de 2010.

A sua Excelência Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo

A Pastoral da Criança da Arquidiocese de São Paulo

À Família da Dra. Zilda Arns

Sujeito: Condolências

Queridos e queridas,

Sentimo-nos incapazes de encontrar palavras de consolo para sua dor, mas desejamos expressar nosso profundo pesar pela morte da nossa querida Zilda Arns.

Em nome do povo africano e seus descendentes espalhados no mundo, queremos agradecemos pela doação da vida dessa missionária do Cristo para a consolidação da paz e a promoção de vida digna de nossos irmãos, nosssas irmãs e crianças do Haiti.

Estamos rezando por ela, com a esperança de poder estaremos juntos um dia perto de Deus-Nzambi-Olorum e de nossos Ancestrais.

Recebam nosso carinhoso abraço.

Diretor Geral do IDDAB

Bas´Ilele Malomalo

01/19/2010 at 3:17 pm Deixe um comentário

UFSCar abre 57 vagas neste ano para pessoas refugiadas

HAITI: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE A AJUDA INTERNACIONAL

23/01/2010 – 07h00
Comunidade internacional desqualifica capacidade dos haitianos, diz antropólogo brasileiro
Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O antropólogo Omar Thomaz avalia que a comunidade internacional está repetindo, neste momento de emergência no Haiti, erros que já ocorriam desde o início da ação da Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) – o principal deles é desconsiderar as instituições e organizações haitianas……

FONTE: http://noticias.uol.com.br/especiais/terremoto-haiti/ultnot/2010/01/23/ult9967u191.jhtm

OMAR RIBEIRO THOMAZ
OTÁVIO CALEGARI JORGE
ESPECIAL PARA A FOLHA, EM PORTO PRÍNCIPE

O TERREMOTO no Haiti, que afetou de forma particularmente arrasadora sua capital, foi há cerca de uma semana. O pouco de um Estado já frágil foi destruído, a missão das Nações Unidas foi incapaz de ir além de resgatar seus próprios mortos e feridos, a ajuda internacional tarda, e o que vemos são haitianos ajudando haitianos….

fonte: http://www.abant.org.br/conteudo/002PRINCIPAL/SP_Haiti_OmareOtavio_.pdf

01/25/2010 at 11:02 pm Deixe um comentário

A Diáspora Afro-Cubana vítima do racismo do governo

Cuba deixa morrer o preso político negro Zapata Tamayo – 2

Contra o seqüestro de um mártir

Carlos Moore*

Orlando Zapata Tamayo, um jovem trabalhador negro pobre cubano, morreu nesta terça-feira após uma greve de fome de 86 dias em protesto contra a brutalidade que vinha sofrendo na prisão.

Desde 2003, ele vinha sendo mantido como um prisioneiro político em um centro de detenção localizado no interior de Cuba. Em 50 anos do regime de Fidel Castro, Zapata se converteu assim no primeiro dissidente negro que entregou a própria vida para protestar contra a opressão racial, a negação dos direitos civis, dos direitos humanos e políticos.

“Meu filho foi assassinado por causa de sua pele negra”, disse a mãe de Zapata, em meio aos choros, quando recebeu a noticia. A pergunta é: por que as autoridades cubanas permitiram que este homem morresse, precisamente no momento em que tantas vozes, em todo o mundo, têm se levantado condenando a situação racial na ilha?

Preso por suas atividades políticas corajosas, Zapata foi acusado de “desordem pública”, “desacato às autoridades” e “perturbação da ordem”. Ele foi condenado a três anos de prisão. Mas enquanto cumpria a sentença, foi acusado de “rebelião” e condenado novamente a um total de trinta e seis anos! Este fato que pode parecer incrível à maioria no mundo, não o é em Cuba, especialmente se a pele do condenado é negra.

Os negros cubanos presos, há muito, se queixam de serem submetidos a tratamento diferenciado com humilhações e espancamentos, não merecendo algumas amenidades que são oferecidas aos brancos. Estima-se que 85 por cento da população carcerária cubana é de negros, e que dos cerca de 200 presos políticos, 60 por cento sejam também negros. É o racismo cubano que permanece, mesmo atrás das grades.

Zapata, um pedreiro de profissão, não aceitou os espancamentos, as humilhações e o tratamento diferenciado por causa de sua cor. Depois de ser gravemente atacado por guardas que o deixaram quase morto, ele iniciou uma greve de fome, em 3 de dezembro de 2009, na prisão de Olguín, no leste de Cuba. Isso aconteceu exatamente dois dias depois de acadêmicos, artistas e intelectuais do mundo negro terem emitido uma declaração importante, protestando contra as condições raciais e as violações dos direitos humanos na ilha.

A determinação de Zapata para ter sua humanidade respeitada e, até mesmo, morrer se necessário fosse, sinaliza uma grande mudança nos acontecimentos dentro de Cuba; mudança que está redefinindo a fisionomia da oposição política na ilha.

Durante os últimos 25 anos uma nova força apareceu, crescendo não apenas em números, mas em complexidade, apontando para os problemas da discriminação racial, do racismo e do sexismo em Cuba, na vanguarda da luta por uma mudança não-violenta. Essas novas forças parecem ter pego de surpresa, tanto o regime de Castro, quanto a oposição exilada de direita, cuja esmagadora maioria é branca. Ambos foram forçados a se reposicionar num esforço para reafirmar seu controle sobre aqueles a quem consideravam como puros reféns políticos: os negros cubanos.

É esta nova configuração da oposição cubana, em Cuba, que tem provocado a ira dos governantes da ilha. Ativistas de direitos civis têm apontado o caso do líder comunista negro Juan Carlos Robinson, ex-secretário provincial do Partido Comunista, prisioneiro há 12 anos, após ter sido acusado, em 2006, das mesmas irregularidades – corrupção – de que fora acusado o ministro do exterior Roberto Robaina, um branco, em 2002. Ora, contra este último somente foi decretada a prisão domiciliar. Por que o tratamento diferenciado?

Os ativistas de direitos civis apontam também para as execuções em 2003 de Jorge Luis Martínez Isaac, Lorenzo Enrique Copello Castillo e Leodán Bárbaro Sevilla García – três jovens negros que sequestraram uma lancha na tentativa de fugir de Cuba. O fato de dois deles serem veteranos da guerra em Angola, não impediu que o regime os executassem como “terroristas”, num prazo de 48 horas após sua captura. Foi a primeira vez que o governo de Fidel Castro executara alguém por seqüestro. Os ativistas de direitos civis acreditam que o motivo foi a cor da pele das vítimas: todos negros!

“As autoridades não perdoam àqueles a quem consideram como ‘negros fugitivos´”, explicaram os ativistas. Eles avaliaram que, ao executar esses jovens negros, o regime enviou uma mensagem codificada à população afro-cubana de que a dissidência, e muito menos a oposição, não seriam tolerados, especialmente se viesse dos negros. Os ativistas apontam, também, para as práticas agressivas de abordagem policiais contra os jovens negros em Cuba, como sendo uma das principais causas da super lotação de negros nas prisões.

Mas, para entender por que as autoridades cubanas permitiram a greve de fome de Zapata até as últimas conseqüências, é necessário entender o outro lado da moeda: a saber, a reação dos chamados “exilados” anti-Castristas, predominantemente brancos, nos Estados Unidos, ao assassinato de Zapata. Para estes grupos, claramente, trata-se de marcar pontos políticos e de se aproveitar do martírio de um opositor negro.

Nessa ótica, pode-se esperar que esses “exilados” tentem recuperar a situação ao seu proveito, com declarações espalhafatosas. Já é o caso com as principais formações políticas da extrema direita exilada nos USA, tais como: o Movimento Democracia, liderado por Ramón Saúl Sánchez; a Fundação Nacional Cubano Americana, liderada por Pepe Hernández e Jorge Mas Santos; e em especial o Diretório Democrática Cubano, liderado por Orlando Gutierrez e o Conselho Cubano pela Liberdade, chefiado por Ninoska Pérez Castellón.

Todos estes grupos vêm trabalhando para sufocar e controlar as novas forças de oposição em Cuba, e investem grandes recursos nesse sentido. Mas, suspeita-se que essas tentativas estão destinadas a satisfazer os interesses espúrios da antiga oligarquia cubana derrubada pela Revolução, e cujo domínio se baseara na segregação racial. É por isso, que as lágrimas de crocodilo derramadas pelo congressista cubano-americano Lincoln Díaz-Balart, em relação à morte de Zapata, longe de o identificar como um defensor da igualdade racial em Cuba, constitui-se numa farsa.

Certamente não tenho a pretensão de falar em nome daqueles que em Cuba constituem a maioria. Mas, não estou longe da verdade dessa maioria ao afirmar que ela dificilmente poderia estar lutando com o fim de re-empoderar aquela minúscula elite branca e rica que foi derrubada em 1959. É essa elite segregacionista que esses exilados, chamados de anti-castristas, representam.

Orlando Zapata Tamayo está morto. Ele é agora um mártir do povo. Mas aqueles que lutaram e compartilharam de suas aspirações não podem permitir que o corajoso e íntegro legado deste homem e sua memória sejam “sequestrados” e usurpados. Aqueles que, antes de 1959 o desprezaram por ser negro, e que continuam a fazê-lo apesar das lágrimas hipócritas derramadas, não podem roubar esse legado. O legado de Zapata pertence ao futuro de Cuba, e não ao seu passado neo-colonial, segregacionista e subserviente.

SOBRE O AUTOR:

* Carlos Moore é Etnólogo e Cientista Político, autor do recém-lançado “Pichón: Raça e Revolução na Cuba de Fidel Castro” (Lawrence Hill Books, 2008). Moore é chefe de pesquisa honorário na Escola de Pós-Graduação e Pesquisa da University of the West Indies, em Kingston, Jamaica.

Saber mais: http://leliagonzalez-informa.blogspot.com/

02/24/2010 at 12:51 am Deixe um comentário

Senegal: 50 anos de Independência !

“COMEMORAÇÃO DE 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL”

Horário: 4 abril 2010 de 14:00 a 19:00
Local: Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
Organizado por: Saddo Ag Almouloud

Descrição do evento:
CONVITE
Fórum África e a associação SENEBRASIL têm a grata satisfação de convidá-lo(a) para participar da comemoração de 50 anos de independência da “REPUBLICA DO SENEGAL”, dia 04 de abril de 2010, na sede do Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo, rua da Abolição, 167, Bela Vista.
A realização deste evento contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo exposições de artes, apresentação artística e uma mesa-redonda sobre temas da atualidade da Republica do Senegal.
CONVIDADO: Embaixador do Senegal no Brasil
A sua presença é fundamental.
Horário: das 14h00min às 18h00min
Informação: fones: 33335029/92448536

03/26/2010 at 8:50 pm Deixe um comentário

2010: 50 anos de independência de muitas nações africanas !

Prêmio África Brasil 2010

Criado em 2006, o Prêmio África-Brasil é um reconhecimento a personalidades e empresas que se destacaram por iniciativas em diversas áreas do saber e em realizações que beneficiaram ou fortaleceram atividades ligadas às comunidades afro-descendentes no Brasil e africanos que vivem em seu continente ou em nosso país.

Saber mais: http://www.centroculturalafricano.org/plus/modulos/conteudo/?tac=premio-africa-brasil-2010

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III Encontro Afro Cristão 2010

GENERO E  NEGRITUDE UMA PERSPECTIVA CRISTÃ
Mulheres negras: saúde integral e beleza natural.
Homens negros: mitos e desafios da masculinidade negra.

palestras – oficinas – apresentações culturais

Data: 28, 29 e 30 de maio de 2010

Local: Universidade Metodista de São Paulo

Auditório Capa – Campus Rudge Ramos

Rua Alfeu Tavares, 149 – São Bernardo do Campo – SP
INSCREVA-SE:

http://encontroafrocristao.blogspot.com/

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XII SEMANA DA ÁFRICA 2010

CURSO: ÁFRICA: RENASCIMENTO, DIVERSIDADE CULTURAL E UNIÃO AFRICANA.

Um curso de três dias será realizado em 26, 27, 28 de maio de 2010 (quarta-feira, quinta e sexta-feira), abordando o tema geral “RENASCIMENTO, DIVERSIDADE CULTURAL E UNIÃO AFRICANA”.

Este curso terá inscrições prévias com direito a certificado, e será realizado no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (local a confirmar). Pretende-se atingir os professores da rede pública e privada, alunos e público em geral. Dois temas serão abordados: 1) Sistema de governo, civilização negra, paz e constituição de novos espaços econômicos e políticos do renascimento africano 2) A problemática das resistências em África e na diáspora e uma sessão de comunicações de trabalhos coordenadas apresentados para concorrer ao prêmio Kabengele Munanga.

Saber mais: http://esperanca-garcia.blogspot.com/2010/04/xii-semana-da-africa-2010.html

04/29/2010 at 10:08 pm

Propaganda e autocensura limitam liberdade de imprensa

Louise Redvers
Correspondente da BBC em Luanda

Angola tem uma lei de imprensa e uma Constituição que proclamam a liberdade de imprensa, mas, para muitos, isso está longe da realidade.

O Estado é proprietário das únicas publicações diárias do país – o Jornal de Angola – e o Jornal dos Desportos. Para além disso controla a Rádio Nacional de Angola e várias estações locais de rádio, e dirige dois dos três canais nacionais de televisão.

Esses orgãos promovem abertamente as actividades do governo e do partido no poder, o MPLA, e raras vezes apresentam as vozes da oposição ou críticas de outros sectores da vida nacional. Mas, em declarações à BBC, a ministra angolana da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, discordou.

“O facto de existirem em Angola vários canais privados de rádio e televisão sem qualquer tipo de pressão por parte do Governo prova que existe uma grande liberdade de imprensa em Angola”, disse.

O Jornal de Angola, em particular, publica regularmente editoriais atacando os que questionem a política ou o desempenho de Angola.

De acordo com Elias Isaac, o director da ONG Open Society em Angola, não há liberdade de imprensa no seu país.

“Em Angola o que existe é uma imprensa – especialmente a estatal – que monopoliza e controla o espaço quase todo e que tem uma forma de informação de mais propaganda, de mais intoxicação e de mais lavagem cerebral da população.”

Apesar de haver mais diversidade de pontos de vista em Luanda, onde a Rádio Ecclésia – da Igreja Católica – menciona incansavelmente questões sociais e onde grande parte da população tem acesso à Internet, as pessoas que vivem fora da capital angolana dependem, em grande medida, dos media estatais para se informarem.

Nos últimos anos, vários novos grupos de media começaram a operar em Angola, incluindo a Medianova e a Score Media.

Foram colocados no mercado novos projectos como a TV Zimbo, a Rádio Mais e jornais como o Expansão e os semanários Económico e O País.

Mas, de acordo com Elias Isaac, o facto desses grupos pertencerem a altos funcionários governamentais e a individualidades próximas do MPLA, cria interrogações sobre as suas intenções e interesses.

“Há certas figuras públicas, com poder político e económico, que estão a criar essas novas entidades de imprensa para darem a entender ao público – especialmente ao estrangeiro – que em Angola a imprensa está a desenvolver-se, há mais canais. Mas isso não é verdade!

“A maior parte dessas novas entidades que estão a começar a emergir defendem interesses dos poderes políticos, defendem interesses dos poderes económicos”

Autocensura

E o que é que os próprios jornalistas acham?

António Freitas é o chefe de redacção do Novo Jornal, um semanário privado conhecido pelas suas análises e críticas, não apenas ao governo.

Segundo ele, alguns jornalistas temem criticar.

“Há uma cultura instalada de auto-censura nos próprios orgãos públicos. Há situações [de auto-censura] – principalmente nos orgãos públicos da comunicação social – sem sequer haver a intervenção dos poderes.

“Os próprios jornalistas em si previamente conhecem os seus limites ou muitas vezes agem por moto próprio e praticam a auto-censura – o que limita a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão dos cidadãos, o direito à informação diversificada, o direito a dar voz a quem não tem voz.”

António Freitas disse que ele e outros colegas no Novo Jornal não praticam a auto-censura; o seu objectivo, segundo ele, é publicar sempre a verdade.

Terá sido devido a essa recusa em seguir a “linha oficial” que o conglomerado português Escom teria colocado o Novo Jornal à venda.

Há agora sugestões de que pessoas envolvidas com o grupo Medianova estariam a tentar comprar a publicação.

Mas António Freitas disse à BBC que não podia fazer comentários sobre esse processo.

Há também informações segundo as quais um outro jornal independente, o Semanário Angolense, poderá estar prestes a ser comprado por individualidades próximas do governo angolano.

Os poucos semanários que restam enfrentam sérias pressões devido à falta de rendimentos publicitários e, de forma rotineira, têm os seus repórteres aliciados para postos mais bem remunerados nos media estatais.

A BBC questionou o vice-ministro angolano da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho, “Wadijimbi”, sobre o controlo estatal dos media e a manipulação da informação.

“O país tem uma diversidade de opiniões e cada um tem de respeitar a opinião do outro. Isso é que é democracia! Quem vem a Angola e vê os jornais que temos, os meios de comunicação social que temos e os conteúdos que divulgam, não sei onde é que pode encontrar censura.”

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100503_angolapressfreedomaws.shtml

05/15/2010 at 2:54 am Deixe um comentário

Será que o Mundial muda a África do Sul?

David Bond
Editor de desporto da BBC

O antigo presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, previu que o Mundial’2010 seria o momento em que os africanos “recuperariam de séculos de pobreza e conflito”.

É uma declaração forte de um homem de poesia e de política.

Mas a menos de um mês do primeiro Campeonato do Mundo de África, é evidente que tais ambições nunca seriam alcançadas por um evento desportivo, não importa quão grande ou lucrativo.

Este Mundial vai ser o mais lucrativo do que qualquer outro da história. A FIFA amealhou um total de 2.100 milhões de dólares de direitos de televisão e patrocinadores, tornando pequenos os lucros alcançados na Alemanha há quatro anos.

Também foi um dos Campeonatos do Mundo mais caros de sempre. A FIFA gastou 1.100 milhões de dólares, enquanto a África do Sul pagou 5.000 milhões de dólares, na construcção de estádios, estradas e transportes públicos.

Pela última semana que aqui passei, viajando da Cidade do Cabo para Joanesburgo e agora para o campo de treinos de Inglaterra em Rustenburgo, torna-se claro que o país está preparado para realizar o evento.

Ainda falta fazer algum trabalho cosmético em estradas e nos aeroportos. No estádio Soccer City em Joanesburgo, onde o campeonato vai iniciar e terminar, ainda faltam alguns detalhes nas áreas circundantes para completar um cenário magnífico.

O estádio é um feito incrível por si só, mas a área envolvente foi transformada desde que eu visitei o sítio pela primeira vez há três anos. Novas estradas e uma nova estação de comboios foram construídas, sendo uma prova inequívoca do impacto que a competição já teve no país.

Ainda persistem dúvidas e receios sobre crime e segurança. Cerca de 10% dos bilhetes ainda estão por vender, enquanto continuam a haver ressentimentos sobre a controlada política de marketing da FIFA e a forma como foram geridos os pacotes de alojamento, com preços muito caros estipulados pela empresa parceira da FIFA, Match.

Mas os estádios são magníficos, o ambiente e a expectativa crescem e as pessoas que encontrei nos últimos dias não poderiam ser mais acolhedoras e amigáveis.

Até na township de Khayelitsha, uma vasta área repleta de casas de lata nos planos da Cidade do Cabo que albergam 1.6 milhões de habitantes, as pessoas são simpáticas e acolhedoras.

Foi lá que encontrei Lunga, um jovem treinador de futebol que trabalha num dos 20 projectos de “Esperança no Futebol” que estão a ser construídos no continente africano por cerca de 70 milhões de dólares pela FIFA. O projecto visa deixar em África um legado em condições do Campeonato do Mundo.

Ele usa as suas capacidades futebolísticas para ajudar a ensinar os valores aos adolescentes que os vão ajudar a combater os riscos mortais das infecções do HIV-Sida, das drogas e do crime. Ele faz isto porque o futebol o ajudou a fugir à dura realidade da vida numa township.

Ele tem experiência em primeira-mão de quão difícil pode ser a vida. No início deste ano, dois dos seus tios foram assassinados, mortos a tiro à porta da pequena casa que ele partilha com a sua avó. Certamente que o Campeonato do Mundo teve um papel importante na volta que ele deu à vida?

No entanto, até Lunga não está convencido que vão haver benefícios para os habitantes mais pobres do país. Tal como a maioria das pessoas com quem falei em Joanesburgo e na Cidade do Cabo, ele pensa que nada vai realmente mudar assim que o torneio termine e que os ricos vão ficar cada vez mais ricos.

Danny Jordaan, o director executivo do comité organizador sul-africano e, há mais de uma década, defensor da realização do Mundial, defende apaixonadamente o impacto positivo do evento.

Ele insiste que o Campeonato do Mundo vai deixar a África do Sul com mais do que novos estádios e memórias felizes, apontando as estradas, caminhos-de-ferro e redes de autocarros construídas, assim como terminais de aeroportos e hotéis. Depois há a melhoria e desenvolvimento da infra-estrutura de transmissões e tecnologias do país.

Jordaan diz que a história vai colocar a organização do Mundial no mesmo patamar que a libertação de Nelson Mandela da prisão de Robben Island e as eleições democráticas de 1994.

Talvez ele tenha razão.

O perigo, no entanto, é que a África do Sul gaste milhares de milhões de dólares numa campanha de publicidade de 30 dias que rapidamente se apaga assim que o torneio acabe.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100513_worldcuplegacybp.shtml

05/16/2010 at 3:24 pm Deixe um comentário

ONU quer proteção para os imigrantes

Jornal de Angola

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moo, na sua mensagem, por ocasião do Dia Internacional da Família, que se comemorou no sábado, exortou os governos a adotar políticas que ajudem os imigrantes a adaptarem-se e a prosperarem nos países de acolhimento, a fim de aproveitarem ao máximo os benefícios da migração.

Deste modo, pediu aos Estados que ainda não o fizeram para ratificarem e aplicarem a Convenção Internacional de Proteção dos Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias. “ Neste Dia Internacional da Família, renovemos o nosso compromisso a favor de iniciativas que ajudem e apóiem as famílias migrantes em todo o mundo”, apelou.

Este ano, a comemoração do Dia Internacional da Família centrou-se no impacto das migrações nas famílias de todo o mundo e o Secretário-Geral referiu que as crescentes disparidades sociais e econômicas obrigam, forçam e incitam as pessoas a abandonarem as suas casas em busca de melhores oportunidades noutros lugares. Muitos emigram por necessidade, devido à pobreza, ao desemprego, aos conflitos armados ou políticos ou a violações dos direitos humanos.

“Os pais migram para proporcionar maior bem-estar aos filhos e a outros membros da família. Nos países de acolhimento, homens e mulheres podem ganhar melhor a vida e enviar remessas para os familiares que permaneceram na sua terra natal.

Os migrantes contribuem para a economia do país de acolhimento, enriquecendo, simultaneamente, o tecido social e cultural deste. As trabalhadoras migrantes podem conquistar a sua independência e a sua autonomia e tornar-se exemplos a seguir”, referiu Ban ki-Moom. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas considerou que, apesar das inúmeras vantagens, a migração também pode representar um fardo pesado para os membros da família. “Os migrantes podem enfrentar condições de vida muito difíceis, discriminação e baixos salários”, notou, para adiantar que nem sempre beneficiam das redes de segurança social e são afetados de uma forma desproporcionada, em tempo de crise econômica. O desemprego pode relegá-los para os escalões mais baixos da sociedade. “Os filhos dos migrantes podem enfrentar problemas emocionais e econômicos ligados às suas circunstâncias, em particular, uma maior probabilidade de serem vítimas do tráfico de pessoas, do trabalho infantil e da violência”, alertou.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/onu_quer_proteccao_para_os_imigrantes

05/17/2010 at 7:03 pm Deixe um comentário

TV pública brasileira inicia transmissões para África

Expresso das Ilhas

A TV Brasil Internacional, braço no exterior da TV Brasil, emissora operada pela estatal Empresa Brasil de Comunicação, EBC, inicia suas transmissões no dia 24 deste mês, pela África. De acordo com o jornal brasileiro “Estado de São Paulo” na sua estreia, haverá conversa em direto entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de Brasília, com seu colega de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo.

Segundo a mesma fonte, o canal só não chegará a cinco países do continente africano: Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos. A programação não será a mesma do Brasil, pois não terá produções estrangeiras licenciadas para veiculação apenas em território brasileiro.

Um dos alvos da TV Brasil Internacional é formado pelas comunidades de brasileiros no exterior – atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas -, mas o objetivo principal da emissora, segundo a presidente da EBC, Tereza Cruvinel, vai além. “Queremos ter uma TV que expresse no exterior a diversidade e a cultura do Brasil”, disse.

A emissora começará pela África porque foi lá que conseguiu fechar o primeiro contrato de retransmissão local por cabo, com a distribuidora Multichoice. Há também interesse do Brasil em aumentar sua presença no continente, sobretudo nos Palops, países que serão cobertos pela emissora.

O “Estado de São Paulo” diz que a TV brasileira só transmitirá em português, mas que há planos para, futuramente, legendar alguns programas em inglês, mas existe um obstáculo: o custo.

Os testes de transmissão da TV Brasil Internacional já começaram. No dia 20, o sinal será aberto, em caráter experimental, para a África e, no dia 22, já entrará nos pacotes básicos de TV a cabo da Multichoice no continente africano.

Em Cabo Verde, atualmente, Globo e Record Internacional são vistos em Cabo Verde através da televisão por assinatura. A Record tem um braço em Cabo Verde, a Record Cabo Verde que retransmite alguns programas da Record Internacional.

Fonte: http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/17103

05/18/2010 at 7:19 pm Deixe um comentário

Haroun, grito da África

CANNES – O Estado de S.Paulo

E da África veio uma boa surpresa, o filme do Chad Un Homme Qui Crie. É o quarto trabalho do diretor Mahamat-Saleh Haroun e, como o anterior, Daratt, interpretado por Youssouf Djaoro. O ator é excepcional e, como disse o próprio cineasta, seu mérito é viver o personagem discretamente, mas com intensidade, o que consegue com acurado trabalho de investigação e pesquisa. Na coletiva, Djaoro revelou que não pertence a nenhuma escola de teatro nem cinema. Cria a partir da observação.

Haroun já foi premiado duas vezes em Veneza, por Bye Bye África e Daratt. Ele diz que é uma responsabilidade muito grande – e pesada – ser o representante africano no maior evento de cinema do mundo. O filme retrata o Chad dividido pela guerra civil. A filmagem, com apoio financeiro da França, mais de uma vez teve de parar por causa de combates nas proximidades do set. Daí o caráter de urgência que Um Homem Que Grita possui.

É a história de um pai e sua relação com o filho. O pai é um campeão de natação que cuida da piscina de um clube. A piscina é sua vida, mas ele, por força da idade, é afastado do cargo, entregue a seu filho. Ele veste o uniforme de porteiro, o que, para ele, é uma degradação. Até por isso, mas também pela política vigente em sua vizinhança, o pai entrega o filho ao Exército, que o envia para a frente de combate.

Ao perceber o horror do gesto, Djaore busca o garoto no front, para devolvê-lo à mulher e à namorada, que espera um filho. Mahamat Saleh-Haroun fala tão bem quanto filma. Ele tem uma visão muito clara – e lúcida – do que representa o cinema num país como seu. Lamenta que a África seja uma espécie de primo pobre nos grandes festivais, mas vê nisso um signo da realidade. O festival recém-começou, mas um prêmio para seu ator seria uma bela recompensa. / L.C.M.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100517/not_imp552662,0.php

05/19/2010 at 5:51 pm Deixe um comentário

Defendida maior inserção da África na economia mundial

Angola Press

Luanda – O reitor da Universidade Lusíada de Angola, Mário Pinto de Andrade, defendeu hoje a necessidade de uma maior inserção do continente africano na economia mundial, pois representa cerca de 12% da população mundial (900 milhões de habitantes).
 
O responsável, que falava durante a conferência comemorativa ao Dia de África, acrescentou que, apesar dos dados acima referenciados, o continente representa apenas 1% do PIB mundial, igual percentagem de investimento direto estrangeiro e dois a 3% do comércio mundial.
 
“Passaram-se oito anos desde a criação da União Africana, conseguiu-se acabar com o Apartheid, falta apenas uma maior inserção econômica a nível mundial”, disse.
 
Ainda assim, informou que é o continente com a taxa de crescimento populacional mais rápida e com uma taxa de mortalidade infantil igualmente elevada.
 
Por outro lado, disse, num total de 48 países mais pobres a nível mundial, 33 são africanos e 32 países com índice de desenvolvimento humano baixo e num total de 42 milhões de pessoas infectadas com vírus HIV, cerca de 20 milhões são africanas, assim como 70% da população africana ativa está envolvida na economia informal.
 
Para o professor universitário, os líderes africanos estão preocupados com o combate à pobreza, com a boa governação, poder e uma melhor estratégia para o desenvolvimento do continente.
 
Apesar das várias dificuldades que ainda enfrenta, África de 2009 a 2010 registrou a existência de conflitos na Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, no Zimbabwé, golpe de estado na Mauritânia, conflito no Sudão e no Madagáscar, entre outros, apesar disso vimos também a consolidação com eleições em vários países do continente, como Gabão, Sudão, Ilhas Maurícias, considerou.
 
Para finalizar, Mário Pinto de Andrade frisou que o continente, apesar de todas as vicissitudes, hoje é mais respeitado a nível internacional e vê-se agora países como Angola, África do Sul , Nigéria, Ghana e Egito a participarem na cimeira do G8 e G20 como reconhecimento dos esforços econômicos e sociais que estes países estão a fazer, no sentido das suas economias serem mais competitivas a nível internacional.
 
Anualmente a Universidade Lusíada de Angola realiza a reflexão sobre o continente africano, no âmbito da comemoração do 25 de Maio, dia de África.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2010/4/20/Defendida-maior-insercao-Africa-economia-mundial,ae3c2465-6be9-46bf-aecd-5fe063a19426.html

05/20/2010 at 3:45 pm Deixe um comentário

Governo criará bolsas de pós-graduação para negros

Globo Online

14/05/2010 – BRASÍLIA. O ministro de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, anunciou ontem que o governo federal criará 250 bolsas de pós-graduação para estudantes negros ou pardos. O anúncio fez parte das comemorações pelos 122 anos da Lei Áurea, que marcou o fim da escravidão no Brasil, em 1888.

Bolsas de mestrado e doutorado serão concedidas especialmente a alunos de pós-graduação que tenham ingressado em instituições de ensino superior com base em critérios de ação afirmativa ou que tenham sido bolsistas do programa Universidade para Todos (ProUni), destinado a jovens de baixa renda.

A iniciativa é resultado de parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação. Segundo a Capes, um edital será publicado até a semana que vem, prevendo 200 bolsas de mestrado e 50 de doutorado em 2010 e mais 200 de mestrado e 50 de doutorado para 2011.

As bolsas terão o valor padrão da Capes — R$ 1.200 mensais para alunos de mestrado e R$ 1.800 para os de doutorado. Ferreira anunciou também a ampliação de 600 para 800 no número de estudantes negros do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, do CNPq.

Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br

05/21/2010 at 3:48 pm Deixe um comentário

Presidente do sul do Sudão toma posse

BBC

O líder dos antigos rebeldes do sul do Sudão, Salva Kiir, tomou posse esta sexta-feira como presidente da região semi-autónoma do sul do país, depois de uma vitória esmagadora nas eleições do mês passado.
As eleições foram convocadas na sequência do acordo de paz de 2005 que terminou a guerra civil de 20 anos entre os dois lados.

Em Janeiro do próximo ano, os habitantes do sul vão votar num referendo para a independência, esperando-se que este resulte num “sim” esmagador.

A maior parte do lucrativo petróleo do Sudão está no sul, e as fronteiras exactas com o norte têm ainda de ser definidas.

Em menos de um ano, Kiir poderá duplicar a pompa e circunstância protocolar, mas desta vez como primeiro líder de um novo país.

Independência

Em Janeiro, os habitantes do sul vão votar numa possível independência, tal como estipula o acordo de paz de 2005 com o norte.

Os apoiantes de Kiir estão confiantes de que o novo país não será um estado falhado.

“Ele tem a confiança do povo e sei que ele vai levar as pessoas do sul do Sudão à Terra Prometida, onde pertencem, onde terão total liberdade e total emancipação”, considerou o deputado do sul do Sudão, Peter Bashir Bndi.

Espera-se que os habitantes do sul votem esmagadoramente a favor da independência, se a votação se processar livremente.

As atenções voltam-se agora para as delicadas negociações entre o norte e o sul para assegurar que tal aconteça.

A maior parte do petróleo sudanês está no sul e a fronteira exacta com o norte ainda tem de ser definida.

A tomada de posse de Salva Kiir é um momento histórico para o sul, mas não há dúvidas de que ele tem por diante uma enorme tarefa a realizar.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100521_sudankiirswornintl.shtml

05/22/2010 at 7:54 pm Deixe um comentário

Vice-ministro da Cultura nos festejos do dia da África em Espanha

Angolapress

Luanda – O vice-ministro da Cultura, Cornélio Caley, deixou hoje (domingo) Luanda, com destino a Madrid, Espanha, a fim de participar numa Conferência Internacional em alusão ao dia da África, que se assinala terça-feira.

Em declarações à Angop no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro Cornélio Caley adiantou que o evento, organizado pela “Casa de África de Madrid” visa comemorar o 50º aniversário das Independências dos países africanos.

“Apesar dos nossos 35 anos de independência, fomos convidados e vamos fazer um balanço da trajectória histórica de África e o da nossa própria trajectória, que apesar de terem pontos comuns, ainda assim, temos as nossas particularidades”, considerou.

O vice-ministro vai apresentar à conferência o tema “As Independências Africanas: O Caso de Angola”, juntando-se assim a outros cinco especialistas do continente.

Para os 50 anos das independências africanas a Casa de África está a levar a cabo mais de 100 actividades dentro da iniciativa “África Vive”.

1960 é considerado o ano do fim da colonização em África, o marco crucial em que 17 países obtêm a sua independência através de diferentes processos de descolonização.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2010/4/20/Vice-ministro-Cultura-nos-festejos-dia-Africa-Espanha,0d5444e4-5bbb-488e-a3ef-e3f204bd7ad1.html

05/24/2010 at 1:25 am Deixe um comentário

Observadores investigam ‘fraude’ nas eleições etíopes

BBC

Observadores da União Europeia na Etiópia estão a investigar queixas de irregularidades na votação deste domingo, mas dizem que o processo decorreu na generalidade pacífico e calmo.
A oposição queixou-se de mau comportamento eleitoral, mas a UE referiu que a afluência às urnas foi “encorajadora”.

O correspondente da BBC em Addis Ababa, Will Ross, diz que o partido no poder do Primeiro Ministro Meles Zenawi deve ser o vencedor.

As eleições legislativas são vistas como um teste ao país depois da votação de 2005 ter sido manchada pela violência.
‘Massiva’
“Não sei qual é a afluência total, mas deverá ser bastante alta. Isso só por si é bastante encorajador”, disse o chefe da missão de observação da UE, Thijs Berman.

“Os cidadãos etíopes expressaram o seu voto de uma forma democrática, calma e pacífica e massivamente, acrescentou.

Berman referiu quet inham sido reportadores erros técnicos e recebido queixas de partidospolíticos e candidatos.

“Não sabemos nesta altura qual a dimensão dessas irregularidades e a sua gravidade. Mas estamos ocupados a avaliar isso”, disse.

O nosso correspodnente diz que depois de quase duas décadas no poder, Meles Zenawi e o seu partido Ethiopian People’s Revolutionary Democratic Front (EPRDF) estão confiantes na vitória.

Há cinco anos, Zenawi teve um susto quando uma coligação da oposição esteve quase a ganhar as eleições.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100524_observeresethiopiatl.shtml

05/25/2010 at 3:23 am Deixe um comentário

Ban ressalta no Dia da África cooperação da ONU com continente

EFE

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou nesta terça-feira no Dia da África a histórica cooperação que o organismo mundial mantém com os países do continente em matéria de desenvolvimento, direitos humanos e paz.
“África está posicionada para capitalizar seu potencial. Neste Dia da África, temos de renovar nosso compromisso em busca da paz e o progresso sustentável para todos neste continente”, afirmou em mensagem o principal responsável das Nações Unidas.

Ban lembrou que praticamente todas as agências do organismo têm presença nos países africanos para abordar situações de conflito interno, mudanças de poder inconstitucionais, violência contra os civis, assim como insegurança alimentícia, agressões sexuais e doenças, entre outras dificuldades.

Nesse sentido, assinalou que a cúpula sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) do setembro na sede da ONU em Nova York oferecerá “outra oportunidade” para completar os compromissos da comunidade internacional com a África.

O secretário-geral destacou a cada vez mais estreita colaboração entre a União Africana (UA) e o Conselho de Segurança da ONU na realização de missões de paz, esforços de mediação e a prevenção de conflitos.

“Da paz à segurança, do desenvolvimento econômico e social à integração regional, as Nações Unidas provaram ser um sócio indispensável”, ressaltou Ban.

Ao mesmo tempo, indicou que o movimento de descolonização que varreu o continente há cinco décadas gerou a entrada de novos membros na ONU e permitiu dirigir a atenção ao organismo e às necessidades de desenvolvimento e democracia do continente.

“Ao lembrar a comunidade internacional sobre a sua obrigação em direção aos mais vulneráveis, e afirmar que todos somos membros de uma mesma família de nações, e a África contribuiu para moldar a nova agenda global”, asseverou Ban.

Nesse contexto, destacou que a realização neste ano do Dia da África, que lembra a criação da Organização para a Unidade Africana em 1963, coincide com o 50º aniversário da independência de vários dos países francófonos do continente, assim como da Nigéria, o mais populoso.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4449061-EI294,00Ban+ressalta+no+Dia+da+Africa+cooperacao+da+ONU+com+continente.html

05/25/2010 at 8:58 pm Deixe um comentário

Organização africana faz 47 anos e intelectuais defendem recuperação da autoestima popular

Agência Brasil

Maputo – A Organização de Unidade Africana (OUA) completou nesta terça-feira (25/5) 47 anos de criação. Do ponto de vista político, o ato é considerado um dos mais marcantes para o fortalecimento dos movimentos pela independência nos países africanos. Em 25 de maio de 1963, 32 estados já independentes assinaram em Adis Abeba, capital da Etiópia, a carta que criou a organização. A data é celebrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia da África.

A entidade existiu até 2002, quando foi dissolvida e deu lugar à União Africana, que congrega 53 dos 54 países do continente – Marrocos afastou-se m 1985, em protesto pela admissão da autoproclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.

Hoje em dia, a África tem aproximadamente 30 milhões de quilômetros quadrados e mais de 800 milhões de habitantes vivendo em 50 repúblicas presidencialistas e três monarquias – Lesoto, Marrocos e Suazilândia. Cerca de 63% da população africana vivem no campo, e a agricultura é a base da economia de muitos dos países. Por isso, o Produto Interno Bruto (PIB) da África corresponde a apenas 1,9% do total global e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais internacionais. Sozinha, a África do Sul perfaz um quinto do PIB do continente.

Pelos dados do Banco Mundial, quase metade dos africanos vive com menos de US$ 1 por dia, padrão de pobreza absoluta. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 300 milhões de africanos passarão fome este ano. No continente estão dois terços dos portadores de HIV/AIDS, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mesmo com tantos problemas, há sim o que comemorar, diz o diretor do Centro de Análise Política da Universidade Eduardo Mondlane, Gerhard Liesegang. Alemão, ele vive em Maputo, capital de Moçambique, há 40 anos. “Não se costuma ver o progresso que a África está a fazer, apesar de vários países terem governo corruptos”, afirma o professor, com sotaque alemão, carregado nos “erres”. “E a maior mudança é dentro das mentes dos africanos, que transformam suas experiências em novas escolhas”, afirma Liesegang.

Para a produtora cultural Tina Mucavele, uma das organizadoras da Semana de Identidade Africana, que vai até sexta-feira (28) em Maputo, é fundamental recuperar a autoestima do povo africano. “A colonização nos deixou uma identidade de povo oprimido, apologético, sem confiança, que está sempre a pedir algo ou desculpas.” Mas, de acordo com ela, “essa não é a característica humana das pessoas da África. É uma marca social que acabou imposta pela nossa história.”

Uma das atrações mostradas na Semana de Identidade Africana foi o documentário Motherland (Terra Mãe), do cineasta alemão e negro Alik Sharadah. No filme, diversas personalidades sugerem que o rompimento com os padrões exigidos pelo mundo globalizado podem ser a saída para a África. O documentário ressalta que, em cerca de 300 anos, 40 milhões de africanos foram levados como escravos para gerar lucros na Europa e na América. Mostra também que muitos de seus países resultam de divisão feita pelos colonizadores para explorar riquezas, sem levar em conta aspectos culturais ou étnicos.

O filósofo moçambicano Severino Nguenha acha que o processo de independência ainda não se consumou. “Somos independentes, um grande avanço em si. E isso é inegociável. Mesmo que a independência ainda não tenha se transformados em liberdades plenas e concretas para os indivíduos”, afirma o bacharel em teologia, doutor em filosofia e professor da Universidade Lausanne, na Suíça.

“Temos problemas muito sérios em todos os países africanos, mas é inegável que, em 47 anos, houve progressos enormes, como o acesso à educação, “muito superior ao que tínhamos antes da independência, aqui em Moçambique, por exemplo”, destacha Nguenha.

A atriz Lucrécia Paco, que também se apresenta na Semana da Identidade Africana, acredita que as virtudes e as possibilidades africanas fortalecem a busca interna por saídas para os problemas. “Fomos feitos pobres, não somos pobres”, afirma Lucrécia. “O futuro está em África e devemos dizer isso. Daqui muitos foram levados para enriquecer o Primeiro Mundo. E neste momento é preciso voltar lá atrás.”

Nguenha concorda com a atriz. “As soluções africanas virão de um pensamento endógeno”, defende ele. “As estratégias para solução dos problemas devem ser firmemente ancoradas no próprio continente africano.”

O filósofo cita o autor francês Victor Hugo para justificar sua confiança: “’as utopias são a verdade do amanhã’. Foi com muito esforço que saiu-se da escravatura. Com muito esforço saiu-se do colonialismo. É com ainda mais esforço que podemos encontrar um caminho em direção a um desenvolvimento que tem que ser africano. Não tem que ser nem americano, nem europeu.”

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/25/mundo,i=194354/ORGANIZACAO+AFRICANA+FAZ+47+ANOS+E+INTELECTUAIS+DEFENDEM+RECUPERACAO+DA+AUTOESTIMA+POPULAR.shtml

05/26/2010 at 6:44 pm Deixe um comentário

África: as razões do subdesenvolvimento

BBC

Um painel internacional liderada por Kofi Annan, nesta terça-feira (25), na África do Sul, afirmou que o subdesenvolvimento da África ocorre mais em razão da falta de vontade dos seus dirigentes do que de problemas de recursos.

“Não é a falta de recursos, a saída de diplomados ou o fracasso dos projetos que são problemáticos”, disse o ex-secretário-geral Kofi Annan ao apresentar o relatório.

O grupo reafirmou as constatações feitas no passado por outras instituições, que “apenas os africanos das elites se beneficiam dos vastos recursos do continente”.

Segundo o relatório Global Financial Integrity, o continente apresenta elevados níveis de corrupção. A ONG, sediada nos Estados Unidos, constatou que apenas em 2008, as transferências de dinheiro de origem duvidosa a partir da África para outros continentes chegaram entre 37 e 53 bilhões de dólares.

Desde 1970, esta soma é três vezes mais importantes que todas as doações e ajuda recebida dos países desenvolvidos no mesmo período.

De acordo com a Global Financial Integrity, esses bilhões de dólares que deixaram a África tem origem da “corrupção, evasão fiscal ou de lavagem de dinheiro”.

“Se metade desses fluxos financeiros fossem diminuídos daria para resolver todos os problemas de financiamento”, disse Kofi Annan a jornalistas em Johanesburgo.

É verdade que muitos líderes africanos ainda estão sendo investigadas ou processadas sobre a origem das suas fortunas colossais no estrangeiro.

Os presidentes Paul Biya, dos Camarões, Obiang Nguema, da Guiné Equatorial, o congolês Denis Sassou-Nguesso e Omar Bongo, do Gabão tiveram de se defender contra a ação intentada pela ONG Transparency International France, no caso de bens chamado mal adquiridos. Na Grã-Bretanha, a propriedade de um ex-governador de um estado da federação nigeriana foi recentemente apreendida.

Além de Kofi Annan, que preside o Painel sobre o progresso da África, o grupo inclui, entre outros, o presidente da Transparência Internacional, Peter Eigen e o ex-presidente Olusegun Obasanjo da Nigéria.

O grupo foi criado em 2007 para garantir o cumprimento de promessas de ajuda feitas pelos países desenvolvidos, incluindo os membros do grupo G7.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/french/news/story/2010/05/100525_afrique_developpement.shtml

05/27/2010 at 5:45 pm Deixe um comentário

Finalista angolano apela ao jornalismo exemplar

Angola Press

Kampala – O jornalista angolano Sebastiao Vemba apelou, nessa quinta-feira, em Kampala, ao exercício de um jornalismo exemplar comprometido com a verdade.

Indicado como um dos 27 finalistas da 15ª edição do concurso  do Prêmio Jornalista Africano CNN MultiChoice, Vemba conta com apenas 25 anos de idade e quatro de jornalismo.

O jornalista angolano concorreu com uma série de reportagens “Adeus Ilha”, um total de três peças sobre os desalojados do Bairro Benfica na Ilha de Luanda para o Zango, publicadas pelo semanário “Novo Jornal”.

 Em entrevista exclusiva à Angop, Vemba mostrou-se satisfeito com a evolução do jornalismo angolano e incentivou a que se pratique um jornalismo de investigação.

Considerou que a sua participação no prêmio vai ajudar a despertar o interesse dos jovens jornalistas angolanos na prática de um jornalismo de qualidade.

Sobre o que representa a sua presença numa lista de 27 finalistas, o jornalista disse que “aumentará a sua responsabilidade e vai continuar a abordar matérias de interesse público”.

 Vemba, que trabalha agora para a Revista Economia e Mercado, referiu que tem preferência em tratar de questões ligadas à micro-economia pois vão de encontro a questões que afetam o cidadão.

O jornalista, que concluiu um curso médio de língua portuguesa beneficiou de um curso de jornalismo no Cenjor em Portugal e aspira concluir a licenciatura em Direito.

Revelou que um dos seus desafios consiste em  aperfeiçoar os seus conhecimentos em língua inglesa.

A entrega do prêmio será feita a 29 de Maio do corrente ano na cidade de Kampala, mas a anteceder o anúncio do prémio os concorrentes participarão em alguns seminários sobre a situação do jornalismo africano.

Nesta edição, 2010, o jornalista angolano José Luís Mendonça integra o júri.

Em 2005 o mesmo foi agraciado com o galardão “Notícias Gerais da Lusofonia”, no concurso CNN-Multichoice Jornalista Africano.

O jornalista Ernesto Bartolomeu, da Televisão Pública de Angola, venceu em 2009  na categoria de língua portuguesa  com uma reportagem histórica sobre o Kuito Cuanavale, município da província angolana do Kuando Kubango.

 A 15ª edição deste concurso coincide com a celebração dos 30 anos da CNN, como o primeiro fornecedor de notícias do mundo.

O Prêmio Jornalista Africano do Ano CNN foi fundado em 1995 por Edward Boateng que foi director regional africano da Turner Broadcasting System Inc, empresa-mãe da CNN) e o falecido Mohamed Amin, com o objectivo de reconhecer e incentivar a excelência no jornalismo por toda a África.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2010/4/21/Finalista-angolano-apela-jornalismo-exemplar,d433c14b-a09a-44f6-9bc7-23d29bd67873.html

05/28/2010 at 11:18 pm Deixe um comentário

Copa do Mundo movimenta países vizinhos da África do Sul

Agência Brasil

MAPUTO – A Copa do Mundo será na África do Sul, mas o evento movimenta praticamente todos os países da África Austral. Várias iniciativas foram tomadas nos últimos meses pelos governos dos membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral por causa do Mundial de Futebol.

A SADC (sigla em inglês para Southern Africa Development Coordination Conference) inclui, além do país-sede da Copa (África do Sul), Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

Nesta semana, chefes de polícia de 13 dos 14 países da SADC (Madagascar não participou) criaram uma força-tarefa para atuar durante a Copa. O foco é fortalecer a fiscalização das fronteiras e reforçar o corpo da guarda sul-africana com policiais dos demais países. As grandes preocupações são o deslocamento de bandidos, atraídos pelos turistas que devem vir para o Mundial, e o tráfico de pessoas.

No início do mês, o governo de Moçambique lançou a campanha Bassopa Moçambique (Cuidado, Moçambique em changana, a língua nativa mais falada no sul do país). O objetivo é alertar as famílias para a possibilidade de tráfico de seres humanos, especialmente de mulheres e crianças. E evitar o aliciamento delas pelas redes de prostituição e para trabalho barato ou ilegal na África do Sul.

Mas a Copa no país vizinho não traz só preocupações para esse grupo. Nesta sexta-feira (28) terminou o curso de capacitação para taxistas na capital moçambicana, Maputo. Eles aprenderam noções básicas de inglês e de como tratar os turista que, esperam eles, virão da África do Sul.

Maputo fica a cerca de 550 quilômetros de Joanesburgo por boa estrada. O trajeto é vencido em cerca de 6 horas, contado o trâmite para cruzar a fronteira. Três companhias aéreas fazem o trajeto Joanesburgo-Maputo, de 45 minutos, que custa cerca de R$ 500 o trecho.

O Instituto Nacional de Turismo de Moçambique apostou na Copa como chamariz. Aglutinou operadores locais e sul-africanos para conseguir preços melhores de hotéis, traslados e serviços. Os pacotes incluem a oferta de visitas a Maputo, aos parques de safári próximos (alguns a menos de 100 quilômetros) e as belíssimas praias de Vilanculo, no centro do país, e de Pemba, ao norte. Mas um novo terminal do aeroporto de Maputo, ainda em construção, não ficará pronto a tempo.

Até a estatal de energia elétrica moçambicana lucrou com a Copa na África do Sul. A Electricidade de Moçambique (EDM) vai alocar uma quota adicional de 50 megawatts ao vizinho entre 11 de junho e 11 de junho. Na última reunião da Souther African Power Pull – grupo que congrega as empresas de eletricidade da SADC – foi anunciado que todas se comprometeram a usar suas rede de produção, transporte de energia e competência técnica para apoiar a África do Sul, caso seja necessário.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.aspid_editoria=9&id_noticia=328956

05/30/2010 at 7:22 pm Deixe um comentário

Cimeira França-África inaugurada na cidade de Nice

BBC

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, procedeu à abertura da cimeira que visa melhorar relações com o continente africano.
O encontro, na estância francesa de Nice, deve discutir as relações empresariais entre a França e África, assim como a pirataria, terrorismo e mudanças climáticas.

Participam no encontro 38 líderes africanos e estão representados 53 países daquele continente.

Madagáscar não foi convidado e o Zimbabwe recusou-se a enviar uma delegação após a França ter objectado a participação do Presidente Robert Mugabe.

Grupos de liberdade civil criticaram a cimeira, referindo haver apenas dois líderes africanos participantes que não podem ser acusados de violação dos direitos humanos.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100531_franceafricaaws.shtml

05/31/2010 at 8:57 pm Deixe um comentário

Governo vai defender maior participação africana na governação mundial

AngolaPress

Praia – Cabo Verde vai defender na Cimeira França/África iniciada hoje (segunda-feira), na cidade meridional francesa de Nice, a presença permanente de África no Conselho de Segurança da ONU e no G20, apurou a PANA de fonte oficial.

De acordo com o Primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, que representa o seu país na cimeira de Nice, o arquipélago considera tal presença indispensável, porque o continente tem de participar mais fortemente na governação mundial.

José Maria Neves, que falava aos jornalistas antes de seguir para Nice, defendeu ainda uma maior participação do continente africano nas questões financeiras mundiais, quer no Banco Mundial (BM) quer no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo ele, essas questões são indispensáveis para o desenvolvimento de África, pelo que o seu Governo espera que esses temas sejam abordados na cimeira de Nice, juntamente com outros assuntos essenciais para o futuro da humanidade e do continente africano.

Lembrou que, na agenda da cimeira, serão também discutidos temas como a consolidação do Estado de Direito Democrático em África, a gestão de conflitos e a criação de condições para a prevenção de crises institucionais no continente africano, o ambiente, entre outros.

Prevê-se a apresentação de uma proposta para a criação de uma Organização Mundial do Ambiente (OMA), bem como a discussão de temas relacionados com a redução de gases com efeito de estufa em 50 porcento até 2050.

O financiamento de programas para preservação do ambiente, a segurança alimentar e a agricultura constam também da agenda do encontro no qual deverá ser assinado um compromisso de apoio à redução de gases com efeito de estufa.

Sobre a agricultura e segurança alimentar, Maria Neves adiantou que os países africanos vão apoiar a criação de um fundo, destinado a financiar projectos de mobilização de água e a introdução de novas técnicas de produção agrícola, visando o desenvolvimento do meio rural em Cabo Verde e em África.

Para o chefe da delegação cabo-verdiana à cimeira França/África, outra questão essencial a ser discutida é a relação do continente africano com a Europa, que constitui, para Cabo Verde, um marco importante e positivo.

A Cimeira de Nice é copresidida pelos Presidente francês e egípcio, Nicolas Sarkozy e Hosni Mubarak, respetivamente.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2010/4/22/Governo-vai-defender-maior-participacao-africana-governacao-mundial,c040d2ef-cb02-462d-ad25-66697bbd4354.html

06/01/2010 at 8:35 pm Deixe um comentário

Lula se compromete a trabalhar pela América Latina e África quando deixar o Governo

Agencia EFE

Brasília, 1 jun (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu nesta terça-feira perante a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) a trabalhar pela América Latina, o Caribe e a África assim que deixar o poder e ajudar essas regiões a escreverem “seus próprios destinos”.

“A América Latina e a África devem se transformar em continentes de dignidade e respeito”, afirmou Lula no encerramento da 33º reunião da Cepal, que termina hoje em Brasília após três dias de debates.

O presidente falou da forma como os países da América Latina e do Caribe reagiram perante a crise que explodiu em 2008 nos Estados Unidos e assegurou que o pouco impacto que ela teve se deve ao fato de que a região começou a “escrever seu destino sem a ajuda de ninguém”.

Lula condenou o Consenso de Washington, que nos anos 1990 propunha reduzir o papel estatal na economia para entregá-la nas mãos do mercado e avaliou, em contraposição, a proposta da Cepal de fortalecer os Estados.

Na sua opinião, por ter feito isso nos últimos anos muitos países latino-americanos, como o Brasil, saíram bem das atuais turbulências internacionais.

O presidente atribuiu boa parte do atraso em que a América Latina esteve durante o século XX aos “autoritarismos”, devido aos regimes militares que governaram muitos países, mas também a “subordinação de muitos chefes de Estado, que pensavam que tudo que vinha da Europa e Estados Unidos era bom”.

Sustentou que a crise que os países mais ricos sofrem agora é “uma lápide para os fundamentalistas do mercado”, que antes “impunham” seus ideais e seus modelos à América Latina e ao Caribe.

Disse que essas imposições não se davam somente na economia, mas também na política, e lembrou que “não faz muitos anos que um embaixador de algum país rico dizia em um país da América Central que candidato presidencial devia ganhar uma eleição”.

Segundo Lula, na América Latina e no Caribe houve “uma reação” e as sociedades “tomaram consciência de sua força e também da necessidade de ter e dirigir seus próprios processos”.

Sustentou que foi essa reação que gerou a “onda de democracia” que os países latino-americanos vivem e permitiu que um índio, como Evo Morales, e um operário, como ele, chegassem ao poder na Bolívia e no Brasil.

Lula afirmou que “o motor dessa democracia são as classes historicamente esquecidas”, que foram reivindicadas por Governos que “puseram o social como preocupação central”.

Também fez um repasse das políticas sociais que seu Governo promoveu desde 2003 e ofereceu essa experiência à Cepal, a fim de transmiti-la a todos os países da América Latina e do Caribe.

Para o presidente muitas dessas políticas já contemplam algumas das recomendações que a Cepal colocou em um documento discutido em Brasília e aprovado hoje, em que as nações se propõem a fortalecer o papel do Estado como fator de promoção da igualdade social e do desenvolvimento.

A fim de se despedir, Lula lembrou que no próximo dia 1 de janeiro entregará o cargo ao ganhador das eleições do dia 3 de outubro, mas se comprometeu a continuar trabalhando, sem esclarecer como, para promover o desenvolvimento e a igualdade na América Latina e na África.

O próximo encontro da Cepal será realizado em El Salvador em 2012.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jHcB53G6RxFi_i6ci91qhouDdNUQ

06/02/2010 at 4:34 pm Deixe um comentário

À Procura do Dinheiro Liberiano

The New York Times

O governo liberiano está atrás dos milhões – talvez bilhões – apropriados indevidamente por Charles Taylor, ex-presidente da Libéria, que está sendo julgado em Haia.

Veja o vídeo:

http://video.br.msn.com/watch/video/a-procura-do-dinheiro-liberiano/anl81fdh

06/03/2010 at 8:48 pm Deixe um comentário

Brasil: Cooperação brasileira e chinesa na África discutida em seminário

Jornal Digital

Brasília – O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) vai realizar o seminário internacional «Brasil e China na África: Desafios da Cooperação», no próximo dia 9 de Junho, em Brasília.
 
O seminário, que tem o patrocínio do UK Department for International Development (DFID) e o apoio da Confederação Nacional do Comércio (CNC) tem como objectivo analisar as iniciativas de desenvolvimento global do Brasil e da China por meio da Cooperação Internacional (técnica, tecnológica e financeira) dos seus Governos e instituições.

Serão debatidos durante o seminário os empreendimentos brasileiros e chineses para a promoção do desenvolvimento, mitigação da pobreza e redução da desigualdade social na África, temas centrais na agenda de países em desenvolvimento como é o caso do Brasil e da China.

A análise vai focar-se nas iniciativas levadas a cabo nos países africanos, uma vez que é nestes que estão algumas das mais ambiciosas acções para o desenvolvimento realizadas pelo Brasil e pela China.

Fonte: http://www.jornaldigital.com/noticias.php/3/18/noticias.php?noticia=22338

06/05/2010 at 9:19 pm Deixe um comentário

Estatuto do Estrangeiro ou Lei de Imigração? Uma análise crítica do Projeto de Lei nº 5.655/09 – Seminário 18/06/10

Como é do conhecimento de todos, o Estatuto do Estrangeiro vigente no Brasil ainda é remanescente do regime militar, consagrando o paradigma da segurança nacional.
 
Tramita, atualmente, no Parlamento brasileiro, o Projeto de Lei nº 5.655/09, que pouco avança em relação a diversos direitos essenciais dos imigrantes, seguindo a tendência internacional da criminalização da imigração, somada aos imperativos do mercado. Apresentado pela mitologia estatalista como criminoso em potencial ou como concorrente no mercado de trabalho, o imigrante permanece como o estrangeiro, inimigo ou adversário, a ser mantido sob controle, e não o cidadão que, no âmbito de uma política migratória sul-americana, aqui está para enriquecer nossa cultura e contribuir, com seu trabalho, para o desenvolvimento autônomo de nossa região.
 
Preocupados em oferecer alternativas ao texto do PL em questão, o CAMI/SPM e o IRI/USP organizam, em 18 de junho próximo, o seminário “Estatuto do Estrangeiro ou Lei de Imigração? Uma análise crítica do Projeto de Lei nº 5.655/09″, com apoio de EDEPE, ESF, FES, ANDHEP, CPM e do Projeto Educar para o mundo.
 
O evento ocorrerá na Faculdade de Direito da USP (Largo de S. Francisco). Na manhã do dia 18, haverá uma discussão geral dos contextos e dos paradigmas relacionados às migrações, aberta ao público. À tarde, três Grupos de Trabalho, abertos exclusivamente aos inscritos, construirão o documento final do evento. O material preparatório dos GTs estará disponível nos sites do CAMI http://cami-spm.org/ e do Educar para o mundo http://educarparaomundo.wordpress.com/ a partir de 9 de junho.
 
As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, até 15 de junho, pelo email secretaria.cami@terra.com.br.

06/07/2010 at 7:21 pm Deixe um comentário

CE doa 46 milhões de euros para atenuar necessidades humanitárias no Sudão

EFE

Bruxelas, 7 jun- A Comissão Europeia (CE) anunciou hoje uma contribuição no valor de 46 milhões de euros ao Programa Mundial de Alimentos, para atender a emergência humanitária no Sudão.

A comissária europeia de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, e o diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Josette Sheeran, apresentaram hoje em Roma este acordo, o maior financiamento assinado até hoje pelos dois organismos.

O dinheiro será utilizado para proporcionar ajuda alimentícia à população da região de Darfur e do sul do Sudão.

“As necessidades humanitárias no Sudão dispararam, portanto é vital mobilizar fundos adicionais”, ressaltou Georgieva em comunicado.

A comissária ficou “preocupada” com a situação dos civis afetados pelos combates recentes em algumas partes do oeste e do sul de Darfur, em particular em Jbeil Marra, que obrigaram milhares de  pessoas a se deslocar.

A crise humanitária no Sudão é complexa, dada à persistência de conflitos internos e além das fronteiras que fazem com que milhões de pessoas sigam dependendo da ajuda alimentícia.

Estes 46 milhões de euros fazem parte do Plano Global para o Sudão, aprovado este ano, que conta com um orçamento de 114 milhões de euros.

Por outro lado, a CE também anunciou hoje em comunicado que se reunirá amanhã com a Comissão da União Africana (UA) para reforçar sua cooperação institucional e impulsionar o plano de ação da estratégia União Europeia (UE)-África 2008-2010, com medidas concretas para apoiar o desenvolvimento do continente.

Este encontro, que acontece em Adis-Abeba, contou com a participação do presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, acompanhado de oito comissários: de Indústria, Antonio Tajani; de Meio ambiente, Janez Potocnic; de Desenvolvimento, Andris Piebalgs; de Energia, Günter Oettinger; de Ampliação, Stefan Füle; de Agricultura, Dacian Ciolos; de Comércio, Karel de Gucht, e a própria Georgieva.

Os participantes também dedicaram tempo para preparar a terceira cúpula entre os dois continentes, que será realizada nos dias 29 e 30 de novembro, assim como avançar no desenho do plano de ação conjunto para o período 2011-2013.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cpdocumentid=24495751

06/08/2010 at 5:06 pm Deixe um comentário

Polícia polonesa mata imigrante africano; 32 pessoas foram presas durante os distúrbios após o assassinato

agência de notícias anarquistas- ana

No último sábado, 22 de maio, a polícia polonesa realizou uma operação repressiva de surpresa contra ambulantes nigerianos que estavam vendendo sapatos nas imediações do estádio de Praga, em Varsóvia. Na ação, e usando da força – alguns policiais com armas em punho -, um rapaz africano foi algemado e empurrado para o chão, outros foram agredidos com cassetetes. Um nigeriano de 36 de anos, Max, tentou intervir contra a brutalidade da polícia, mas acabou sendo baleado no estômago e morreu.

Momentos depois a polícia começou a perseguir os ambulantes, instaurando um pânico no lugar. As pessoas reagiram e jogaram vários objetos contra as forças da ordem e quatro viaturas da polícia foram destruídas. 32 pessoas foram presas.

Em seguida, a polícia imediatamente mandou seu porta-voz inventar uma boa história para a imprensa: que a polícia estava “cercada e foi atacada” por uma gangue de africanos agressivos, então tiveram que atirar contra Max.

Mais tarde foi estabelecida a verdade, a partir de testemunhas oculares que contaram uma história completamente diferente da versão policial.

A ZSP, uma organização libertária polonesa, divulgou um comunicado e pediu uma ação de emergência no dia seguinte. Durante o dia, a TV entrevistou a esposa de Max, Monika, membros da ZSP e outras pessoas, finalmente deixando claro o que realmente tinha acontecido.

À noite, as pessoas se reuniram no local do assassinato. Algumas intervenções foram feitas e, em seguida, houve uma manifestação espontânea à delegacia de polícia para pedir a libertação dos detidos e protestar contra a violência policial. Lá, um grupo de amigos africano de Max chegou e explicou as pessoas sobre o que sucedeu de fato durante a repressão e a morte do imigrante nigeriano.

As autoridades polonesas acusaram formalmente 25 dos 32 presos de terem agredido um policial.

No dia 25 de maio, por volta das 11h, depois de uma ação de pressão e solidariedade, a polícia libertou todas as pessoas detidas, mas elas ainda estão sendo acusadas de agressão a um policial e o caso vai para julgamento. Elas podem pegar até 10 anos de prisão se forem condenadas.

Max vivia legalmente na Polônia há anos. Ele era casado com Monika, uma polonesa, com quem teve três filhos, de 10, 4 e 2 anos. Ele vendia mercadorias no estádio como um segundo emprego para complementar sua renda e ajudar a sua família.

Vídeo da morte de Max (imagens fortes): 
http://www.youtube.com/indexytsession=sI39W6TQ0KuRmet9NcAjFR8ytZd5MGcYvfYiHRcBNYmGgypiR3iCoYBRkg2mgGczbscxFtUJgP0lUifn6wl5jWqqddKNeiLyw1D24DrvjuQXATBnZxsZLG3DnjkLrf58s63f5RC9uA7WHFPgnUw2Ohc4_QVdQwTjSi_rds_U1tH18oXCkdewhKLC0fBhQQPcLUs2IW4DQPb257EthTwisr5q1TV2YNQvTzQ15_ZFu0FXWkY949jsIvBAfprsEdCS6gQiLSbBNHpglGf7yg0mr8wYN1VZRQ55N7QQQDDciFJZbjTWRb3Nqf1YdVGkmkjFTuUiPsufoL3Tak3MVIibjfaJWFfcxV0wx_f9HnjZqZR5XnlKX4CnaQ

Vídeo da intervenção dos amigos de Max durante um protesto, em inglês:
http://cia.bzzz.net/wypowiedzi_imigrantow_na_pikiecie_przeciw_policyjnemu_mordowi#comment-89782

06/09/2010 at 6:29 pm Deixe um comentário

Joe Biden encontra-se com líder do sul do Sudão

BBC
 
O Vice-presidente americano Joe Biden encontrou-se com o presidente do Sul do Sudão, Salva Kiir durante a sua visita ao Quénia, na segunda parte da sua visita ao continente africano.

Os dois discutiram o referendo marcado para o próximo ano, quando a região semi -autónoma do sul for dada a oportunidade de escolher a independência total.

Um funcionário do governo sudanês afirmou que Biden prometeu ajuda técnica e financeira ao referendo.

Salva Kiir, que venceu as eleições em Abril, é o primeiro presidente eleito do sul do Sudão.

As eleições foram resultado de um acordo de paz que pôs fim a 21 anos de guerra civil entre o norte e o sul.

Segundo o corresponde a BBC em Nairobi, Will Ross, existem receios de que assuntos importantes não sejam resolvidos antes do referendo e há possibilidades de se aumentarem as tensões entre o norte e sul do Sudão.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/06/100610_joesbidensudanzm.shtml

06/10/2010 at 6:04 pm Deixe um comentário

ABC a «arma de cooperação maciça» brasileira em África

Jornal Digital

Com uma sigla que sugere o nome de um manual, a Agência Brasileira de Cooperação, ABC, tornou-se em tempo recorde no centro nevrálgico da vontade política do Palácio do Planalto e da estratégia do Itamaraty no continente africano.
 
Não será por acaso que a ABC ainda está instalada no complexo do Palácio do Itamaraty, nome pelo qual é mais conhecido o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, MRE. Em face ao ministério erguem-se as torres do Congresso Federal e Senado que concluem a majestosa avenida «dos Ministérios» idealizada por Óscar Niemeyer. Lateralmente, surge o novo Palácio do Planalto que alberga a presidência.

Os principais alicerces do poder político brasileiro estão assim concentrados num eixo onde discretamente emerge o «peso pesado» da cooperação brasileira, ABC, e a ponta de lança do Itamaraty em África segurada pelo Planalto.

Quando se fala de África em Brasília os responsáveis de qualquer Ministério respondem mecanicamente, e textualmente, que «o Presidente Lula definiu que a cooperação com África é prioritária para o Brasil, trata-se de um relacionamento estratégico». No entanto Marco Farani, o energético Director da ABC, realça o «calcanhar de Aquiles» da cooperação: «a Lei brasileira ainda limita muito a acção de cooperação que o Brasil pretende fornecer». Para contornar esta lacuna a cooperação brasileira é designada apenas como «cooperação técnica».

Juridicamente, o Brasil, país emergente, continua a ser encarado internamente como do Terceiro Mundo, não podendo assim fornecer cooperação, mas apenas receber. Um paradoxo legislativo que não se coaduna com o posicionamento do Brasil nas esferas do poder planetário e na dinâmica brasileira em África, bloqueando burocraticamente o salto quantitativo e qualitativo da acção idealizada no Planalto.

«É apenas uma questão de tempo para ultrapassarmos esse problema», diz Marco Farani esboçando um sorriso premonitório, «um projecto lei já está esboçado e poderá ser apresentado até ao final de 2010. Não podemos estar bloqueados por uma Lei que já não se ajusta à realidade actual.»

Os limites legislativos acabaram assim por ser um pormenor habilmente contornado pela designação de «cooperação técnica» e através parcerias com instituições e organismos externos. Mas, também aliado ao imbróglio legislativo estão as limitações orçamentais da Agência.

A ABC «gere apenas um orçamento de 70 milhões de Reais (cerca de 30 milhões de euros). Comparativamente a outros países, com fortes tradições na cooperação em África, que dispõem de orçamentos dez vezes superiores ao nosso, conseguimos fazer dez vezes mais que eles. Isto é uma realidade bem visível» sublinha Marco Farani, «fizemos uma remodelação total nos mecanismos clássicos da cooperação, implicamos todos os ministérios e desenvolvemos articulações entre as instituições e organizações. Ou seja, criamos um novo conceito de cooperação adaptado à especificidade brasileira evitando os erros dos outros.»

Desde 2003, a ABC já desenvolveu mais de 150 programas e projectos de cooperação técnica. Em 2008 cerca de 115 acções de cooperação, entre projectos e actividades isoladas, foram executadas apenas no continente africano onde se destacaram os países da lusofonia que absorveram cerca de 74 por cento do volume dos recursos da ABC. «A lusofonia será sempre uma prioridade óbvia brasileira, mas vamos alargar o nosso leque de acção e diversificar os beneficiários», avança Farani.

Acções no Senegal, Nigéria, Namíbia, Quénia, Burquina Faso, Botsuana, Chade, Mali, Marrocos e Zâmbia, assim como vários outros países, já estão em curso ou em fase de negociação. «O alargamento da cooperação brasileira depende dos países que a requerem» realça o Ministro, «no entanto, privilegiámos uma cooperação durável e não efémera e que se auto financie a médio prazo». O sucesso do projecto no Gana, onde a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já abriu um escritório, já é uma referência com o programa de desenvolvimento de culturas para biocombustíveis, abrindo uma nova fase nas energias alternativas em África.

Neste quadro, e respondendo às solicitações dos Estados africanos, a aposta no desenvolvimento agrário tornou-se a área de excelência de acção que, além dos países citados, também já abrange todos os PALOP, Camarões, Tunísia, Argélia e Tanzânia.

Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a ABC desenvolve a instalação de Centros de Formação Profissional, mas também está presente com programas nos sectores diversos como o ensino, governação, saúde, Direitos Humanos.

De uma forma autónoma, relativamente à ABC, estão dois ministérios vitais que actuam igualmente de forma determinante na cooperação brasileira em África, o Ministério da Defesa e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Em breve a ABC vai abandonar o «Anexo I» do Itamaraty e ocupar novas instalações, maiores e mais adaptadas à sua missão, onde vão trabalhar os 120 funcionários da Agência, especializados exclusivamente em «cooperação», e até ao fim do ano devem ser reforçados com mais 50 novos elementos, confirmou Farani.

Mesmo assente num vazio legal interno, a cooperação brasileira transformou-se em poucos anos num eficaz instrumento diplomático na reconstrução da nova imagem e mutação do «jeitinho brasileiro» em potente «arma de cooperação maciça» habilmente coordenada com os objectivos estratégicos políticos e económicos internacionais do Itamaraty e do Planalto.

Rui Neumann

Fonte: http://www.jornaldigital.com/noticias.php/3/18/noticias.php?noticia=19694

06/12/2010 at 9:32 pm Deixe um comentário

Os 50 anos de África ”livre”

O Estado de S. Paulo

Em 1960, 17 países africanos ficaram independentes, mas o histórico aniversário tem passado despercebido

Na semana passada, numa elegante cidade da Riviera Francesa, líderes africanos reuniram-se com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, para um tradicional encontro de cúpula, ritual cercado de promessas de amor e, o que não é de espantar, algumas insinuações caluniosas. Mas uma importante data no calendário parece ter sido esquecida: os 50 anos de independência de muitos países da África.
Inversamente a toda a extravagância observada na Riviera Francesa, onde os líderes chegaram acompanhados de suas grandes comitivas, esse aniversário passou totalmente despercebido. Poucas celebrações oficiais foram organizadas para lembrar a passagem de cinco décadas desde que a França, provisoriamente, deixou, mas mantendo muitos laços, 14 de suas colônias; ao todo, 17 países africanos, incluindo a Nigéria, ficaram independentes em 1960.

Talvez a comemoração coletiva mais importante, paradoxalmente, não tenha se realizado na África. Líderes do Senegal, Mali, Níger, Costa do Marfim, Benin, Togo, Burkina Fasso, Camarões, Mauritânia, Gabão, República do Congo, República Central Africana, Chade e Madagáscar foram convidados a Paris para desfilar na Avenida Champs Elysées no 14 de julho, feriado nacional do ex-governo colonial.

Na África, as poucas comemorações até agora com frequência estão carregadas de muita ambiguidade. Num dos raros grandes eventos comemorativos, o presidente Abdoulayé Wade, do Senegal, inaugurou uma gigantesca estátua de bronze simbolizando o “Renascimento Africano”, numa colina deserta perto do aeroporto. Construída por uma empresa norte-coreana no puro estilo do realismo soviético, o monumento é quatro metros mais alto do que a Estátua da Liberdade e suas três figuras gigantescas – um homem, uma mulher e uma criança – destacam-se na redondeza.

Mas a inauguração da estátua provocou muita polêmica, em vez de fazer extravasar o orgulho pan-africano esperado por Abdoulayé Wade: desde o seu custo, num país que ocupa a 166.ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), até as próprias figuras, quase desnudas, num país avassaladoramente muçulmano (os imãs locais lançaram um vigoroso protesto). E ainda há a estética duvidosa que lembra mais a Rússia stalinista do que a cultura afro-islâmica do Sahel. Senegaleses chegaram a questionar se aquelas figuras pareciam mesmo africanas.

Abdoulayé Wade disse que, em troca da estátua, apenas cedeu terras do Estado para os norte-coreanos. O custo total do trabalho teria ficado entre US$ 27 milhões e US$ 70 milhões.

Para alguns analistas, as contradições envolvendo o monumento simbolizam as dúvidas quanto ao significado desse aniversário. Trata-se de um projeto de construção monumental que foi encomendado de estrangeiros e inaugurado numa cerimônia, em abril, com a participação de líderes como Robert Mugabe, do Zimbábue, e Laurent Gbagbo, da Costa do Marfim – dois presidentes que são objeto de escárnio internacional.

“Essa monumentalidade é um tanto inapropriada”, disse Ibrahima Thioub, historiadora senegalesa que leciona na Cheikh Anta Diop University. “O Senegal tem recursos para investir esse dinheiro?” Além do que, acrescentou, “por que conceder um projeto sobre a Renascença Africana para coreanos? Temos escultores africanos muito bons”.

Décadas perdidas? Por toda a parte, as comemorações foram esparsas ou marcadas principalmente por visitas de dignatários de países vizinhos, como ocorreu recentemente em Camarões, sem grande afluência de público. “É difícil mobilizar as pessoas para essas comemorações, porque as flores da independência murcharam”, disse a historiadora. “Os últimos 50 anos não foram, absolutamente, de realização das esperanças e expectativas das populações.”

Para Jean-François Bayart, pesquisador e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, houve importantes realizações desde a independência. As cidades da África Ocidental, por exemplo, cresceram enormemente e também continuaram se alimentando, conseguindo um equilíbrio que ele considera sem precedentes.

Mas nesse aniversário o que predomina é um mal-estar , acrescentou. “O balanço que se faz da independência não é brilhante e as pessoas falam de décadas perdidas. Não é tão catastrófico como afirmam, mas existem muitos problemas.” A própria noção de independência – num contexto de má governança, desigualdade econômica, pobreza e dependência de ajuda externa – tem sido questionada por intelectuais africanos.

Regularmente, vozes levantam-se contra o uso do franco africano, visto como um adjunto humilhante da moeda europeia. Ele tem a garantia de uma taxa fixa frente ao euro, mas as ex-colônias têm de manter uma parte substancial de seus ativos cambiais no Tesouro de Paris.

E a dependência de ajuda externa é grande. Em 2008, essa ajuda ficou entre um quarto e um terço dos gastos do governo em países como Burkina Fasso, Camarões e Mali.

Contra a fragilidade de instituições, intelectuais africanos e ativistas da sociedade civil se insurgem e se mobilizam, exigindo reformas. No Níger, houve protestos em massa no ano passado contra o recuo da democracia, conduzido pelo ex-presidente Mamadou Tandja. Na Guiné, este ano, manifestantes conseguiram que o poder fosse transferido da junta militar a uma liderança civil.

Mesmo no Senegal, considerado muitas vezes um exemplo porque nunca sofreu um golpe de Estado, escritores amplamente respeitados, como Abdou Latif Coulibaly , criticam o Parlamento por não ser mais do que um “instrumento a serviço do Executivo”. A democracia é refém das elites, diz ele, e seus livros são rotineiramente banidos das grandes livraria, em consequência.

Abdou Latif também culpa os cidadãos. Numa entrevista concedida há alguns anos para a revista francesa Politique Africane, afirmou que as pessoas erroneamente “acham que o poder é uma questão de essência, uma herança, alguma coisa que está no sangue, que o normal para um Estado é ser uma monarquia ilimitada”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100613/not_imp565790,0.php

06/14/2010 at 4:33 pm Deixe um comentário

Advogados brasileiros dão curso de gestão em Angola

Consultor Jurídico

14/06/2010 – O crescimento rápido da economia de Angola favoreceu todos os setores de base. Com isso, o país busca apoio de outras nações para melhorar o relacionamento com empresas estrangeiras e não perder espaço no mercado mundial. “Um grande canteiro de obras”, comenta o consultor Rodrigo Bertozzi ao apresentar o cenário atual na Angola. Nessa onde, ele e a consultora Lara Selem viajam na próxima semana para ministrar um curso sobre Gestão de Escritórios, Estratégia na Advocacia e Marketing Jurídico.

Através do convite do presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB, Cezar Britto e o presidente da Ordem dos Advogados de Angola, Manuel Inglês Pinto, os advogados brasileiros irão ajudar os angolanos a elevar o nível de eficiência no atendimento aos novos clientes. “Eles querem ter uma advocacia de alta competitividade”, explica Bertozzi. Para o curso já estão inscritos mais de 150 pessoas de vários países de língua portuguesa.

“O país está crescendo 13% ao ano, mais do que a China. Em consequência chegam muitas empresas do mundo todo. Você fica impressionado com as oportunidades e os advogados estão assustados”, diz. Empresas como Odebrecht e Vale já estão atuando lá.

Independente desde 1975, Angola conta 700 advogados. Segundo Bertozzi, o momento é de modificação na forma de atuação, “os profissionais estão migrando de uma advocacia romântica para uma advocacia de ponta”. “É preciso estar pronto para essa competição, para melhorar o relacionamento com cliente e a recepção de negócios internacionais”.

De acordo com o consultor, os mercados mais aquecidos são os de infraestrutura e construção. E as áreas do Direito são a de contratos e a tributária. “As empresas estrangeiras não estavam encontrando escritórios com estrutura para fazer relatórios e boa política de relacionamento”, observa. Ansioso para o encontro Bertozzi diz: “Tudo se acelerou muito rapidamente no país. Vai ser muito interessante”.

Novos horizontes
O presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB, Cezar Britto afirma que outros cursos como este já estão marcados para outros paises de língua portuguesa. “Em julho o curso será em Cabo Verde, e em setembro, em Moçambique”, diz. Além de cursos, os escritórios brasileiros tem contribuido também em outras áreas, como a de elaboração de marcos regulatórios.

Britto lembra que, no ano passado, advogados de vários países de língua portuguesa vieram ao Brasil, com o apoio financeiro do Itamaraty. Estagiaram mais de 60 dias em escritórios. “O objetivo é estreitar relacionamentos”, garante Britto. O primeiro seminário aconteceu em Portugal, em abril deste ano.

“Britto informa que o intercambio não ocorre apenas com países africanos, mas também com a República Dominicana, Argentina, Honduras e Cuba. Foi firmado um convênio com a França para troca de experiências e aperfeiçoarmos de estrututura do Judiciário. Para Britto, “a OAB é uma das entidades mais respeitadas do mundo”, o que facilita o relacionamento internacional.

“O Brasil tem uma posição muito importante entre esses países porque quando se relaciona sai na condição de irmão e não de explorador. O brasileiro trata as pessoas com igualdade e respeito, somos vistos como parceiros.” De acordo com Britto a OAB participa de várias entidades internacionais, o que é uma vantagem no momento em que os negócios da advocacia estão se internacionalizando.

06/15/2010 at 9:26 pm Deixe um comentário

ONU alerta para aumento de refugiados no mundo

Vannildo Mendes – O Estado de S. Paulo

Em dezembro de 2009, o mundo registrou a marca de 43,3 milhões de pessoas forçadas a se deslocar por causa de conflitos e perseguições, segundo balanço anual divulgado ontem pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Mas essa não é a única má notícia. No ano passado, os pedidos de refúgio (15,2 milhões) foram recorde em 20 anos e cresceu também a proporção de crianças (18.700) desacompanhadas ou separadas das famílias que pediram o benefício – 81% delas acolhidas em países europeus.

A maior parte dos deslocamentos forçados ocorreu no Oriente Médio e na África. Nas Américas, o único país que integra a lista dos dez maiores emissores de refugiados é a Colômbia, abalada por uma guerra civil que já dura 46 anos.

“A situação ficou ainda mais complicada porque caiu o número de repatriados que retornam voluntariamente a seus países”, lamentou o representante do Acnur no Brasil, Andres Ramirez.

O levantamento mostra que o Brasil, embora esteja numa região pouco conflagrada, tornou-se destino importante para refugiados, principalmente em razão da vastidão de suas fronteiras e costa marítima. “O refugiado não entra num país por escolha”, disse Renato Zerbini, coordenador-geral do Conselho Nacional de Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça encarregado de julgar os pedidos de refúgio. “Por desespero, eles entram no primeiro navio ou embarcação e chegam ao País por acaso.”

Em 2009, o Brasil concedeu refúgio a 275 pessoas de mais de 20 nacionalidades. O número foi 175% maior do que o de 2008.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100616/not_imp567264,0.php

06/16/2010 at 5:58 pm Deixe um comentário

Zimbabué dá passo para revisão constitucional

BBC

Líderes políticos rivais no Zimbabué lançaram uma campanha de consulta pública dos pontos de vista relativos à futura constituição.
A medida, que vem sendo há muito adiada, constitui um passo para a realização das novas eleições gerais, no próximo ano.

A realização da campanha está prevista no acordo de partilha do poder que permitiu a integração do líder do MDC, Morgan Tsvangirai, no governo de unidade nacional após as disputadas eleições de 2008.

O Presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência em 1980, disse que “cabe agora aos zimbabueanos determinar a natureza da nova constituição que terá um legado duradouro”.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/06/100617_zimbabwevg.shtml

06/18/2010 at 2:04 am Deixe um comentário

E se o desastre da BP acontecesse em África?

BBC

Louise Redvers

Enquanto prosseguem as operações de limpeza no Golfo de México, muitos questionam: e se um derrame semelhante ocorresse em África?
Companhias petrolíferas defendem que os seus procedimentos de segurança são os mesmos que em todo o mundo, mas estariam realmente os governos africanos à altura de lidar com um derrame de tamanha envergadura? Que efeitos ambientais viria este a ter a longo prazo?

Angola divide com a Nigéria a posição de maior produtor de petróleo do continente bombeando cerca de 2 milhões de barris diários de petróleo e nada garante que o incidente do Golfo do México não possa ocorrer no país.

Com efeito, a BP tem em vista a perfuração de petróleo em águas ultraprofundas do bloco 31 em Angola, numa operação a ser realizada em até 2500 metros de profundidade com acção da desafortunada plataforma Deepwater Horizon.

Grau de preparação

Mas deixando de lado especulações sobre o que aconteceria, estará o país preparado?

A repórter da BBC em Angola, Louise Redvers, colocou a questão ao antigo director para a gestão ambiental no Ministério do Ambiente, Vladimir Russo:

“Angola tem, neste momento, alguns mecanismos que podem permitir responder a este tipo de desastres. O principal mecanismo é a existência de um Plano Nacional de Contingência Contra Derrames de Petróleo no Mar. Por outro lado, existem equipamentos, tanto a nível de dispersantes, como equipamentos físicos – embarcações, bóias, etc – que podem ajudar nesse processo”, disse.

“Estão estratégicamente localizados para poder responder a qualquer derrame que possa acontecer nas áreas onde neste momento há exploração”, acrescentou.

Russo explicou que à luz do Plano Nacional de Contingência de 2008, companhias operadoras internacionais devem assumir a responsabilidade primária, tal como sucede nos Estados Unidos com a BP, e que outras companhias seriam obrigadas, por lei, a apoiar em caso de acidentes de grande dimensão.

Entretanto, Elias Issac, Director da Open Society em Angola, não partilha o optimismo de Russo:

“Não acredito muito que Angola, ou o governo angolano esteja tão bem preparado para essas questões. O que está a acontecer no Golfo do México é um grande exemplo do grande perigo dessas indústrias extractivas, especialmente o petróleo”, disse à BBC.

Legislação insuficiente

Isaac, que acabou de regressar do Estado norte-americano de Houston, onde esteve a fazer lobbying à gigante Chevron sobre o historial ambiental e social da companhia em Cabinda, defende que mesmo dispondo de legislação sobre o petróleo, Angola carece de leis específicas sobre o ambiente.

E o facto, como defende, deixa o país e os cidadãos vulneráveis aos efeitos de incidentes como ao do derrame de petróleo, não apenas para a eventualidade de acidentes em larga escala mas no dia-a-dia:

“Seria bom que o governo angolano formulasse uma lei sobre o ambiente, uma lei que regulasse em termos ambientais as actividades das empresas petrolíferas, que regulasse a questão ambiental, que regulasse também os efeitos, o impacto dessas indústrias sobre as comunidades locais, as comunidades tradicionais que directamente são afectadas, não digo pela poluição, mas pelas actividades das indústrias petrolíferas”, explicou.

Elias Issac, Director da Open Society em Angola, e o nível de preparação de Angola para lidar um grande incidente petrolífero similar ao derrame da BP no Golfo do México e a falta de legislação ambiental no país.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/06/100615_angolaoilpkglc.shtml

06/19/2010 at 8:25 pm Deixe um comentário

APELO: PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2011 PARA AS MULHERES AFRICANAS

ASSINE JÁ A PETIÇÃO ONLINE NO FINAL DESTE ARTIGO.

A África caminha com os pés das mulheres. No desafio da sobrevivência, todos os dias centenas de milhares de mulheres africanas percorrem as estradas do continente à procura de uma paz duradoura e de uma vida digna. Num continente massacrado há séculos, marcado pela pobreza e sucessivas crises econômicas, o papel desenvolvido pelas mulheres é notório.

A campanha, nascida na Itália, já percorre o mundo para incentivar a entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2011 para as mulheres africanas.
 
proposta é da CIPSI, coordenação de 48 associações de solidariedade internacional, e da ChiAma África, surgida no Senegal, em Dakar, durante o seminário internacional por um Novo Pacto de Solidariedade entre Europa e África, que aconteceu de 28 a 30 de dezembro de 2008.
 
Chama a atenção a luta e o crescente papel que as mulheres africanas desenvolvem, tanto nas aldeias, quanto nas grandes cidades, em busca de melhor condição de vida. São elas que sustentam a economia familiar realizando qualquer atividade, principalmente na economia informal, que permite cada dia reproduzir o milagre da sobrevivência.
Existem na África milhares de cooperativas que reúnem mulheres envolvidas na agricultura, no comércio, na formação, no processamento de produtos agrícolas. Há décadas, elas são protagonistas também na área de microfinanças, e foi graças ao microcrédito que surgiram milhares de pequenas empresas, beneficiando o desenvolvimento econômico e social, nas áreas mais remotas até as mais desenvolvidas do continente.
 
Além de terem destaque cada vez mais crescente na área de geração de emprego e renda, as mulheres, com seu natural instinto materno e protetor, lutam pela defesa da saúde, principalmente, contra o HIV e a malária. São elas, as mulheres africanas, que promovem a educação sanitária nas aldeias. E, além de tudo, lutam para combater uma prática tão tradicional e cruel na região: a mutilação genital.
São milhares as organizações de mulheres comprometidas na política, nas problemáticas sociais, na construção da paz.
 
Na África varrida pelas guerras, as mulheres sofrem as penas dos pais, dos irmãos, dos maridos, dos filhos destinados ao massacre e sabem, ainda, acolher os pequenos que ficam órfãos.
 
“As mulheres africanas tecem a vida”, escreve a poetisa Elisa Kidané da Eritréia.
Sem o hoje das mulheres, não haveria nenhum amanhã para a África.
Em virtude de toda essa luta e para reconhecer o papel de todas elas é que surgiu a proposta de lançar uma Campanha Internacional para dar o Prêmio Nobel da Paz de 2011, a todas as mulheres africanas. Trata-se de uma proposta diferente, já que esta não é uma campanha para atribuir o Nobel a uma pessoa singular ou a uma associação, mas sim, um Prêmio Coletivo, a todas essas guerreiras.
 
A ideia é lançar um manifesto assinado por milhões de pessoas, por personalidades reconhecidas internacionalmente e criar comitês nacionais e internacionais na África e em outros continentes. Além de recolher assinaturas, a campanha deve estimular também encontros organizados com mulheres africanas, convenções e iniciativas de movimento.
Nós, latino-americanos e latino-americanas, temos muito sangue africano em nossas veias e em nossas culturas. Vamos gritar nossa solidariedade com a África assinando a petição.
 
A criatividade dos Movimentos Sociais e Populares, das ONGs, grupos religiosos, universidades, sindicatos, etc., pode inventar mil atividades para difundir essa iniciativa e colocar a mulher africana no centro da opinião pública do mundo.
Pode-se criar comitês, eventos com debates sobre a África, show de artistas locais, palestras nas universidades, nos bairros, nas praças, lançamentos da coleta de assinaturas, etc. Nossa criatividade vai fortalecer os caminhos da África.
Os membros da campanha são todos aqueles que assinarem a petição online. E para fazê-lo é simples.
 
Para mais informações, contate a Campanha pelo endereço: info@noppaw. org ou segretaria@noppaw.org ou no site http://www.noppaw.org/

06/20/2010 at 10:35 pm Deixe um comentário

Consulta Pública: Política Nacional de Imigração e Proteção ao Trabalhador Migrante

As migrações internacionais constituem um dos fenômenos sociais mais
importantes e complexos do mundo atual, gerando crescentes
preocupações nos países, particularmente naqueles de origem, trânsito
e destino de movimentos migratórios.

Em 2005, relatório elaborado pela Comissão Mundial sobre as Migrações
Internacionais da ONU revelou que 200 milhões de pessoas viviam fora
de seus estados de origem.

Na América Latina e Caribe, segundo relatório da CEPAL (2004) havia
cerca de seis milhões de imigrantes, metade dos quais oriundos da
própria região. Em contrapartida, cerca de vinte e cinco milhões de
pessoas da região estariam vivendo fora de seus países de origem.

Em relação ao Brasil, dados do sistema de registro de estrangeiros da
Polícia Federal indicam a presença de cerca de 900.000 imigrantes,
mais da metade oriundos de fora da América Latina e Caribe. De outro
lado, informações dos Consulados Brasileiros indicariam a existência
de cerca de três milhões de brasileiros residindo no exterior.

Desde a década de 90 e, especialmente, após 2001, vários países vêm
adotando medidas de maior controle migratório, representando atitudes
contraditórias ao fenômeno da globalização das relações econômicas e
culturais.

Estas medidas, aliadas ao aumento dos fluxos migratórios, contribuíram
para o incremento do número de migrantes em situação irregular,
significando a possibilidade de maiores e mais graves violações de
direitos humanos, considerando os riscos envolvidos neste tipo de
migração.

Como fenômeno social, as migrações podem ser analisadas sob diversos
aspectos, entretanto a busca por trabalho e renda segue sendo a
principal força motriz que impulsiona os fluxos migratórios, conforme
aponta o documento da OIT “Migração Internacional para o Trabalho –
Uma Perspectiva Baseada em Direitos” de 2010. Portanto, os Ministérios
do Trabalho tem papel central na definição das políticas migratórias,
especialmente em relação a trabalhadores migrantes.

É ainda fundamental que as políticas migratórias sejam adotadas por
meio do diálogo social entre o Governo e os principais interlocutores
do mundo do trabalho e da sociedade civil, de forma a que sejam
conhecidas, sustentáveis e efetivas.

Mais além, as migrações devem ser abordadas pela perspectiva dos
direitos. Cabe aos Estados velar para que os direitos fundamentais dos
trabalhadores migrantes, qualquer que seja seu status migratório, não
sejam violados e especial atenção seja conferida às mulheres e às
crianças nos processos migratórios.

Este contexto nos estimula a refletir sobre as atuais políticas
migratórias brasileiras e a necessidade da adoção de novas diretrizes.

O Conselho Nacional de Imigração – CNIg, órgão que é vinculado ao
Ministério do Trabalho e Emprego, tem atuado intensamente na
construção de um novo marco regulamentar para as migrações no Brasil,
conforme as atribuições estabelecidas no Decreto nº 840, de 22 de
junho de 1993.

Com essa disposição, o CNIg realizou, em agosto de 2008, o Seminário
“Diálogo Tripartite sobre Políticas Públicas de Migração para o
Trabalho”, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.
Este Seminário objetivou reunir representantes de Governo, de Centrais
Sindicais, Confederações Patronais, Universidades e Centros de
Pesquisa, além de entidades que prestam apoio a migrantes para,
democraticamente, debaterem o atual contexto migratório brasileiro e
refletirem sobre a necessidade de novas políticas e ações.

Como resultado, foi produzido o documento intitulado “Contribuições
para a Construção de Políticas Públicas Voltadas à Migração para o
Trabalho”.

Com base nesse documento, o CNIg criou em dezembro de 2008 Grupo de
Trabalho encarregado de propor um texto para uma “Política Nacional de
Imigração e Proteção ao Trabalhador Migrante”.

Após, mais de um ano de debates e a realização de diversas reuniões e
oficina de trabalho, esse Grupo apresentou ao Plenário do CNIg uma
proposta de texto que foi analisada na IV Reunião Ordinária de 2010. O
Plenário, entretanto, antes da aprovação final, decidiu submeter à
avaliação pública o texto aprovado.

O texto contém princípios, diretrizes e propostas de ações que
congregam elementos da legislação vigente, nacional e internacional
com validade no Brasil, bem assim a posição defendida pelo Governo
Brasileiro nas principais esferas internacionais de debate. Assim, é
preciso destacar que após a avaliação pública o texto final
contemplando as contribuições recebidas ainda estará sujeito à análise
jurídica.

O texto permanecerá em avaliação pública até 15/07/2010. Todas as
sugestões apresentadas serão analisadas e o texto final será novamente
submetido à decisão do Conselho Nacional de Imigração.

Brasília, em 15 de junho de 2010

Paulo Sérgio de Almeida

Presidente do Conselho Nacional de Imigração

O texto e o formulário para sugestões se encontra no link:
http://www.mte.gov.br/politicamigrante/default.asp

06/21/2010 at 7:25 pm Deixe um comentário

Olimpíada pode ser próximo desafio, diz presidente sul-africano

Estádio de Durban tem capacidade para ter uma pista de atletismo

Terra

Sediar a Copa do Mundo com sucesso pode ser um incentivo para a África do Sul lutar para sediar a primeira Olimpíada em solo africano, disse o presidente Jacob Zuma à Reuters nesta terça-feira.

Ele disse que apoiaria a candidatura futura de uma cidade sul-africana para acolher os Jogos. “Temos as instalações. Aqueles que tomam as decisões (sobre a sede de grandes eventos esportivos) viram como a África do Sul é. Tenho certeza de que podemos fazê-lo”.

Zuma afirmou que sediar o Mundial de futebol de 64 partidas ao longo de um mês melhorou a imagem do país.

“Agora se sabe que a África é capaz de sediar qualquer torneio grande. Esse fato está fora de discussão daqui por diante. Acho que a África agora terá uma imagem muito melhor e que as pessoas irão se identificar mais com o continente”, acrescentou.

A Cidade do Cabo foi a primeira cidade africana a se candidatar às Olimpíadas, mas foi massacrada na votação para os Jogos de 2004, vencida por Atenas.

Durban, que alardeia ser a capital do esporte na África, expressou interesse em sediar a Olimpíada no futuro e construiu seu novo estádio para a Copa do Mundo com espaço suficiente para conter uma pista de atletismo.

Na semana passada Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), encorajou uma candidatura africana para os Jogos Olímpicos.

“Eu adoraria ter um candidato africano viável na escolha dos próximos Jogos, a saber os de 2020″, declarou em entrevista a uma rádio alemã.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4515170-EI14416,00-Olimpiada+pode+ser+proximo+desafio+diz+presidente+sulafricano.html

06/22/2010 at 11:29 pm Deixe um comentário

ONU: mortalidade infantil aumenta em 6 países da África

O Estado de S. Paulo

Dez países africanos reduziram pela metade sua taxa de pobreza nas últimas duas décadas. A mortalidade infantil, por outro lado, aumentou em seis nações da África Subsaariana, revelou hoje um informe sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio, elaborado pelas Nações Unidas. Entre os países que reduziram pela metade seus níveis de pobreza desde 1990 estão Etiópia, Egito e Angola, segundo o relatório.

Já na Nigéria e no Zimbábue, a proporção da população que vive na pobreza extrema aumentou. A África Subsaariana é a única região do mundo onde houve um aumento do número de mortes de menores de cinco anos, especialmente em Camarões, na República Central Africana, no Chade, no Congo, no Quênia e na Zâmbia.
Entre os 36 países com índices de mortalidade infantil superiores a cem por cada cem mil habitantes, 34 estão na África Subsaariana. Os outros são Afeganistão e Mianmar. O Informe sobre as Metas do Desenvolvimento do Milênio, patrocinado pela Fundação Bill e Melinda Gates, foi divulgado hoje, coincidindo com as reuniões do G-8 e do G-20, que começam na sexta-feira, no Canadá.
O relatório diz que a mensagem relacionada com os objetivos do milênio é que eles são factíveis. O documento afirma que as condições que ajudam um país a avançar incluem políticas de livre-comércio, a abertura para a tecnologia, uma liderança consistente voltada para reduzir a pobreza e reformas para responsabilizar os membros da administração pública.
As Metas do Desenvolvimento do Milênio, adotadas por 189 países no ano 2000, incluem a redução da pobreza extrema, a garantia do ensino primário em nível universal para todas as crianças, a redução da mortalidade infantil e materna, o controle da epidemia de aids e a redução pela metade na proporção de pessoas com acesso à água potável e medidas sanitárias básicas, tudo isso até 2015.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onumortalidade-infantil-aumenta-em-6-paises-da-africa,570403,0.htm

06/23/2010 at 6:20 pm Deixe um comentário

“Flor do Deserto” aborda mutilação feminina na África

SÃO PAULO (Reuters) – “Flor do Deserto”, que estreia nesta sexta-feira em circuito nacional, conta uma história de superação e sucesso. Poderia ser mais um filme em meio a tantos outros com a mesma temática, não fosse a sua força ao tocar num assunto bastante controverso e pouco debatido: a mutilação genital feminina em países da África.

O enredo baseia-se na vida e no romance autobiográfico da modelo somali Waris Dirie, que aqui é interpretada pela modelo Liya Kebede (“O Bom Pastor”). No começo do filme, Waris é uma garota perdida pelas ruas de Londres usando um figurino típico de seu país. Assim, é vista como mais uma criatura estranha e sem rumo pelas ruas da capital inglesa.

A história de Waris começa a mudar quando conhece uma vendedora que sonha em ser bailarina, chamada Marilyn e interpretada por Sally Hawkins (“Sempre Feliz”). Meio a contragosto, ela acaba hospedando a somali em seu minúsculo quarto numa pensão feminina comandada por uma indiana linha-dura.

Trabalhando numa lanchonete, a beleza de Waris é notada por um fotógrafo famoso (Timothy Spall, de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”). O mundo se abre para a moça, que se transforma numa das modelos mais requisitadas por sua beleza exótica – mas problemas com imigração atrapalham sua carreira.

Outras boas almas (algumas nem tanto) cruzam o caminho da modelo em sua jornada, como a agente vivida por Juliette Stevenson (“Invasão de Domicílio”), que vê na moça um bom investimento, por isso financia o começo de sua carreira.

Ao longo de “Flor do Deserto”, alguns flashbacks contam o passado de Waris na África e sua fuga para a Inglaterra, onde, quando chegou, ficou fechada na casa de um cônsul trabalhando como empregada.

Dirigido pela norte-americana Sherry Horman, “Flor do Deserto” não tem maior criatividade ou ousadia, seguindo uma narrativa convencional. No entanto, a história de Waris, que está ao centro do filme, transcende por levar ao grande público uma questão tão complexa quanto negligenciada.

Atualmente com 45 anos, Waris Dirie dirige uma fundação que luta contra a circuncisão feminina na África. Tanto seu livro tanto quanto o filme servem como alerta para a crueldade que ainda acontece no mundo contemporâneo e no pouco que se faz para eliminar o bárbaro costume de algumas comunidades.

Embora eficiente nesse quesito, o tratamento de “Flor do Deserto” não tem o mesmo impacto de “Moolaadé”, do diretor senegalês Ousmane Sembene – exibido no Brasil apenas em festivais.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/06/24/flor-dodeserto-aborda-mutilacao-feminina-na-africa-916966581.asp

06/25/2010 at 12:46 am Deixe um comentário

Moçambique celebra 35 anos de Independência

BBC

Várias actividades marcaram a efeméride, incluindo as cerimónias centrais onde estiveram presentes várias personalidades estrangeiras.

Ouviu-se o som da dança de Mapiko, uma das mais emblemáticas expressões da luta armada de libertação da Frente de Libertação de Moçambique.

Este som simboliza a semente, que do local donde é originária, fez nascer o movimento pela Independência de Moçambique.

Aqui na capital, foi momento de celebrar a efeméride, com orações representativas do que é hoje o país.

Maputo esteve no centro das cerimónias para marcar o 25 de Junho, dia da Independência Nacional de Moçambique, proclamada em 1975.

Armando Guebuza, o Presidente deste país, celebrou o presente e abraçou o futuro de Moçambique.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/06/100625_mozindependencedaylv.shtml

06/26/2010 at 2:00 am Deixe um comentário

Desigualdade persistirá na Cidade do Cabo mesmo após Copa, dizem analistas

BBC

Mesmo sendo a cidade que mais deve faturar com a Copa do Mundo, a Cidade do Cabo não deve mudar o seu cenário de desigualdade social, acreditam analistas do país entrevistados pela BBC Brasil.

A cidade já é o destino turístico mais procurado por turistas estrangeiros em toda a África, e, nesta semana, anunciou que espera encher seus cofres com cerca de US$ 1,5 bilhão trazidos por um milhão de torcedores que terão passado por ela até o final do Mundial.

Mas dados da ONU mostram que a cidade detém um dos piores índices de disparidade econômica do planeta, com apenas 3% da riqueza nas mãos dos 20% mais pobres.

“A ideia de que grandes eventos esportivos podem mudar o cenário de desigualdade é um mito”, disse à BBC Brasil Leonard Gentle, diretor do International Labour Research and Information Group, com sede na Cidade do Cabo.

“Pelo contrário, uma Copa do Mundo retira recursos que poderiam ser aplicados em setores como educação e habitação, e assim apenas perpetua a desigualdade.”

Para o ativista Mzonke Poni, da ONG Anti-Eviction Campaign, que trabalha na favela de Kayalisha, a maior da cidade, a população mais pobre se tornou “vítima” da Copa.

“Esperávamos que o torneio trouxesse desenvolvimento para a favela, com a construção de novas casas e o fornecimento de água, luz e esgoto. Mas não vimos nada”, afirmou.

Acesso

Em Kayalisha, o Mundial é transmitido por um telão instalado pela Fifa e pela prefeitura.

“Você tem que fazer com que os cidadãos mais pobres se sintam parte da Copa do Mundo, se sintam especiais”, disse à BBC Brasil o prefeito da Cidade do Cabo, Dan Plato. “E é isso o que estamos fazendo aqui, garantindo que todo mundo tenha acesso aos telões.”

Plato rebate as críticas sobre os gastos com o Mundial, dizendo que as pessoas precisam olhar para todo o contexto da realização do torneio.

“Para uma cidade se desenvolver, ela tem que ter uma infraestrutura sólida. E a Copa do Mundo nos ajudou a implantar essa infraestrutura”, afirmou ele à BBC Brasil. “O que temos hoje em termos de estradas, transporte e estádio é um legado para o povo da Cidade do Cabo.”

O prefeito lembra ainda que a construção dessas obras também gerou muitos empregos. Mas, para os críticos, isso não é suficiente.

“Estes são empregos braçais e temporários. As autoridades deveriam ter trabalhado no sentido de criar empregos mais sustentáveis, capacitando sua população para se manter no mercado de trabalho quando a Copa acabar”, explicou David McDonald, professor da Universidade Queens, do Canadá, e autor de um livro sobre a Cidade do Cabo.

Apesar das críticas, os analistas concordam que o Mundial também gerou efeitos positivos para a cidade e o país.

“Não podemos negar o grande impacto que o torneio teve no turismo, colocando a Cidade do Cabo e a África do Sul no mapa, e na maneira como o mundo vai passar a nos ver daqui para a frente”, disse Mike Morris, do Centro para Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade da Cidade do Cabo.

“Outro fator muito importante foi o elemento de unificação e o nível de patriotismo que a Copa gerou. Nunca pessoas de diferentes origens e raças aqui haviam se reunido para apoiar uma mesma causa. Resta saber quanto tempo esse sentimento vai durar.”

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2010/06/26/desigualdade-persistira-na-cidade-do-cabo-mesmo-apos-copa-dizem-analistas-916987857.asp

06/28/2010 at 2:51 pm Deixe um comentário

Kenya Airways se junta à campanha de África sem conflito

Angola Press

 Addis Abeba – A companhia aérea Kenya Airways assinou um acordo de parceria com a União Africana (UA) para apoiar a campanha continental para o Ano da Paz e da Segurança em África, informaram segunda- feira responsáveis da organização panafricana.

A Kenya Airways  se comprometeu a financiar a campanha africana para o Ano Internacional da Paz e da Segurança lançada no início deste ano pela UA.

A companhia aérea vai assim dar o seu apoio financeiro e meios de comunicação “à campanha para a paz”, o que deverá contribuir para o alcance dos objectivo da campanha, indicou a UA num comunicado transmitido à PANA.

O acordo foi assinado segunda-feira em Addis Abeba pelo director-geral da Kenya Airways, Titus Naikuni, e pelo comissário da UA para a Paz e Segurança, Ramtane Lamamra.

“Um dos princípios fundamentais do Ano da Paz e da Segurança é a exclusividade”, disse Lamamra.

Sublinhou que, através deste programa, a UA buscava abrir os espaços para todas as partes e aprofundar a parceria com o sector privado.

A comissão reconheceu que as empresas podem contribuir para a promoção da paz em África e visa  se assegurar do seu apoio, já que sem paz não poderá haver desenvolvimento económico sustentável.

A Kenya Airwaus é a primeira companhia aérea em África a responder ao apelo lançado pela Comissão da UA às companhias aéreas africanas com vista a uma parceria na aplicação do programa do Ano da Paz e da Segurança, acrescentou o comunicado da UA.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2010/5/26/Kenya-Airways-junta-campanha-Africa-sem-conflito,5c7fc518-2540-4006-9b14-43c6a03ad80b.html

06/29/2010 at 10:47 pm Deixe um comentário

Governo brasileiro faz campanha na África do Sul contra a Aids

Terra

O Governo brasileiro distribuirá a partir de amanhã em várias cidades sul-africanas cerca de 30 mil preservativos e folhetos explicativos sobre a prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), anunciou hoje o Ministério da Saúde.

A campanha “Marque um gol. Brasil e África do Sul no campo de batalha contra a Aids” começará nesta sexta-feira e terminará em 18 de julho, uma semana após a final da Copa do Mundo.

Segundo o Ministério, um ônibus percorrerá vários municípios da província de Gauteng, entre eles Johanesburgo, distribuindo preservativos e material informativo sobre o contágio de doenças venéreas e a necessidade de adoção de medidas preventivas.

Dentro da iniciativa, que tem como objetivo prioritário a população jovem, 2,5 mil jovens sul-africanos serão treinados para darem informações sobre as DST.

“Aproveitando que o seremos sede da próxima Copa do Mundo, queremos compartilhar um pouco da nossa experiência na prevenção do vírus da aids”, disse a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

O comunicado oficial do Ministério acrescenta que todos os preservativos que serão distribuídos “foram produzidos no Brasil”.

Na África do Sul, 18% da população sexualmente ativa vive com HIV, segundo o Programa Conjunto nas Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids).

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4534984-EI14416,00-Governo+brasileiro+faz+campanha+na+Africa+do+Sul+contra+a+Aids.html

06/30/2010 at 6:00 pm Deixe um comentário

Raro pedaço de estabilidade na Somália enfrenta teste

The New York Times

Os comícios começam geralmente no início da manhã, antes do sol raiar. Por volta das 8h em um dia recente, milhares de pessoas se reuniam na praça central da cidade de Burao, com meninos subindo em árvores altas para espiar os políticos de longe.

“Vamos acabar com a corrupção!”, gritou um dos políticos, segurando diversos microfones ao mesmo tempo. “Vamos trazer de volta a dignidade para o povo!” Os meninos festejaram intensamente. Militantes franzinos sacudiram os braços no ar.

As mensagens dos políticos não são nada originais. Mas na somali Burao, na região da Somalilândia, uma manifestação política livre e aberta – liderada, além disso, por líderes da oposição com uma chance real de ganhar – é uma anomalia aparentemente digna de comemoração.

A multidão naquele dia ajudou a contar uma estranha verdade: um dos países mais democráticos do Chifre da África não é realmente um país. É a Somalilândia, no canto noroeste da Somália, que desde a desintegração do Estado somali em 1991 vive uma missão quixotesca para obter reconhecimento como uma nação independente.

Embora grande parte da Somália seja atormentada por uma violência implacável, essa fatia pouco conhecida do país é pacífica e organizada o suficiente para realizar eleições nacionais nesta semana, com mais de 1 milhão de eleitores registrados.

Grande parte dos observadores independentes prevê que a maioria dos votos será do principal partido da oposição, o Kulmiye, que significa algo como “aquele que une as pessoas”. Isso não significa, necessariamente, que a oposição vá ganhar.

Muitas pessoas se preocupam que, se o partido do governo da Somalilândia, o UDUB, tentar se manter no poder de forma ilegítima, a população bem armada (afinal de contas essa região ainda é parte da Somália) se levantará e quase duas décadas de paz podem desaparecer rapidamente.

Em muitos aspectos, a Somalilândia já é o seu próprio país, com sua própria moeda, seu próprio Exército e Marinha, suas próprias fronteiras e sua própria identidade nacional. Parte disso decorre de sua história colonial distinta, tendo sido governada, de maneira relativamente indireta, pelos britânicos.

O clã não é a questão predominante nessa eleição. Os três candidatos presidenciais (o código eleitoral da região diz que apenas três partidos políticos podem concorrer, e eles se alternam na campanha diariamente), são de clãs diferentes ou subclãs.

No entanto, muitos eleitores não parecem se importar. Haboon Roble, de 20 anos, explicou que gosta do UDUB porque “Eles são bons. Eles seguraram a casa”.

Mas seu tio, Abdi Rahman Roble, sacudiu a cabeça. “Esse governo não fez nada pelos fazendeiros”,  reclamou. “Não podemos nem sequer receber vasilhames de plástico para pegar a chuva.”

Ele disse que vai votar para o Kulmiye. “Mas não digo a ninguém como votar”, disse Roble. “Isso é uma opção individual”.

*Por Jeffrey Gettleman

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/raro+pedaco+de+estabilidade+na+somalia+enfrenta+teste/n1237689587421.html

07/01/2010 at 6:43 pm Deixe um comentário

Brasil prioriza desenvolvimento agrícola na África, diz Lula

Zero Hora

O Brasil deve continuar incentivando o desenvolvimento da agricultura nas savanas africanas, tanto para a produção de alimentos quanto para o plantio de cana-de-açúcar voltada à produção de biocombustíveis, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com presidentes de países da África Ocidental, em Cabo Verde.

Ele destacou que e prioridade da cooperação brasileira com o continente está na produção de biocombustíveis. Na manhã deste sábado, Lula foi homenageado em Cabo Verde pelos representantes das 15 nações africanas presentes à reunião da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao).

Lula comparou a savana africana ao cerrado brasileiro, onde há uma agricultura e uma pecuária desenvolvidas.

— Em muitos países do continente, inclusive os da Cedeao, podemos reproduzir a revolução da agricultura brasileira — assinalou.

Como exemplo de produção eficiente de alimentos, Lula citou o modelo de agricultura familiar adotado no Brasil, ressaltando que é possível combiná-lo com a atividade agrícola empresarial.

—  A produção do pequeno agricultor corresponde a 10% do nosso PIB, gera milhões de empregos e fornece 70% dos alimentos consumidos no Brasil.

Ainda hoje, Lula anunciará o perdão da dívida de Cabo Verde com o Brasil, de cerca de US 3,5 milhões. Em seu discurso para líderes africanos, Lula disse que o Brasil se tornou credor de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e como o Banco Mundial para exigir uma mudança na postura delas.

— O FMI e o Banco Mundial não podem seguir como antes. O Brasil se tornou credor dessas entidades para que elas mudem. Basta de programas de ajuste estrutural que inviabilizam medidas de inclusão social em nossos países — destacou o presidente.

— Ninguém duvida da urgência de reformarmos a governança econômica e política internacional. Mas essa reforma só tem sentido se for para favorecer o desenvolvimento com inclusão social. Eliminar a pobreza e derrotar a fome deve ser nossa ambição maior — afirmou Lula.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Mundo&newsID=a2959588.xml

07/03/2010 at 5:41 pm Deixe um comentário

Guiné-Bissau precisa resolver problemas internos para receber ajuda externa, diz Lula

UOL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil só prestará ajuda econômica à Guiné-Bissau se o país resolver seus conflitos políticos internos. “Saibam os dirigentes de Guiné-Bissau que quanto mais mais divergência tiver, quanto mais brigas internas tiver, mais difíceis serão as ajudas que teriam que vir de outros países, sobretudo dos países mais desenvolvidos”, disse Lula após a Comunidade Econômica dos Estados da África do Ocidente (Cedeao).

Lula cancelou sua viagem ao país, que seria hoje (4), e a reunião com o presidente Malam Bacai Sanhá ocorreu em Cabo Verde. No encontro, o presidente brasileiro convidou Malam Bacai Sanhá para ir ao Brasil para o próximo mês. “O Brasil tem um carinho especial por Guiné-Bissau. Estamos esperando em agosto a visita do presidente ao Brasil para ver o tipo de tratamento que a gente pode dar, a ajuda que a gente pode dar para que o país possa sair da situação em que se encontra”, destacou Lula.

A recente história de Guiné-Bissau é marcada por lutas internas pelo poder. O país se tornou independente do regime colonial português em 1974. Desde então, não experimentou tempos de estabilidade política. O presidente Malam Bacai Sanhá venceu as eleições em junho de 2009.

“O que é importante, e eu fiz questão de dizer quando fui a Guiné-Bissau pela primeira vez, é que o país precisa adquirir a maturidade”, comentou Lula. “Um exercício da democracia vai permitir que Guiné-Bissau possa desenvolver”, assinalou. Lula diz que Guiné-Bissau precisa resolver conflitos internos para obter ajuda.

O presidente também já manteve conversas com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para tentar encontrar uma forma conjunta de ajuda ao país. “Semana passada estive com o presidente de Angola, e conversei com o secretário geral da ONU. Nós queremos ajudar Guiné-Bissau, mas para que o Brasil possa ajudar é preciso que o próprio país resolva seus problemas internos”, disse Lula.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/07/04/guine-bissau-precisa-resolver-problemas-internos-para-receber-ajuda-externa-diz-lula.jhtm

07/04/2010 at 11:01 pm Deixe um comentário

Um mundo em movimento

Nunca o ato de cruzar fronteiras teve a escala e as implicações de hoje

Por JASON DePARLE – New York Times

Talvez nenhuma força na vida moderna seja tão onipresente e ao mesmo tempo tão menosprezada quanto a migração global, esse veículo de destruição criativa que está cada vez mais reordenando o mundo.

Menosprezada? Um cético poderia questionar isso, sendo o assunto tão frequente no noticiário. Afinal, a campanha do Estado americano do Arizona contra os imigrantes ilegais motivou debates de Melbourne a Madri.

Mas há também uma história por trás da história, uma maré complicadora. Mesmo quem ganha a vida estudando a migração sofre para captar totalmente seus efeitos. “Politicamente, socialmente, economicamente, culturalmente -a migração borbulha por todo lado”, disse James Hollifield, cientista político da Universidade Metodista do Sul, em Dallas (EUA). “Com frequência não reconhecemos isso.” O que levou o Google a fechar sua filial na China, em vez de aceitar a censura do governo? Muitos fatores, sem dúvida. Entre os citados por Sergey Brin, cofundador do Google, estava a repressão que sua família sofreu durante sua infância na União Soviética, antes de migrar aos EUA.

A imigração acelerou a cisão no movimento trabalhista americano. Em 2005, seis sindicatos deixaram a venerável Federação Americana do Trabalho para formar uma central sindical rival, a Change to Win (“mudança para vencer”). Os dissidentes tinham mais imigrantes de baixa renda entre seus filiados.

A cisão, por sua vez, teve repercussões além do movimento trabalhista. Janice Fine, cientista política da Universidade Rutgers, de Nova Jersey, lembrou que o Change to Win teve um papel importante (alguns diriam decisivo) nos estágios iniciais da campanha presidencial de Barack Obama, em 2008.

“Se eles estivessem dentro da burocracia maior, teria sido mais difícil para eles anunciar logo um apoio e levar dinheiro para o lado dele [Obama]“, disse Fine.

Os teóricos às vezes consideram o movimento de pessoas como a terceira onda da globalização, depois do movimento de bens (comércio) e de dinheiro (finanças), que começou no século anterior.

Embora o comércio e as finanças globais causem perturbações, são perturbações menos visíveis. Uma camisa feita no México pode custar o emprego de um trabalhador americano. Um trabalhador do México pode se mudar para a casa ao lado, mandar seus filhos para a escola pública e ter a necessidade de que lhe falem em espanhol.

Uma razão para a migração parecer tão potente é ter emergido inesperadamente. Ainda na década de 1970, ela parecia tão desimportante que o Departamento do Censo dos Estados Unidos decidiu parar de perguntar onde os pais das pessoas haviam nascido.

Agora, um quarto dos residentes nos EUA menores de 18 anos é imigrante ou filho de imigrante.

A ONU estima que haja 214 milhões de migrantes no planeta, um aumento de 37% em duas décadas. Eles cresceram 41% na Europa e 80% na América do Norte. “Há mais mobilidade neste momento do que em qualquer momento da história mundial”, disse Gary Freeman, cientista político da Universidade do Texas.

Os mais famosos países de origem da migração na Europa -Irlanda, Itália, Grécia, Espanha- de repente se tornaram destino de migrantes. Por mais polêmico que o assunto seja nos EUA, a capacidade dos americanos de absorver os imigrantes continua sendo motivo de inveja para muitos europeus.

Apesar disso, os desafios de hoje diferem daqueles do (mitificado) passado. Pelo menos quatro características separam esta época das outras e amplificam os efeitos da migração.

Primeiro, o alcance global da migração. Os movimentos do século 19 eram principalmente transatlânticos. Agora, nepaleses trabalham em fábricas coreanas, e mongóis fazem trabalhos braçais em Praga. As economias do golfo Pérsico iriam desabar sem seus exércitos de trabalhadores estrangeiros.

Um segundo fator que aumenta o impacto da migração é que quase metade dos migrantes do mundo atualmente são mulheres, e muitas deixaram seus filhos para trás. Sua emergência como arrimos de família está alterando as dinâmicas familiares em todo o mundo em desenvolvimento. E o tráfico sexual é hoje uma preocupação global.

A tecnologia introduz um terceiro rompimento com o passado: antigamente, multidões chegavam à ilha Ellis (Nova York) sem celulares nem webcams. Agora, uma babá em Manhattan pode falar com seu filho em Zacatecas, votar nas eleições mexicanas e assistir a programas mexicanos de TV. Esse “transnacionalismo” é um conforto, mas também uma preocupação para quem acha que ele impede a integração.

Na era da jihad global, ele pode ser também uma ameaça à segurança. O imigrante paquistanês que confessou no mês passado a tentativa de atentado na Times Square disse ter visto pela internet palestras jihadistas do Iêmen.

Há pelo menos mais um traço que amplifica o impacto da migração moderna: a expectativa de que os governos irão controlá-la. Nos Estados Unidos, durante a maior parte do século 19, não havia qualquer barreira jurídica para o acesso ao país. O assunto era polêmico, mas pouca gente culpava o governo.

Agora, espera-se dos governos ocidentais que mantenham os fluxos comerciais e turísticos e respeitem os direitos étnicos, mas selem as fronteiras. Falhar nessa tarefa “basicamente diz às pessoas que o governo não consegue fazer o seu trabalho”, afirmou Demetri Papademetriou, cofundador do Instituto de Política Migratória, de Washington. “Isso cria a retórica antigoverno que vemos, e a raiva que as pessoas estão sentindo.”

07/05/2010 at 8:34 pm Deixe um comentário

Quênia assina acordos econômicos com Brasil

BBC
 
O Brasil e o Quênia assinaram uma série de acordos de cooperação econômica durante uma visita do Presidente Lula da Silva a Nairobi, a primeira de um chefe de estado brasileiro ao país.

O Presidente Lula disse que o Quênia é um bom investimento e oferece às companhias brasileiras um maior acesso à comunidade da África Oriental.

O seu homólogo queniano, Mwai Kibaki, afirmou que ambos os países pretendiam colaborar em várias areas.

“Resolvemos fomentar a cooperação em diversos níveis, nomeadamente os bio-combustíveis, a investigação e desenvolvimento agrícolas, comunicações e aviação, entre outros.”

Entretanto, o Presidente Kibaki adiou um encontro especial do governo onde se esperava uma decisão sobre a proposta controversa de membros parlamentares quenianos, de se tornarem entre os mais bens pagos do mundo.

O encontro foi adiado para que Kibaki se pudesse encontrar com o seu homólogo brasileiro, Lula da Silva.

Se vier a tornar-se lei, o salário anual dos parlamentares pode alcançar os 150 mil dólares.

Mas há quem se oponha ao aumento salarial, incluindo o Primeiro Ministro, Raila Odinga.

Os sindicatos ameaçam uma greve geral de uma semana que a proposta avançar.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/07/100706_kenyabrazillv.shtml

07/06/2010 at 10:48 pm Deixe um comentário

“Nós estamos longe de esgotar nosso potencial”, diz o presidente de Ruanda

presidente de Ruanda, Paul Kagame, em cerimônia de comemoração aos 16 anos do fim do genocídio, na capital Kigali

Der Spiegel

Em uma entrevista para a “Spiegel”, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, 52 anos, discute os fracassos da elite africana, o problema com a ajuda para desenvolvimento que vem do Ocidente e os problemas de reconciliação enfrentados por seu país após o genocídio de 1994.

Spiegel: Sr. presidente, no momento está em andamento a Copa do Mundo de futebol e o mundo está olhando para a África de uma forma raramente vista antes. Por que, 50 anos após a independência, tantos países africanos ainda estão tão atrasados?

Kagame: É verdade, nós estamos atrasados. Infelizmente. Há vários motivos para isso – históricos, culturais e, principalmente, motivos que nós mesmos causamos. Nós estamos longe de esgotar nosso potencial e recursos.

Spiegel: Por que estadistas que não são corruptos e não interessados em encher seus próprios bolsos ainda são exceção na África?

Kagame: Eu reconheço que isso é um problema. Mas não posso absolver completamente o Ocidente de culpa. Havia líderes corruptos e o Ocidente não apenas os apoiava firmemente, como também às vezes encorajava ainda mais a corrupção.

Spiegel: A China, que de lá para cá se transformou em uma potência industrial, agora parece estar ampliando um papel na África que antes era exercido pelo Ocidente. Os chineses têm um interesse mais honesto na África?

Kagame: Para mim não se trata de se é a China ou o Ocidente que tem um interesse mais honesto em nós. Trata-se de outra coisa. Por que não falamos sobre como andarmos com nossas próprias pernas? Nós não queremos ser sempre as vítimas e servir como campo de batalha para interesses estrangeiros.

Spiegel: Seu continente há muito se mostra à vontade no papel de dependente.

Kagame: Isso é verdade. Nós nos queixamos dos chineses, que levam nossos recursos naturais, poluem o meio ambiente e não deixam nada para trás. Ou do Ocidente, que apesar de não poluir o meio ambiente, também não deixa nada para trás. Nós precisamos avaliar nosso potencial e recursos e então considerar como queremos usá-los nós mesmos – e também como podemos realizar negócios com a China e o Ocidente sem sermos explorados.

Spiegel: Grande parte de seus colegas presidentes na África estão satisfeitos com os bilhões de euros do Ocidente que ingressam no continente. Em Ruanda, o senhor impôs duras restrições aos doadores ocidentais. O que o senhor tem contra a ajuda do exterior?

Kagame: Os casos de ajuda que criticamos são aqueles em que ela cria dependência. A ajuda torna a si mesmo supérflua quando funciona bem. A boa ajuda cuida de fornecer estruturas funcionais e bom treinamento que permite que o país recebedor posteriormente não precise de ajuda estrangeira. Caso contrário é uma ajuda ruim…

Spiegel: …que infelizmente se transformou na norma na África.

Kagame: Sim, porque o Ocidente é tudo menos altruísta. Eu frequentemente me pergunto por que o Ocidente está mais interessado em fornecer ajuda do que comércio justo, por exemplo. Um comércio justo de produtos colocaria muito mais dinheiro nas mãos das pessoas afetadas do que as operações de ajuda humanitária. Eu não quero ser cínico, mas se os países em desenvolvimento forem mantidos atrasados, ouvindo repetidas vezes que são pobres e que esse é realmente seu lugar, então nada mudará.

Spiegel: Algum país serve como modelo para seu caminho para se transformar em um Estado modelo?

Kagame: Há coisas que admiro, por exemplo, a respeito da Coreia do Sul e Cingapura. Eu admiro a história deles, seu desenvolvimento e quão intensamente investiram em sua população e tecnologia. Há não muito tempo eles se encontravam no mesmo patamar de desenvolvimento que nós estamos. Hoje, eles estão muito à frente de nós.

Spiegel: Há eleições livres e honestas na Coreia do Sul. Em seu caso, entretanto, a líder de oposição Victoire Ingabire está sob prisão domiciliar, os jornais são proibidos e não são permitidos partidos. Isso não parece ser uma democracia.

Kagame: O Alto Conselho de Mídia de Ruanda é responsável pela proibição dos dois jornais. E é uma instituição independente. Um dos jornais me comparou a Adolf Hitler, o outro espalhou fofocas falsas. Para ser honesto, eu teria proibido os jornais há muito tempo. Por acaso, editores também são demitidos na Europa quando publicam mentiras.

Spiegel: Mas nenhum jornal impopular é proibido. E em Ruanda, os principais políticos de oposição são aprisionados.

Kagame: O vice de Victoire Ingabire, que voltou do exílio para Ruanda em janeiro, esteve ativamente envolvido no genocídio dos tutsis…

Spiegel: …pelo menos 800 mil tutsis foram mortos em 1994 por membros da maioria hutu.

Kagame: Ele estava viajando com nome falso, ele já reconheceu seu envolvimento no genocídio e um tribunal o condenou. Mas a imprensa internacional ainda escreve, como antes, que líderes de oposição estão sendo presos em Ruanda.

Spiegel: O senhor colocou sua adversária mais perigosa, Victoire Ingabire, sob prisão domiciliar.

Kagame: Nós agora sabemos que ela apoiou as milícias hutus de Ruanda, que agora estão lutando no leste do Congo e são considerados grupos terroristas pela ONU. Nós temos evidência de que ela esteve lá e que transferiu dinheiro para eles.

Spiegel: O senhor espera ser reeleito no início de agosto. O senhor não tem mais nenhum adversário sério.

Kagame: Eu não sou responsável por uma oposição forte. Afinal, nós temos um passado especial: quase 1 milhão de vítimas em uma centena de dias de genocídio. Nós queremos recolocar o país em pé. E temos uma forma diferente de lidar com isso do que os outros.

Spiegel: Quanto progresso o senhor conseguiu com a reconstrução?

Kagame: A Ruanda de hoje é um país diferente daquele de 16 anos atrás –em quase todos os aspectos. As pessoas têm o suficiente para comer, há atendimento de saúde e escolas. Antes, nós tínhamos 800 mil estudantes, mas hoje 2,3 milhões de crianças frequentam o ensino primário, gratuitamente. O setor privado está crescendo. Muito aconteceu. Nós demos empregos e alimentos para as pessoas, o que também lhes dá um senso de dignidade. Se não houvesse nada para comer, então a democracia não significaria nada para elas. A democracia tem pouco apelo para pessoas que estão lutando para sobreviver.

Spiegel: Com esses argumentos, o senhor abre a porta para o abuso de poder. Muitos potentados africanos usaram os mesmos argumentos para justificar suas ditaduras.

Kagame: Por que a noção ocidental de democracia também precisa ser a certa para nós? A diferença é que o Ocidente possui instituições que podem punir a conduta imprópria dos indivíduos. O que levou Ruanda e a África ao declínio foi a falta de prestação de contas por certas pessoas. Quando buscamos fazer com que autoridades ou prefeitos corruptos respondam à Justiça, as pessoas dizem imediatamente que somos repressores. Mas devemos permitir que essas pessoas escapem impunes?

Spiegel: Mesmo hoje, seu país não parece ter completamente se reconciliado após a tragédia de 1994.

Kagame: Reconciliação leva tempo. Às vezes muitas décadas, como mostra o exemplo da Europa. É um trabalho difícil. Como lidar, por exemplo, com pessoas que ainda circulam livremente apesar do fato de que deveriam ser punidas? Das quatro categorias de criminosos que apresentamos em 1994, de apoiadores a instigadores e mentores do genocídio, nós já eliminamos as duas categorias mais danosas – nós não queremos continuar perseguindo essas pessoas. É claro, é difícil para as famílias das vítimas do genocídio aceitarem isso.

Spiegel: O senhor também está lidando com sua própria história pessoal por meio de suas políticas?

Kagame: Minha história é de sofrimento e resistência. Eu tinha três anos e meio quando tivemos que fugir devido aos massacres contra os tutsis de Ruanda. Eu cresci em um campo de refugiados em Uganda e vivi lá por 30 anos. Isso molda o caráter de alguém. Eu perguntava constantemente a mim mesmo: por que esta miséria e fome recaem sobre nós no campo? E por que o restante do mundo permanece calado? Eu tive que lutar arduamente por tudo. Eu queria sair daquilo. Eu queria tomar as rédeas do destino em minhas próprias mãos e escapar do ciclo vicioso de violência retaliatória. Essa luta moldou quem sou hoje.

Entrevista conduzida por Horand Knaup
 

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2010/07/07/nos-estamos-longe-de-esgotar-nosso-potencial-diz-o-presidente-de-ruanda.jhtm

07/07/2010 at 10:17 pm Deixe um comentário

Xenofobia pós-Copa preocupa autoridades da África do Sul

Terra

A fuga de cerca de 200 zimbabuanos da Cidade do Cabo nesta semana reabriu a preocupação das autoridades da África do Sul com os problemas de xenofobia da população com imigrantes africanos, segundo o jornal Mail & Guardian.

Interessados com as oportunidades de emprego que a Copa do Mundo trouxe, vários imigrantes de países africanos mudaram para a África do Sul em busca de uma vida melhor. Porém, com a disputa por vagas no mercado de trabalha, os sul-africanos se voltaram contra os estrangeiros e uma forte onda de xenofobia cresceu no país.

O sentimento de ódio culminou com o ataque em maio de 2008, quando 62 imigrantes morreram por toda a África do Sul. Com o final da Copa e a diminuição da demanda de empregos, há um temor de que novas manifestações racistas aconteçam no país.

Para evitar novos problemas, o ministro da Polícia, Nathi Mthewa afirmou que não tolerá mais atitudes ou atos de violência contra determinados setores da sociedade. Segundo Nkosikhulule Nyembezi, advogado de uma associação de direitos humanos, o país não pode simplesmente ignorar o problema que assola milhares de imigrantes.
Apesar da preocupação do governo e organizações não governamentais, o problema continua afetando estrangeiros. Nesta semana, dezenas de zimbabuanos foram vistos deixando a Cidade do Cabo rumo à Johannesburgo para voltarem a seu país. A alegação é de que têm medo de novas represálias.

A preocupação de novos ataques já chegou ao presidente Jacob Zuma. Para o presidente, a união dos povos nas arquibancadas dos estádios da Copa do Mundo deve ser seguida de exemplo para o povo sul-africano, que sofreu durante séculos com o problema de segregação racial.

Além de questões raciais, a Fundação Nelson Mandela também está preocupada com a crescente onda de xenofobia na África do Sul. No período em que o Mundial está sendo disputado, a entidade trabalha na conscientização dos sul-africanos.

Não são apenas as autoridades do país que estão preocupadas com os problemas na África do Sul. Grupos humanitários encabeçados por grandes políticos do mundo, com o ex-vice presidente americano Jimmy Carter e o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, já se manifestaram sobre a xenofobia que deve aumentar após o Mundial.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4553906-EI14416,00-Xenofobia+posCopa+preocupa+autoridades+da+Africa+do+Sul.html

07/09/2010 at 3:32 am Deixe um comentário

Sudão estuda criação de confederação Norte-Sul

O Globo

Líderes sudaneses do Norte e do Sul do país disseram neste sábado que vão analisar a possibilidade de formação de uma confederação ou mercado comum se os sulistas optarem por declarar a independência no plebiscito previsto para janeiro de 2011.

Dentro de seis meses cidadãos do Sul, região produtora de petróleo, votarão num plebiscito sobre se desejam continuar como parte do Sudão ou formar um Estado independente. A consulta popular foi proposta em um acordo em 2005 que pôs fim a décadas de guerra civil entre o Norte e o Sul.

Líderes dos partidos dominantes em ambas as regiões iniciaram neste sábado negociações formais sobre como iriam dividir os rendimentos do petróleo e definir outras questões após o plebiscito.

Eles disseram a repórteres que vão considerar quatro opções sugeridas por um painel da União Africana, liderado pelo ex-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki.

Uma das opções diz: “Nós consideramos a possibilidade de criação de dois países independente que negociem um esquema de cooperação, o qual abrange o estabelecimento de instituições de governo compartilhadas em um arranjo confederado”, disse Mbeki, que falou durante o lançamento das negociações em Cartum.

Outra opção é a de criação de dois Estados separados com “fronteiras brandas compartilhadas que permitam liberdade de movimento tanto para pessoas como para mercadorias”, afirmou Mbeki.

As outras duas opções, acrescentou, são a de separação total – com a necessidade de vistos para cruzamento da fronteira – e a continuação da unidade Norte-Sul, se os sulistas escolherem essa opção no plebiscito.

“Essas quatro opções serão parte das questões a serem discutidas pelos dois lados”, declarou a jornalistas Sayed el-Khatib, um membro destacado do nortista Partido do Congresso Nacional do Sudão.

Pagan Amum, secretário-geral do Movimento de Libertação do Povo do Sudão, partido dominante no sul, disse que o plebiscito permitia ao Sul “zerar” eu problemático relacionamento com o Norte, qualquer que seja a opção dos sulistas – separação ou unidade.

Os partidos informaram que dedicarão os próximos meses a discutir como repartir o petróleo e outros bens, assim como o fardo da dívida externa, após a consulta popular.

Também está na agenda a cidadania da população, incluindo dos sulistas que vivem no norte e vice-versa, e a posição de uma futura fronteira Norte-Sul, entre outros tópicos.

Muitos comentaristas avaliam que os sulistas, amargurados por décadas de guerra civil, estejam propensos a votar pela separação no plebiscito, previsto para janeiro de 2011.

O presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir prometeu fazer campanha pela unidade. A maioria das reservas de petróleo do país está no sul.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,sudao-estuda-criacao-de-confederacao-norte-sul,579386,0.htm

07/11/2010 at 4:25 am Deixe um comentário

Governo dos EUA move ação contra lei de imigração do Arizona

BBC Brasil

O governo americano entrou nesta terça-feira com uma ação judicial contra a nova lei de imigração do Arizona.

Segundo um comunicado do Departamento de Justiça, a lei SB 1070 interfere “inconstitucionalme nte” na autoridade do governo federal de regular e fazer cumprir a política de imigração.

“A Constituição e a lei federal não permitem a criação de uma rede de políticas estaduais e locais de imigração ao redor do país”, diz o Departamento de Justiça.

Nos Estados Unidos, as políticas de imigração são de responsabilidade do governo federal.

A ação foi movida em um Tribunal Federal em nome dos departamentos de Justiça, Segurança Nacional e Estado.

Segundo o comunicado, ao estabelecer sua própria política de imigração, em conflito com a lei federal, o Arizona “cruzou a linha constitucional” .

A lei SB 1070 foi assinada no final de abril pela governadora do Arizona, Jan Brewer, e sua entrada em vigor está prevista para 29 de julho.

A nova lei torna crime estadual a presença de imigrantes ilegais e prevê que a polícia do Estado, ao parar alguma pessoa por determinada infração, possa exigir documentos caso considere o suposto infrator suspeito de ser imigrante ilegal.

Desde que foi anunciada, a lei tem sido alvo de polêmica em todo o país. O próprio presidente americano, Barack Obama, já fez várias críticas públicas à lei.

Os opositores dizem que a nova lei do Arizona é discriminatória e vai afetar especialmente a população hispânica.

A lei já é alvo de pelo menos outras cinco ações na Justiça, movidas por grupos religiosos, de defesa dos direitos civis e até por policiais.

Pesquisas de opinião, porém, mostram que a maioria dos americanos é favorável a leis como a do Arizona, e pelo menos 15 outros Estados americanos estudam a adoção de legislações semelhantes.

O Arizona é o Estado americano com a mais extensa fronteira com o México, e muitos moradores relacionam o fluxo de imigrantes ilegais ao aumento da criminalidade.

Segundo o Departamento de Justiça, a lei SB 1070 vai sobrecarregar as agências federais, “desviando seus recursos dos objetivos prioritários, como estrangeiros envolvidos em terrorismo, tráfico de drogas, atividades ligadas a gangues, e aqueles com fichas criminais”.

O comunicado diz ainda que a lei do Arizona também resultaria na perseguição e na detenção de visitantes estrangeiros e imigrantes legais, assim como de cidadãos americanos que não possam provar imediatamente seu status legal.

“Os moradores do Arizona estão compreensivelmente frustrados com a imigração ilegal, e o governo federal tem a responsabilidade de abordar amplamente essa preocupação”, disse o secretário de Justiça, Eric Holder.

“Buscar resolver esse problema por meio de uma rede de leis estaduais vai gerar mais problemas do que soluções”, disse o secretário.

Calcula-se que 11 milhões de imigrantes ilegais vivam nos Estados Unidos.

A questão da imigração é um dos desafios do governo de Obama, que vem pressionando pela aprovação de uma ampla reforma nas leis migratórias do país, uma de suas promessas de campanha.

Na semana passada, o presidente fez seu primeiro grande discurso sobre o tema e pediu a união de democratas e republicanos para aprovar a reforma.

No entanto, o tema sofre grande resistência da oposição republicana no Congresso, e poucos acreditam que seja possível aprovar a reforma ainda neste ano.

07/12/2010 at 12:03 am Deixe um comentário

Lula quer universidade Brasil-África no Ceará ainda em 2010

Terra

A universidade Brasil-África destinada a proporcionar o desenvolvimento da África que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá criar no Ceará, começará a funcionar antes do fim do ano. Lula, que iniciou ontem a última viagem de seu mandato pela África, esteve em Cabo Verde na cúpula Brasil-Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao), na qual anunciou a abertura dessa instituição, que receberá 5 mil estudantes africanos e 5 mil brasileiros.

Antes de partir de Cabo Verde, Lula disse que esperava que a instituição entrasse em funcionamento antes de sua saída do governo, em janeiro de 2011, “pois a lei já aguarda aprovação do Congresso e eu a assinarei tão breve seja aprovada”. Previamente, na cúpula, Lula anunciou seu plano de abrir a universidade a fim de estreitar as relações entre Brasil e África e ajudar o continente a desenvolver suas capacidades com o retorno dos alunos africanos aos seus países de origem.

Os cursos da universidade serão decididos a partir das indicações dos países da África, embora para Lula o mais provável é que ofereça “agricultura, engenharia civil, medicina e gestão pública”. Antes de partir de Cabo Verde, Lula tinha prevista uma reunião na Ilha do Sal com o presidente da Guiné-Bissau, Malam Sanhá.

Guiné-Bissau, um pequeno país de África Ocidental de língua portuguesa, sofre uma grave instabilidade devido à constante ingerência dos militares na política e se transformou em plataforma de passagem da cocaína procedente da América do Sul em direção a Europa, o que aumentou a corrupção e a violência.

De Cabo Verde, Lula viaja hoje à Guiné Equatorial, onde deve reunir-se com o presidente, Teodoro Obiang Nguema, para afiançar o desenvolvimento das relações econômicas e comerciais bilaterais. Os dois países têm relações diplomáticas desde 1974 e em 2005, Malabo, um regime autoritário dirigido com dureza por Obiang desde que acedeu ao poder em um golpe de estado em 1979, abriu sua Embaixada em Brasília, enquanto os brasileiros o fizeram em 2006 na Guiné Equatorial.

O comércio entre os dois países se desenvolveu nos últimos anos, especialmente desde a visita de uma ampla delegação empresarial brasileira a Malabo em 2009, liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Miguel Jorge.

Após a visita à Guiné Equatorial, Lula irá ao Quênia, de onde viajará à Tanzânia e, posteriormente, a Zâmbia, finalizando seu roteiro na África do Sul, onde assistirá ao encerramento da Copa. Também será o protagonista do ato de apresentação do próximo Mundial de Futebol Brasil 2014, cujo emblema oficial será revelado na África do Sul na próxima quinta-feira.

07/12/2010 at 9:33 pm Deixe um comentário

De onde vem… .Wangari Maathai ?

Revista Geo

Ela foi perseguida, espancada, detida. E ainda assim conseguiu fazer com que os africanos plantassem mais de 40 milhões de árvores até agora.

Admirada, a pequena Wangari observa o minúsculo girino em um riacho, perto da casa de seus pais. Ela está fascinada com o brilho das ovas na luz solar do meio-dia. E Wangari começa a devanear. Imagina que é um colar de pérolas que está ali na água, diante dela. De repente, ela enfia a mão na água, agarra as ovas e as coloca ao redor do seu pescoço.

Wangari Maathai gosta de relembrar este momento, quando pensa em sua infância nos Montes Aberdare, a 150km ao norte de Nairóbi. Quando recorda as vastas florestas, nas quais coletava lenha e observava os macacos da espécie colobo-preto-e-branco oriental (Colobus guereza). Mas grandes áreas dessas florestas foram derrubadas e o riacho sedimentou, por que a água das enxurradas das chuvas levaram a terra e a areia das encostas nuas para o leito do rio.

Maathai luta contra o desmatamento e a erosão, e pela criação de “escolas de arborização”. Hoje, todos a conhecem como ambientalista e feminista apaixonada – o que alcançou através da coragem, da diligência e também através de benfeitores. O primeiro deles foi seu pai. Um camponês que percebeu que a escola tiraria seus filhos da pobreza. Todos os seis se formaram, mas Wangari se destacou.

Com uma bolsa de estudos na mão, ele viaja para Atchison, no estado do Kansas, EUA, em 1956. Ali estuda Biologia sob os cuidados de freiras católicas.

A atmosfera a marca profundamente. “Eu vi mulheres trabalhando arduamente em prol de metas mais ambiciosas. Isso influenciou minha consciência”. Maathai faz seu mestrado em Pittsburg, mas então se sente atraída a voltar para Nairóbi, onde se candidata a um cargo na Universidade, junto ao médico veterinário alemão Reinhold Hoffmann. Ele luta por sua contratação e seu doutorado contra todas as resistências. Em viagens de pesquisa, Maathai descobre o que preocupa as mulheres de seu país: a escassez de lenha e material de construção, consequências do desmatamento extremo.

Nessa época, em 1974, Maathai está casada com um deputado e sugere aos desempregados de seu distrito eleitoral, em Nairóbi, que plantem árvores. Sua primeira “escola de arborização” é um fracasso, por que a administração municipal proíbe regar jardins. Mas Maathai insiste em sua ideia: em 1977, ela consegue fazer com que o Conselho Nacional de Mulheres inclua a rearborização em seu programa. É o início do “Movimento Cinturão Verde”, que futuramente será integrado por 6.000 escolas de arborização em todo o continente africano. Um movimento que Maathai defende a ferro e fogo, com o próprio sangue, quando o ditador queniano Daniel Arap Moi manda persegui-la. A polícia espanca Maathai a ponto de ela perder a consciência e a trancafia. Mas ela não desiste. Em vez disso, é eleita para o Parlamento, em 2002, como “Mama Miti”, a “mãe das árvores”, e participa de uma coalizão que, por fim, derruba a ditadura. Essa também é uma das razões por que é laureada com o Prêmio Nobel da Paz, em 2004.

CARREIRA

Nasceu em 1.4.1940,
em Nyeri, no Quênia
1964 – 1971 Estuda Biologia (EUA), faz doutorado na Alemanha e em Nairóbi 1976/77 Professorado em Nairóbi, entrada no Conselho das Mulheres, fundação do “Movimento Cinturão Verde”
1984  “Prêmio Nobel Alternativo”
2002  Ministra interina do Meio Ambiente do Quênia
2004 Prêmio Nobel da Paz

Fonte: http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/15/artigo178165-1.asp

07/14/2010 at 6:44 pm Deixe um comentário

Vencedora do Nobel Nadine Gordimer é imortalizada em ouro

Reuters/Brasil Online

PRETÓRIA (Reuters) – A vencedora do prêmio Nobel de Literatura e ativista contra o apartheid Nadine Gordimer viu seu rosto imortalizado em ouro, uma honra que anteriormente foi dada a estadistas destacados como Nelson Mandela e Mahatma Gandhi.

A escritora de 87 anos tem documentado a sociedade sul-africana desde os 9 anos e nesta quinta-feira seu rosto foi estampado em moedas de ouro especiais para colecionadores.

“Estou comovida pela honra, tem a ver com meu trabalho, o centro da minha vida e o centro da minha vida na África do Sul”, disse Fordimer.

Gordimer, uma das opositoras mais diretas do sistema de apartheid que discriminava aqueles que não eram brancos, recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1991, quando o comitê do prêmio disse que sua “magnífica escrita … foi de grande benefício para a humanidade”.

Muitos de seus livros foram proibidos na África do Sul durante o período do apartheid, mas foram muito lidos em todo o mundo, onde serviram de testemunho das injustiças do sistema.

“Nada é tão certo como a minha ficção”, disse ela uma vez sobre suas obras.

(Reportagem de Xola Potelwa)

Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/15/vencedora-do-nobel-nadine-gordimer-imortalizada-em-ouro-917162356.asp

07/16/2010 at 4:40 am Deixe um comentário

CENTRO CULTURAL AFRICANO – CURSOS

07/18/2010 at 5:37 pm Deixe um comentário

CARTA ABERTA aos Chefes de Estado e de Governo dos países da CPLP

Os princípios e os direitos não se trocam por negócios
A Guiné Equatorial não pode ser membro da CPLP

A CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi criada em 1996 e reúne o conjunto  dos países que têm o Português como língua oficial. Tendo como objectivos a concertação politico-diplomática e a cooperação, a CPLP rege-se, entre outros princípios, pelo “…e) Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social;…”.

Em 2005 foi criado o estatuto de Observador Associado da CPLP, cujos titulares “terão de partilhar os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prossigam através dos seus programas de governo objectivos idênticos aos da Organização, mesmo que, à partida, não reúnam as condições necessárias para serem membros de pleno direito da CPLP”.

Em 2006 a Guiné Equatorial de Teodoro Obiang tornou-se membro Observador Associado da CPLP, pedindo agora a sua admissão como membro de pleno direito. A decisão será tomada no dia 23 de Julho em Luanda, no quadro da VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Teodoro Obiang é o Presidente da Guiné-Equatorial desde 1979, sendo recorrentemente reconduzido neste papel com percentagens eleitorais que ultrapassam os 95% … 31 anos num poder que conquistou através de um golpe de Estado, num país rico, nomeadamente em petróleo, cuja população continua pobre.

Este Chefe de Estado ilustra-se por ocupar os lugares mais altos dos ranking internacionais, tais como o dos piores ditadores ou o dos Presidentes mais ricos do mundo ( ), por acumular referências nos relatórios internacionais de organizações de defesa dos Direitos Humanos que denunciam os abusos e violações nesta matéria na Guiné Equatorial( ), por ter visto a UNESCO recuar na criação de um Prémio associado ao seu nome… E a “sua” Guiné Equatorial é também conhecida por ter sido excluída da iniciativa EITI – Extractive Industries Transparency Initiative, pelo facto de não cumprir as suas mais básicas obrigações.

Todos os membros da CPLP sofreram com as ditaduras que governaram os seus países ou dominaram os seus territórios não autónomos. Pela liberdade deram a vida milhares de cidadãos. Não queremos caucionar um ditador, nem reconhecer uma ditadura que só procura disfarçar a sua verdadeira natureza.
Defendemos um não inequívoco à admissão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP, na medida em que o país não preenche os requisitos para entrar na CPLP. Nem sequer tem o Português como língua oficial, apesar de inúmeras promessas feitas nesse sentido pelo seu Presidente. E a adopção da língua portuguesa por decreto ou qualquer outro tipo de mecanismo arbitrário resultaria em mais uma imposição brutal ao seu povo, no caso a de uma língua completamente desconhecida.

A admissão da Guiné Equatorial na CPLP constituiria um precedente inaceitável – com amplas consequências políticas – na prática e na ética da organização e levaria à sua grave descredibilização.

Julho 2010
D. Basílio do Nascimento (Timor-Leste)
Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto) (Brasil)
Eduardo Lourenço (Portugal)
Elisa Andrade (Cabo Verde)
Francisco Buarque de Holanda (Brasil)
Inocência Mata (S. Tomé e Príncipe)
D. Januário Torgal (Portugal)
José Mattoso (Portugal)
Justino Pinto de Andrade (Angola)
Manecas Costa (Guiné-Bissau)
Margarida Pedreira Bulhões Genevois (Brasil)
Maria Victória Mesquita Benevides (Brasil)
Mia Couto (Moçambique)

07/20/2010 at 12:40 am Deixe um comentário

Zimbábue monta tendas para receber vítimas de perseguições na África do Sul

AFP

HARARE — O Zimbábue montou abrigos temporários para seus cidadãos que deixam a África do Sul com medo de uma nova onda de violência xenófoba, indicaram nesta segunda-feira os serviços de defesa civil. “Foram montadas três grandes tendas em Beitbridge”, principal cidade entre o Zimbábue e a África do Sul, e o mesmo número “em Plumtree para aqueles que decidem voltar por Botsuana”, declarou à AFP o chefe da Defesa Civil, Madzudzo Pawadyira. Imigrantes começaram a deixar a África do Sul há quinze dias com medo de uma onda de violência contra os estrangeiros após a Copa do Mundo de futebol (11 de junho-11 de julho). “Houve um aumento da movimentação em Beitbrigde, mas isso não ocorre apenas com zimbabuanos, há também zambianos ou malauianos”, confirmou Pawadyira.

“Preparamos planos de urgência em parceria com agências das Nações Unidas e ONGs” para reagir em caso de retornos massivos, acrescentou. “As autoridades sul-africanas nos asseguram que vão impedir esses ataques. É animador”, disse. Em maio de 2008, sul-africanos atacaram imigrantes de países vizinhos, acusando-os de tirar seus empregos e de contribuir com a criminalidade. Sessenta e duas pessoas foram mortas e dezenas de milhares de estrangeiros fugiram de suas casas.

07/20/2010 at 8:54 pm Deixe um comentário

OCDE vê novo crescimento de migrações globais em 2011

O Globo

A recuperação econômica global deve começar a gerar empregos suficientes para levar a um novo aumento na imigração para os países desenvolvidos no próximo ano, disse na segunda-feira a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A OCDE publicou um relatório sobre migração internacional mostrando que o fluxo de imigrantes caiu cerca de 6 por cento em 2008, para 4,4 milhões de pessoas, e continuou a declinar em 2009, revertendo cinco anos de aumentos médios anuais de 11 por cento.

Em 2010 os países desenvolvidos estão se reerguendo da recessão, mas a geração de empregos ainda não recomeçou, disseram representantes da organização.

Mas uma alta prevista no emprego a partir deste ano deve incentivar mais pessoas a atravessar fronteiras em busca de trabalho, disse a organização sediada em Paris e financiada pelos governos de 30 países, em sua maioria ricos.

“É provável que tenhamos um declínio maior nos fluxos de mão-de-obra este ano”, disse o chefe de emprego da OCDE, John Martin, em coletiva de imprensa em Bruxelas.

“Se nossas projeções de recuperação global estiverem corretas, poderemos esperar uma retomada da imigração em 2011.”

A OCDE disse que as restrições à imigração aumentaram amplamente desde que uma crise financeira abarcou o mundo, em 2008. A organização exortou os países desenvolvidos a fazer mais esforços para impedir que as tensões sociais se traduzam em discriminação contra migrantes.

O chefe da organização, Angel Gurria, disse que os estudos da OCDE indicam que conceder cidadania a migrantes aumenta sua participação no mercado de trabalho e melhora suas chances de se integrarem nos países anfitriões.

A organização reiterou que a migração de trabalhadores para o mundo desenvolvido vai continuar no longo prazo devido ao envelhecimento das populações e à disponibilidade de empregos em vários setores, especialmente o cuidado de idosos e crianças.

De acordo com suas previsões, sem um aumento dos índices de migração atuais, a população dos países da OCDE em idade economicamente ativa vai crescer apenas 1,9 por cento nos próximos dez anos, contra um aumento de 8,6 por cento nos últimos dez anos.

Nos 27 países da União Europeia, o envelhecimento da força de trabalho é um problema especial, disse a comissária de assuntos internos do bloco, Cecilia Malstrom, em briefing à OCDE.

“A migração de mão-de-obra é o futuro. Vamos precisar suprir faltas de mão-de-obra e fazer frente a desafios demográficos”, disse ela.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/07/12/ocde-ve-novo-crescimento-de-migracoes-globais-em-2011-917122978.asp

07/22/2010 at 2:08 am Deixe um comentário

Sotaque estrangeiro torna falante menos confiável para ouvinte

Não bastasse os problemas inerentes de se viver em um país onde a língua é diferente, agora uma pesquisa da Universidade de Chicago (EUA) sugere que possuir um sotaque estrangeiro afeta a credibilidade do falante em relação ao ouvinte. Para testar o impacto do sotaque na credibilidade do falante, os psicólogos Shiri Lev-Ari e Boaz Keysar pediram a um grupo de participantes americanos para julgar frases gravadas por falantes nativos e não nativos de inglês. As frases continham informações factuais, como “Uma girafa pode ficar sem água mais tempo que um camelo”, e a tarefa dos voluntários era decidir se a informação era verdadeira ou não. Como preconceitos poderiam interferir nos julgamentos, os pesquisadores disseram aos voluntários que as informações usadas foram preparadas pelos próprios pesquisadores, não eram baseadas no conhecimentos dos falantes, que apenas leram as frases. Mesmo sendo informados que os falantes liam frases preparadas pelos pesquisadores, os participantes ainda assim julgaram como menos corretas as afirmações provenientes de pessoas com sotaques estrangeiros. Em termos quantitativos (usando uma “escala de exatidão”), os voluntários deram, em média, uma nota de 7,5 aos falantes nativos, 6,95 ao não nativos com pouco sotaque e 6,84 aos não nativos com muito sotaque.

Para verificar se estar ciente do motivo do experimento reduziria os efeitos de sotaque, os pesquisadores conduziram um segundo experimento em que eles revelaram aos participantes o objetivo do teste. O experimento foi realizado com os mesmos materiais do primeiro. Os resultados, porém, foram diferentes. Agora, os participantes julgaram as afirmações feitas por falantes não nativos com pouco sotaque como tão corretas quanto afirmações feitas por falantes nativos. Isso sugere que é possível controlar de forma consciente esse viés de desconfiança em relação ao sotaque. No entanto, ainda foi observada uma diferença nos julgamentos de credibilidade entre falantes nativos e não nativos com sotaque forte, que foram de novo considerados menos exatos. CONSEQUÊNCIAS É possível que o sotaque afete a credibilidade porque ele dificulta o entendimento de uma afirmação. Como o ouvinte não compreende direito, acaba ficando mais conservador em seu julgamento. Esse viés aumenta com a força do sotaque.

Embora já se soubesse que o sotaque é um dos fatores que influencia a percepção de estrangeiros em uma sociedade, seu papel na credibilidade do falante ainda não havia sido estabelecido. Essa ligeira redução na credibilidade de falantes não nativos pode afetá-los na busca de empregos, nos trabalhos em call centers, no papel de testemunhas em tribunais e até mesmo no jornalismo. O estudo foi publicado na revista”Journal of Experimental Social Psychology”.

Fonte: http://www1. folha.uol. com.br/ciencia/769937-sotaqueestrangeiro- torna-falante- menos-confiavel- para-ouvinte. shtml

07/23/2010 at 1:52 am Deixe um comentário

Refugiados somalis redescobrem o medo em Uganda

The New York Times

“Às vezes eu tenho esses pesadelos”, diz Ahmed Uleh, com os olhos escondidos atrás de óculos de aviador. “Como se eles estivessem tentando cortar minha cabeça.”

Uleh, 34, disse que foi sequestrado na Somália no ano passado pelo Shabab, o grupo militante insurgente islamista que assumiu a responsabilidade pelo atentado a bomba a dois grupos de torcedores de futebol em Uganda durante o jogo final da Copa do Mundo este mês, matando 76 pessoas e deixando o leste da África em alerta.

Os sequestradores de Uleh amarraram suas pernas e braços atrás de uma cadeira, disse ele, e bateram nele. Uleh disse que vestiu uma burqa feminina, fingiu ser uma mãe carregando um bebê nos braços e passou pelos postos de vigilância dos rebeldes até a capital da Somália, Mogadishu, antes de tomar um voo para fora do país.

Ele chegou na capital de Uganda, Campala, no ano passado, onde se juntou a dezenas de milhares de outros somalis que fugiram de décadas de violência em seu país natal, para viver num país que os diplomatas e funcionários da ONU chamam de paraíso para refugiados.

Agora este paraíso está ameaçado. Desde os ataques, a presença militar e da polícia aumentou, alguns viajantes do Chifre da Árica foram impedidos de cruzar as fronteiras para entrar no país e algumas mudanças no protocolo de asilo colocaram os somalis como Uleh numa situação tensa.

Aumentando a ansiedade entre os refugiados, uma agência que trabalha no país para ajudar a transferi-los para os Estados Unidos deixou o país repentinamente, aumentando os temores de que centenas de pessoas sejam impedidas de se mudar.

Os acontecimentos podem prejudicar a posição de Uganda como um precioso ponto de trânsito ou de destino final para as hordas de pessoas que fogem dos muitos perigos da Somália, incluindo da brutalidade de grupos insurgentes como o Shabab.

De acordo com a ONU, a Somália é terceiro país do mundo que produz mais refugiados, depois do Afeganistão e do Iraque, e Uganda é um refúgio natural para eles. Uganda tem uma das políticas de refugiados mais liberais da África, garantindo a aprovação para praticamente todos os que pedem asilo da região, exceto os refugiados de Ruanda, que quer que seus refugiados retornem ao país.

Aqui em Campala, os somalis construíram uma comunidade integrada e florescente, vendendo ovelhas, consertando carros, gerenciando restaurantes e jogando futebol num bairro que muitos chamam de Pequena Mogadishu. O próprio Uleh se veste muito mais na moda como um DJ de clube noturno do que como um refugiado pobre, e milhares de somalis daqui estão no meio de processos para se transferirem para os Estados Unidos.

A Copa do Mundo deveria ser uma celebração para os somalis, também, uma vez que uma das músicas oficiais do torneio foi executada por um popular rapper nascido no país, K’Naan, tornando-o um herói para muitos jovens somalis.

Mas então, na segunda metade da partida final, três explosões destruíram dos locais populares onde os torcedores assistiam os jogos. O Shabab assumiu a responsabilidade no dia seguinte, e para a comunidade somali de Uganda, uma nova realidade começou ali.

A polícia parou de registrar novos refugiados imediatamente depois dos ataques. O processo foi reaberto desde então, como novas regulamentações e houve um aumento nos registros, mas os líderes comunitários disseram que muitos estão tímidos demais para se apresentar.

Eles dizem que uma tensão se abateu sobre as ruas de Campala. Na semana passada, um homem da Eritreia foi agredido até a morte por um grupo que aparentemente achou que ele era somali. Líderes comunitários dizem que mais de 20 somalis já foram presos no bairro, incluindo um empresário conhecido, e muitos outros foram levados para ser interrogados.

“Nós aumentamos a vigilância em todos os cantos, mas nosso povo é muito hospitaleiro”, disse Musa Ecweru, ministro estadual de desastres de Uganda. “Não queremos xenofobia aqui. Há muita coisa acontecendo no momento.”

Refugiados da Pequena Mogadishu têm uma preocupação maior em suas mentes – o sonho de ir para os Estados Unidos.

Na semana passada, a Agência Voluntária Conjunta, que processa os pedidos de transferência de refugiados para o governo dos EUA, deixou o país dias antes de uma grande sessão de entrevistas. Os refugiados dizem que não sabem o porquê.

“Só espero que eles voltem”, diz Ahmed Adam, 21, que é mais um entre as centenas de refugiados que deveriam ser entrevistados na semana passada.

Autoridades norte-americanas confirmaram a retirada da agência do país, descrevendo-a como um movimento temporário por causa dos ataques. A segurança aumentou na cidade, e mais de 60 agentes do FBI estão no país investigando os bombardeios. O que eles descobrirem pode ter um impacto importante no quão liberal é o ambiente de Uganda para os somalis.

“A transferência de refugiados para os Estados Unidos é um processo demorado”, diz Joann Lockard, porta-voz do Departamento de Estado em Uganda. “Nesse momento, os ataques de 11 de julho não alteraram o processo para os refugiados somalis em Uganda da perspectiva dos EUA.”

Os Estados Unidos recebem milhares de somalis todos os anos. Mais de 50 mil foram transferidos desde o ano fiscal de 2004, de acordo com o Departamento de Estado.

Do ponto de vista de alguns somalis em Uganda, veteranos da vida de refugiados, os ataques são mais um atraso no processo longo e imprevisível de entrevistas, inspeções de segurança e anúncios oficiais.

Ali Mohammed Muse, 28, é um deles. Ele e sua mãe fugiram da Somália para Uganda em 2004, e ela logo foi transferida para os EUA. No campo de refugiados em Uganda, Muse trabalhava como líder juvenil e técnico de futebol.

Agora ele mora em Pequena Mogadishu, e espera encontrar-se com sua mãe em Seattle. Mas Muse teme que os ataques terroristas tenham acabado com suas chances, e balança a cabeça desesperançoso.

“Não sei por que, mas me sinto culpado”, diz ele. “Talvez eu me pareça com um deles; talvez eu tenha o mesmo nome.”

Tradução: Eloise De Vylder

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2010/07/25/refugiados-somalis-redescobrem-o-medo-em-uganda.jhtm

07/25/2010 at 8:59 pm Deixe um comentário

Artista africano impedido de entrar no Brasil em 23/07/10

Boniface Ofogo Nkama (http://www.boniofogo.com/ ) nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, nosso convidado para o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias (www.simposiodecontadores.com. br) que acontecerá na próxima semana, no Rio de Janeiro e em Ouro Preto, foi impedido de entrar no Brasil, no aeroporto de Confins/BH, pela Polícia Federal que alegou falta de visto, no dia 23/07/2010(sexta- feira),vindo de Madri em voo da TAP.

Ele havia estado com a Vice-Cônsul do Brasil em Madri, no dia 20/07, com toda a documentação e foi informado que há pouco tempo foi celebrado um acordo que dispensava o visto dos cidadãos camaroneses. Confirmando o e-mail que eu havia recebido do setor de vistos do Consulado do Brasil em Madri dizendo não haver necessidade, pois a carta convite de intercambio cultural era suficiente para sua estada no país, como turista, durante três meses.

Boniface embarcou sem problemas, mas ao chegar ao aeroporto de Confins/MG a Policia Federal não permitiu sua entrada. Embora ele tenha relatado toda a situação, mostrado os documentos, cartas, e-mails, seus livros, o programa do Simpósio de Contadores. UMA SITUAÇÃO HUMILHANTE E CONSTRANGEDORA.

Boniface me telefonou às 17 horas dizendo que às 19 horas seria DEVOLVIDO a Madri. Imediatamente liguei para a Polícia Federal do aeroporto de Confins perguntando o que poderíamos fazer. E eles me disseram que nada.

Recorremos ao serviço de imigração e o Ministério das Relações Exteriores enviou uma permissão para a entrada no país.
A Polícia Federal alega que a permissão chegou as 19h31 e o voo já havia partido as 19 horas. E novamente me disse que não se podia fazer mais nada.

ESSA ATITUDE É INACEITÁVEL. Boniface é um artista reconhecido internacionalmente e que já esteve em 18 países sem nenhum problema, inclusive no Brasil, em dois simpósios anteriores, e foi um dos protagonistas do documentário Histórias que gravamos aqui em 2005.
 
Estou envergonhada e preciso tomar uma atitude, pois tenho certeza que houve PRECONCEITO COM UM AFRICANO, POR SER NEGRO E ARTISTA.
 
Boniface é um artista excepcional, um contador de histórias, um intelectual, um mediador intercultural, um escritor. Vinha para o Brasil para estrear no Simpósio o documentário En Memória uma homenagem a seu pai, recentemente falecido.Ele é da etnia yambasa onde seu pai era rei e o detentor da palavra, um mestre da cultura popular.E Boniface por tradição agora representa na sua etnia o que foi seu pai.
 
Nossa primeira ação foi entregar para um advogado todos os documentos pedindo que Boniface seja trazido ao Brasil para o evento com todo o respeito e dignidade que merece. E com um pedido de desculpas do governo brasileiro.

A situação é lamentável nesse momento em que o Presidente Lula acaba de voltar da Africa para acordos de cooperação com esse continente que é o berço da humanidade.

E imaginem o que pode acontecer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 se as informações dos consulados do Brasil no exterior divergem das que existem no nosso país.
ABSURDO!!!!! !!!!!!!

07/27/2010 at 4:02 pm Deixe um comentário

Colóquio de Justiça Restaurativa no Brasil

 

A cargo das Profas. Dras. Elizabeth Elliott e Brenda Morrison
Simon Fraser University, do Canadá

 
Segunda-feira, 02 de Agosto de 2010 – 9h30 às 12h

Secretaria da Justiça – Auditório Espaço da Cidadania – André Franco Montoro

Páteo do Colégio, 184 – Centro – São Paulo

Haverá tradução consecutiva

Entrada franca, mediante confirmação de presença pelos fones:
(11) 3397-1423, 3397-1447 ou 3397-1429
Se preferir por e-mail: fgama@prefeitura. sp.gov.br
Este Colóquio tem por objetivo analisar as bases conceituais da Justiça Restaurativa e sua aplicabilidade em diversos contextos. A experiência de 30 anos das duas especialistas em criminologia levou a um novo entendimento sobre o assunto. Aquilo que chamamos de “crime” ou “infração” é denominado “ofensa” no âmbito da Justiça Restaurativa, que trata de curar ofensas e relacionamentos rompidos, ajudando a construir valores e vínculos saudáveis, envolvendo um conjunto maior de pessoas no diálogo sobre o que realmente funciona em suas comunidades. A ordem social é construída a partir da base – um sentido de pertença à família, ao bairro, à escola, ao país. Esse trabalho de base leva tempo, mas produz resultados sustentáveis.

Com sua visita ao Brasil, as Professoras propõem o início de um produtivo diálogo Norte-Sul, com oportunidades únicas de colaboração entre estudantes, professores e profissionais, desse modo estabelecendo as bases de teorias e práticas inovadoras, capazes de levar à evolução da Justiça Restaurativa no Brasil e no Canadá.
  Programa
• Origens da Justiça Restaurativa, seu desenvolvimento e perspectivas;
• Diferenças conceituais sobre crime e prevenção no âmbito da Justiça Restaurativa.

 
Palestrantes:

DRA. ELIZABETH ELLIOTT

Elizabeth Elliott, M.S.W., Ph.D é Professora Adjunta e Co-diretora do Centre for Restorative Justice da Faculdade de Criminologia da Simon Fraser University em British Columbia, Canadá. Trabalha em estabelecimentos prisionais e com justiça restaurativa desde 1981, primeiramente como agente social vinculada à comunidade e depois como palestrante para o sistema educacional prisional nas Penitenciárias Federais. É co-editora da obra New Directions in Restorative Justice (Willan, 2005), e autora de inúmeros artigos e capítulos sobre o tema.

DRA. BRENDA MORRISON

Brenda Morrison, Ph.D, é co-diretora do Centre for Restorative Justice e Professora Assistente da Faculdade de Criminologia da Simon Fraser University em British Columbia, Canadá. Ela vem do campo da Psicologia Social com experiência em educação ao ar livre, administração governamental e justiça restaurativa. Atua com foco em comunidades escolares. É co-diretora do Safe Schools and Communities Special Interest Group da American Education Research Association e membro do Comitê Científico do International Observatory of Violence in Schools.

07/28/2010 at 5:39 pm Deixe um comentário

Senegal: Assinado acordo sobre imigração concertada com a França

França e o Senegal assinaram, em Dakar um acordo sobre a gestão concertada dos fluxos migratórios.

“Com este acordo ambas as partes vão decidir doravante o perfil dos migrantes a favorecer para a viagem em França”, explicou o ministro francês do Interior.

A iniciativa visa a colaboração entre as autoridades africanas na elaboração das políticas europeias de imigração, bem como na lei francesa sobre a “imigração escolhida”, adoptada a 24 de Julho de 2006. Citado o acordo sobre a migração concertada oferece facilidades de acesso ao visto para os estudantes e quadros superiores senegaleses que pretendem estudar ou aperfeiçoar-se em França, na perspectiva de um regresso assegurado ao seu país de origem.

“fundamental, para os nossos países, lutar contra a pilhagem de cérebros, a fuga das competências e talentos do Senegal, facilitando uma migração de mobilidade, permitindo a estudantes, profissionais de qualquer nível, vir a França formar-se na perspectiva de regressar ao país para participar no seu desenvolvimento”, declarou Sarkozy.

No acordo a França compromete-se em ajudar o desenvolvimento económico e social do Senegal através de financiamentos no domínio da agricultura, nomeadamente no plano do Regresso dos Emigrantes para a Agricultura (Reva) lançado em 2006 pelo Governo senegalês da Pesca, Saúde e de micro projectos de desenvolvimento.

O projecto de criação de um observatório sobre a imigração em Dakar está igualmente previsto no acordo conjunto sobre os fluxos migratórios assinado entre o Senegal e França.

fonte: http://www.imigrante.pt/noticias/118.pdf

07/30/2010 at 3:48 am Deixe um comentário

EUA e México comemoram bloqueio a partes da lei de imigração do Arizona

Folha

Os governos de EUA e México elogiaram nesta quarta-feira a decisão da juíza Susan Bolton — que bloqueou partes da nova e polêmica lei de imigração do Estado do Arizona, horas antes de sua entrada em vigor, à meia-noite de hoje.

A chanceler do México, Patricia Espinosa, classificou a decisão como “um primeiro passo na direção correta”. Ela afirmou que o México continua preocupado com os direitos dos cidadãos mexicanos no Arizona e que vai aumentar a proteção consular no Estado.

A decisão “ratifica acertadamente a responsabilidade do governo federal de zelar pelo cumprimento das leis de imigração do país”, disse Matt Chandler, porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Chandler afirmou que o Departamento de Segurança Interior “zelará pelo cumprimento das leis federais de imigração no Arizona e em todo o país de forma sensata e eficaz, enfocando os recursos para lutar contra os criminosos estrangeiros (…) e os empregadores de ilegais”.

O porta-voz informou que o governo está comprometido com a segurança fronteiriça e lembrou que na região serão dispostos novos recursos e agentes de segurança, que serão apoiados com a mobilização por um ano, a partir de 1º de agosto, de 1.200 soldados da Guarda Nacional.

RECURSO

A governadora do Arizona reagiu, dizendo que a manobra já era esperada e que a administração poderá recorrer à Suprema Corte dos EUA. Jan Brewer classificou a decisão como “uma pedra no caminho” e disse que já está em contato com sua equipe de advogados para analisar uma possível apelação.

“Nós sabíamos que obviamente um lado ou o outro apelaria, então isto dá início ao processo”, disse a governadora à rede de TV americana CNN.

O Estado do Arizona pode recorrer à Corte de Apelação dos EUA para o Nono Circuito e em última instância à Suprema Corte.

Caso a briga judicial em torno das questões mais polêmicas da lei chegue até a mais alta corte do país o processo em torno da aprovação da nova legislação pode tornar-se longo e exaustivo, incluindo um potencial desgaste ao governo federal que invariavelmente terá que se posicionar, indicam analistas.

Considerado o “cérebro” por trás da nova lei, o senador Russel Pearce disse estar “muito desapontado” com a decisão da juíza Bolton.

“O que ela fez inserir opiniões na lei ao invés de julgar sobre o que é a lei em si, e isto não foi correto”, disse.

A bancada que apoia a nova lei, no entanto, se mostra confiante em relação a uma potencial disputa judicial em torno dos artigos mais polêmicos da nova legislação. “Nós vamos vencer após os recursos”, acrescentou o senador.

PROTESTOS

“É uma grande vitória”, disse Manuel Martínez, um dos participantes das manifestações em curso no distrito norte-americano. “O mais importante que tinha que ser feito foi feito”, continuou o dirigente, que é originário do México e tem cidadania norte-americana.

Mesmo com a decisão da magistrada, segundo Martínez, os protestos marcados para hoje e amanhã, contra a medida que entrará em vigor nesta quinta-feira, continuarão, assim como a vigília programada para esta noite.

A medida SB 1070, uma das mais controversas dos Estados Unidos, entrará em vigor de forma parcial. Os artigos questionados, que deverão ser analisados novamente, são justamente os que foram considerados polêmicos e discriminatórios por ativistas, cidadãos e autoridades.

A sentença é ainda considerada uma vitória ao governo do democrata Barack Obama em seu confronto com a gestão do local, nas mãos dos republicanos. Segundo especialistas, a análise agora deverá ser feita pela Suprema Corte.

Por outro lado, os promotores da medida argumentam que a lei irá conter o aumento dos imigrantes ilegais no estado, uma das portas de acesso dos latinos ao território norte-americano.

Além dos cidadãos, também as autoridades dos países do continente, como México, Equador e Peru, criticaram a decisão, somando-se ao pedido pela revisão da postura em relação aos clandestinos.

ENTRADA EM VIGOR

A decisão da juíza veio enquanto a polícia faz os preparativos de última hora para aplicar a lei, a partir da 0h01 desta quinta-feira. A lei deve entrar em vigor com os artigos não bloqueados — a maioria deles pequenas revisões das leis já existentes no estatuto de imigração do Arizona.

Os manifestantes também se preparam para grandes marchas de oposição à lei e ao menos um grupo prometeu bloquear o acesso aos prédios públicos, desafiando os funcionários a questionar seu status imigratório.

O volume dos protestos deve diminuir um pouco diante das “conquistas” obtidas com a juíza Bolton.

Ela foi apontada para o cargo pelo ex-presidente Bill Clinton e, de repente, se tornou uma figura crucial no debate imigratório quando ficou a cargo dos setes processos abertos contra a lei do Arizona.

CONTENÇÃO

Governistas defendem que a lei foi uma medida constitucional para tentar conter o fluxo de imigrantes ilegais no Estado, que é o maior ponto de entrada para os Estados Unidos. A medida serviria para diminuir também alguns dos efeitos negativos deste alto fluxo, como os altos custos de educação, prisões e saúde.

Os oponentes argumentam que a lei levará a disputas raciais, além de entrar em conflito com legislação federal de imigração e distrair a polícia de crimes mais graves. A lista de críticos inclui até mesmo o presidente Barack Obama.

A nova legislação foi aprovada em abril e virou alvo de uma disputa judicial entre o governo federal e o Estado do Arizona. O departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com um processo contra a lei, afirmando que ela é inconstitucional já que decisões sobre imigração caberiam ao governo federal, e não aos Estados.

As autoridades federais que estão tentando derrubar a legislação argumentam que a lei do Arizona pode inspirar uma onda anti-imigrantes em todo o país e prejudicar as relações exteriores dos Estados Unidos.

Apesar das críticas do governo federal e de grupos de direitos humanos, pesquisas de opinião mostram que a maioria dos americanos é a favor da lei. A polícia do Estado do Arizona já começou a ser treinada para aplicar a nova legislação.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/774320-eua-e-mexico-comemoram-bloqueio-a-partes-da-lei-de-imigracao-do-arizona.shtml

07/31/2010 at 2:37 am Deixe um comentário

PROJECTO “A ROTA DO ESCRAVO” O 23 DE AGOSTO SERA CELEBRADO NA NIGERIA

E a próxima grande perspectiva que cumprira a vintena de membros do Comité Cientifico Internacional do referido Projecto da UNESCO, cujo Vice-Presidente e o historiador angolano, Simão SOUINDOULA.
 
Com efeito, como toda a comunidade internacional, esta instância da Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura, observara, na dita data, no próximo mês, no primeiro pais negro do mundo, a bem chamada Nigeria, o Dia Internacional da Comemoração do Trafico Negreiro e da sua Abolição.

Este programa de recordação, que esta a ser preparado pela UNESCO conjuntamente com o Governo de Abuja e o Centre for Black Culture and International Understanding, consubstanciar- se-á, principalmente, na organização, de dois eventos: um “Seminário sobre a Trata Negreira e a escravatura no mundo arabo  – muçulmano” que terá lugar em Sokoto, de 17 a 20 de Agosto, e um “Colóquio Internacional sobre a Escravatura, a Trata Negreira e as suas Consequências” que albergara, 22 a 28 de Agosto, a cidade de Oshogbo, capital do Estado de Osun.

A escolha das duas cidades para hospedar esses encontros e particularmente simbólica. Com efeito, tratara-se de estudar, na islâmica Sokoto, no norte oeste da federação, toda a trama histórica dos cativos no eixo transaariana e na animista Oshogbo, pura terra ioruba, na região meridional do imenso pais, a ligada ao itinerário transatlântico.

A cinquentona de especialistas que se reunira nas duas oportunidades, realçara, a luz do grande e são lema instituído pela UNESCO para o ano em curso, o da “Aproximação das Culturas do Mundo” as múltiplas interacções linguísticas  e antropológicas ocorridas, no Magreb, nos Médio e Próximo Orientes assim como nas Américas e Caraíbas.

Simão Souindoula abordara, no seminário de Sokoto, a influencia dos ritos bantu (suahili e komoro) no islão na África oriental, continental e insular.

COSTA DOS ESCRAVOS
Em Oshobgo,  o quase frontispício da antiga ”Costa dos Escravos”, no Golfo de Benim, o perito angolano, antigo investigador no Centro Internacional das Civilizações Bantu, analisara a dinâmica sincrética entre o panteão ioruba e o ordenamento cosmogónico e hidrogonico bantu no continente americano e no conjunto insular caribenho.

Souindoula sublinhara, singularmente, a referida perpetuação religiosa que se cristalizou em Cuba, na antiga Espanola, hoje Haiti e Republica Dominicana, e no Brasil.

De notar que paralelamente aos dois encontros, esta prevista uma sessão especial do CCI do Projecto dos “Danados da Terra” que permitira aos membros desta instancia de avaliar os programas em curso e preparar a agenda da sua próxima reunião estatutária que terá lugar, em Cartagena de Índias, na Colômbia, em Fevereiro do próximo ano.

Enfim, deve-se salientar que o actual CCI e composto de especialistas, nomeadas, pela UNESCO, por mérito próprio, originários de Africa do Sul, Angola, Argentina, Brasil, Canada, Costa Rica, Cuba, Dubai, Espanha, Estados Unidos de América, Haiti, Franca, Gana, Jamaica, Maurícias, México, Moçambique, Noruega, Reino Unido, e Sri Lanka.

De recordar que a data do 23 de Agosto, foi instituida pela UNESCO em referencia ao decisivo movimento insurecional de escravos desencadeado, na noite de cristal do dia 22 para 23 de 179,  na ilha de Santo Domingo, actualmente dividida em Haiti e Republica Dominicana.

Esta corajosa revolta viria a ter uma forte influencia na gradual interdiçao, durante o seculo XIX, do trafico de madeira de ebano alem-Atlantico.

08/02/2010 at 4:45 pm Deixe um comentário

IDDAB na mídia

Refugiados…e abandonados

Como é a vida dos estrangeiros perseguidos ou sob ameaça de morte que deixaram seus países e se asilaram no Brasil

Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, em março de 2003, Mahmoud Walid Al Tamimi tinha pouco mais de três meses. Sua família resistiu poucos dias em Bagdá, até que homens armados passaram a colar avisos nas portas e a exigir que os moradores abandonassem suas casas. Mahmoud partiu nos braços da mãe, Huda Mobarak Amer Al Bandar, acompanhado do pai, do único irmão e de uma porção de parentes. Durante quatro anos e meio, o grupo permaneceu confinado num campo de refugiados no deserto da Jordânia – e sobreviveu a temperaturas extremas (muito calor durante o dia e muito frio à noite), iminentes ataques de cobras e escorpiões, tempestades de areia e a toda sorte de privações. O futuro começou a mudar quando o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), um braço da ONU, acertou com o governo brasileiro a vinda de mais de 100 cidadãos de origem palestina para o País. Eles foram recebidos com festa no aeroporto, havia faixas de boas-vindas e representantes da comunidade árabe. O ano era 2007.

Cerca de metade do grupo – inclusive a família de Mahmoud – foi abrigada em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. A outra parte seguiu para o Rio Grande do Sul. “Fiquei muito feliz em vir para o Brasil. O povo é bom, o clima também e acho que aqui estamos seguros”, afirma Huda. “O problema é que a ONU disse que ia ficar conosco, nos ajudar a conseguir trabalho, a aprender a língua e que teríamos tratamento de saúde. Mas isso não aconteceu.” Huda descobriu da pior forma possível as fragilidades da política brasileira para os refugiados e as mazelas da saúde pública no País. Ela desembarcou grávida de três ou quatro semanas. Aos seis meses de gestação, entrou em trabalho de parto e passou 12 horas – esquecida e gritando de dor – no leito de um hospital. Quando resolveram atendê-la, a criança já estava morta. “Pedi para o médico não jogar o meu filho no lixo. Como eu não sabia falar português direito, disse que queria colocá-lo na areia (enterrar). Depois, desmaiei”, lamenta Huda. Além de perder o bebê, a refugiada perdeu o útero.

O Brasil acolhe, atualmente, 4.294 refugiados de 76 nacionalidades – estrangeiros que foram forçados a abandonar países em guerra ou que eram perseguidos em razão de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. A concessão de asilo cresceu 24% nos últimos dois anos. “Aceitamos os refugiados, mas não os acolhemos de verdade”, acredita a educadora Carmem Victor da Silva, diretora do Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil. “Garantimos a sobrevivência, mas não uma vida digna.” Com exceção dos palestinos, os refugiados estão espalhados pelo território nacional. Formam uma massa invisível. Um colombiano de 32 anos contou à reportagem de ISTOÉ que pediu atendimento psicológico à Cáritas Brasileira – uma das ONGs responsáveis pela assistência aos refugiados – por diversas vezes. Não conseguiu. “Era como se eu não existisse”, reclama. O rapaz, que vive no interior paulista há quase seis anos, quer deixar o País. “Não arranjo um emprego decente”, lamenta. No fim de 2010, ele terá direito à nacionalidade brasileira. Garante que não irá pleiteá-la. “Quero ir embora”, diz.

Assim como esse colombiano, que afirma ter fugido da guerrilha que assola seu país há 40 anos, muitos refugiados temem se identificar porque têm receio de serem localizados por quem os perseguia ou por medo de acabarem com algum benefício cortado. Palestinos que estiveram em Brasília para se manifestar, pedindo para serem transferidos para o Exterior, tiveram a verba de subsistência suspensa. Cinco conseguiram refúgio na Suécia – um casal com duas crianças e um homem solteiro, na faixa dos 40 anos. Países ricos e com maior tradição de asilo, em geral, contam com uma rede de assistência bem estruturada. Na Suécia, os refugiados têm uma espécie de tutor que os acompanha em todo o processo de adaptação – desde o aprendizado do idioma local e o acesso à saúde até a busca por emprego. No Canadá, a vida escolar das crianças é supervisionada e o suporte pode durar anos. Nessas nações, porém, a população local também recebe essa atenção. “Não podemos colocar os refugiados numa situação de privilégio. Eles têm os mesmos direitos e obrigações que os brasileiros”, afirma Andrés Ramirez, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil.

Cinco adultos e duas crianças da família Orabi, que fora abrigada no interior do Rio Grande do Sul, estão acampados em frente à Embaixada da Palestina, em Brasília, há dois meses. Querem deixar o Brasil. “A grande maioria dos refugiados está integrada, tem trabalho, leva uma vida normal”, alega Ramirez. “É importante sublinhar que nenhum país árabe aceitou o grupo de palestinos. E o Brasil, de maneira muito generosa, os recebeu.” Os refugiados mais velhos, independentemente da nacionalidade, em geral têm maior dificuldade de se adaptar. Aprender a falar português é mais árduo, arranjar emprego também e alguns chegam com a saúde debilitada. Como não há previsão legal para se aposentar, os que não têm parentes correm o risco de ficar sem renda se a verba destinada pelo Acnur terminar. Pelo menos dez idosos e doentes de Mogi das Cruzes recebem um auxílio mensal de R$ 350. Estão em pânico porque, pelo que foi acordado, a ajuda deve acabar em dezembro. “Os que estão bem é porque têm família, uma rede de apoio social ou porque tinham dinheiro antes de vir para o Brasil”, afirma a advogada Sandra Nascimento, consultora autônoma em direitos humanos, que defendeu alguns palestinos na Justiça.

Os pedidos de refúgio são julgados por um comitê.
É exceção o que acontece no caso do italiano Cesare Battisti,
ex-ativista que terá seu futuro decidido por lula

Sandra relata que um de seus clientes vive numa sala sem energia elétrica. Outro, que não foi alfabetizado nem em árabe e está doente, foi hospedado num hotel pago pelo Acnur. Sobrevive da solidariedade alheia e não tem dinheiro para nada. Um terceiro morreu em decorrência de problemas pulmonares, no ano passado. A advogada diz que, apesar de alguns palestinos viverem em condições precárias, a situação dos refugiados vindos de outras partes do mundo pode ser pior. As queixas dos palestinos têm mais visibilidade porque eles estão concentrados em cidades pequenas, enquanto os outros vivem dispersos. “A previsão de ajuda financeira para os palestinos era de dois anos e, em alguns casos, foi prorrogada por mais um. Congoleses e colombianos só a recebem durante seis meses”, afirma Sandra. Esse dinheiro, fruto de doações internacionais, é repassado pelo Acnur às ongs que lidam diretamente com os estrangeiros. “São R$ 300 mensais. Não é suficiente. É apenas um primeiro impulso. Eles têm de procurar trabalho”, diz Cezira Furtim, coordenadora do Centro de Acolhida para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo.

Entre 35% e 50% dos pedidos de asilo são deferidos pelo governo brasileiro, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça. Mas nove de cada dez pessoas pedem refúgio quando já estão em território nacional. É o caso do afegão Ismat Ullah, 19 anos, que chegou há quatro meses. Ele deixou para trás a mãe e os irmãos. O pai morreu num ataque à bomba. “Brasil, bom”, diz ele, num português de iniciante. Enquanto aguarda o veredicto do Conare, Ismat trabalha como vendedor de calças jeans. Mora na Casa do Migrante, um albergue mantido por padres, no centro da capital paulista. Ali também vive uma congolesa de 15 anos, que espera refúgio. A menina, de trancinhas compridas e muito bonita, veio com o pai e dois irmãos pequenos. “A gente estava no Ituri, uma província do Congo. Lá é assim: tem guerra de um lado, a gente vai para o outro. Quando a gente ouve tiros, pá, pá, pá, tem que fugir”, lamenta. “Lembro que fugimos num sábado. Minha mãe tinha ido com o meu irmão, de 12 anos, ao mercado. De repente, todo mundo começou a gritar. Tivemos que sair correndo porque queriam bombardear a nossa casa. Não deu tempo de esperar ela voltar. Até hoje não sei onde está. Aqui no Brasil estou feliz. Mas tenho uma preocupação: quero ver a minha mãe de novo.”

Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/91898_REFUGIADOS+E+ABANDONADOS

08/05/2010 at 2:53 am Deixe um comentário

Direitos humanos- Tráfico de escravos:UNESCO incentiva a construção de uma história comum

O diálogo intercultural duradouro só pode prosperar numa relação pacificada com a história e a memória.Contra todas as formas de sacralização da memória e para esconjurar os efeitos devastadores da rivalidade entre as memórias, devemos promover uma investigação e ensino da história que permitam simultaneamente explicar e compreender, reconstituir a trama dos relatos conflituais e combater os silêncios. 
 
Por ocasião do Dia Internacional de Recordação do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, o Director-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Koïchiro Matsuura, incentivou a construção de uma história comum e o lançamento das bases de um diálogo intercultural.

“Juntando-nos em torno de uma visão partilhada do tráfico de escravos e da escravatura, poderemos construir uma história comum e lançar as bases de um diálogo intercultural que transmita uma mensagem universal de conhecimento e de tolerância”, disse Koïchiro Matsuura, numa mensagem publicada ontem.

O Dia Internacional Recordação do Tráfico de Escravos e da sua Abolição é celebrado todos os anos a 23 de Agosto para comemorar a insurreição, na noite de 22 para 23 de Agosto de 1791, de escravos de Santo Domingo, nas Caraíbas, a qual teve um papel determinante na abolição do tráfico de escravos.

Este Dia é um momento único para a comunidade internacional conciliar o dever de recordar certos factos passados com o dever de os situar na sua justa perspectiva histórica, disse Koïchiro Matsuura.

A UNESCO lançou, em 1994, o projecto Rota dos Escravos, com o objectivo de abrir o estudo do tráfico de escravos à pluralidade de memórias, de culturas e de representações.

Esse respeito pela diversidade das memórias é uma exigência democrática que deve responder à procura social e ser acompanhada da busca de referências comuns, sublinhou o Director-Geral da UNESCO. Esse respeito pode ser conseguido graças a uma educação de qualidade e multidisciplinar que integre as questões relativas à evocação e transmissão da memória histórica do tráfico de escravos, de uma maneira científica e rigorosa.
Segundo Koïchiro Matsuura, o diálogo intercultural duradouro só pode prosperar numa relação pacificada com a história e a memória. Contra todas as formas de sacralização da memória e para esconjurar os efeitos devastadores da rivalidade entre as memórias, devemos promover uma investigação e ensino da história que permitam simultaneamente explicar e compreender, reconstituir a trama dos relatos conflituais e combater os silêncios, acrescenta.

08/06/2010 at 11:29 pm Deixe um comentário

Proposta de retirar nacionalidade de imigrantes condenados gera polêmica na França

As propostas do governo da França de retirar a nacionalidade francesa de pessoas estrangeiras naturalizadas que tenham sido condenadas a penas de mais de cinco anos de prisão está provocando polêmica no país por associar criminalidade e imigração.

A questão também está provocando debates jurídicos sobre a constitucionalidade das medidas.

O ministro da Imigração, Eric Besson, anunciou que irá apresentar duas emendas ao projeto de lei sobre imigração, que será discutido no parlamento em setembro.

A primeira prevê que deixaria de ser francês o estrangeiro naturalizado que for condenado a mais de cinco de anos de prisão durante o período de até dez anos após a obtenção da nacionalidade.

A segunda emenda prevê que jovens delinquentes reincidentes nascidos na França, mas de origem estrangeira, possam perder a nacionalidade.

As iniciativas do ministro da Imigração visam adaptar a proposta anunciada recentemente pelo presidente Nicolas Sarkozy de retirar a nacionalidade de pessoas naturalizadas que cometerem atos de violência contra a polícia ou representantes da autoridade pública.

“A nacionalidade francesa precisa ser merecida e tratada com dignidade”, declarou Sarkozy, afirmando ainda que a legislação sobre o assunto “precisa ser ajustada”.

“Todos sabem que há uma relação entre delinquência e imigração. Não é correto dizer isso, mas é uma realidade que todos conhecem”, afirmou na quinta-feira Frédéric Lefebvre, porta-voz do partido do presidente Sarkozy, o UMP.

O governo estuda ainda ampliar a possibilidade de retirada da nacionalidade aos casos de pessoas naturalizadas que praticarem excisões (retirada do clitóris, prática realizada em alguns países africanos), poligamia, tráfico de seres humanos e atos graves de delinquência, afirmou o ministro do Interior, Brice Hortefeux.

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (06), realizada pelo Instituto Ifop para o jornal Le Figaro, revela que 80% dos franceses são favoráveis à retirada da nacionalidade de pessoas de origem estrangeira que sejam polígamas ou que incitem a circuncisão feminina.

Segundo a pesquisa, 70% dos franceses são favoráveis à retirada da nacionalidade de pessoas de origem estrangeira que atacarem policiais.

Atualmente, a lei francesa prevê apenas quatro casos para a retirada da nacionalidade: atos de terrorismo, crimes de espionagem, recusa em cumprir o serviço militar e a realização, em benefício de um Estado estrangeiro, de atos incompatíveis aos interesses fundamentais da França, ou seja, de traição contra o país.

A retirada da nacionalidade francesa só pode ocorrer se a pessoa não ficar sem nenhuma outra nacionalidade.

Na maior parte dos países europeus, a nacionalidade só pode ser retirada em casos de traição contra o Estado e de terrorismo, além de servir no Exército de outro país. Crimes comuns de direito penal, como quer aplicar a França, não entram na lista dos países europeus.

O ex-ministro socialista da Justiça, Robert Badinter, que pôs fim à pena de morte na França, compara o atual governo aos regimes que investigaram a origem dos cidadãos. “Nós os conhecemos na História”, afirmou.

Badinter afirma que o artigo primeiro da Constituição assegura “a igualdade de todos os cidadãos perante a lei sem distinção de origem”.

“Sarkozy quer reconquistar o eleitorado de extrema direita da Frente Nacional de olho nas eleições presidenciais de 2012″, afirmou o eurodeputado socialista Harlem Désir, ex-presidente da ONG Sos Racismo.

Nas eleições presidenciais de 2007, Sarkozy havia conquistado, com seu discurso sobre imigração e segurança, boa parte do eleitorado da Fronte National.

Mas nas eleições regionais deste ano, o partido de extrema direita voltou a recuperar eleitores que tinham preferido apoiar o presidente francês.

“É inadmissível se atacar dessa forma as pessoas naturalizadas e misturar delinquência com estrangeiros. É miserável e indigno. As novas propostas correm o risco de ser inconstitucionais” , afirmou a ex-ministra da Justiça Elisabeth Guigou, deputada por uma região da periferia de Paris conhecida por confrontos entre jovens de origem imigrante e a polícia.

Foi ela que adotou, em 1998, uma reforma que introduziu os atos de terrorismo na lista de casos em que a nacionalidade francesa pode ser retirada.

Ao mesmo tempo, a ex-ministra aboliu a possibilidade de perder a nacionalidade por crimes gerais de direito penal sujeitos a penas de cinco ou mais anos de prisão, conforme previsto em uma convenção do Conselho da Europa que a França assinou, mas ainda não ratificou.

É essa medida, que existia em uma lei francesa de 1945, que o governo atual quer retomar.

“Basta voltar ao que existia antes de 1998″, afirmou o ministro da Imigração.

Mas para especialistas, a questão não é tão simples. Eles afirmam que a jurisprudência do Conselho Constitucional tem reafirmado o princípio de igualdade entre os franceses.

Segundo especialistas em direito constitucional, o projeto do governo criaria duas categorias de franceses: os que obtiveram a nacionalidade no nascimento não poderiam perdê-la, diferentemente dos demais que cometerem crimes como roubos e agressões físicas.

Fonte: BBC Brasil

08/09/2010 at 7:35 pm Deixe um comentário

Diretor de jornal é preso no Burundi após publicação de matéria investigativa

Portal IMPRENSA

O diretor do jornal Arc-enciel, Tierry Ndayishimiye, foi detido pela polícia de Burundi, África, na última terça-feira (10), após ter publicado um artigo que denunciava um sistema de concessão de contrato envolvendo a Empresa Nacional de Água e Eletricidade (REGIDESCO).

De acordo com informações da Panapress, outro profissional de imprensa, Jean Claude Kavumgabu, diretor da agência independente online Netpress, foi detido pelas autoridades locais em julho deste ano, acusado de cometer delito de imprensa.

Outros quatro repórteres de rádios independentes de Burundi permaneceram presos por vários meses por terem investigado um caso de corrupção que envolvia o ex-presidente do país, Domitien Ndayizeye, e seu ex-adjunto, Alphonse-Marie Kadege.

A Federação Africana dos Jornalistas (FAJ), a Associação dos Jornalistas da África Oriental (AJAE) e a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) afirmaram que as prisões de jornalistas no Burundi são preocupantes e poderiam ser vistas como uma “campanha de intimidação orquestrada pelo governo burundês contra os órgãos de comunicação” do país.

Fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/08/11/imprensa37418.shtml

08/11/2010 at 2:43 pm Deixe um comentário

Paul Kagame é reeleito em Ruanda

10/08/2010 11:22 Paul Kagame é reeleito em Ruanda Em meio a denúncias de repressão à oposição e irregularidades na votação, o presidente se reelege para mais sete anos no poder Redação Época, com Agência EFE NA URNA O presidente Paul Kagame vota na segunda-feira (9), em Kigali O presidente de Ruanda, Paul Kagame, foi reeleito para mais sete anos de mandato. De acordo com os resultados parciais da votação de segunda-feira (9), divulgados nesta terça (10) pela Comissão Eleitoral Nacional, Kagame obteve 92,9% dos votos em 11 distritos cuja apuração já foi finalizada. Ao todo, há 30 distritos. O presidente conseguiu 1.610.422 dos 1.734.672 votos contabilizados, segundo pronunciamento na TV do presidente da comissão eleitoral, Chrysologue Karangwa. Mais de 5 milhões de ruandeses foram convocados para escolher um novo presidente, em polêmicas eleições nas quais líderes da oposição acusam Kagame de reprimir brutalmente todos os que representem uma ameaça para a estabilidade de seu governo. Há denúncias de que alguns eleitores foram forçados a votar no presidente, tendo até de ir às urnas fora do horário oficial da votação. No entanto, Kagame é considerado por muitos ruandeses como o salvador do país após pôr fim ao genocídio no qual morreram mais de 800 mil tutsis e hutus moderados. Ele controla Ruanda desde 1994, quando seu Exército rebelde, a Frente Patriótica de Ruanda(RPF), hoje um partido político, chegou ao poder. Kagame, porém, só foi eleito em 2003, quando ocorreram as primeiras eleições presidenciais no país desde o genocídio. O pleito de segunda-feira (9) foi o segundo após os massacres. Além de acabar com o genocídio, Kagame é visto pela população como o responsável por melhorias sociais no país e pelo crescimento econômico de Ruanda. Desde segunda-feira à noite, o RPF comemorava os resultados das eleições em um estádio Kigali, onde se reuniram cerca de 30 mil seguidores de Kagame, que cantaram e dançaram até o início da manhã. “Essa é uma indicação de que Ruanda respeita seus cidadãos”, afirmou em seu site Kagame, comentando o resultado das eleições. O presidente é um dos líderes africanos mais “ligados” em tecnologia e tem até conta no Twitter (@PaulKagame). >>Siga ÉPOCA no Twitter: @RevistaEpoca >>Curta ÉPOCA no Facebook: facebook.com/epoca.com.br

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI161960-15227,00-PAUL+KAGAME+E+REELEITO+EM+RUANDA.html

08/14/2010 at 3:40 pm Deixe um comentário

Eleições em Ruanda

As eleições no Ruanda não foram livres
As primeiras eleições presidenciais realizadas no Ruanda desde o genocídio de 1994, que deixou mais de um milhão de mortos, não foram livres – constata um representante do episcopado. O presidente Paul Kagame impôs-se nas eleições de 25 de agosto com 95% dos votos, suscitando denúncias de fraudes entre a oposição e outros sectores da sociedade civil.
D. Callixte Twagirayezu, secretário da Conferência Episcopal de Ruanda, reconhece, em declarações concedidas à agência missionária Misna: “As proporções da vitória parecem-me verdadeiramente estranhas” e considera que nas eleições parlamentares de 29 de setembro “vencerá a Frente Patriótica de Kagame e teremos um Parlamento de uma só cor, sem peso político”.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=2516

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11 Agosto, 2010 – Publicado às 03:33 GMT

Apontada ausência da oposição em eleições no Ruanda

Observadores eleitorais no Ruanda disseram que as eleições presidenciais ficaram marcadas pela ausência de vozes críticas da oposição.

A missão de observação da Commonwealth disse que o Ruanda deve abordar o tema da participação política e de uma maior liberdade de imprensa.

Antes, resultados parciais apontavam para uma vitória do presidente em exercício, Paul Kagame com 92 por cento dos votos.

Numa conferência de imprensa na capital, Kigali, o chefe do grupo de observadores da Commonwealth – Salim Ahmed Salim disse que a votação decorreu de forma serena:

“Para as eleições de 2010, os observadores da Commonwealth assistiram a uma votação bem organizada e pacífica. A Comissão Nacional de Eleições conduziu satisfatoriamente os aspectos técnicos, garantindo confiança para que os eleitores afluíssem em massa”, considerou.

Ausência de vozes críticas

A campanha eleitoral foi marcada por ataques a políticos da oposição que foram impedidos de concorrer. Os três candidatos rivais estão ligados ao partido governante.

Salim Ahmed Salim declarou igualmente que os ruandeses registados para votar conseguiram fazê-lo sem problemas:

“O que aconteceu em relação ao processo, é que sim, não foi perfeito, poderia ter sido melhor, mas certamente o povo do Ruanda que decidiu votar assim o fez acabando por reflectir os seus ponto de vista”.

A contagem dos votos foi concluída em mais de um terço dos distritos do país. O rival mais próximo de Kagame obteve menos de cinco por cento dos votos.

Depois do anúncio dos resultados parciais, Kagame agradeceu aos milhares de apoiantes concentrados no maior estádio de futebol da capital, Kigali.

Os apoiantes de Kagame enaltecem-no pelo fim do genocídio de 1994 e pelos progressos na estabilidade e no crescimento económico.

Antes da chegada do presidente ruandês ao estádio, estes manifestaram satisfação pelos resultados: “Estamos confiantes, o nosso candidato Paul Kagame obteve pelo menos noventa por cento dos votos. Aguardamos a sua chegada, estamos muito felizes”, diziam.

Para as presidenciais ruandesas foram acreditados cerca de 1,400 observadores, incluindo 214 provenientes do estrangeiro.

Fonte:https://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/08/100811_rwandaobserverslc.shtml

08/14/2010 at 3:48 pm Deixe um comentário

Goodluck Jonathan pode concorrer às eleições de 2011

O líder do Partido Democrático do Povo, no poder na Nigéria, disse que o Presidente Goodluck Jonathan tem o direito de concorrer às eleições que se deverão realizar em Janeiro de 2011.

Esta declaração foi feita apesar mesmo do partido ter feito um acordo interno para ter como concorrente um candidato um muçulmano.

Okwesilieze Nwodo disse que ninguém no Partido Democrático do Povo estava impedido de participar nas primárias presidenciais.

Contudo, ele não endossou o Presidente Goodluck Jonathan como candidato do partido.

Jonathan, que é do sul da Nigéria, assumiu formalmente a presidência em Maio, a seguir à morte do seu predecessor, Umaru Yar’Adua.

Ele ainda não disse se se vai ou não candidatar às próximas eleições.

Analistas dizem que a sua subida de relativamente desconhecido vice-governador, sem uma base política, a presidente foi rápida.

Depois de meses de estagnação política devido ao estado de saúde de Yar’Adua, muitos nigerianos mostraram-se contentes com o desempenho de Jonathan.

Mas o correspondente da BBC em Abuja, Ahmed Idris, diz que, depois de 100 dias no poder, a sua popularidade começa a diminuir.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/08/100813_nigeriajonathanaws.shtml

08/14/2010 at 3:58 pm Deixe um comentário

Mudança de bandeira no Malawi gera protestos

O governo do Malawi advertiu os seus cidadãos de que quem continuar a usar a bandeira nacional antiga do país pode ser processado e preso.
 

A nova bandeira foi lançada no dia 7 deste mês pelo presidente Bingu wa Mutharika, para simbolizar o desenvolvimento do país desde a sua independência da Grã-Bretanha, em 1964.

A principal mudança na bandeira é a substituição de um sol nascente em vermelho na parte superior da bandeira por um sol completo em branco no centro.

Numa conferência de imprensa no domingo, o ministro da Informação, Symon Vuwa Kaunda, afirmou que o uso da bandeira antiga é contra a lei.

Segundo ele, as novas bandeiras já estão disponíveis em lojas do governo.

Liberdade e esperança

Durante o lançamento da nova bandeira, no dia 7, o presidente Mutharika disse que o país se desenvolveu muito nas últimas décadas e que não fazia mais sentido descrever o Malawi como “uma nação no amanhecer” após 46 anos de independência.

Na bandeira antiga, o sol nascente representava o amanhecer da liberdade e da esperança no continente africano.

A bandeira tinha ainda uma faixa preta no topo, simbolizando o povo da África, uma vermelha no meio, simbolizando o sangue derramado na luta pela independência, e uma verde para lembrar a vegetação africana.

A nova bandeira traz a faixa vermelha no topo, a preta no meio e a verde na parte inferior. O sol, que na bandeira antiga era vermelho, sobre a faixa preta superior, agora é branco, no meio da bandeira.

A mudança na bandeira gerou uma grande discussão no país, com vários grupos questionando o custo da alteração em um país pobre como o Malauí.

“Não concordamos com as mudanças propostas”, afirmou um grupo de padres católicos num comunicado. “Será que teremos que mudar tudo o que tem a bandeira antiga? Podíamos usar melhor esse dinheiro, considerando que neste ano algumas partes do Malawi passarão fome”, disse o grupo.

A mudança também foi criticada por grupos de oposição. “A bandeira antiga tem muita história e significado”, afirmou Nancy Tembo, porta-voz do Partido do Congresso do Malawi, o principal grupo opositor do país. “Não deveríamos brincar com nossos símbolos históricos somente para atender ao ego de alguém.”

Fonte:  http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/08/100816_malawinewflagtl.shtml

08/16/2010 at 8:42 pm Deixe um comentário

Haitianos aguardam aprovação do Protocolo de Refugiado em Tabatinga

Atualmente aguardam em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus) a aprovação do Protocolo de Refugiado, 130 haitianos. Segundo eles o atendimento, feito pela Policia Federal, que antes era de seis ao dia diminuiu para apenas um. A mudança ocasionou a permanência da maioria na cidade por até dois meses e adiando a viagem para outras cidades como Manaus.

Para manter a assistência aos haitianos, o padre Gonçalo Inácio, representante da Pastoral da Mobilidade Humana da Diocese do Alto Solimões, conta com doações da população de Tabatinga.

- O grande número de haitianos não era previsto, para tentar resolver o problema,  a Diocese pede à Policia Federal que faça um mutirão para atender os 130 haitianos que estão nas igrejas e em contrapartida se compromete a não receber mais nenhum haitiano nas instalações da paróquia até que o governo brasileiro apresente uma proposta para a situação.

Pedidos
Em nota a Delegacia da Policia Federal de Tabatinga informou que no primeiro semestre deste ano recebeu e encaminhou ao Comitê Nacional Para Refugiados (Conare), aproximadamente 130 pedidos de refúgio dos haitianos, atendendo quatro solicitações por dia, mas como os pedidos continuaram crescendo em proporções desiguais ao que o quadro de funcionários  do setor de imigração.

A nota diz ainda que o setor possui apenas um agente federal e duas funcionárias contratadas não poderia dá conta, e em virtuvirtude disto, teve que reduzir os atendimentos diários aos haitianos para que os demais procedimentos migratórios não fossem prejudicados. (JK)

Fonte: http://refunitebrasil.wordpress.com/2010/08/13/haitianos-aguardam-aprovacao-do-protocolo-de-refugiado-em-tabatinga/#more-4690

08/18/2010 at 12:11 am Deixe um comentário

Estados africanos reclamam maior representação

AngolaPress

Washington – Os responsáveis financeiros dos Estados africanos reclamaram terça-feira uma melhor representação do continente no órgão mais elevado do Fundo Monetário Internacional (FMI).  

Numa reunião de dois dias da instituição em Freetown, na Serra Leoa, os delegados, entre eles 39 ministros das Finanças e os governadores centrais de 48 países, pediram, em comunicado, uma voz mais importante “no conselho executivo do FMI para melhorar a eficácia da representação” de África. 

O Banco Mundial permitiu os direitos de voto dos países em desenvolvimento em 2008 mas o FMI não seguiu no mesmo sentido, apesar das repetidas exigências dos africanos. 

Em comunicado, os Estados africanos prometem ratificar até Setembro o texto, de abril de 2008, do conselho dos governadores do FMI sobre as reformas para a representação das economias dinâmicas, sobretudo nos países emergentes, através do aumento de quotas para os 54 países membros. 

Os responsáveis financeiros africanos comprometeram-se também a “trabalhar com os seus parceiros” internacionais para “reduzir as diferenças internacionais em matéria de desenvolvimento e pobreza”. 

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2010/7/33/Estados-africanos-reclamam-maior-representacao,162ac513-e4f8-4f6f-b2ef-17bfcd1e96d3.html

08/19/2010 at 1:48 am Deixe um comentário

Primeira leva de ciganos é expulsa da França

A França começou hoje a expulsar cerca de 700 ciganos para Romênia e Bulgária. Os primeiros quase 100 ciganos que concordaram com o “procedimento de retorno voluntário” seguiram em um voo na tarde desta quinta-feira (horário local) para Bucareste, capital romena. É a primeira expulsão do tipo desde que o presidente Nicolas Sarkozy prometeu, no mês passado, ações contra esses grupos étnicos.

Um membro do partido de Sarkozy chegou a comparar as táticas para expulsar os ciganos às usadas pela França colaboracionista na época do nazismo. Cada cigano adulto recebe 300 euros se aceitar deixar o país, enquanto cada menor fica com 100 euros. Já o Ministério do Interior ressaltou que cada caso foi avaliado individualmente.

O ministro das Relações Exteriores da Romênia, Teodor Baconschi, disse estar preocupado com o risco de “reações xenófobas” e do “populismo”, em um contexto de crise econômica. Defensores dos ciganos alegam que é difícil dizer que essas expulsões são feitas com o consentimento deles, pois, caso se recusassem a deixar o país, os ciganos deveriam ir para um centro de permanência e poderiam acabar expulsos sem receber dinheiro algum. O ministro de Interior francês, Brice Hortefeux, receberá na semana que vem vários altos funcionários romenos para discutir o tema.

Cerca de 10 mil ciganos da Romênia e da Bulgária foram devolvidos a seus países no ano passado. A leva atual é, porém, a primeira expulsão desde que Sarkozy anunciou, em julho, uma investida contra os estrangeiros. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, afirmou que a França precisa cumprir as regras de liberdade de movimento dentro do bloco. Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o órgão acompanha o caso “muito atentamente”.

Sarkozy enfrenta baixos índices de popularidade e a medida é vista como também uma forma de obter apoio da população francesa, já de olho nas eleições presidenciais de 2012. Também membros da UE, a Romênia e a Bulgária não compartilham de todas as prerrogativas do direito de livre circulação pelo bloco europeu. Os cidadãos desses países podem permanecer na França por três meses e trabalhar apenas em setores específicos, em que há escassez de mão-de-obra.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,primeira-leva-de-ciganos-e-expulsa-da-franca,597390,0.htm

08/20/2010 at 4:04 am Deixe um comentário

Unesp assina acordo com a Universidade Lusófona de Cabo Verde

O protocolo foi assinado no encerramento do Seminário Brasil – África, realizado em São Paulo, no Brasil.

São Paulo -A Universidade Estadual Paulista (UNESP) firmou um acordo de cooperação com a Universidade Lusófona de Cabo Verde. O protocolo foi assinado no encerramento do Seminário Brasil – África, realizado em Barra Funda (no município de São Paulo), e busca estimular o intercâmbio académico, científico e técnico entre as instituições.

O acordo prevê o intercâmbio de professores e estudantes, o desenvolvimento de projectos de pesquisa conjuntos e a realização de eventos científicos em parceria. “Nos interessa muito a colaboração na área de saúde e em empreendedorismo e inovação”, apontou António Montenegro Fiúza, administrador das universidades no Mindelo e Guiné Bissau. “O reforço da capacitação do corpo docente, assim como de servidores, é fundamental”, analisa. As informaçções são do site ASemana.

Fonte: http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10544139&canal=403

08/21/2010 at 4:06 am Deixe um comentário

A maldição do diamante, alvo de todos os contrabandos

Le Monde

“Diamonds are a girl’s best friend”, cantava Marilyn Monroe em “Os homens preferem as loiras”. Contudo, de Angola ao Zimbábue, da Venezuela ao Líbano, um cortejo de miséria e desolação acompanha a exploração da mais dura pedra existente.

O polêmico depoimento da top model Naomi Campbell, durante o julgamento em Haia do ex-presidente liberiano Charles Taylor, faz pensar sobre as causas da criminalização do comércio de pedras.

Desafiando o tempo e a razão, o diamante sempre levou a excessos. A lenda das pedras míticas usadas pelas estrelas de cinema e pela realeza continua a suscitar a cobiça dos homens.

De origem grega, a palavra diamante vem de “adamas”, que significa invencível. Mas isso não explica completamente por que o diamante se tornou hoje o melhor amigo dos senhores da guerra, bem como dos déspotas corruptos como Taylor ou Mugabe. No centro da persistência do flagelo dos “diamantes de sangue”, figuram as disfunções da complexa organização do setor.

Primeiramente, esse setor é duplamente fragmentado. O fim, nos anos 1990 , do monopólio tirânico da companhia sul-africana De Beers sobre o comércio de pedras brutas favoreceu as manobras dos exploradores de alto nível. Os tradicionais traficantes russos, israelenses ou libaneses ganharam a companhia dos comerciantes indianos e chineses.

O oligopólio criado em seguida pelas multinacionais mineradoras acabou virando uma zona livre. O aumento de intermediários entre as minas e a indústria de joias – produtores, atacadistas, lapidadores, fabricantes, joalheiros – facilita o embaralhamento das pistas mafiosas. A falta de uma cotação oficial para o diamante bruto, devido à especificidade de cada pedra, é outro problema.

Além disso, o universo do comércio, baseado na solidariedade e no código de honra, e às vezes na evasão fiscal, permanece secreto. Essa falta de transparência favorece a eclosão de redes clandestinas de gemas, pequenas, anônimas, fáceis de negociar e de elevado valor unitário. As gigantes mineradoras controlam as grandes minas, subterrâneas ou a céu aberto. Em compensação, os pequenos garimpeiros, armados somente de picareta, balde e peneira, que disputam entre si os diamantes aluviais na esperança de fazer fortuna, alimentam o contrabando em total impunidade.

Caprichosa, a natureza teve um prazer perverso ao concentrar os mais belos diamantes na África. Mas a fragilidade dos países do continente negro, a porosidade das fronteiras e a corrupção endêmica das “gemocracias”, modo de governo favorecedor de crimes baseado no controle dos diamantes, conceito definido por François Misser e Olivier Vallée (“Les Gemmocraties, l’économie politique du diamante africain”, ou “As gemocracias, a economia política do diamante africano”. Ed. Desclée de Brouwer, 1997) facilitam os abusos sangrentos.

Por fim, ainda que tenha o mérito da existência, o Processo de Kimberley, criado em 2003, mostrou seus limites. A convenção internacional sob a égide da ONU, visando acabar com o comércio ilegal das pedras preciosas para o financiamento dos conflitos, tem sérias deficiências.

A oposição entre países produtores e consumidores, o princípio do voto por unanimidade, a ausência de um sistema de vigilância coercitiva e a facilidade de passar por cima da certificação que garante a origem das mercadorias solapam a eficácia desse dispositivo.

Como pôr um fim a esse tráfico evidenciado durante as audições do Tribunal Especial para Serra Leoa? São raros os Estados produtores capazes de controlar o contrabando quando eles mesmos não são participantes disso. Quando aos diamantistas e joalheiros, muitas vezes eles fazem vista grossa para as pedras de origem suspeita. Então controlar fortunas que se transportam em uma pequena folha de papel branco dobrada em quatro parece quase impossível.

Entretanto, a instalação de barreiras permitiria reduzir os fluxos ilegais. Como diz a ONG Global Witness, que defende a transparência na exploração dos recursos naturais, é preciso reformar com urgência um Processo de Kimberley que é mal adaptado para a questão.

A inclusão, no preâmbulo dessa convenção, da necessidade de que sejam respeitados os direitos humanos, bem como o reforço da vigilância dos centros de lapidação e de polimento, permitiriam garantir um comércio de diamantes mais transparente. Essa deveria ser a ordem do dia na próxima reunião plenária dessa organização, que deve ocorrer ano que vem na República Democrática do Congo.

Além disso, ainda que lhe falte a divisibilidade que dá ao ouro seu papel monetário, o diamante deve se tornar uma matéria-prima como qualquer outra. O aumento das vendas na internet, a multiplicação de fundos de investimento especializados e a luta contra a lavagem de dinheiro em escala mundial deverão lhe permitir que volte a se reintegrar, pouco a pouco, ao jogo econômico clássico baseado na oferta e na demanda.

Portanto, para perder seu “brilho cruel”, como dizia Rudyard Kipling, o diamante deve ter sua segunda revolução, seguindo a dos anos 1860 que tornou os brilhantes mais acessíveis e desenvolveu uma indústria de verdade. Só então o rosto da inesquecível Marilyn Monroe substituirá o de Naomi Campbell como símbolo da mais preciosa das pedras.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2010/08/22/a-maldicao-do-diamante-alvo-de-todos-os-contrabandos.jhtm

08/22/2010 at 10:52 pm Deixe um comentário

Encontro alinha expectativas entre países de língua portuguesa

Rodrigo Zavala
 
Aprofundar laços de solidariedade e cooperação entre fundações que partilham um espaço cultural e linguístico comum. Este é um dos pontos centrais a serem discutidos no VII Encontro de Fundações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que ocorrerá em São Paulo e, sequencialmente, no Rio de Janeiro, de 12 a 16 de setembro.

Promovido pelo Centro Português de Fundações, Fundação Roberto Marinho e o GIFE, o evento reunirá 100 representantes das fundações e institutos desses países no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e em oficinas práticas em organizações no Rio de Janeiro.

Com vagas limitadas, o evento está com inscrições abertas para o público brasileiro. Veja programação completa do Encontro. 

Objetivo
“Os Encontros de Fundações da CPLP, que surgiram pela primeira vez em 2003, são uma plataforma internacional de fundações que trabalham e se exprimem na mesma língua, e assumem, na sua diversidade, desígnios comuns e com crescente espírito de cooperação”, afirma o presidente do Centro Português de Fundações, Emílio Rui Vilar.
 
Por essa razão o tema para esta edição (as anteriores ocorreram em Portugal, Cabo Verde, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe) centra-se na “Diversidade para a Transformação – papel das fundações no desenvolvimento social”.

“A dinâmica e o impacto dos encontros ultrapassam em larga medida o tempo e o espaço da sua realização, mas temos procurado que estes se realizem alternadamente nos diferentes países da CPLP, sobretudo numa lógica de aprendizagem, para avaliar de que forma os diferentes contextos nacionais influenciam as estratégias de intervenção das fundações”, explica Vilar.

O encontro, que conta também com o apoio da Fundação Gulbenkian, Fundação Roberto Marinho, Instituto Camargo Corrêa e Fundação Odebrecht, por uma série de mesas de debates e trabalhos em grupo sobre as questões imprescindíveis no contexto. Isto quer dizer, da capacidade de forjar parcerias setoriais ou inter-setoriais ou de fazer convergir esforços para encontrar as soluções mais adequadas e sustentáveis para o desenvolvimento dos países participantes.

Importância
Um exemplo prático vem do Instituto Camargo Corrêa, cujas ações comerciais no exterior foram acompanhadas de suas práticas sociais. No contexto da CPLP, a organização levou para Angola (desde 2008) o Kidimacaji, projeto de capacitação de jovens para o mercado de trabalho, que atende quase mil jovens por ano na região de Cazenga, uma das comunidades mais pobres de Luanda.

O diretor-executivo do Instituto Camargo Corrêa, Francisco Azevedo, acredita que iniciativas como o Encontro podem ter um efeito articulador no trabalho realizado fora do país, aqui, nas localidades em que a empresa possui alguma atividade econômica. Alinha-se, assim, o interesse econômico e o social na expansão para outros mercados.

Sob uma perspectiva global, o Brasil tem conquistado uma participação de destaque no campo da filantropia. “Passamos a exportar tecnologias sociais, levando modelos para outros países”, acredita o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

“Há um interesse nacional econômico, cultural e social em outros países, a começar pela África. E nada mais natural que se comece em países que falam a mesma língua”, acredita.
 
Para Vilar, uma língua, qualquer que seja, deve ser encarada como um fator que reforça a identidade e a cultura daqueles que a falam. Tal como deve ser analisada em outras perspectivas, como, por exemplo, fator facilitador de acesso a bens públicos globais como o conhecimento, a saúde, segurança etc. Constitui-se, assim, como um fator de desenvolvimento. “A língua portuguesa assume, deste modo e a vários níveis, uma relevância estratégica inquestionável.”

08/24/2010 at 1:43 am Deixe um comentário

Sul do Sudão planeia repatriar refugiados

O sul do Sudão está a planear a repatriação de um milhão e meio de oriundos do sul que estão a viver no norte do país ou no Egipto.

O plano está a ser desenhado com vista a fazer regressar os refugiados que fugiram para o norte durante as décadas de guerra civil.

O regresso deverá ser feito até Janeiro, altura do referendo à independência pelo sul. O programa, chamado de “vem para casa para decidires” vai custar aproximadamente 25 milhões de dólares.

As autoridades no norte do país ainda não reagiram à proposta do sul.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/08/100824_southerssudanvg.shtml

08/24/2010 at 11:57 pm Deixe um comentário

Pretória rejeita alegações de neocolonialismo chinês na África

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, aperta a mão de seu homólogo chinês Hu Jintao

Financial Times

O ministro do Comércio da África do Sul apoiou nesta terça-feira (24) o enorme aumento de investimentos chineses na África, afirmando que Pequim não está adotando uma política neocolonialista e que os interesses crescentes da China pelo continente resultarão em enormes benefícios para os africanos.

O ministro do Comércio faz parte de uma delegação liderada pelo presidente sul-africano Jacob Zuma, que inclui quase 400 empresários e 11 membros de gabinete. Este é, até hoje, o maior grupo a acompanhar um líder sul-africano a uma viagem ao exterior.

Rob Davies afirma que a presença cada vez mais acelerada da China na África “só pode ser uma coisa positiva” porque isso significa mais competição entre países desenvolvidos e em desenvolvimento na sua busca por recursos e influência no continente africano.

“Nós não queremos mais simplesmente assinar nas linhas pontilhadas de qualquer documento que nos apresentem; agora temos alternativas, e isso é vantajoso para nós”, declarou Davies em uma entrevista.

Os comentários de Davies destoaram das declarações de Thabo Mbeki, o ex-presidente sul-africano, que advertiu há três anos que a África correria o risco de cair em uma “relação colonialista” com a China.

Zuma, que tem se mostrado muito mais amigável para com a China, disse em um fórum empresarial sino sul-africano em Pequim: “A China é de fato um parceiro estratégico chave para a África do Sul, e a África do Sul está abertas para negócios de uma forma bem ampla”.

Muita gente na África apoia a China, especialmente entre as elites do poder africanas, que frequentemente beneficiam-se pessoalmente dessa alocação de auxílios financeiros e investimentos sem nenhuma condição vinculada.

Mas Pequim também tem muitos críticos na África, e companhias e trabalhadores chineses têm sido alvos de animosidade e de violência em países como Argélia, Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia, onde a presença da China é crescente.

Críticos nos Estados Unidos e na Europa observam que Pequim apoia governos questionáveis em países como o Sudão e o Zimbábue, e que a China se dispõe a ignorar questões relativas a governança, direitos humanos e meio ambiente na sua busca por recursos naturais.

Davies afirmou que a resposta apropriada aos críticos ocidentais que afirmam que a China está procurando se tornar uma potência neocolonialista é: “Só países de mesmo nível podem entender os seus problemas mútuos”.

Ele disse ainda que o objetivo da sua delegação é reduzir o déficit bilateral da África do Sul com a China, o maior parceiro comercial dos sul-africanos desde 2008, a fim de melhorar a combinação de produtos negociados.

As exportações da África do Sul para a China no ano passado, no valor de US$ 6,57 bilhões (R$ 11,6 bilhões), consistiram quase que exclusivamente de recursos naturais, enquanto que as importações de produtos chineses pela África do Sul consistiram em sua maioria produtos manufaturados de valor agregado, segundo dados sul-africanos.

A África do Sul está esperando que haja mais investimentos chineses em ferrovias, em redes de transmissão de energia elétrica e em outros setores de infraestrutura, e também deseja convencer as companhias chinesas a construir mais fábricas no país.

Companhias chinesas e sul-africanas firmaram mais de dez acordos relativos a investimentos em ferrovias, transmissão de energia elétrica, projetos de construção civil, mineração, seguro, empresas de telecomunicações e energia nuclear.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2010/08/25/pretoria-rejeita-alegacoes-de-neocolonialismo-chines-na-africa.jhtm

08/26/2010 at 2:34 am Deixe um comentário

Brasil vai apoiar reorganização das Forças Armadas da Guiné Bissau

África 21

Brasília – O Brasil vai enviar uma missão técnica militar à Guiné Bissau para apoiar a reorganização das Forças Armadas guineenses. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante almoço oferecido ao chefe de Estado da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, no Palácio do Itamaraty.

Lula disse ainda que Brasil e Guiné-Bissau devem trabalhar juntos para que os dois países possam crescer. Entre as ações realizados pelo dois países, Lula destacou o treinamento de estudantes guineenses pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). De acordo com Lula, 150 estudantes de Guiné já estão no mercado de trabalho e 1,2 mil já fizeram cursos no Senai.

O presidente brasileiro anunciou, na ocasião, que em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil vai enviar uma missão técnica militar para reorganizar as Forças Armadas de Guiné. “Isso contribuirá para treinamento das tropas guineenses ajudando a transformá-las em agentes da paz e de transformação nacional”, afirmou Lula.

Ele disse ainda que a missão militar brasileira irá contribuir para treinar as Forças Armadas do país africano a realizar obras de engenharia como a construção de pontes e de cisternas.

O presidente de Guiné-Bissau destacou a atuação de Lula em iniciativas contra a pobreza e a desigualdade em todo o mundo e a cooperação entre os países do Sul. “É urgente reforçar nossa cooperação no plano bilateral e no plano Sul-Sul como forma de podermos minimizar os reflexos da crise financeira internacional que tem provocado efeitos negativos na segurança alimentar e nutricional dos grupos mais vulneráveis”, afirmou Sanha

Sanha disse ainda que espera ver empresas brasileiras investindo na Guiné-Bissau em breve e aposta na construção de parcerias.

Os dois presidentes também assinaram acordos de cooperação técnica nas áreas das pescas e da saúde, entre outros atos. As informações são da ABr. Comentar Enviar por e-mailImprimir Download PDF     Enviar por e-mail
A matéria pode ser enviada para até 5 pessoas. Os e-mails devem ser separados por ponto-e-vírgula.

Fonte: http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10568237&canal=401

08/27/2010 at 3:19 am Deixe um comentário

Universidades públicas brasileiras receberão estudantes haitianos

28/08/2010 – DE SÃO PAULO – Universidades públicas brasileiras vão receber estudantes haitianos que não têm como estudar após o terremoto que devastou o país no começo deste ano.

Até 500 alunos podem passar um ano e meio estudando no Brasil. Os primeiros alunos devem chegar em outubro. A vinda deles faz parte de um acordo de cooperação para a reconstrução do sistema de ensino da ilha assinado pelos governos brasileiro e haitiano.

Até agora, segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), quatro universidades confirmaram interesse em participar no programa: Unicamp, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Universidade Federal do Rio Grande do Sul e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

A Capes também dará uma bolsa mensal de R$ 500 para os estudantes haitianos, além de fornecer as passagens aéreas e uma verba de R$ 500 para instalação no Brasil.

Segundo o secretário de Relações Internacionais da UFSC, Enio Luiz Pedrotti, os alunos terão que cursar o últimos período no Haiti, para garantir que retornem.

Fonte: www.cmconsultoria.com.br

08/29/2010 at 3:03 pm Deixe um comentário

Mia Couto: África começa a existir de «maneira mais real»

O continente africano já começa a existir de uma «maneira mais real» no Brasil, afirmou o escritor moçambicano Mia Couto, em sua breve passagem pelo Rio de Janeiro para participar no festival de cultura negra neste último fim de semana.

«A África era vista de uma maneira folclorizada e estereotipada. Era uma maneira de não ser vista», disse à Lusa Mia Couto após participar de uma mesa redonda sobre literatura e cinema com o angolano José Eduardo Agualusa, os cineastas brasileiro, Cacá Diegues, e o moçambicano, Ruy Guerra.

Segundo Mia Couto, considerado um dos grandes escritores contemporâneos africanos de literatura de expressão portuguesa, o Brasil «proclamava intensamente» a sua relação histórica de matriz com a África, contudo, «a África que chegava o Brasil não correspondia aquilo que é hoje». Um continente moderno, «com seus dinamismos culturais e históricos, e, sobretudo, com a sua diversidade», argumentou o autor.

«É uma África que tem que se dizer no plural e não no singular», defendeu.

Mia Couto discutiu ainda a dificuldade que encontra na tradução de suas obras.

«Estou condenado a ser um escritor de língua portuguesa», afirmou ao referir que seu trabalho é de «transcrição linguística e de recriação vocabular passando pela poesia».

É difícil traduzir, admite o moçambicano que já foi distinguido pelo conjunto da sua obra com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e também recebeu o Prémio União Latina de Literaturas Românicas em 2007.

Segundo ele, não é apenas uma «questão técnica, é também como se traduzem esses universos culturais», ressaltou.

«Todas as línguas são únicas, é um trabalho a nível poético. Aquilo que está nos meus textos é muito de uma oralidade que só na passagem para a escrita sofre choques. É realmente um desafio de recriação», admitiu.

Sob a curadoria do escritor angolano Agualusa, o evento dedicado à cultura negra, o Back2Black Festival, ocorreu neste último fim de semana no Rio de Janeiro e contou com shows, exposições e debates sobre a matriz negra na cultura brasileira.

Durante três dias, o festival serviu de um ponto de encontro para a política, a cultura, a consciência social, a música, cinema e literatura.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=466599&page=0 

08/31/2010 at 12:38 am Deixe um comentário

Kadhafi pede dinheiro para evitar “Europa negra”

O líder líbio, Muammar Kadhafi diz que a União Europeia deve pagar anualmente à Líbia, pelo menos, 6,3 mil milhões de dólares para que ele trave a imigração africana ilegal, evitando-se assim uma “Europa negra”, disse.
 
Kadhafi e Berlusconi

Kadhafi proferiu estas declarações em Itália, onde está de visita oficial, acompanhado pelo Presidente Silvio Berlusconi.

Para sustentar o seu pedido, o líder líbio disse que a Europa “podia tornar-se em África”, uma vez que “há milhões de africanos que querem entrar no continente europeu”.

Mais ainda acrescentou que não sabia como é que aqueles a que chamou de europeus cristãos iriam reagir ao fluxo de “africanos esfomeados e ignorantes”.

Itália tem sido alvo de críticas por reencaminhar para a líbia migrantes que intercepta no Mediterrâneo.

Números da Comissão Europeia mostram que em 2009 o número de pessoas a tentar uma entrada ilegal em Itália caiu para 7300. Sendo que em 2008 o número registado foi de 32,052.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/08/100831_kadhafivc.shtml

09/01/2010 at 1:52 am Deixe um comentário

Protestos contra o custo de vida deixam sete mortos em Maputo

MAPUTO, 2 Set 2010 (AFP) -Sete pessoas morreram desde quarta-feira nos protestos contra o aumento do custo de vida em Maputo, que prosseguiam nesta quinta-feira nos subúrbios pobres da capital de Moçambique com três vítimas fatais, informou a Cruz Vermelha.

“Na quarta-feira recebemos dois corpos e a polícia outros dois. Hoje (quinta-feira) recebemos os corpos de três pessoas que morreram nos bairros onde acontecem as manifestações”, declarou à AFP o porta-voz da Cruz Vermelha, Americo Ubisse.

O hospital central de Maputo recebeu mais de 100 feridos até o momento, muitos atingidos por tiros.

Testemunhas acusam a polícia de ter usado balas reais para dispersar os manifestantes.

A violência explodiu na quarta-feira quando milhares de pessoas saíram às ruas dos bairros pobres de Maputo para protestar contra o aumento do preço do combustível, do trigo, do pão, da água e da energia elétrica.

Moçambique, devastado por uma longa guerra civil (1976-1992) posterior à independência de Portugal, sofre com a miséria: 65% dos 20 milhões de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza.

Os preços dispararam nos últimos meses por uma desvalorização do metical, a moeda nacional, em relação ao rand sul-africano. Moçambique depende muito das importações procedentes do país vizinho.

Em 2008, seis pessoas morreram em manifestações contra o custo de vida depois do aumento do preço dos taxis coletivos que os mais pobres usam para chegar no trabalho.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/09/02/protestos-contra-o-custo-de-vida-deixam-sete-mortos-em-maputo.jhtm

09/02/2010 at 2:44 pm Deixe um comentário

“Não se trata somente de garantir a segurança alimentar, mas sim de exportar”, diz Kofi Annan

Le Monde

O ganense Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, é presidente do conselho da Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA).

Le Monde: Quais são as perspectivas para a agricultura africana?
Kofi Annan: O crescimento demográfico exige que se produzam mais alimentos. Mas é preciso, antes de tudo, mudar a mentalidade: não se trata somente de garantir a segurança alimentar da África, mas também de poder exportar. O setor privado tem um papel importante: é preciso poder fornecer aos camponeses sementes melhoradas, transformar produtos para levá-los ao mercado, ser capaz de armazená-los por muito tempo. O importante é que os camponeses possam satisfazer suas próprias necessidades, e vender seus excedentes no mercado.

Le Monde: Mas quase 300 milhões de africanos nem conseguem saciar sua fome. Qual é a solução?
Annan: No Mali, pesquisadores desenvolveram um sorgo que rende 4 toneladas por hectare no lugar de um. O governo está totalmente engajado em transformar a agricultura do país. Existe uma rede de 150 lojas que fornecem sementes, adubos e ferramentas agrícolas, evitando assim que os camponeses tenham de percorrer grandes distâncias para se abastecerem. Acredito que essa combinação de pesquisa, vontade política e boa organização do mercado se propagará. A irrigação também será desenvolvida.

Se agirmos sobre todos esses fatores, não há razão para que não aconteça uma revolução verde na África. Mas uma condição essencial é a vontade política. Isso está começando a acontecer: onze governos africanos estão investindo 10% ou mais de seu orçamento na agricultura.

Le Monde: Não são muitos…
Annan: Isso se espalhará. Muitos africanos estão se dando conta de que não se trata somente de garantir a segurança alimentar, mas também de criar empregos e de limitar o êxodo rural. A responsabilidade dessa situação também é do Banco Mundial, que não investiu na agricultura durante vinte anos. Isso começou a mudar há dois anos.

Le Monde: Uma proteção alfandegária é necessária para sustentar os pequenos camponeses africanos?
Annan: Na Europa e nos Estados Unidos, os agricultores são amplamente subvencionados pelos governos. O mesmo deveria acontecer na África. Acredito que o protecionismo, por princípio, corrompe o mercado e cria problemas. Mas para ajudar os camponeses africanos, certas medidas podem ser necessárias.

Le Monde: O que o sr. pensa sobre os transgênicos?
Annan: Na AGRA utilizamos os métodos convencionais de melhoria das plantas. A adoção dos transgênicos depende da escolha dos países. Na Europa, em geral eles não são aceitos. O mesmo acontece na África.

Le Monde: A África poderá superar o problema da mudança climática?
Annan: No Mali, fiquei muito surpreso com o conhecimento que os camponeses têm da mudança climática. Percebi que eles já a estão sentindo, e que já começaram a se adaptar. Mas é preciso que os economistas e os pesquisadores trabalhem realmente com eles, senão não conseguiremos transformar a agricultura africana.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2010/09/04/nao-se-trata-somente-de-garantir-a-seguranca-alimentar-mas-sim-de-exportar-diz-kofi-annan.jhtm

09/04/2010 at 5:06 pm Deixe um comentário

França tem manifestações contra expulsão de ciganos e xenofobia

Um dia de mobilização na França e na Europa está programado para este sábado (4) contra a “xenofobia” do governo do presidente Nicolas Sarkozy, que foi muito criticado dentro de fora do país após as expulsões em massa de ciganos romenos e búlgaros.

Milhares de pessoas protestavam na tarde deste sábado (horário local) em Paris, atrás de um grupo de ciganos franceses e do leste europeu que encabeçavam simbolicamente o desfile.

Mais de 100 manifestações devem acontecer na França e diante das embaixadas francesas de vários países da União Europeia (UE), com o apoio de dezenas de organizações de defesa dos direitos humanos, sindicatos e partidos de esquerda e ecologistas.

“Diante da xenofobia e da política do desprezo: liberdade, igualdade, fraternidade”, afirmam os cartazes de convocação dos protestos, em uma referência ao lema oficial da República Francesa.

Na manhã deste sábado, personalidades do mundo da cultura, como a cantora Jane Birkin e o cineasta Agnes Jaoui, compareceram às imediações do prédio do ministério de Imigração e Identidade Nacional para cantar músicas de apoio aos imigrantes sem documentos.

“Acho que transformaram os ciganos e os imigrantes ilegais em bodes expiatórios, que podem ser expulsos, enquanto eu, que também sou estrangeira, não sou expulsa”, afirmou, indignada, Jane Birkin.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/franca-tem-manifestacoes-contra-expulsao-de-ciganos-e-xenofobia.html

09/06/2010 at 5:49 pm Deixe um comentário

“O migrante, antes de cidadão, é uma pessoa”

Multiculturalismo deve ser considerado fonte de renovação da sociedade, refere declaração final do 2.º Fórum Internacional sobre Migração e Paz

A declaração final do 2.º Fórum Internacional sobre Migração e Paz, realizado entre 1 e 3 de Setembro em Bogotá, capital da Colômbia, recorda que cada migrante é antes de tudo um “ser humano”.

“O migrante, antes de cidadão, é uma pessoa”, independentemente da sua condição temporária, constituindo “uma parte viva do desenvolvimento social, cultural, econômico e político das nossas sociedades”, refere o texto, citado pelo Centro Scalabriniano de Comunicação.O termo “migrante”, assinala o documento, “é simplesmente um adjetivo de uma pessoa, a mesma que amanhã pode ser qualificada de doente, idoso, cidadão ou vizinho”, pelo que a sua “realidade material” baseia-se na sua “humanidade”.

O “multiculturalismo e a diversidade devem ser tratados como uma força de inovação e fonte de renovação da sociedade e do patrimônio cultural”, salienta a “Declaração de Bogotá”.

O documento de cinco páginas recorda o assassinato de 72 migrantes, ocorrido a 24 de agosto no Norte do México, cometido alegadamente por traficantes de droga depois de os 58 homens e 14 mulheres terem recusado trabalhar para a organização criminosa.

Os cerca de 350 participantes do Fórum pedem aos organismos internacionais para promoverem a “proteção efetiva do direito de cada pessoa manter-se, sair e regressar ao seu país”.

O texto salienta que é preciso continuar a denunciar as leis que pretendem criminalizar a migração e promover ações para erradicar todas as formas de violência contra os migrantes.

O encontro, dedicado ao tema “Migração, convivência pacífica e independência: Para novas perspectivas de cidadania e democracia”, contou com a presença de representantes de organismos internacionais, como as Nações Unidas, Governos, e instituições ligadas à defesa dos migrantes.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=81321

09/07/2010 at 11:42 pm Deixe um comentário

Vênus negra, o racismo de ontem e de hoje

O francês Abdellatif Kechiche narra história verídica e terrível que se passa no século 19, mas se mantém atual

Luiz Zanin Oricchio – O Estado de S.Paulo

Yahima Torres e Kechiche (Foto: Tony Gentile/Reuters)

Com Vênus Negra, o francês (nascido na Tunísia) Abdellatif Kechiche conta uma história pavorosa. Na Europa do século 19, a africana Saartjie (Yahima Torres) era exibida como curiosidade de feira, a Vênus Hotentote, mulher gorila, uma fera em forma feminina. Passou por Londres e fez sucesso nos salões parisienses, saindo de uma jaula, com uma corrente presa ao pescoço, dançando e, no fim, sendo tocada pelos incrédulos espectadores. Seu empresário recebeu uma nota alta do Museu do Homem para que ela se submetesse a um exame físico. Só que ela se recusou a mostrar uma parte íntima. Quando morreu em Paris, depois de decair e se tornar prostituta, Saartjie foi parar no mesmo museu. Os cientistas dissecaram o corpo, devassaram seus mistérios, construíram uma estátua de gesso e conservaram esqueleto e órgãos. Em 2002, o governo da África do Sul recupera os restos mortais de Saartjie, que hoje lá estão enterrados. A história pode ser horripilante, mas é significativa.

“E, infelizmente, muito atual”, confessa Kechiche. Ele acha que esse caso exemplar de racismo, endossado na Europa do século 19 tanto pela ciência como pelo senso comum, ainda persiste no presente. Ele se refere à depuração empreendida na França de Nicolas Sarkozy, que pretende expulsar ciganos do seu território. A intolerância racial pode ser a referência mais forte de Vênus Negra. Mas o par espetáculo-voyeurismo joga papel fundamental na construção do filme. Kechiche trabalha com cenas longas da exibição do corpo de Sarah (assim passou a ser chamada depois de ser batizada) a espectadores ávidos. “O filme é um olhar sobre o olhar do outro sobre esse corpo”, diz.

Corpo devastado pela tristeza e pelo modo de vida. A interpretação da cubana Yahima Torres, em seu primeiro papel no cinema, é magnífica. Há quem já fale em prêmio de melhor atriz. Mas houve, também, quem condenasse o diretor pela exibição do corpo de Sarah, em longas sequências em tempo real, como se ele, de alguma forma participasse daquilo que intenta denunciar. Kechiche se defende: “Eu precisava mostrar o esgotamento desse corpo até a sua mutilação final.”

De qualquer maneira, a sua forma de trabalhar não é novidade para quem conhece seu filme anterior, O Segredo do Grão, lançado no Brasil – longos planos em tempo real, um trabalho na extensão e na repetição. Pode encantar ou exasperar o espectador, dependendo do ponto de vista.

O outro filme da competição foi Attenberg, da diretora grega Athina Tsangari. Marina é uma jovem de 23 anos, ainda virgem, que vive com o pai, doente terminal de câncer em uma cidade à beira-mar. Marina acha a espécie humana estranha, vê programas sobre vida animal e se relaciona apenas com sua amiga Bella. Não é um grande filme. Mas a leveza de tratamento (e estilo) com que enfrenta temas como sexualidade, morte e desencanto, acabaram por agradar ao público. E também à crítica.

 Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100909/not_imp607027,0.php

09/10/2010 at 1:37 am Deixe um comentário

UFRGS vai instalar em Cabo Verde um pólo de estudos de desenvolvimento rural

O pólo vai permitir que professores e alunos da UFRGS acompanhem e orientem os agricultores cabo-verdianos.

Brasília – A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Brasil, vai instalar em Cabo Verde um pólo de estudos de desenvolvimento rural. O anúncio desta iniciativa aconteceu durante a visita do ministro da Agricultura brasileiro, Guilherme Cassel, às instalações da Universidade.

Este pólo resulta de um convénio assinado pelo ministro Guilherme Cassel e o reitor Carlos Alexandre Netto, no sentido de criar um programa de pós graduação em desenvolvimento rural e um programa de capacitação para técnicos e gestores em Cabo Verde.

O ministro Cassel ressaltou que “esta parceria vai permitir a avaliação e a correcção de rumo na aplicação de políticas públicas, conforme as necessidades das comunidades rurais do Brasil e agora das comunidades africanas.”

O pólo de estudos de desenvolvimento rural vai permitir que professores e alunos da UFRGS acompanhem e orientem os agricultores cabo-verdianos. Oferecer ’know how’ e definir políticas públicas, num intercâmbio para difundir conhecimentos e experiências para o fortalecimento da agricultura familiar com Cabo Verde são os objectivos desta parceria.

Fonte: http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10606730&indice=0&canal=407

09/11/2010 at 10:54 pm Deixe um comentário

Africanos solicitam a Obama libertação de presos cubanos

Luanda, Angola (PANA) – O III Encontro Africano de Solidariedade com Cuba, que reuniu durante dois dias em Luanda participantes desta ilha caribenha e de 17 países de África, apelou ao Presidente americano, Barack Obama, para intervir com vista à libertação de cinco cubanos condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos por alegada espionagem.

Gerardo Hernandez Nordelo, René González Sehwerert, António Guerrero Rodríguez, Ramón Labanino Salazar e Fernando González Llort estão detidos nos Estados Unidos desde 12 de Setembro de 1998.

Numa carta enviada ao Presidente americano, os participantes indicaram que a “eleição e as políticas defendidas pela Administração do Presidente Barack Obama criaram imensas expetativas e grandes esperanças para a construção de um mundo melhor, livre da miséria e da ignorância, das doenças, do subdesenvolvimento e o fim do unilateralismo”.

No entanto, eles reconhecem na carta as difíceis responsabilidades que o Presidente americano tem para dar soluções aos problemas como a crise económica mundial, os conflitos armados, o aquecimento global e as armas nucleares.

Os participantes no fórum que decorreu sábado e domingo em Luanda expressaram a sua gratidão ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, pelo seu firme apoio ao povo de Cuba, bem como ao povo e às autoridades angolanas.

Numa moção aprovada domingo no termo da reunião, os delegados exprimiram admiração pelo povo angolano pela sua coragem e pela sua determinação na consolidação da paz e da reconstrução nacional, visando a edificação de um país próspero.

O encontro foi organizado pela Liga Angolana de Amizade e de Solidariedade com os Povos (LAASP) e pela Associação de Amizade Angola-Cuba.

Ele reuniu representantes de Angola, de Cuba, do Congo, do Quénia, de Moçambique, das ilhas Seicheles, da República Democrática do Congo, da Namíbia, da África do Sul, de São Tomé e Príncipe, da Guiné-Bissau, da Zâmbia, do Zimbabwe, do Gana, do Uganda, da Tanzânia, da Etiópia e da República Árabe Sarauí Democrática.

Fonte: http://www.panapress.com/freenewspor.asp?code=por014046&dte=13/09/2010

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09/13/2010 at 10:42 pm Deixe um comentário

Amorim defende diálogo para melhorar situação dos direitos humanos

Terra

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, considera que a condenação por si só não serve para resolver as violações dos direitos humanos por parte de um Estado e, por isso, defende a criação de mecanismos que permitam um diálogo com resultados efetivos, que promova a mudança de comportamento.”A condenação não pode ser o objetivo, mas sim melhorar a situação dos direitos humanos. É preciso apostar no diálogo”, assinalou hoje Amorim à imprensa em Genebra.

O chanceler defendeu a postura do Brasil perante o futuro processo de reforma do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que justamente hoje começou sua 15ª sessão ordinária.

O Conselho, que substituiu a antiga Comissão, entrou em funcionamento em 2007 e está previsto que antes de cinco anos seja avaliado e reformado. Embora esse processo de reforma não tenha começado oficialmente, algumas Chancelarias já redigiram propostas de mudanças.

Entre essas propostas está uma do Itamaraty, que propõe estabelecer sessões nas quais, em vez de votar sobre uma declaração que avalia e julga a ação de um país em matéria de direitos humanos, se entabularia um diálogo profundo com a nação em questão e seriam estudados os mecanismos para poder ajudá-la a reverter a situação.

Consultado a respeito dessa proposta, Amorim não entrou em detalhes sobre esses mecanismos.

“Queremos algo diferente, que possa contribuir de forma efetiva.

Alguns condenam e ficam com a consciência em paz. Eu sou mais exigente”, destacou o ministro. Para ele, os Estados da região onde se situa o país em questão devem se envolver ainda mais no caso.

Amorim citou o Zimbábue como exemplo dos benefícios da atuação regional. “Não é que a situação esteja perfeita (no Zimbábue), mas está muito melhor agora que há dois anos, graças ao envolvimento dos países vizinhos”.

O chanceler pediu à alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, com quem se reuniu hoje, que aceite o convite de Teerã para visitar o Irã.

Além disso, Amorim assinou um memorando de entendimento com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para aprofundar a contribuição econômica do Brasil ao organismo.

“O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo a respeito dos refugiados. Acolhe nacionais de mais de 50 países e agora está se transformando em um dos principais doadores do Acnur.

Quero expressar meu reconhecimento e gratidão”, assinalou o alto comissário da ONU para os refugiados, António Guterres.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4674997-EI294,00-Amorim+defende+dialogo+para+melhorar+situacao+dos+direitos+humanos.html

09/15/2010 at 12:01 am Deixe um comentário

Presidente nigeriano anuncia candidatura no Facebook

LAGOS – O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, declarou nesta quarta-feira, no site de relacionamentos Facebook, sua intenção de concorrer às eleições de janeiro, em uma aparente tentativa de desviar as atenções da campanha de seus principais rivais.

O comunicado apareceu na página de Jonathan no Facebook, anunciando sua intenção de concorrer, no momento em que milhares de pessoas se reuniam em uma praça na capital do país, Abuja, para o lançamento da campanha de seu rival, o ex-líder militar Ibrahim Babangida.

“Hoje eu confirmo que depois de amplas e rigorosas consultas… Eu, Goodluck Ebele Jonathan, pela graça de Deus, por meio deste ofereço meus serviços ao povo nigeriano como candidato para o cargo de presidente nas próximas eleições de 2011″, disse o comunicado na página de Jonathan no Facebook.

Segundo o texto, ele fará uma declaração formal em Abuja, no sábado, sobre sua intenção de concorrer à liderança da nação mais populosa da África.

Sua candidatura é controversa por causa de um acordo do governista Partido Democrático do Povo (PDP), pelo qual o poder deveria ser alternado entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão, a cada dois mandatos.

A decisão de Jonathan de anunciar suas intenções no Facebook é uma surpresa. A maioria da população da Nigéria – país de 150 milhões de habitantes – vive com renda de até 2 dólares por dia e tem acesso limitado à água limpa e à eletricidade.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/09/15/presidente-nigeriano-anuncia-candidatura-no-facebook-917633799.asp 

09/16/2010 at 12:54 am Deixe um comentário

ONU diz que África lidera declínio em novas infecções por HIV

Reuters

Nações africanas cujas populações foram severamente atingidas pela Aids tiveram grandes avanços no combate ao vírus HIV, com o índice de novas infecções caindo 25 por cento em relação a cifras de 2001 em alguns dos países mais atingidos, segundo um relatório da ONU divulgado nesta sexta-feira, 17.

O documento do programa de combate à Aids da Organização das Nações Unidas afirma que países africanos que contam com as mais altas taxas de infectados, como Nigéria, África do Sul e Zimbábue, estão entre os que registraram os maiores declínios, graças ao uso mais eficaz de métodos de prevenção e ao maior acesso a medicamentos.

“Pela primeira vez, uma mudança está ocorrendo no âmago da epidemia”, afirmou o diretor-executivo Michael Sidibe. O relatório indica que estão sendo feitos progressos com vistas ao termo acordado das Metas do Milênio de interromper e começar a reverter a propagação da Aids até 2015.

A região subsaariana continua sendo a mais atingida pelo vírus HIV, respondendo por um total de 67 por cento de todas as pessoas que vivem com o vírus em todo o mundo, por 71 por cento das mortes ligadas à doença e 91 por cento das novas infecções entre crianças.

O relatório avalia que entre 2001 e 2009 o número de novas infecções por HIV caiu mais de 25 por cento em 22 países na África subsaariana.

Mas Sidibe advertiu que um déficit de 10 bilhões de dólares em financiamento para programas de combate à Aids pode ameaçar os avanços. O programa diz que há cerca de 15,9 bilhões de dólares disponíveis para o combate à Aids, 10 bilhões a menos do montante necessário.

Apesar de o número de infecções por HIV estar caindo de forma consistente ou se estabilizando na maior parte do mundo, o relatório afirma que problemas sérios ainda persistem em certas regiões e entre grupos de alto risco.

O Leste Europeu e a Ásia Central enfrentam uma rápida expansão da epidemia de HIV — a doença está se espalhando naquela região a uma taxa de 500 novas infecções por dia — e em diversos países de renda elevada houve um ressurgimento de infecções entre homens homossexuais.

Líderes de diversos países irão se reunir em Nova York na semana que vem para fazer um balanço das Metas do Milênio, que foram firmadas há uma década com o intuito de reduzir drasticamente a pobreza e a fome.

De acordo com o programa, o acesso ao tratamento para o vírus da síndrome da imunodeficiência humana (HIV) — uma infecção viral incurável que provoca a Aids e infecciona cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo — aumentou 12 vezes nos últimos seis anos, e 5,2 milhões de pessoas estão hoje tendo acesso aos medicamentos de que precisam.

Mas outros 10 milhões de pessoas com Aids não estão obtendo os remédios necessários.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onu-diz-que-africa-lidera-declinio-em-novas-infeccoes-por-hiv,611442,0.htm

09/18/2010 at 2:05 am Deixe um comentário

Exame para certificação em língua portuguesa abre inscrições

17/09/2010 – Os estrangeiros que desejam obter a certificação de língua portuguesa já podem se inscrever para a prova do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). A inscrição poderá ser realizada até o dia 5 de outubro, exclusivamente no endereço http://celpebras.inep.gov.br/inscricao. A participação no exame só é efetivada após o pagamento da taxa de inscrição e da entrega da cópia de documento de identificação atual, junto com o recibo de pagamento, no posto aplicador da prova – escolhido pelo participante ao preencher o cadastro de inscrição. O Celpe-Bras será aplicado no dias 27 e 28 de outubro, no Brasil e em mais 28 países.

O Celpe-Bras é um certificado de proficiência em língua portuguesa outorgado pelo Ministério da Educação mediante o resultado de exame efetuado em instituições credenciadas – postos aplicadores – pelo MEC. Podem se candidatar estrangeiros, brasileiros com dupla nacionalidade e brasileiros cuja língua materna não seja a língua portuguesa. O participante deverá ter, no ato da inscrição, a idade mínima de 16 anos e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro completo.

As instruções sobre o local e os horários dos exames serão obtidas pelo participante junto ao posto aplicador. Os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União (DOU) e na página http://celpebras.inep.gov.br/resultados, na data prevista para o dia 27 dezembro de 2010. Os certificados serão expedidos 90 dias após a publicação dos resultados no DOU.

Fonte: Inep

09/20/2010 at 3:04 pm Deixe um comentário

UFSCar faz vestibular especial para refugiados

Estadão

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para processo de seleção para ingresso de refugiados nos cursos de graduação em 2011. Desde 2009, a universidade reserva pelo menos uma vaga para refugiados em todos os cursos oferecidos. Atualmente, há cinco beneficiados na universidade. As informações completas sobre o processo seletivo podem ser obtidas no edital, disponível no site.

A instituição também foi uma das que se ofereceram para receber alunos de graduação do Haiti, que devem vir para o Brasil ainda em outubro, por meio de um convênio entre os dois países.

A UFSCar integra a Cátedra Sérgio Vieira de Melo, implementada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) na América Latina em 2003. O objetivo é  difundir o direito internacional humanitário, os direitos humanos e o direito dos refugiados, promovendo também a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes nesses temas.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ponto-edu/ufscar-faz-vestibular-especial-para-refugiados/

09/22/2010 at 12:22 am Deixe um comentário

Analfabetismo entre negros é mais do dobro que entre brancos

Estadão

De acordo com dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE nesta sexta-feira, a taxa de analfabetismo entre negros e pardos, a partir de 15 anos de idade, é de 13,3% para os negros e de 13,4% para os pardos. Entre os brancos, esse número fica em 5,9%. A população branca de 15 anos ou mais tem em média, 8,4 anos de estudo. Enquanto entre negros e pardos a média é de 6,7 anos.

Os números são superiores aos de 1999 para todos os grupos, mas o nível atingido tanto pelos negros quanto pelos pardos ainda é inferior ao de brancos em 1999.

Outro indicador divulgado pelo IBGE é o de analfabetismo funcional – pessoas de 15 anos ou mais, com menos de quatro anos completos de estudo -, que diminuiu de 29,4% em 1999 para 20,3% em 2009. Essa taxa, que para os brancos era de 15%, continua alta para negros (25,4%) e pardos (25,7%).

O instituto também detectou um crescimento na proporção das pessoas que se declaram negros entre 1999 e 2009, de 5,4% para 6,9%. Entre os pardos aconteceu o mesmo. O número passou de 40% para 44,2%. Os pardos representam hoje mais da metade da população brasileira.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,analfabetos-negros-e-pardos-sao-mais-que-o-dobro-do-de-brancos,611316,0.htm

09/23/2010 at 1:29 pm Deixe um comentário

USP apresenta hoje projeto de museu sobre tolerância

24/09/2010 – Local, que vai abordar segmentos como imigrantes e pobres, terá espaço para exposições, biblioteca e auditório

Custo não está definido, mas deve ficar em cerca de R$ 75 milhões; previsão é inaugurar a obra em até três anos.

Projeto do Museu da Tolerância, que deverá ser inaugurado pela USP em três anos

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Um prédio monumental na Cidade Universitária com espaços para exposições, biblioteca, auditórios e salas de estudo. A USP apresenta hoje o projeto de um museu para se discutir a tolerância- abordando segmentos, como pobres e imigrantes.

O Laboratório de Estudos sobre a Intolerância, da universidade, pretende inaugurar a obra em até três anos. Para isso, pretende buscar verbas na iniciativa privada. Os custos ainda não estão definidos, mas deverão ficar em torno de R$ 75 milhões. “É algo grande. Esperamos 5.000 pessoas por dia”, afirma a diretora executiva do laboratório, Zilda Iokoi.

O principal público do Museu da Tolerância serão estudantes de escolas públicas (entrada gratuita). Mas também receberá pesquisadores e a população em geral.
Nos espaços estarão expostos materiais produzidos pelo laboratório, como documentários e jogos interativos. Também haverá peças vindas de museus similares de outros países. Tudo para debater a tolerância. “Temos uma enorme intolerância contra pobreza, moradores de rua, movimentos sociais”, diz Zilda. “Também há movimentos discricionários contra homossexuais, negros, nordestinos, judeus e imigrantes. Vivemos um momento difícil da história”, completa.

ARQUITETURA
O projeto arquitetônico do prédio “é repleto de simbologias”, diz José Alves, um dos sócios do escritório Frentes, que venceu concurso para o museu. Haverá amplos vãos, “que representam a liberdade”, afirma o arquiteto. O prédio deverá ficar em um dos pontos mais altos da Cidade Universitária, com vista para a avenida Corifeu de Azevedo Marques. A escolha do local foi um dos principais entraves para o desenvolvimento do projeto, que começou há cerca de quatro anos. A apresentação do museu será feita hoje, às 19h, no prédio da reitoria.

Fonte: Folha de S. Paulo

09/25/2010 at 2:17 am Deixe um comentário

Maioria dos brasileiros vive irregularmente fora do País

AE – Agência Estado

É como se toda a população de Salvador fosse para o aeroporto e deixasse o País. Levantamento feito pelo Ministério das Relações Exteriores mostra que hoje 3.030.993 brasileiros (1,57% da população) migraram para todos os continentes do planeta. E dois em cada três brasileiros no exterior estão irregulares – ou seja, não contam com nenhum apoio jurídico ou médico.

A situação já causa preocupação ao governo, conforme o embaixador Eduardo Gradilone, subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty. “Nós atuamos para protegê-los e para regularizar a situação o máximo possível.”

Os maiores avanços até agora foram conseguidos com o Paraguai. O Acordo de Residência do Mercosul, vigente desde 2009 para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, permitiu que 5.590 dos 300 mil brasileiros que vivem em terras paraguaias se regularizassem. O Ministério das Relações Exteriores prevê que até o fim deste ano 10 mil brasileiros já estejam documentados no país vizinho e protegidos pelas leis de imigração.

Do lado da lá também há um movimento rumo ao Brasil. A Lei da Anistia para os imigrantes sem documentos permitiu que desde o ano passado o Brasil regularizasse 4.135 cidadãos paraguaios. Ao contrário dos brasileiros, que foram atrás de terras boas para o plantio, os paraguaios vieram para o Brasil em busca de emprego urbano.

Pior situação

Na mesma situação encontram-se os imigrantes ilegais bolivianos, cerca de 16 mil. Na Bolívia, aliás, onde existem 23.800 brasileiros, a situação mais grave é a de 550 famílias que ocupam terras na faixa de 50 quilômetros de fronteira, no Estado do Pando, limítrofe com o Estado do Acre. Todos terão de deixar as terras que ocuparam, porque a Constituição do país vizinho proíbe estrangeiros na faixa de fronteira.

Desde a posse de Evo Morales na presidência da Bolívia, em janeiro de 2006, a situação dos brasileiros por lá se agravou. Morales não só decidiu fazer valer a lei que proíbe estrangeiros na fronteira, como resolveu levar para lá colonos dos Andes, seus partidários, numa forma de ocupar o terreno onde a oposição é forte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,maioria-dos-brasileiros-vive-irregularmente-fora-do-pais,615498,0.htm

09/27/2010 at 2:01 pm Deixe um comentário

P.V Assemblée élective de l’Association des congolais de l’Ontario tenue à Toronto, le dimanche 19 septembre au City Hall

Prévue à 15 heures, l’assemblée élective a commencé avec 45 minutes de retard. La séance a débuté par le chant de l’hymne national canadien « O’ Canada » suivi du débout congolais. Après quoi, le président provisoire a demandé à l’assistance de demeurer débout pour honorer la mémoire de Madame Mbelu, notre compatriote qui est décédée à Regent Park et dont le deuil était encore en cours.

Après cette cérémonie d’ouverture, le président provisoire, Camille Kalala a pris la parole pour remercier toute l’assistance d’avoir répondu présente à l’invitation en dépit de nombreuses occupations.

Il a circonscrit son mot d’introduction en évoquant la nécessité pour la communauté congolaise vivant en Ontario et particulièrement dans le Grand Toronto de s’unir pour constituer une force virtuelle sans laquelle notre communauté ne peut avoir aucun poids auprès des autorités politiques et administratives de ce pays.

Il a expliqué le but de l’assemblée de ce jour en mettant l’accent sur la nécessité de s’organiser pour encadrer nos enfants et toute personne, membre de la communauté en besoin.

Il a stigmatisé le sentiment d’échec qui a toujours caractérisé nos rencontres faisant de sorte que la communauté ne puisse s’épanouir à l’instar d’autres communautés telles que les Somaliens, Erythréens, etc.

Il a soutenu que nous devrions désormais effacer cette mauvaise image faisant des Congolais, des personnes incapables de s’organiser suivant un stéréotype qui véhicule et dont il avait remis copie aux membres.

Enfin, avant d’expliquer brièvement les orientations du statut de l’association, il a évoqué des démarches entreprises avec les membres d’une autre association congolaise en phase d’être mise en place à Toronto (Regent Park) leur demandant de s’unir à l’association déjà existante pour constituer un seul corps au lieu d’éparpiller nos efforts et nos ressources.

Il a par ailleurs souligné que les deux associations se chargent conjointement de l’organisation du deuil de la défunte déjà évoquée ci-dessus.

Il a pris le soin de présenter le bilan de l’association qui avait organisé la manifestation du 30 juin en y conviant les pasteurs congolais des églises locales sans compter la participation des Congolaises et Congolais.

Avant qu’in ne présente à l’assemblée le président de la communauté congolaise de Hamilton, M. Bonaventure Otshudi qui, compte tenu de son expertise, devrait présider la séance secondé de M. Mwamba Tshibangu, il y a eu un échange sous forme des questions réponses avec quelques membres.

On peut retenir notamment l’intervention de M. X, membre de l’association de Toronto en gestation, qui voulait avoir des éclaircissements sur l’appellation du nom de l’association et son étendue territoriale. Un autre membre a fait des suggestions afin que l’association puisse être autonome financière en relevant le montant de la cotisation fixée jusqu’ici à 24,00 $ l’année et de se fixer les objectifs à atteindre dans quelques années.

La présidence de la séance est passée ensuite entre les mains de M. Otshudi qui a introduit son mot en félicitant l’assemblée d’avoir cette idée noble de chercher l’unité des Congolais. Il a évoqué les expériences d’autres villes de l’Ontario qui ont fini par s’organiser et a souhaité que cela soit aussi le cas pour le Grand Toronto.

Il a rappelé aux membres les critères d’éligibilité avant de solliciter les candidatures. Quelques questions ont été posées notamment concernant certaines dispositions du statut qui obligent les postulants d’être à jour avec les cotisations par exemple.

Les membres se sont convenus par motion qu’il fallait surseoir cette disposition quitte à demander aux membres qui seront élus d’honorer leurs engagements. La motion a été passé au vote avec comme résultat : 33 en faveur ; 2 contre et 3 abstentions.

Une autre motion soumise au vote a été le nombre de représentants par province qui selon la demande d’un membre, Eddy Lukuna, devait être limité à 11 au lieu de 22 pour une question de fonctionnement opérationnel des réunions. Une motion contraire voulait maintenir le nombre de 22 membres pour suppléer au besoin, aux absences de certains membres. La motion a été passé au vote avec comme résultat : 37 en faveur et 3 abstentions.

Enfin, après éclaircissements d’autres points qui sont revenus tels que le respect de la procédure du code Morin ; de la nécessité de se fixer, dès le départ sur le nom, des statuts qui devaient être remis aux membres avant de penser aux élections etc., le président de l’assemblée ayant répondu à ces questions à trouver utile de passer au vote avec le consentement de la majorité.

Ainsi, les membres ont été invités à se regrouper sur base provinciale, anciennes provinces, pour se mettre d’accord sur les personnes pouvant les représenter au sein du Conseil d’administration.

Veja o vídeo do evento: http://www.lingalapete.com/index2.html

09/29/2010 at 1:38 pm Deixe um comentário

Brasil exporta Bolsa Família para 11 países

Africanos e latino-americanos recorrem ao governo para aprender como reduzir pobreza

Produtos agrícolas, carne, aviões, gasolina e, agora, políticas sociais. O Brasil está se tornando um importante exportador de soluções no combate à fome e à pobreza e já fornece o modelo do Bolsa Família para onze países. Paraguai, Bolívia, Equador e oito nações africanas procuraram o governo brasileiro para reproduzir – com as devidas adaptações – os métodos do programa social considerado o maior do mundo em relação ao tamanho da população.

Com ajuda de organismos multilaterais como Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os governos de Angola, Gana, Moçambique, Quênia, Benin, Senegal, Namíbia, Zâmbia e os três latino-americanos assinaram acordos de cooperação com o Brasil para este fim.

A secretária de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Lúcia Modesto, afirma que os estrangeiros começaram a fechar convênios para aprender com o Bolsa Família em 2008. Desde então o MDS tem designado técnicos para auxiliar estes países na implantação do programa. Ela pondera que cada país deve desenvolver o programa com sua peculiaridade, adaptando o Bolsa Família a sua realidade.

“Normalmente são missões que vêm para o Brasil e passam alguns dias, semanas, aprendendo com o programa. Temos apenas um caso em que uma equipe brasileira foi para a África, visitar alguns países”, afirmou a secretária.

Além dos convênios que preveem a cooperação do Brasil com onze países, há trocas de experiências com outros seis. Neste caso, o governo brasileiro não apenas exporta, mas troca informações sobre programas destas nações: Egito, Índia, África do Sul, Colômbia, Chile e Peru.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/brasil+exporta+bolsa+familia+para+11+paises/n1237788315919.html

10/01/2010 at 1:32 pm Deixe um comentário

1º Concurso Hugo Grotius de monografias sobre direitos humanos – inscrições até 15 de outubro

As inscrições para o 1º Concurso Hugo Grotius de Monografias podem ser feitas até o dia 15 de outubro. O prêmio reconhecerá as melhores monografias na área de direitos humanos, produzidas por pesquisadores e estudantes. O vencedor de cada categoria será contemplado com uma viagem para a Holanda.
“Direitos humanos no século XXI: avanços e perspectivas” é o tema da categoria estudante. Já “Justiça de transição: a composição entre os ideais de justiça e paz” aparece como tema para pesquisadores. O resultado será divulgado no dia 17 de novembro deste ano. A solenidade de premiação está programada para acontecer no final de novembro. Os três primeiros classificados de cada categoria receberão livros com títulos relacionados ao tema do concurso.
Os interessados deverão enviar os trabalhos à Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), seguindo as regras estabelecidas no regulamento do concurso. O prazo também serve para quem já postou a monografia, mas deseja reenviá-la em versão revista. O endereço para envio é SGAS Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 23 – CEP 70200-640 – Brasília (DF) – A/C Divisão de Avaliação.
O 1º Concurso Hugo Grotius de Monografias é uma iniciativa do Instituto de Estudos Direito e Cidadania (IEDC) e da Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil, e possui o apoio da ESMPU, da Procuradoria Regional da República da 3ª Região e da Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Informações: 11 7661-7091 ou falecom@iedc.org.br.

10/04/2010 at 2:08 pm Deixe um comentário

Índice aponta avanço econômico e retrocesso democrático na África

A maioria das economias africanas tem crescido a um ritmo quatro vezes mais rápido do que países europeus, mas recentes avanços democráticos na região foram revertidos, de acordo com um índice anual divulgado nesta segunda-feira.

O índice, criado em 2007 e patrocinado pelo empresário de telecomunicações sudanês Mo Ibrahim, classifica 53 países segundo 88 indicadores, que vão desde corrupção até educação.

Apesar do crescimento econômico, o levantamento aponta que dois terços dos países apresentaram retrocesso em termos de direitos humanos, segurança e respeito às leis.

No ranking deste ano, o índice coloca as ilhas Maurício no tipo da lista como o país de melhor desempenho na região. A Somália aparece em último lugar.

Indicadores

“Embora muitos africanos estejam ganhando mais dinheiro e tendo mais oportunidades econômicas do que há cinco anos, muitos estão menos seguros e com menos direitos políticos”, declarou Ibrahim por meio de um comunicado.

O estudo classifica os países de 0 a 100. A média deste ano foi 49, o que representa pouca diferença em relação a anos anteriores.

O índice agrupa os indicadores em quatro grupos. Em dois deles, Oportunidades Econômicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano, o quadro foi majoritariamente positivo e nenhum país apresentou queda significativa.

O levantamento afirma que 41 das 53 nações apresentaram progressos econômicos, impulsionados pela comercialização de matérias primas e pelo avanço da telefonia celular. No topo, estão as ilhas Maurício (82), Seychelles (75) e Botsuana (74).

Mas em duas categorias, Segurança e Direitos Humanos, o cenário foi negativo. Os países que tiveram as piores pontuações – Somália (8), Chade (31) e República Democrática do Congo (32) – sofrem com rebeliões e guerras civis.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,indice-aponta-avanco-economico-e-retrocesso-democratico-na-africa,620151,0.htm

10/06/2010 at 2:55 am Deixe um comentário

Refugiados: 2009 foi pior ano em repatriações desde 1990, diz ONU

Cerca de 250 mil refugiados voltaram para seus países de origem em 2009, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Esse é o pior resultado desde a década de 90. Os últimos dez anos tiveram média anual de 1 milhão de repatriações. Para a ONU, o motivo da queda é a dificuldade de estabelecer a paz.

Fonte: Folha de S. Paulo

10/07/2010 at 3:12 pm Deixe um comentário

Arizona endurece contra imigrantes ilegais, mas permanece um santuário para refugiados

The New York Times

Aqui no Arizona, os imigrantes ilegais são chutados para fora, mas os refugiados recebem um tapete de boas-vindas.

Enquanto as autoridades investem contra o que chamam de “invasão” de imigrantes ilegais, em sua maioria mexicanos, o Arizona recebe milhares de imigrantes legais de lugares tomados pelo pesar como a Somália, Mianmar e Iraque, além de ser conhecido por tratá-los incomumente bem.

De fato, a extensão seca do vale de Phoenix pode ser vista como um laboratório gigante de reassentamento. Bósnios aparam os gramados irrigados do Arizona Biltmore, mianmarenses contam com sua própria aula de pré-natal no hospital St. Joseph. Um criador de cabras sudanês está prosperando em um matadouro construído no deserto com empréstimo para microempresa. (Ele fica contente em demonstrar sua perícia em transformar cabras em carne.)

Hai Doo, um funcionário de lavanderia de Mianmar, conseguiu grandes subsídios para comprar sua primeira casa. Yasoda Bhattarai, uma mãe recente do Butão, obteve 10 semanas de hospital gratuito para salvar sua filha, que nasceu com tuberculose. “Sempre que as pessoas me perguntam sobre Phoenix, eu digo que é o melhor lugar”, ela disse.

Apenas três Estados aceitaram mais refugiados em uma base per capita nos últimos seis anos. O Arizona recebeu o dobro de refugiados per capita do que sua vizinha liberal, a Califórnia, e mais do que o dobro per capita que Nova York, Nova Jersey e Connecticut.

“Considerando as boas-vindas e receptividade que vemos, eu certamente colocaria o Arizona no topo”, disse Robert Carey, vice-presidente do Comitê Internacional de Resgate, que reassenta os refugiados em uma dúzia de Estados.

O trabalho contrasta com a fama do Estado de flagelo dos imigrantes ilegais, que os críticos culpam pelo aumento da criminalidade, por roubar empregos e sobrecarregar hospitais e escolas.

“Nós não somos anti-imigrantes, nunca fomos”, disse o senador estadual Russell Pearce, um republicano que é um dos maiores críticos da imigração ilegal. “Mas esperamos que as pessoas cumpram a lei.”

Pearce apresentou a nova lei que daria à polícia maior poder para interrogar as pessoas a respeito de seu status de imigração. O governo Obama processou, argumentando que a lei usurpa o poder federal e encoraja a discriminação.

Numericamente os grupos não se comparam; o Arizona recebeu aproximadamente 4.700 refugiados no ano passado, mas supostamente conta com cerca de 375 mil imigrantes ilegais. Os refugiados não são imigrantes econômicos, mas sobreviventes de guerra e perseguição que os Estados Unidos recebem por motivos humanitários e de política externa. Ao fugirem da violência, muitos refugiados atravessam ilegalmente fronteiras estrangeiras.

Os grupos de refugiados no Arizona às vezes se sentem pegos em meio a um fogo cruzado político, querendo enfatizar que seus clientes são imigrantes legais, sem tomar partido na guerra maior.

“Nós não queremos ficar na posição de dizer que um grupo é bom e o outro é ruim”, disse Robin Dunn Marcos, que dirige o escritório em Phoenix do grupo de resgate.

O Arizona atrai os refugiados porque o custo de vida é baixo e, até a recessão, o Estado contava com muitos empregos para pessoas que não falam inglês, como faxineiros e jardineiros. O sucesso inicial, com os bósnios e kosovares no final dos anos 90, e posteriormente com os órfãos da guerra no Sudão, ajudou a desenvolver o apoio local.

Os esforços se intensificaram após a contratação em 2002 de um novo coordenador estadual, Charles Shipman, que é casado com uma ex-refugiada cambojana e conhecido por seu talento em advocacia. Nos últimos anos, o Arizona recebeu três vezes mais refugiados do que quando ele chegou.

Shipman percebeu rapidamente uma escassez de intérpretes para uma população cada vez mais etnicamente diversa. Ele encomendou um estudo que apontou barreiras de linguagem “perturbadoras”. O grupo de resgate então o utilizou para obter um subsídio privado para início de um serviço de intérpretes. Ele agora opera em 14 línguas, incluindo kirundi (Burundi), tigrínia (Etiópia) e hakka (China).

Com a recessão, Shipman liderou uma ação para impedir que os refugiados recém-chegados se transformassem em moradores de rua. Graças a ele, o governo federal permitiu que o Arizona utilizasse parte de recursos federais em ajuda para aluguel e pediu que outros Estados fizessem o mesmo.

Isso beneficiou Harith Khalid Aziz, um refugiado iraquiano com mestrado, que estava ganhando pouco como funcionário de meio expediente em uma mercearia. Com esposa e um filho pequeno, ele disse que foi uma “sensação horrível” o medo do despejo.

Alguns poucos meses de ajuda o sustentaram até que encontrasse um emprego melhor. No Arizona, mesmo “se você não for da mesma raça, eles o tratam bem”, ele disse. “Esta é a base dos Estados Unidos.”

No ano passado, o governo federal recebeu 75 mil refugiados, de um total de 10,5 milhões em todo o mundo, e cobre grande parte das despesas de reassentamento. As autoridades estaduais administram o dinheiro e ajudam a decidir quantos refugiados podem receber; agências privadas cuidam dos casos, ajudando a encontrar moradia e emprego.

O Biltmore não apenas contratou refugiados, mas doou móveis usados para eles. A Tesseract School privada (preço: US$ 19 mil por ano), criou uma bolsa apenas para refugiados. Quando o grupo de resgate encorajou os clientes a praticarem atividades agrícolas, a Hickman’s Eggs doou 60 toneladas de esterco de galinha.

Hai Doo, o funcionário de lavanderia de Mianmar, achou que o programa para compra da casa própria era bom demais para ser verdade. Subsídios converteram suas economias de US$ 5 mil em uma entrada de US$ 24 mil para uma casa. Grande parte do dinheiro veio do Banco Federal de Empréstimo Imobiliário de San Francisco, que precisa gastar parte de seus lucros em auxílio moradia.

“Eu nunca imaginei que receberia uma ajuda como esta”, ele disse.

O verso da história do Arizona inclui o xerife de Maricopa County, Joe Arpaio, que conta com apoio em todo país ao divulgar sua severidade em relação aos imigrantes ilegais. (“O rumor é de que eu poderia concorrer a presidente”, ele disse em uma recente entrevista.)

Arpaio realiza batidas frequentes em bairros de imigrantes, parando pessoas por pequenas infrações e investigando seu status de imigração. Ele diz que essas batidas já resultaram na detenção de centenas de imigrantes ilegais. Os críticos dizem que elas espalham medo e molestam os moradores legais.

Victor Acevedo, um imigrante ilegal do México, disse que foi parado em janeiro, após deixar de dar seta ao dobrar uma esquina e foi encontrado em posse de uma pequena quantidade de maconha. Ele agora aguarda deportação em uma das famosas tendas-prisões de Arpaio, trajando o uniforme padrão: listas pretas e cueca cor-de-rosa.

Em uma entrevista ao lado da tenda sob um calor de 42ºC, Acevedo, 29 anos, disse que veio há nove anos em busca de uma “vida melhor”, encontrou um emprego de jardineiro, se casou com uma americana e teve dois filhos nascidos nos Estados Unidos. Ele foi deportado em 2008, mas voltou um ano depois para ficar com sua família.

“Nós estamos aqui ilegalmente, mas ainda somos seres humanos”, ele disse.

Os refugiados não parecem muito solidários. Os dois grupos frequentemente competem por empregos e moradias, e alguns refugiados dizem que são roubados por gangues de latinos.

Os Estados Unidos “defendem a lei e a ordem”, disse Wissam Salman, 35 anos, um zelador de hotel do Iraque. “Se não ficarem de olho nessas pessoas, será um desastre.”

Ibrahim Swara-Dahab, o criador de cabras sudanês, concorda.

“Eu tenho alguns problemas com os mexicanos; eles roubam minhas cabras”, ele disse. “Se eles não têm documentos, eles deveriam voltar para seu país.”

Swara-Dahab reconheceu que ele também atravessou uma fronteira ilegalmente quando fugiu para o Quênia, mas aquela era uma questão de vida ou morte.

“Aqui a situação é diferente”, ele disse. “Você precisa de documentos.”

10/09/2010 at 7:00 pm Deixe um comentário

Novo livro reúne cartas de Mandela

O Estado de S.Paulo

Será lançado hoje em todo o mundo o livro Conversas que Tive Comigo (Editora Rocco), série de relatos pessoais do primeiro presidente negro da África do Sul e ganhador do Nobel da Paz Nelson Mandela. Publicada em 20 idiomas, a obra tem prólogo assinado pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. O lançamento reúne cartas escritas durante os 27 anos de prisão, além de outros textos autobiográficos de Mandela. Num dos trechos, ele diz que o maior sofrimento quando preso foi a separação da então mulher, Winnie Mandela, e de suas filhas. Segundo a Nelson Mandela Foundation, a obra possibilita ver “o homem por trás da figura pública”.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101012/not_imp623593,0.php

10/12/2010 at 6:41 pm Deixe um comentário

União Europeia cria centro no Congo para organizar migração

UOL

Para ajudar a solucionar o problema da imigração, a União Européia criou um inovador centro na República Democrática do Congo para lidar com todos os pedidos de vistos de entrada no Espaço Schengen – zona sem fronteiras da Europa que engloba 25 países.

Veja o vídeo

10/14/2010 at 2:46 am Deixe um comentário

Québec quer atrair trabalhador brasileiro

O governo da maior província canadense,a francófona Québec, está em busca de trabalhadores brasileiros.O objetivo é atrair jovens com formação tecnológica ou universitária para suprir seu carente mercado de mão-de-obra. No próximo dia 19, o evento será em São Paulo e Porto Alegre. Na quarta, quinta e sexta seguintes, em Florianópolis.

No dia 26, será a vez de Curitiba. Para participar é necessário fazer inscrição em www.imigrarparaquebec.ca.

Na encontro, são explicados os critérios de seleção, informações sobre o mercado de trabalho e características das cidades quebequenses. O governo não garante emprego, mas oferece todo suporte necessário ao imigrante e seus familiares, inclusive com aulas gratuitas de aperfeiçoamento da língua francesa.

Fonte: O Estado de São Paulo

10/16/2010 at 2:46 am Deixe um comentário

Alto Comissário pede “novo acordo” no trato dos deslocados do mundo

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, finalizou a reunião anual do Comitê Executivo do ACNUR nesta sexta apelando aos participantes por um “novo acordo” para ajudar as nações em desenvolvimento que têm o custo de abrigar 80% das 43 milhões de pessoas do mundo vítimas do deslocamento forçado.

Ao falar sobre o apoio dado por estes países a esta população, Guterres disse ao Comitê Executivo (ExCom) do ACNUR ser necessário “um novo compromisso relacionado à divisão de responsabilidades” para assegurar que “essa generosidade e hospitalidade seja completamente compensada pela solidariedade da comunidade internacional”.

Segundo Guterres, a solidariedade internacional melhoraria a proteção e a assistência aos refugiados e deslocados que o ACNUR está ajudando. Também complementaria os esforços da agência da ONU para refugiados, tornando o repatriamento algo sustentável e apoiando projetos de integração local, programas regionais de desenvolvimento para áreas impactadas por refugiados e a recuperação ambiental de antigos campos de refugiados.

Reconhecendo que as limitações do ACNUR, Guterres disse ter clareza de que “nós não temos a capacidade e os recursos para fazer muito mais. Então, neste tipo de novo compromisso, precisamos garantir que os outros estejam envolvidos.”

O Alto Comissário disse que agências da ONU para o tema do desenvolvimento, instituições financeiras internacionais e organizações regionais devem trabalhar “para assegurar que um verdadeiro impacto seja sentido por essas populações e que elas sintam a solidariedade internacional de maneira forte”.

A reunião anual do ExCom, que dura cinco dias, revisa e aprova os programas e o orçamento do ACNUR, aconselha em assuntos de proteção e discute uma variada gama de outros tópicos.

A transparência e as responsabilidades do ACNUR estiveram entre os temas discutidos na reunião deste ano. Durante este debate, os Estados Unidos e alguns outros países expressaram reservas sobre uma possível expansão do papel do ACNUR em relação a pessoas expulsas de seus lares por desastres naturais.

O Alto Comissário afirmou que, apesar da experiência do ACNUR em assistir e proteger pessoas forçosamente deslocadas, as ações da agência para ajudar pessoas necessitadas “nunca” diminuiriam a “integridade” de seus mandatos principais, que dizem respeito aos refugiados e aos apátridas.

Como parte do processo de reforma humanitária da ONU, o ACNUR tem sido cada vez mais chamado para ajudar deslocados ou deslocados internos, em parceria com suas agências irmãs.

Antes de concluir, Guterres repetiu seu apelo aos países para que acelerem a adesão às várias convenções relacionadas à proteção de refugiados e apátridas. Também manifestou sua esperança de que, em 2011, “refugiados, apátridas e deslocados internos terão à sua disposição uma capacidade de proteção muito mais forte na comunidade internacional que a que desfrutam hoje.”

Ao longo do próximo ano, o ACNUR comemorará seu aniversário de 60 anos e os 50 anos da Convenção para Redução da Apatridia, assim como o aniversário de 150 anos do nascimento de Fridtjof Nansen, o primeiro Alto Comissário para Refugiados.

Fatoumata Lejeune-Kaba em Genebra

Fonte: Acnur

10/18/2010 at 8:20 pm Deixe um comentário

Migrantes são os primeiros a sofrer com a recessão

Os trabalhadores migrantes são os que mais estão a sofrer com a recessão económica mundial, sugere um relatório elaborado pelo Instituto de Política de Migração, em Washington, encomendado pelo Serviço Mundial da BBC.

O documento, sobre as tendências de migração em 2010 indica que a crise global gerou igualmente uma “pausa” no fluxo de pessoas para os países ricos.

Os trabalhadores estrangeiros são agora duas vezes mais susceptíveis de estarem desempregados do que trabalhadores locais.

Mas apesar do fosso nos números do desemprego entre locais e estrangeiros, as remessas enviadas pelos emigrantes para as suas famílias nos países de origem sofreu uma queda, no ano passado, inferior à prevista, e é esperado que as remessas voltem a aumentar.

Migração ‘congelada’

O relatório indica ainda que “o total da imigração para os países desenvolvidos decresceu rapidamente após o estalar da crise, estancando quase na totalidade o crescimento rápido das populações nascidas no estrangeiro nas últimas três décadas”.

Em resultado disto registou-se ainda, aponta o documento, um declínio acentuado nos níveis da imigração ilegal. O número de trabalhadores estrangeiros que tentam entrar ilegalmente na União Europeia por via marítima caíu mais de 40% entre 2008 e 2009 e continua em tendência decrescente.

Ao mesmo tempo, o número de migrantes ilegais oriundos do México e apreendidos na fronteira com os Estados Unidos decresceu a níveis semelhantes.

Imigração legal

Mas a imigração legal também se ressentiu com a crise. Os fluxos migratórios para a República da Irlanda, proveniente dos mais recentes membros da União Europeia do centro e leste da Europa, caíram em cerca 60% entre 2008 e 2009.

Durante o mesmo período, os Estados Unidos assistiram a uma queda de 50% no número de vistos emitidos a trabalhadores agrícolas pouco qualificados e sazonais, como o pessoal da apanha da fruta e legumes.

Só que a difícil conjuntura económica está igualmente a afectar aqueles trabalhadores migrantes há mais tempo a viver nos países desenvolvidos.

Em Espanha, por exemplo, a recessão afectou profundamente a população migrante, diz o estudo.

No final de 2007, indica o relatório, 12,4% dos imigrantes em Espanha encontravam-se no desemprego, acima dos 7,9% de espanhóis desempregados. Em meados de 2010, após o estalar da crise no sector da construção civil, estes valores tinham subido para 30,2% e 18,1% respectivamente.

“Em Espanha, os imigrantes representam um em cada seis trabalhadores, mas actualmente representam um em cada quatro desempregados”, destaca o relatório.

As razões apontadas são os nichos do mercado laboral, mais vulneráveis à crise, onde os imigrantes se tendem a concentrar.

Migrantes ‘resistentes’

O contexto na Grã-Bretanha é ligeiramente diferente.

Segundo o relatório, um crescimento económico robusto e uma maior abertura à imigração económica, ajudou a trazer os números da população estrangeira para níveis recorde – 13% da população total, no momento em que a crise imobiliária teve início, em 2007.

Ainda assim, os novos imigrantes da Europa central e de leste, que chegaram ao país desde 2005, têm sido pouco afectados pelo aumento no desemprego.

“O influxo recorde de imigrantes não conduziu a níveis de desemprego catastróficos entre eles, em parte devido à influência dos trabalhadores do leste europeu que representam uma grande proporção da imigração mas provaram ser bastante resistentes à recessão”, pode ler-se no documento, que sugere ainda que estes trabalhadores estão a “criar mais raízes permanentes e a formar famílias no Reino Unido”.

Mas nem todas as comunidades imigrantes se deram tão bem como as provenientes da Europa de Leste.

Em especial os imigrantes africanos e do Paquistão/Bangladesh viram os níveis de desemprego atingir o máximo de sempre, há um ano, rondando os 14% e 17%, respecivamente.

Remessas em baixo

No geral os migrantes continuam a enviar para as suas famílias quase tantas remessas como antigamente.

Se durante o ano passado estas remessas caíram 9%, após uma subida em flecha antes da recessão, prevê-se hoje nova recuperação para os próximos tempos. As remessas deverão, segundo as últimas estimativas, subir 6% em 2010.

A nível regional, contudo, notam-se algumas diferenças.

Enquanto que as remessas do Sul da Ásia cresceram 4,9% no ano passado, as provenientes da Europa e da Ásia Central caíram 20,7%. Os familiares dos imigrantes das Caraíbas e da América Latina viram as suas remessas decrescer 12,3%.

Fonte: BBC

10/20/2010 at 2:00 pm Deixe um comentário

Na Mostra, um bom filme sobre a África

Na África, o conceito de família é flexível. A paz não significa necessariamente harmonia e progresso. E a guerra ainda acontece de uma forma que não se vê na Europa ou nos EUA há pelo menos 50 anos. Afeta a todos, acompanhada por pais aflitos pelas ondas do rádio.

Un Homme Qui Crie (Um Homem que Grita), de Mahamat-Saleh Haroun, mostra bem o modo muito particular como a África trata de família, paz e guerra.

É um dos filmes programados para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa amanhã. O filme é uma produção belga ambientada no Chade (pais da África Central). Confira horários e salas aqui: http://br.mostra.org/movie/221

A obra mostra a vida de Adam, um ex-campeão de natação que vive de limpar a piscina de um hotel cinco estrelas em Ndjamena, a capital. O serviço é algo humilhante para alguém que já foi um ídolo do esporte: ensinar crianças loirinhas a dar braçadas.

Maltratado pela chefe chinesa (outra boa imagem sobre o atual Estado das coisas na África), ele acaba perdendo o posto de zelador da piscina para o filho de 20 anos, até então seu assistente.

Tudo acontece durante um intervalo de relativa calma da interminável guerra civil do país, que vai e volta há 40 anos. O Chade no momento é governador (por assim dizer…) pelo ditador Idriss Deby, que enfrenta rebeldes baseados no Sudão e República Centro-Africana.

A guerra é o pano de fundo da relação de pai e filho. A disputa pelo posto de piscineiro do hotel é árdua, já que o emprego é cobiçado num país com poucas oportunidades de trabalho. Isso distancia pai e filho e leva à fragmentação de uma família antes coesa.

Logo, no entanto, os combates se reacendem, e o jovem é forçado a se juntar às fileiras do governo. É a guerra que vai oferecer a oportunidade para a reaproximação familiar.

Como retrata o filme, no turbulento continente, até relações entre pai e filho têm de obedecer ao interminável ciclo da violência.  

Mais não conto para não estragar. O cinema africano de língua francesa é o melhor do continente, Chade e Burkina Faso à frente. Tem filmes densos e nem sempre chatos.

Oferecem um contraponto interessante a Nollywood, o cinema de ação barata produzido aos montes na Nigéria (e extremamente popular).

Fonte: Pé na África

10/21/2010 at 8:11 pm Deixe um comentário

Estatuto da Igualdade Racial começa a valer

Entra em vigor nesta quarta-feira (20) o Estatuto da Igualdade Racial, noventa dias após sua sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua publicação no Diário Oficial da União. A lei foi aprovada pelo Senado no dia 16 de junho deste ano, após tramitar sete anos no Congresso.

 texto prevê garantias e o estabelecimento de políticas públicas de valorização aos negros. O documento possui 65 artigos referentes a temas como educação, cultura, esporte, lazer, saúde e trabalho, além de defender os direitos das comunidades quilombolas e proteger religiões de tradição africana.

Segundo a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o objetivo do estatuto é corrigir desigualdades históricas no que se refere às oportunidades e aos direitos dos descendentes de escravos do país.

Ao sancionar o estatuto, em julho, Lula afirmou que “a democracia brasileira parece mais justa e representativa com a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial”. “Estamos todos um pouco mais negros, um pouco mais brancos e um pouco mais iguais”, afirmou na época.

Cotas ficaram de fora
A primeira versão do texto que se transformou na lei foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Durante a longa tramitação no Congresso, o projeto de Paim teve alterações. O texto final aprovado pelo Senado teve 11 emendas de redação e quatro artigos rejeitados. Um dos artigos suprimidos pelos senadores previa cotas para negros nas universidades federais e escolas técnicas públicas.

Na época da sanção, entretanto, Lula minimizou as mudanças no estatuto durante a tramitação no Congresso. “Vocês não perderam nada, ganharam e ganharam muito”, disse a líderes negros presentes no evento.

O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira de Araújo, disse que partes da Lei da Igualdade Racial ainda precisam ser regulamentadas. Conforme afirmou, essa regulamentação pode voltar a criar cotas para estudantes negros nas universidades. Atualmente, as universidades têm regras especiais para o acesso de pessoas negras.

Leis e decretos ainda devem regulamentar outros itens do estatuto, como financiamento agrícola específico, ações de ocupação de espaço no mercado de trabalho, concessão de cargos em comissão e criação de ouvidorias.

*Com informações da Agência Senado

Fonte: UOL

10/24/2010 at 1:58 pm Deixe um comentário

Renda de amistoso entre Brasil e Zimbábue some

A renda do jogo entre Brasil e Zimbábue, amistoso disputado em Harare, antes da Copa do Mundo da África do Sul, desapareceu. A empresa Kentaro, que organiza os jogos da seleção brasileira, está processando a Federação do Zimbábue e cobrando cerca de R$ 1 milhão. A partida terminou com vitória do Brasil por 3 a 0.

O montante, coletado com a venda de ingressos, nunca foi encontrado nas contas da Federação de Futebol do Zimbábue. O processo da Kentaro corre nos tribunais da Suíça. O escândalo é apenas um dos que afeta a presidente da federação de futebol do país africano, Henrietta Rushwaya. Ela é acusada de desvio de dinheiro para esquemas de apostas.

O caso mais grave é o de usar a seleção do Zimbábue para uma turnê na Ásia com jogadores que não faziam parte da equipe nacional. Na verdade, os atletas eram do time do Monomotapa. Eles foram instruídos a perder pro placares pré-determinados para favorecer máfias de apostadores.

Fonte: O Globo

10/26/2010 at 2:22 pm Deixe um comentário

ONU transporta milhares de tendas para refugiados

 

Cotonou – O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados começou a transportar tendas para o Benin para abrigar centenas de milhares de pessoas afectadas pelas piores cheias naquele país da África Ocidental nas últimas décadas.

Cerca de três mil tendas estão a ser transportadas da Dinamarca para dar abrigo a mais de 700 mil pessoas que perderam as suas casas.

Há vários meses que dois terços dos beninenses estão a ser acossados por fortes chuvas, que já causaram mais de 800 casos de cólera. Estas são as piores cheias no Benin desde 1963.

Áreas anteriormente tidas como não vulneráveis a cheias foram devastadas nas últimas semanas e aldeias inteiras foram arrastadas pelas torrentes.

Helen Hawkins, uma funcionária da agência humanitária CARE, diz que a situação é muito grave.

“Há vastas áreas que estão alagadas e, por isso, as pessoas estão a viver nos telhados das casas porque elas tentam permanecer nas suas áreas de residência.

“Algumas pessoas estão a viver em pequenos barcos. Não há instalações sanitárias. Por essa razão, a água que está a ser consumida está a causar doenças.”

As cheias no Benin despoletaram grandes preocupações de saúde, com a água contaminada por dejectos humanos de latrinas alagadas.

O número de casos de cólera está a aumentar diariamente, com mais de 50 casos registados apenas na cidade de Cotonou.

As autoridades beninenses dizem que dezenas de pessoas morreram nas últimas semanas devido às cheias.

As pessoas que perderam as suas casas procuraram abrigo em postos médicos, pressionando ainda mais o sistema nacional de saúde.

O Gabinete da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários diz que planeia lançar um apelo para a angariação de fundos e de ajuda.

As chuvas continuam a fustigar o Benin e os meteorologistas dizem não haver ainda quaisquer sinais de abrandamento.

Fonte: Angola Press

10/29/2010 at 2:11 pm Deixe um comentário

A CIVILIZAÇÃO YORUBÁ A PARTIR DE SEUS MITOS E ORIKIS

11/02/2010 at 6:05 pm Deixe um comentário

Professor da Unicastelo participa das atividades de aperfeiçoamento no Harriet Tubman Institute, York University, TO, Canada

Prof. Dr. Bas’Ilele Malomalo é aceito como pesquisador colaborador no Instituto de Estudos da Globalização da Diáspora Africana.

Após ter sido aceito e nomeado como pesquisador colaborador, pelo Prof. Dr. Paul Lovejoy, Presidente do Harriet Tubman Institute for Research on the Global Migrations of African Peoples,  o Prof. Dr. Bas’Ilele Malomalo, do Curso de História da Unicastelo, desde 12 de agosto de 2010, participa, intensamente, das atividades acadêmicas desse renomado centro.

O objetivo do professor da Unicastelo não se traduz  somente na realização de um aperfeiçoamento sobre o quê as universidades estrangeiras discutem sobre a História Africana e a História da Diáspora Africana; todavia, traduz-se, também, em estabelecer contatos que poderão vir a beneficiar os docentes e alunos da Unicastelo em termos intercambiais.

A agenda do professor de história da Unicastelo tem se dividido entre seminários e workshops.

Agenda do professor:

*12 outubro de 2010, Prof. Dr. Paul E. Lovejoy (York University), “The Provenance of Catherine Mulgrave Zimmermann: Methodological Considerations” (Seminario).

*19 outubro de 2010, Prof. Dr. Joel Quirk (University of Hull), ”The Invention of Modern Slavery: From the Slave Trade to Human Trafficking” (Seminario).  

*14 a 16 de outubro de 2010, ‘‘Forced Mariage in Conflict Situation for her SSHRC funded project’’ (Workshop).

*5 a 7 de novembro de 2010, ‘‘2010 Workshop Teaching African History and African Diaspora History Workshop – Defining new approches for teaching the translantic slave trade and slavery’’ – Unesco and Tubman Institute (Workshop).

 

 

Harriet Tubman Institute for Research on the Global Migrations of African Peoples

Como Instituto de pesquisa para o estudo das migrações mundiais da diáspora dos povos africanos, o Tubman Institute promove intercâmbios, colaborações internacionais, coordenação de projetos de pesquisas, organização de conferências, capacitação de pesquisadores de graduação e pós-graduação, buscando alcançar a reputação internacional como um centro acadêmico de excelência. O objetivo é tornar-se uma liderança internacional no desenvolvimento de uma infra-estrutura digital para recuperação, arquivamento e armazenamento das fontes primárias dos documentos de qualquer tipo e em qualquer local que forem achados. A mobilização desses conhecimentos está sendo desenvolvido através de um web portal para proporcionar a acessibilidade das informações pelo seu site  (http://tubman.apps01.yorku.ca/the_mission_of_the_tubman_institute).

11/04/2010 at 1:31 pm Deixe um comentário

Abertas inscrições para fórum internacional de diversidade e identidades

O número de vagas é limitado e as inscrições devem ser feitas através do www.fiedi.com.br

 
Entre os dias 25 de outubro e 18 de novembro, estarão abertas inscrições gratuitas para o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades – Gênero, Raça e Educação nos Países da Diáspora depois de Durban, através do site www.fiedi.com.br.

O evento, dirigido a professores da rede pública municipal e pessoas ligadas a entidades que atuam nas áreas relacionadas ao tema, acontecerános dias 25, 26 e 27 de novembro, no Hotel Pestana (Rio Vermelho).
Os organizadores pretendem reunir cerca de 500 pessoas do Brasil, da Nigéria e dos Estados Unidos em torno de mini-cursos, workshops, mesas de discussões, exposição, lançamento de livros e show de encerramento, onde o tema central será a intersecção de gênero-raça e educação.
Promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Secult), através do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescentes (Fiema) e Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico (CENAP), o evento foi idealizado pela Tsedakah – Tecnologia e Humanidades.
Com o Fórum, a Secult pretende multiplicar as discussões e os resultados dentro da rede municipal de educação. Para tanto, todas as propostas retiradas resultarão em recomendações, que nortearão as políticas públicas na capital baiana. “Nosso objetivo é promover a superação das discriminações, sejam elas da ordem do racismo, sexismo ou homofobia”, frisou o secretário Carlos Soares.
Evento:
I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades
Data: 25 a 27 de novembro de 2010
Local: Hotel Pestana – Rua Fonte do Boi, 216 – Rio Vermelho, Salvador (BA)
Mais informações: www.fiedi.com.br

11/06/2010 at 8:10 pm Deixe um comentário

Mamma África

As estreias de Minha Terra, África (já em cartaz) e Um Homem Que Grita (dia 19), mais evento no Rio, lançam luzes sobre a força da cultura africana

Estreou sexta na cidade o longa Minha Terra, África, de Claire Denis. Coincidentemente, essa visão da África do ângulo dos brancos chega aos circuitos quando o cinéfilo ainda está impactado por outra visão, a do chadiano Mahamat Saleh Haroun em Um Homem Que Grita, destaque da Mostra, onde o diretor recebeu na quinta-feira o prêmio Humanidade. São dois grandes filmes e o de Haroun estreia dia 19 em São Paulo, trazido por uma nova distribuidora, a Bon Film.

Antes disso, o Rio sedia, a partir de hoje, um importante evento de cinema africano. Todos os caminhos levam ao “continente negro”. A sutileza de Claire Denis – Isabelle Huppert vai ao alojamento e vê os colchões dos negros jogados no chão. Faz uma cara, não propriamente de nojo, mas de desagrado. Supervisionando a plantação, ela anda de moto. Solta a mão, que ondula no ar, ao vento. Rainha do mundo, como Leonardo DiCaprio, como o próprio James Cameron, rei do mundo, em Titanic.

O final da Mostra não deixou o cinéfilo paulistano órfão. A entrada em cartaz de Minha Terra, África é a prova de que 34 anos de Mostra operaram alguma coisa no mercado. O circuito tem de atender ao público mais seletivo, não é só pipoca e refrigerante (em filmes de diversão, que os sentidos também pedem, por que não?). Em Paris, em janeiro, durante os Encontros do Cinema Francês, Claire Denis conversou com o repórter do Estado. One a one, a entrevista individual, sonho de todo repórter. Diante da observação dos pequenos toques para construir a personagem de Maria (Isabelle Huppert), ela disse: “Maria pensa que é diferente do sogro colonialista, mas não é. É um pouco a sua tragédia”.

Na quinta-feira à tarde, Claire conversou de novo com o repórter, pelo telefone. Diante do comentário de que Mahamat Saleh Haroun receberia um prêmio especial em São Paulo, disse que conhece todos os seus filmes, incluindo os curtas. Admira-o como diretor e mais – é um amigo. Confidenciou que o jovem ator negro com que termina Minha Terra, África é uma contribuição de Haroun a seu cinema. Claire o viu no filme precedente do amigo, Darrat, Dry Season.

Buscou-o em Camarões, convencida de que poderia haver nisso um significado metafórico. Claire Denis viveu na África e volta ao continente em que situou dois de seus filmes seminais – Chocolat e Beau Travail. Minha Terra nasceu de um pedido de Isabelle Huppert. Ela queria filmar com Claire e sugeriu que fizessem a adaptação de The Grass Is Singing, de Doris Lessing. “O livro já havia sido uma de minhas fontes de inspiração para Chocolat, mas lhe disse “por que não?” Só que ao pensar melhor no projeto, dei-me conta de que não me interessava.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

11/08/2010 at 9:34 pm Deixe um comentário

Lula diz que vai ‘sentir falta dos microfones’ quando deixar Planalto

Em Moçambique, Lula faz sua 12ª visita ao continente africano

Lula diz que vai 'sentir falta dos microfones' quando deixar Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Moçambique, que vai ‘sentir falta dos microfones’ quando deixar o poder, em janeiro do ano que vem.

Diante de uma plateia que lhe assistia na capital, Maputo, e nas cidades de Lichinga e Beira, por teleconferência, Lula falou durante o lançamento das primeiras operações moçambicanas da Universidade Aberta do Brasil (UAB), de ensino à distância.

‘Está faltando menos de dois meses para eu deixar a Presidência do Brasil, e eu vou sentir falta dos microfones, de falar diretamente aos alunos de Maputo, Lichinga e Beira’, disse o presidente.

O presidente iniciou nesta terça-feira uma visita de dois dias a Moçambique. Esta é a 12ª visita de Lula à África. Ele já esteve em 27 países africanos, mais da metade de todas as nações do continente.

Lula voltou a afirmar que o Brasil tem uma relação ‘histórica’ com a África e a defender a chamada ‘diplomacia sul-sul’ com os países do continente.

‘Quando nós decidimos priorizar a nossa relação com o continente africano e, dentro dele, os países de língua portuguesa, tem algumas razões. Primeira, é a dívida histórica com a formação do povo brasileiro, que tem muito a ver com o povo africano. O povo brasileiro é o que é por causa da nossa miscigenação e dessa mistura extraordinária entre africanos, índios e europeus’, disse.

‘Essa, na verdade, é uma vantagem comparativa que nós deveríamos ter em relação ao resto do mundo, mas como nós tivemos a nossa cabeça colonizada por séculos, nós aprendemos que somos seres inferiores’, prosseguiu.

Educação e saúde

Com o lançamento do ensino à distância da UAB em Moçambique, 620 alunos do país poderão iniciar os quatro cursos de ensino à distância (matemática, biologia, pedagogia e administração pública) elaborados em conjunto por educadores brasileiros e moçambicanos, com tutoria de professores nos dois países.

Na quarta-feira, Lula visitará as instalações do que será uma fábrica de medicamentos com capacidade de fazer, entre outros, remédios para o combate à Aids. Os antirretrovirais devem começar a ser produzidos em dois anos.

Entre os projetos que Lula vai lançar durante a viagem, dois são na área de saúde – um será o acordo para instalar um banco de leite materno, e outro para criar no país um centro de excelência voltado para a saúde materna a infantil.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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11/12/2010 at 4:42 pm Deixe um comentário

Uma homenagem a Milton Nascimento

Em sua oitava edição, o Troféu Raça Negra celebra músico em noite de gala na Sala São Paulo

É como um grito de guerra em favor da diversidade. Assim José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, define o Troféu Raça Negra, que neste ano chega à sua oitava edição – com cerimônia de entrega hoje, às 19h30, em evento de gala na Sala São Paulo. “Criamos o troféu para valorizar aqueles que trabalham pela inclusão do negro. Esse é ainda um tema espinhoso, difícil de trabalhar no País, e o fato de chegarmos a oito edições com reconhecimento é sinal de que nos firmamos e atingimos a maturidade”, afirma o reitor.

O celebrado da festa neste ano é o cantor e compositor Milton Nascimento, cujas músicas serão interpretadas ao longo da noite por artistas como Alcione, Isabel Filardis, Jorge Vercilo, Simoninha, Leny Andrade e Lenine. “Será uma trilha musical baseada na obra do Milton, intercalada com a entrega das premiações”, diz José Vicente. Milton, que estará presente, receberá ainda uma homenagem – só revelada na hora – dos atores Milton Gonçalves e Chica Xavier.

Segundo a organização, confirmaram presença artistas, esportistas e políticos como Antonio Pitanga, Robson Caetano, Benedita da Silva, Nando Cunha e André Ramiro. A apresentação ficará por conta de Paulo Betti e Sheron Menezes, repetindo dobradinha de 2008, com participação de Deo Garcês e Maria Ceiça.

Criado em 2000 – e com segunda edição apenas em 2004, antes de se tornar anual -, o prêmio comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, no dia 20, e é organizado pela ONG Afrobras, pela Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sociocultural e pela Faculdade Zumbi dos Palmares. “Anualmente, são escolhidas dez personalidades que, em suas áreas distintas, se destacaram. Eles são divididos por categoria, e quem diz qual é o melhor é o povo, que vota pela internet. Além disso, buscamos avaliar quais artistas e esportistas que, em sua trajetória, criaram espelhos positivos para o jovem e para a sociedade como um todo”, diz José Vicente.

Fonte: O Estado de S. Paulo

11/15/2010 at 7:12 pm Deixe um comentário

Países latino-americanos se comprometem a ampliar proteção para refugiados e apátridas

Dezoito países latino-americanos concluíram uma importante reunião em Brasília com um acordo para ampliar a proteção a refugiados e apátridas na região. O compromisso veio por meio da “Declaração de Brasília sobre a Proteção de Pessoas Refugiadas e Apátridas nas Américas”, adotada nesta quinta-feira na capital brasileira.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, em mensagem divulgada nesta sexta em Genebra, comemorou a declaração, que foi anunciada ao final do Encontro Internacional sobre Proteção de Refugiados, Apátridas e Movimentos Migratórios Mistos nas Américas, convocado pelo Ministério da Justiça do Brasil, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e do ACNUR.

“Está é uma declaração de referência que, espero, irá resultar não apenas em uma melhor proteção para refugiados e outras populações deslocadas nas Américas, como também acelerar os esforços globais para melhorar a situação das pessoas deslocadas e terminar a praga da apatrídia”, afirmou Guterres.

“Encorajo os governos de outras regiões a tomar em conta a liderança pioneira demonstrada hoje pela América Latina ao adotar esta Declaração. Este é um valoroso precedente internacional”, acrescentou o Alto Comissário.

Um destaque da Declaração de Brasília inclui o respeito irrestrito, acordado pelos países, ao princípio de não-devolução (non-refoulement), incluindo a não rejeição nas fronteiras e a despenalização da entrada ilegal de estrangeiros nos respectivos países. O texto também apóia a contínua incorporação, nas leis nacionais sobre refugiados e deslocados internos, das variáveis de gênero, idade e diversidade.

Em terceiro lugar, a Declaração encoraja os Estados a adotar mecanismos para enfrentar novas situações de deslocamento que não estejam previstas na Convenção da ONU para Refugiados,de 1951. O documento reafirma muitos dos compromissos feitos pelos 20 países signatários do Plano de Ação do México de 2004, adotado para salvaguardar os refugiados na América Latina.

Participantes do Encontro Internacional sobre a Proteção dos Refugiados, Apatrídia e Movimentos Migratórios Mistos nas Américas. (Foto: Wilson Dias/ ABr)

 

Importantes funcionários do ACNUR, incluindo o Diretor de Proteção Internacional da agência, Voker Türk, participaram do evento – que marcou o lançamento nas Américas das comemorações do 60º aniversário do ACNUR. Também esteve presente em Brasília a Diretora do ACNUR para as Américas, Marta Juarez.

 Türk ressaltou a longa tradição das Américas em oferecer refúgio e proteção àqueles que necessitam, como também o histórico de boas práticas da região. Mas também enfatizou que muitos desafios ainda permanecem, destacando a urbanização do refúgio, a violência relacionada às gangues, as migrações mistas, os deslocados internos e os apátridas.

Além de comemorar seu aniversário de 60 anos, o ACNUR celebrará ao longo de 2011 o 50º aniversário da Convenção de 1961 sobre a Redução da Apatrídia, uma das duas convenções da ONU sobre o tema. A agência da ONU para refugiados fará um grande esforço para persuadir mais países a aceder às convenções e para reduzir o número de pessoas apátridas, estimadas em cerca de 12 milhões em todo o mundo.

Apesar de a apatrídia ser relativamente rara na região, Türk conclamou os países nas Américas a aceder às duas convenções sobre este tema, ressaltando que apenas seis países são partes da Convenção de 1961 e que só 13 haviam acedido à Convenção de 1954 sobre o Estatuto dos Apátridas. “O ACNUR permanece pronto para auxiliar governos que desejem tornar-se parte dessas convenções,” ele disse.

Paralelamente à reunião desta quinta-feira, Türk e o anfitrião da conferência, o Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto, ajudaram a lançar uma campanha de conscientização para promover tolerância com os refugiados e lutar contra discriminação, chamada “Vamos calçar os sapatos dos refugiados”. Ao calçar os sapatos de refugiados exibidos em um stand, participantes do evento puderam brevemente se colocar no lugar de um refugiado e aprender um pouco sobre seus desafios.

Os países que adotaram a Declaração de Brasília são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os Estados Unidos e o Canadá participaram do encontro como observadores.

Fonte: ACNUR

11/17/2010 at 10:40 pm Deixe um comentário

História e cultura afro ainda longe dos currículos escolares

Há quase oito anos, lei obrigou inclusão dos conteúdos nas escolas. Mas iniciativas são tímidas e gestores não assumem ações

Promover a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e, com isso, combater o racismo e o preconceito são os motivos que levaram à criação da data comemorada neste sábado, o Dia da Consciência Negra. Quase oito anos depois da promulgação da Lei 10.639, que estipulou a inclusão da data nos calendários escolares, no entanto, a estratégia definida no papel para tornar os objetivos dos legisladores uma realidade pouco avançou: a história e a cultura afro-brasileira não estão nos currículos.

Os conteúdos ainda são tratados de forma isolada pelas diferentes disciplinas, mas não há integração entre eles. As iniciativas se concentram, quase sempre, em torno do dia 20 de novembro, com trabalhos e pesquisas, e dependem de iniciativas individuais de professores e diretores. As redes de ensino municipais e estaduais ainda não assumiram a aplicação da lei como uma obrigação.

“Costumamos dizer que a lei está presente nas escolas, mas não está implementada pelas redes de ensino. Isso significa que as escolas trabalham o tema, mas os gestores não o vêem como uma política pública, que precisa de recursos garantidos no orçamento para materiais e formação de professores e ainda uma coordenação especializada para cuidar do assunto”, diz a coordenadora-geral de diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, Leonor Araújo.

Tão logo a lei foi aprovada, as primeiras reclamações de gestores e diretores eram a falta de orientações claras sobre o que deveria ser ensinado às crianças. Em 2004, o Conselho Nacional de Educação acabou com essas dúvidas, estabelecendo resolução de orienta as aulas da educação infantil ao ensino superior. Agora, a falta de formação adequada dos professores e a ausência de materiais didáticos voltados para o tema continuam sendo fontes de justificativas para a aplicação falha.

Leonor defende a escolha de pessoas sensíveis à temática para encabeçar os projetos pedagógicos dessa área. Sem especialistas no assunto, ela acredita que nada acontece, pois são eles que podem ajudar a tirar as orientações do papel para a prática.

Com a educação trabalhando a história dos povos africanos e sua participação na construção da sociedade brasileira, os especialistas acreditam que será possível combater o racismo. Além dos negros, os indígenas ganharam importância nas lições escolares a partir de 2008, quando a Lei 11.645 também incluiu a história e a cultura deles nos currículos.

Formação de professores

A qualificação de professores e coordenadores capazes de criar projetos interdisciplinares que tratem do tema preocupa o ministério. As universidades também não adequaram as grades curriculares das graduações ao assunto. “Não adianta colocar livro na escola se o professor não souber o que fazer. O maior problema é que a temática e o conteúdo da diversidade étnico-racial não estão nos cursos de licenciatura e aí a formação continuada se torna quase uma formação inicial”, lamenta Leonor.

Júlio César Ferreira Campos, diretor do Centro de Ensino Médio 2 do Gama, escola de Brasília, conta que mesmo no curso de história nas universidades as raízes africanas são tratadas de forma superficial.

“Muitos colegas não tiveram a mesma oportunidade que eu para estudar o tema. Enquanto as secretarias não investirem na formação continuada dos professores, a aplicação da lei não será uma realidade nas escolas”, opina.

Campos, que se formou em história, deu aulas durante seis anos no colégio em que é diretor há um. Desde que chegou à escola, em 2003, tentou criar projetos que falassem da cultura dos negros, comprou livros de literatura e didáticos para a biblioteca. Mas não foi fácil fazer com que o tema se tornasse um projeto pedagógico. “Só com a lei e a orientação da Secretaria de Educação isso aconteceu. Ainda assim, está restrito a essa época do ano, quando comemoramos o Dia da Consciência Negra.”

No colégio em Brasília, os alunos passam cerca de um mês, todos os anos, preparando trabalhos, palestras, apresentações culturais, teatros e desfiles para a Semana da Consciência Negra. “Acho muito importante esse projeto, porque valoriza os alunos e ajuda a acabar com o preconceito”, afirma Webert Laurens, 18 anos, do 3º ano. Thiago de Souto Lopes, 17, conta que nunca havia trabalhado tanto o tema antes. Em nenhuma escola.

“Vim do Nordeste este ano. Lá, a gente aprendia sobre a história dos negros, mas os professores só citavam em algumas aulas. Não havia trabalhos assim. Este ano, li obras sobre o tema e participei do projeto que estimulava outros colegas a ler os livros também. Acho que compreender nossa história ajuda a diminuir o preconceito social contra os negros”, afirma.

Suporte aos docentes

As fontes para consultas durante o planejamento das aulas e atividades para os alunos são apontadas como problema nas escolas. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o governo se uniram para traduzir, atualizar e reimprimir uma coleção de história geral da África elaborada nos anos 1960 por pesquisadores africanos. “Além da falta, há materiais de péssima qualidade no mercado”, alerta Vincent Defourny, representante da Unesco.

“Quando eu dava aulas de história da África na faculdade, precisava usar fragmentos do texto em francês ou espanhol porque era a melhor obra sobre o assunto e sem tradução para o português”, conta Leonor. A primeira reimpressão da coleção será de 8 mil exemplares, composta de quatro volumes. O material ficará pronto na primeira quinzena de dezembro e será distribuído a bibliotecas públicas e de universidades e a secretarias municipais e estaduais.

Campos, do Centro de Ensino Médio 2 do Gama em Brasília, conta que, em curso de pós-graduação, analisou as obras recebidas pelo Programa Nacional do Livro Didático e percebeu que apenas o livro de história tratava da África. Ainda assim, dos 56 capítulos da obra, apenas um falava do continente. “A história do branco é bem aprendida. A do negro, não”, diz.

O ministério ainda não havia produzido muitos livros didáticos, apenas textos de referência para auxiliar os docentes. A coleção servirá para consulta e pesquisa. De acordo com a coordenadora do MEC, não será possível distribuí-la a cada escola. Por isso, a escolha por colocá-las em bibliotecas públicas.

O projeto é elaborar, a partir da coleção, dois livros menores, com um resumo do conteúdo da coleção e com orientações para as aulas, que serão entregues a todos os professores. Esse material, no entanto, só ficará pronto em 2011.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/historia+e+cultura+afro+ainda+longe+dos+curriculos+escolares/n1237831299224.html

11/20/2010 at 4:35 pm Deixe um comentário

Palestra gratuita sobre vitiligo no Centro Cultural Africano

VITILIGO - CENTRO CULTURAL AFRICANO

11/25/2010 at 1:31 am Deixe um comentário

Omo-Oba: Histórias de Princesas

Omo-Oba: Histórias de Princesas, Mazza edições – Belo Horizonte/MG – 2009, livro de Kiusam de Oliveira, com ilustrações de Josias Marinho (recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ), será o centro do debate e da intervenção artística com Amélia Cardoso, (voz) e Igor Seiji Moriya (violão), no próximo dia 30 de novembro, terça-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
            A autora apresenta seis mitos africanos que mostram como princesas se tornaram, mais tarde, rainhas. Essas histórias vêm de fontes tradicionais conhecidas, contadas e recontadas pelo povo africano (iorubano), muito divulgado nas comunidades de tradição ketu e afro-brasileiras, os quais são poucos conhecidos pelo público em geral. Kiusam procura reforçar e fortalecer os diferentes modos da personalidade feminina, visando o empoderamento de meninas e mulheres em suas descobertas pessoais, buscas e o desenvolvimento da autoestima nas relações socioculturais.
            Oiá e o búfalo interior; Oxum e seu mistério; Iemanjá e o poder da criação do mundo; Olocum e o segredo do fundo do oceano; Ajê Xalugá e o seu brilho intenso; Oduduá e a briga pelos sete anéis. São essas as histórias do livro que compõem o universo dos arquétipos femininos representados pelas protagonistas conhecidas como ORIXÁS (Ori = cabeça, Xá = senhor/protetor).
                                                      
 Expositora
Kiusam de Oliveira
Mestre em Psicologia e Doutora em Educação – USP
Pedagoga, Escritora, Contadora de Histórias, Bailarina e Professora da rede pública de ensino
 
 Debatedores
Radi Oliveira
Poetiza e Produtora Cultural
José Geraldo Neres
Escritor, Poeta, Roteirista, Dramaturgo e Produtor Cultural
 
Mediador
Oscar D´Ambrósio
Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo
Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP
 
PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
 
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário:  30 de novembro de 2010 (terça-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP – Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 – 1º andar – metrô Sé – (11) 3105 – 9903 – www.cedem.unesp.br

11/25/2010 at 1:39 am Deixe um comentário

Celestin Monga: Niilismo & Negritude na Africa

Em 1991, o economista camaronês Célestin Monga, recém-chegado de uma temporada de estudos na França e iniciando sua carreira num banco de Duala, a maior cidade de seu país, publicou num jornal local uma carta aberta de repúdio ao presidente Paul Biya, que havia assumido o cargo dez anos antes com promessas democráticas, mas se mantinha no poder através de eleições sempre contestadas pela oposição. O jornal foi censurado e Monga foi preso sob acusação de “ultraje ao presidente da República”, o que só fez chamar atenção para seu caso, dentro e fora do país. Monga deixou o país após ser libertado e hoje é conselheiro da Vice-Presidência do Banco Mundial, em Washington, e Biya continua no poder, mas suas trajetórias volta e meia se cruzam, como numa recente visita do economista a Camarões, para o funeral de um amigo jornalista, invadido por um enviado do presidente que tentava impedir seu discurso.

As trajetórias conflitantes de Monga e Biya estão no centro de “Um banto em Washington”, a ser publicado em breve pela editora Martins Fontes, que lançou este ano outra obra do mesmo autor, “Niilismo e negritude” (tradução de Estela dos Santos Abreu). Neste livro, Monga parte de uma visão particular do niilismo (“A esperança é a verdadeira matéria-prima e a verdadeira riqueza da África, mas se trata de uma esperança niilista, confinada”, diz ) para rever o legado dos intelectuais que fundaram o movimento Negritude, como o antilhano Aimé Césaire e o senegalês Léopold Sédar Senghor, e propor, em ensaios curtos, reflexões sobre os saberes tradicionais africanos e os dilemas políticos contemporâneos do continente.

Hoje, data em que se comemora no Brasil o Dia da Consciência Negra, Monga fala nesta entrevista ao GLOBO sobre a integração cultural e econômica da África com o resto do mundo, um movimento que hoje acontece “segundo termos que são desfavoráveis” aos africanos, aponta. Um macroeconomista que trabalha com estratégias de desenvolvimento nacional e políticas fiscais e monetárias no Banco Mundial, ele critica a confiança excessiva depositada nas políticas de auxílio financeiro. Ainda vítima de perseguições políticas em seu país, o economista comenta o estado atual do regime de Paul Biya e as dificuldades de mobilização enfrentadas pelas forças de oposição. 

“Niilismo e negritude” aborda saberes tradicionais africanos com um olhar cosmopolita. Como se dá na África o equilíbrio entre a preservação das tradições locais e a necessidade de integração econômica e cultural com o resto do mundo?
CÉLESTIN MONGA: A África já está bem integrada economica e culturalmente com o mundo, mas segundo termos que lhe são desfavoráveis. Um exemplo simples: “Waka waka”, a última canção de sucesso da colombiana Shakira, nada mais é que uma reprise de uma música do grupo camaronês Zangalewa. Shakira e seus produtores na Sony Music ganharam milhões, enquanto os pobres artistas camaroneses que a compuseram apenas ouvem falar dela. Acabo de voltar de uma viagem à China, onde vi indústrias que exploram motivos e padrões desenhados pelas mulheres do Mali para produzir lindos tecidos, que são vendidos ao redor do mundo sem que as africanas lucrem com isso… A questão fundamental é desenvolver uma estratégia de gestão de seus saberes num mundo “globalizado”. Trata-se de se organizar para continuar a par com o mundo, participar ativamente das trocas intelectuais, culturais e econômicas, renovar constantemente sua criatividade preservando seus interesses. É o que poeta e ex-presidente senegalês Léopold Sédar Senghor (1906-2001) chamava de “o encontro do doar com o receber”, uma expressão muito bonita. Ninguém pode fazer isso sozinho. Os Estados precisam organizar seus quadros institucionais e regulamentares para esse tipo de coordenação.

Como funcionário do Banco Mundial, acredita na necessidade de auxílio internacional à África? Que tipo de auxílio?

MONGA: Nenhum país em desenvolvimento saiu da pobreza por causa do auxílio ou da caridade internacional. O desenvolvimento é o resultado de um processo endógeno pelo qual os agentes econômicos de um país se organizam para mobilizar os fatores de produção, como a força de trabalho, o capital e os recursos naturais, para criar riqueza e aumentar constantemente a produtividade. O auxílio ao desenvolvimento não pode substituir esse processo interno. Ele pode contribuir, de forma marginal, para a construção de infraestruturas ou o financiamento da educação e dos $sanitários. Mas ele não pode ser a receita mágica do desenvolvimento. O problema de muitos países africanos é acreditar que o Banco Mundial pode resolver seus problemas por eles. Isso os coloca numa posição de auxiliados permanentes. Acostumar-se ao auxílio é nefasto como todo vício, pois infantiliza e desresponsabiliza.

“Niilismo e negritude” tem passagens críticas sobre a influência da Igreja Católica como “instituição social” em Camarões. Quais são os pontos mais negativos dessa influência?

MONGA: O histórico das igrejas da África é manchado pelos equívocos coloniais e assombrado por sua relação incestuosa com regimes políticos opressivos. Muitos homens e mulheres de igreja fazem um trabalho honorável em prol das populações, desempenhando um papel de assistentes sociais, de mentores, de confidentes e até de psiquiatras. Mas a instituição religiosa na África funciona como as burocracias dos antigos partidos únicos. Muitos de seus membros exploram abusivamente sua posição de “reserva moral” para satisfazer suas fantasias de poder. Outros são paranoicos e veem o mal por todo lado. Prisioneiros de sua amargura e nauseados pela permanência em querelas étnicas microscópicas, eles vivem mal sua vocação e se perguntam por que não são promovidos a “funções importantes”. Recitam as Escrituras e carregam a cruz de Jesus sobre o coração, mas são habitados por uma dose de cólera e maldade que espantaria os personagens menos recomendáveis da Bíblia.

Como sua noção de “niilismo” pode ajudar a pensar a África contemporânea? Que pensadores mais influenciaram seu trabalho?

MONGA: Quis mostrar outras Áfricas, aquelas que invalidam os clichês. Quis compreender a extravagância da bondade em lugares onde se supõe não haver nada além de sofrimento. A esperança é a verdadeira matéria prima e verdadeira riqueza da África, mas se trata de uma esperança niilista, confinada, sensata. O niilismo não é apenas uma “mortal fadiga de viver, uma morna percepção da inutilidade de todo esforço”, como dizia Paul Bourget. Na África, é sobretudo uma celebração do absurdo. Entre meus autores preferidos estão Emil Cioran, Fernando Pessoa, Schopenhauer e Nietzsche. Mas entre minhas influências filosóficas conto também minha avó Mami Madé, uma senhora de quase 90 anos que vive num vilarejo nas motanhas do oeste de Camarões e ainda trabalha dez horas por dia. Também admiro o filósofo camaronês Fabien Eboussi Boulaga, o historiador senegalês Cheikh Anta Diop, o sociólogo camaronês Jean-Marc Ela; os escritores Sony Labou Tansi (Congo), Chekih Hamidou Kane (Senegal), Mongo Beti e Paul Dakeyo (Camarões), entre outros.

Que papel tiveram na sua formação os intelectuais do movimento Negritude (corrente de pensamento que defendia a valorização da cultura negra em países africanos colonizados)?

MONGA: Um papel essencial, mas minha “negritude” não tem nada a ver com a deles. Quando encontrei Aimé Césaire na Martinica, em 1988, disse a ele que era o homem da minha vida, e ele sorriu. A leitura de seu livro de poemas “Caderno de um retorno ao país natal”, aos 15 anos, me ensinou sobre a importância do amor-próprio. Eu o admiro muito. Por outro lado, embora eu considere Léopold Sédar Senghor um grande poeta, era a meu ver um intelectual mediano e um político medíocre. Seus 15 primeiros anos de poder no Senegal foram autoritários, ele nunca conseguiu libertar seu imaginário dos estigmas da colonização francesa. Nasci logo depois da independência de Camarões e cresci sob o autoritarismo do partido único que homens como Senghor haviam teorizado. Por isso me sinto distante dele.

No livro “Um banto em Washington”, que será publicado no Brasil em breve, você narra os episódios que levaram à sua prisão em 1991. Esse tipo de coerção política ainda existe no governo de Paul Biya?

MONGA: Infelizmente, sim. Ainda que as técnicas de autoritarismo estejam um pouco mais sofisticadas, sobretudo contra personalidades de maior destaque, os reflexos são os mesmos. Jornalistas pouco conhecidos, mas que incomodam muito, são intimidados — alguns desaparecem misteriosamente, outros são presos e torturados até a morte nas prisões. O mesmo regime continua no poder. Em agosto, fui a Camarões para a cerimônia fúnebre de Pius Njawe, o jornalista com quem fui julgado em 1991. Ele faleceu num acidente automobilístico durante uma conferência em Washington e sua família me convidou a ler um texto em sua homenagem. Havia cerca de 20 mil pessoas no funeral. No momento em que me levantei para ler, vi correr em minha direção um indivíduo agitado, acompanhado de um soldado. Era o governador local que, agindo em nome de seu presidente, vinha arrancar o microfone de mim. A multidão ficou furiosa e queria linchá-lo. Mas não deixamos que uma cerimônia de luto se transformasse num caos sangrento. Foi lamentável.

Como você vê o regime de Paul Biya hoje?

MONGA: Dizer que o regime é formado por pessoas sem visão nem estratégia seria banal. O mais grave é que a miséria material se transformou em miséria afetiva e psicológica, a tal ponto que cada funcionário regional, sobretudo se afundam pelo peso de um título oficial vazio, se julgam constantemente obrigados a se humilhar para merecer a consideração do “Grande Mestre”. Suas atitudes se explicam se pensamos em nossa história política violenta e no caráter da sociedade que construímos. A desconfiança e a suspeita dominam as relações sociais. Todos têm medo da própria sombra e das palavras do outro, consideradas a priori perigosas. Escutar o outro, abrir-se ao outro, é considerado desonroso. Nesse marasmo psicológico geral, os homens no poder são, paradoxalmente, os mais vulneráveis. Eles são os que mais têm a perder e por isso preferem encobrir sua fraqueza com uma agressividade primitiva.

Existem forças de oposição ativas no país?

MONGA: Existe por todo lado no país um imenso estoque de vontade, energia e criatividade. Mas as instituições públicas e privadas não chegam a canalizar essas forças para o bem estar coletivo. Os camaroneses também têm dificuldade de trabalhar coletivamente. Resultado: nossa capacidade de ação é limitada, apesar da profusão de talentos. A verdadeira transformação que devemos buscar é em nós mesmos, em nossa forma de agir e no grau de exigência que estamos dispostos a adotar em nosso cotidiano. Os líderes de oposição precisam sair de seus egos para realizar um trabalho político verdadeiro que permita eleições justas e livres. Só a ação política de base, fundada em ideias novas e críveis e em soluções concretas para os problemas econômicos e sociais do país, pode produzir alternância de poder. Também seria ótimo se a comunidade internacional parasse de menosprezar as demandas de liberdade que vêm de todo canto na África. Quando os cidadãos saem às ruas da Ucrânia, da Geórgia ou do Irã exigindo liberdade, os dirigentes ocidentais escutam. Mas se a mesma coisa acontece em Camarões, Quênia ou Senegal, ninguém em Washington ou Bruxelas presta atenção.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2010/11/20/celestin-monga-um-niilista-na-africa-341913.asp

11/30/2010 at 1:48 pm Deixe um comentário

Israel vai construir campo de detenção para refugiados africanos

O governo de Israel aprovou neste domingo a construção de um campo de detenção que deverá comportar cerca de 10 mil refugiados africanos, a ser erguido no sul do país.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, defendeu a construção do campo, afirmando que “há uma onda crescente de infiltradores ilegais que ameaça os empregos dos israelenses”.

De acordo com o premiê, o governo tem a obrigação de impedir a entrada dos africanos “para preservar o caráter do Estado”.

Segundo dados oficiais, cerca de 1,2 mil africanos entram em Israel todo mês. Já se encontram no país 35 mil pessoas originárias da África, principalmente do Sudão e da Eritreia. Boa parte delas atravessou o deserto egípcio do Sinai, cruzando a fronteira a pé.

O gabinete de Netanyahu emitiu um comunicado afirmando que o “centro de moradia servirá para abrigar infiltradores que entram ilegalmente em Israel e não podem ser deportados – nesta etapa – para seus países de origem”.

“O centro fornecerá moradia, comida, bebida e assistência medica para os infiltradores”, diz o comunicado oficial

Críticas a “gueto”
ONGs israelenses de direitos humanos criticam a decisão do governo e advertem que o campo se transformará em um “gueto”.

O medico Ido Luria, da ONG Médicos pelos Direitos Humanos, disse ao site de noticias Ynet que “a construção do campo de detenção para os refugiados é uma decisão ruim”.

“A prisão é um trauma que pode ser ainda mais difícil para pessoas que já passaram por traumas anteriores. A maioria daqueles que chegam em Israel foram perseguidos em seus paises de origem, e grande parte deles já passou por traumas como torturas e estupro”, afirmou.

“O Estado de Israel foi criado por refugiados e imigrantes e não pode se comportar de forma moralmente cega com outras pessoas, independentemente da cor da sua pele”, declarou o médico.

Luria também citou a resolução da ONU para a questão dos refugiados, assinada por Israel, que determina que os países têm a obrigação de preservar a saúde e os direitos dos refugiados, inclusive o direito de ir e vir, de adquirir documentação e de trabalhar.

“Maioria judaica”
Já o ministro do Interior, Eli Ishai, do partido ultraortodoxo Shas, criticou as ONGs que defendem os refugiados e afirmou que “eles querem aparecer bonitinhos, mas dentro de dez anos uma comissão de inquerito irá investigar como perdemos a maioria judaica em Israel”.

O ministro da Segurança Publica, Itzhak Aharonovitz, se opôs à decisão e disse que o sistema penitenciário não poderá arcar com a responsabilidade pelo campo de detenção.

“O sistema penitenciário não tem experiência ou conhecimento para lidar com a detenção de uma população civil e, portanto, não tem os instrumentos para cumprir essa missão”, afirmou Aharonovitz.

A ONG Centro de Apoio para os Trabalhadores Estrangeiros informou que desde a decisão do governo tem recebido um numero crescente de chamadas de africanos que moram em Tel Aviv, preocupados com a possibilidade de serem levados para o campo de detenção.

Na semana passada, o governo israelense decidiu construir uma barreira na fronteira com o Egito para impedir a entrada de refugiados e imigrantes ilegais da África.

Fonte: O Globo

12/01/2010 at 2:22 am Deixe um comentário

Quilombolos revelam emoções da primeira visita à África

Um grupo de quilombolas – descendentes dos escravos que fugiram dos seus donos no Brasil e fundaram refúgios, os quilombos – está pela primeira vez na África para conhecer a terra dos seus ancestrais.

A viagem, financiada pela ONG portuguesa Instituto Marques do Valle Flor e pela União Europeia, começou no último dia 17, na Guiné-Bissau, e termina a 2 de Dezembro, em Cabo Verde.

A excursão faz parte do projecto “O Percurso dos Quilombos: da África para o Brasil e o Regresso às Origens”. O grupo de viajantes é formado por 21 quilombolas brasileiros – todos do Maranhão – e cinco acompanhantes.

“O calor com o que nos acolheram deu a impressão de que já nos conhecíamos há milhares de anos, que realmente somos da mesma família”, disse a lavradora e quilombola Maria José Palhano, 50 anos, sobre o contacto com os africanos.

“Deu um sentimento de pertença, que realmente somos da mesma família e que fomos levados daqui”, afirma ela, que é coordenadora da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (Aconeruq), ONG brasileira parceira do projecto.

De acordo com dados do Conselho Ultramarino, o Maranhão recebeu 31.563 escravos entre os anos de 1774 e 1799, quase metade deles vindos da Guiné-Bissau.

Partilha cultural

A pesquisadora e coordenadora do projecto no Brasil, Verónica Gomes, diz que o objectivo da viagem é de “descoberta e de partilha cultural”, promovendo a protecção, valorização e difusão da cultura quilombola.

“A demanda surgiu dos quilombolas brasileiros, que queriam conhecer as suas raízes”, afirma. “A memória, a oralidade, a territorialidade são princípios na vida dos quilombolas, e isso estará registrado para sempre.”

Palhano identificou nos rostos, no gosto da comida, na hospitalidade e na “alegria de viver, mesmo em horas difíceis” as similaridades entre africanos e os brasileiros afro-descendentes.

A visita, segundo ela, veio reforçar esses laços e essa identidade, assim como mostrar outras influências que ainda não havia notado, como no modo de trabalho.

“Nós trabalhamos em mutirão e percebemos que isso vem daqui, pois nas roças por onde passamos, a forma de trabalho é a mesma, as pessoas se ajudam umas às outras”, afirma.

A visita à Guiné-Bissau começou por Cacheu, no noroeste do país. A cidade preserva o forte e o porto de onde saíram escravos com destino ao Maranhão, via Cabo Verde.

Os quilombolas visitaram também diversas tabancas, como são chamadas as comunidades rurais na língua crioula de Guiné-Bissau.

Também foram realizadas apresentações culturais, tanto de etnias guineenses quanto dos quilombolas, ao longo da semana em que os brasileiros estiveram no país.

Música e culinária

Para Álvaro Santos, 50 anos, que dirigiu o espectáculo, o tambor de crioula – dança de origem africana celebrada no Brasil em louvor a São Benedito, padroeiro dos negros no Maranhão – é o traço mais marcante da cultura entre os dois povos.

“Até hoje, seja numa comunidade quilombola como numa tabanca guineense, o som do tambor é usado para reunir as pessoas, para celebrar”, afirma.

Apesar de não ser quilombola, Santos diz ter reafirmado nessa viagem a sua identidade de afro-brasileiro. “O jeito, o modo, a cultura, e as manifestações culturais de modo geral estão em todos nós”, diz. “Não precisei nascer no quilombo, mas precisei me aproximar deles para me sentir mais negro”.

Outra identificação entre Cacheu e Maranhão surgiu pela culinária. O cuxá, prato típico maranhense, tem a sua origem na Guiné-Bissau. No país africano, ele é conhecido como baguitche – excepto pela etnia mandinga, que usa o mesmo nome que no Brasil.

“Essa é mais uma prova de que os mandingas estiveram por lá”, diz o diretor-executivo da ONG guineense Ação para o Desenvolvimento (AD), Carlos Schwarz da Silva.

Emoção no porto

Para a “veterana” do grupo de quilombolas, Nielza Nascimento dos Santos, 69 anos, o momento mais emocionante foi chegar ao porto de Cacheu.

“Sempre ouvi falar dos meus antepassados, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de chegar até aqui. Agora vamos poder levar a história para a nossa comunidade, para o nosso quilombo”, diz. “Chorei bastante quando começaram a contar-me como os escravos eram transportados para o Brasil.”

Depois da visita dos quilombolas, o governo da Guiné-Bissau anunciou que, a partir do próximo ano, irá realizar, coincidentemente com a Semana da Consciência Negra no Brasil, um festival cultural em Cacheu, onde será criado também um memorial da escravatura.

Vários quilombolas relataram o desejo de receber os guineenses no Brasil e de manter contacto. “Queremos também ajudá-los, já que a situação aqui é mais difícil do que no Brasil”, afirma Palhano. “Lá, lutamos muito e temos água canalizada, energia, escola. Aqui, ainda falta muita coisa.”

 Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/11/101129_quilombolasg.shtml

12/02/2010 at 12:55 am Deixe um comentário

2010 Congresso International Unesco/Tubman Institute, Canadá

2010 Congresso International Unesco/Tubman Institute, Canadá: “Ensinando a História da África e a História da Diáspora Africana”

Profº Dr. Bas’Ilele Malomalo do Curso de História da Unicastelo e membro do IDDAB participou do Congresso Internacional: “Ensinando a História da África e a História da Diáspora Africana: Definir Novas Abordagens para o Ensino do Tráfico da Escravidão Transatlântica e da Escravidão”, organizado pela Unesco e pelo Tubman Institute/York University, Toronto, Canadá (05 à 07 de novembro 2010).

Profº. Dr. Bas’Ilele Malomalo, IDDAB/UNICASTELO (esq.) e Profº. Dr. Ali Moussa Lye, Diretor do Setor Dialogo Intercultural, UNESCO (dir.)

O Congresso faz parte do “Ano Internacional de UNESCO da Aproximação de Culturas” e do projeto “Rota do Escravo” da mesma instituição onusiana. O seu objetivo foi discutir sobre formas de se ensinar os delicados e dolorosos temas do comércio transatlântico de escravos e  da escravidão, apoiando-se na perspectiva da História Africana. O painel em destaque foi aquele que debateu sobre as “conseqüências psicológicas do comércio escravo e da escravidão” na vida dos Afro-descendentes. Os especialistas vindos da América do Norte, América Central, América do Sul, de Caribes e da Europa trocaram suas experiências, e mostraram diversos programas em andamento ou em via de implementação em suas regiões ou países de origem. Coube ao Profº. Dr. Bas’Ilele Malomalo, durante as intervenções, destacar o protagonismo da Unicastelo, entre as universidades brasileiras, na implementação da Lei 10.639/03 e 11.645-08. O curso de história da Unicastelo oferece três disciplinas para seus alunos: História da África (Pré-colonial e Colonial), História da África Contemporânea e História e Cultura Afro-Brasileira. Os cursos de Artes Visuais, Letras, Filosofia e Pedagogia oferecem somente a última disciplina.

Fonte: IDDAB/2010

12/02/2010 at 9:17 pm Deixe um comentário

Oposição vence eleições na Costa do Marfim

A Comissão Eleitoral da Costa do Marfim anunciou que o candidato da oposição Alassane Ouattara venceu as eleições presidenciais, mas o Tribunal Constitucional criticou o anúncio.

O correspondente da BBC em Abidjan, John James, diz que haverá uma guerra armada entre as duas facções, com o anúncio dos resultados ainda pouco claros.

Apoiantes do Presidente Laurent Gbagbo tentaram bloquear os resultados, alegando ter existido fraude no norte do país. Zona controlada por antigos rebeldes.

A zona norte é também a região onde Ouattara é mais popular.

Esta eleição deveria unir o país – o maior exportador de cacau do Mundo.

Mas o anúncio do resultado eleitoral tem sido adiado, contribuindo para o aumento da tensão.

Pelo menos quatro pessoas foram mortas esta quarta-feira à noite, num ataque a uma sede de campanha de Ouattara. Incidente que a Amnistia Internacional se apressou a condenar.

O Tribunal Constitucional disse que o incumprimento do prazo (que iria até final de quarta-feira) para o anúncio por parte da Comissão Eleitoral significa que desrespeitou a declaração assinada.

Mas, na mesma altura, o chefe da Comissão Eleitoral, Youssouf Bakayoko, disse que Ouattara havia conquistado 54% dos votos.

Bakayoko divulgou os resultados protegido por uma grande aparato de segurança, num hotel, e não na sede da Comissão.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/12/101202_ivoryresultsvc.shtml

12/03/2010 at 2:11 am Deixe um comentário

Reitor da Unilab recebe homenagem do Presidente Lula

Durante a última plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está acontecendo, hoje, dia 2 de dezembro, no Palácio do Planalto com a presença do Presidente, os conselheiros foram homenageados, entre eles o Reitor Paulo Speller da Universidade da Integração Internacional que se emocionou durante a homenagem. “Estou muito feliz, porque estas reuniões tornam possível um contato direto com o Presidente da República e o reconhecimento pela nossa participação é um incentivo muito importante”, agradece. Eles receberam uma medalha entregue pelo coordenador da reunião e Ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e secretário-executivo do CDES, Alexandre Padilha, que está celebrando com êxito a consolidação do conselho e o seu legado para a democracia brasileira. Assista ao vivo a reunião
Presidente Lula discursa durante
a 36ª Reunião CDES
Foto: Domingos Tadeu/PR

O presidente também foi homenageado por todos os mais de 150 líderes da sociedade civil que já participaram do conselho.

O CDES, criado pela lei 10.683/2003 como um órgão consultivo da Presidência, é composto atualmente de 90 conselheiros e 17 ministros, com mandato de dois anos (renovável). É formado por empresários, sindicalistas, intelectuais e líderes de movimentos sociais.
O presidente do Conselho é o Presidente Lula, que será substituído em 2011 pela presidente eleita, Dilma Roussef. No novo governo, os conselheiros vão prosseguir a discussão em torno dos nove desafios que consideram prioritários para que o Brasil continue seu caminho na direção do crescimento econômico com inclusão social e ambientalmente sustentável.
Essas diretrizes compõem a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento (ANC), entregue ao Presidente da República, em 17 de junho deste ano: 1) Os novos horizontes da educação; 2) Desafios do Estado democrático e indutor do desenvolvimento; 3) A transição para a economia do conhecimento; 4) Trabalho decente e inclusão produtiva; 5) Padrão de produção para o novo ciclo de desenvolvimento; 6) O potencial da agricultura; 7) O papel da infra-estrutura: transportes, energia, comunicação, água e saneamento; 8) A sustentabilidade; 9) Consolidação e ampliação das políticas sociais.
Ainda no evento, serão distribuídos aos conselheiros dois relatórios do Observatório da Equidade, uma rede ampliada de observadores do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e entidades parceiras. Trata-se do “4º Relatório sobre as Desigualdades na Escolarização no Brasil” e do “2º Relatório sobre Indicadores de Equidade no Sistema Tributário Nacional”. Implantado em 2006, o Observatório tem a participação de representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Fonte: http://blog-unilab.blogspot.com/2010/12/reitor-da-unilab-recebe-homenagem-do.html

12/03/2010 at 5:23 pm Deixe um comentário

África pode ser autossuficiente em alimentos em uma geração, diz estudo

Nairóbi, 2 dez (EFE).- A África pode ser autossuficiente na produção de alimentos dentro de uma geração, segundo um estudo do pesquisador Calestous Juma, da Universidade de Harvard, apresentado nesta quinta-feira na Cúpula de Chefes de Estado da Comunidade da África Oriental sobre Mudança Climática e Segurança Alimentar.

Juma, reconhecido internacionalmente por sua aplicação da tecnologia ao desenvolvimento sustentável, assegura em seu estudo “A Nova Colheita: Inovação Agrícola na África” que esta meta exige a expansão da agricultura, objetivo prioritário de todas as decisões políticas.

Segundo o diretor da pesquisa, uma região como o sul do Sudão, que tem uma extensão similar à da Península Ibérica, poderia abastecer de alimentos todo o continente africano se seu sistema agrário estivesse corretamente desenvolvido e seu terreno bem aproveitado.

Juma acredita que a África deva pôr fim às exportações de matérias-primas e à importação de alimentos, já que o aproveitamento dos abundantes terrenos cultiváveis que o continente possui “poderia se traduzir em maior produção, lucros e segurança alimentar”.

Para conseguir estes objetivos, Juma considera fundamental o uso da tecnologia no campo, o investimento em obras de infraestrutura, educação e inclusão das mulheres neste aspecto, criação de empresas relacionadas à agricultura e cooperação entre sociedade civil e indústria nesta matéria.

“A Nova Colheita” destaca que somente 4% das terras cultivadas da África contam com sistemas de irrigação e que o elevado custo e a escassez de adubos e sementes de boa qualidade fazem com que os agricultores tirem menos proveito de seus terrenos do que, potencialmente, se pode conseguir.

Isso favorece o desmatamento paulatino das áreas florestais do continente, já que os camponeses cortam as árvores para criar novos terrenos férteis que substituam seus campos, esgotados prematuramente pela ausência de adubos efetivos.

Além disso, segundo o estudo dirigido por Juma, os sistemas de irrigação são insuficientes e as escassas e precárias rodovias dificultam a chegada de materiais às plantações e o transporte das colheitas aos mercados.

No entanto, o pesquisador acredita que há áreas de cultivo na África que já estão sendo bem aproveitadas, como Malauí, onde são executadas estratégias citadas em seu documento e onde se usa tecnologia para fins agrícolas.

O presidente do Malauí, Bingu wa Mutharika, considera que, se forem usados todos os recursos disponíveis, em cinco anos seria possível “realizar o sonho que nenhuma criança morra de fome na África”.

Ao falar sobre a relação entre África e América do Sul, a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla Miranda, estimou que as descobertas apontadas por Juma “poderiam aplanar o terreno para uma melhor colaboração” entre as duas regiões.

O professor Juma acredita que, para conseguir estes objetivos, é necessário haver “vontade política”, motivo pelo qual seu estudo foi distribuído aos líderes da Comunidade da África Oriental presentes na cúpula realizada nesta quinta-feira em Arusha, no norte da Tanzânia.

Entre os presentes, estavam os presidentes da Tanzânia, Jakaya Kikwete, que lidera o encontro; do Quênia, Mwai Kibaki; de Ruanda, Paul Kagame; de Uganda, Yoweri Museveni; e do Burundi, Pierre Nkurunziza.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=26604100

12/03/2010 at 10:24 pm Deixe um comentário

Ex-presidente sul-africano chega à Costa do Marfim para mediar crise

O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki chegou neste domingo à Costa do Marfim como representante da União Africana, para tentar mediar um fim à crise política no país após as eleições presidenciais da semana passada.

O presidente Laurent Gbagbo e o candidato opositor Alassane Ouattara se declararam vencedores da eleição e tomaram posse no sábado em cerimônias separadas.

A confusão foi criada após a Corte Constitucional do país ter alterado na quinta-feira o resultado anunciado pela Comissão Eleitoral Independente, que havia dado a vitória a Ouattara, com 54% dos votos.

Ouattara tem o apoio da comunidade internacional, que pede a Gbagbo que aceite a derrota. ONU, Estados Unidos, França e o bloco de nações do oeste africano Ecowas estão entre os que manifestaram apoio aos resultados anunciados pela Comissão Eleitoral Independente.

No entanto, em seu discurso na cerimônia, Gbagbo, que tem o apoio do Exército e controla os meios de comunicação do país, acusou a comunidade internacional de estar interferindo nos assuntos do país e alegou estar defendendo a soberania nacional.

‘Consequências incalculáveis’

A União Africana advertiu que a crise pode ter &amp;apos;consequências incalculáveis&amp;apos; para o país, que tenta se recuperar da destruição provocada pela guerra civil entre 2002 e 2007.

Gbagbo governa o país desde 2000. Apesar de seu mandato ter vencido em 2005, as eleições presidenciais foram adiadas sob o argumento de que não havia segurança para sua realização.

Em um comunicado, a União Africana rejeitou &amp;apos;qualquer tentativa de criar um fato consumado ao ignorar o processo eleitoral e a vontade do povo&amp;apos;.

O grupo pede que todos os envolvidos &amp;apos;mostrem a contenção necessária e evitem tomar ações que possam exacerbar a já frágil situação&amp;apos;.

Mbeki, que quando era presidente da África do Sul ajudou a mediar um acordo de paz para encerrar a guerra civil na Costa do Marfim, desembarcou no aeroporto da capital, Abidjan, na manhã deste domingo.

Mas sua presença gera desconfiança na oposição marfinense, que o vê demasiadamente próximo a Gbagbo.

O correspondente da BBC em Abdijan John James diz que é difícil ver qualquer espaço para a mediação de Mbeki, já que ambos os candidatos se mostram inflexíveis em suas reivindicações de que venceram a eleição.

O temor no país é de que se não houver um acordo entre os dois, os grupos rebeldes do norte do país que apoiam Ouattara reiniciem a guerra civil em protesto.

Fraude

Ao participar da cerimônia de posse no início da tarde deste sábado, Gbagbo voltou a repetir as acusações de fraude que levaram o Conselho Constitucional a rejeitar milhares de votos do norte do país e declará-lo vencedor do pleito.

&amp;apos;Vocês pensam que podem trapacear, encher as urnas e intimidar os eleitores e que o outro lado não vai ver o que está acontecendo&amp;apos;, disse Gbagbo.

Ele também disse ter notado &amp;apos;casos graves de interferência&amp;apos; nos últimos dias, em referência às manifestações de apoio internacional a Ouattara.

&amp;apos;Nós não pedimos a ninguém para vir administrar nosso país. Nossa soberania é algo que eu vou defender&amp;apos;, afirmou.

Poucas horas depois, Ouattara, um ex-primeiro-ministro proveniente da região predominantemente muçulmana ao norte do país, tomou posse em uma cerimônia num hotel de Abidjan protegido por soldados das forças de paz da ONU.

Ele afirmou que a eleição foi &amp;apos;histórica&amp;apos; e que estava orgulhoso, mas que os últimos dias tinham sido &amp;apos;difíceis&amp;apos;.

&amp;apos;Mas isso é só um episódio breve. Quero dizer a vocês que a Costa do Marfim está agora em boas mãos&amp;apos;, disse.

Ouattara imediatamente renomeou o primeiro-ministro Guillaume Soro ao cargo. Soro havia pedido a renúncia de Gbagbo horas antes.

O primeiro-ministro, que é chefe de um grupo rebelde do norte do país, advertiu que a alteração dos resultados eleitorais ameaça as tentativas de estabilizar e reunificar o país após a guerra civil de 2002.

A crise política gerou protestos nas ruas de Abidjan e de outras cidades. Ao menos quatro pessoas morreram nos confrontos em Adidjan nesta semana.

A Costa do Marfim também ordenou o fechamento de suas fronteiras e suspendeu a transmissão de notícias de meios internacionais ao país, além de estabelecer um toque de recolher noturno.

Fonte: O Globo

12/05/2010 at 9:12 pm Deixe um comentário

”Eu só existo porque nós existimos”: a ética Ubuntu. Entrevista especial com Bas’Ilele Malomalo

“Sou porque nós somos”: em uma frase, esse seria o resumo da ética Ubuntu. Porém, é na construção histórica e cultural dessa ética, que nasce na África que se encontra a sua riqueza. Para o filósofo, teólogo e sociólogo congolês Bas’Ilele Malomalo, toda existência é sagrada para os africanos, ou seja, há um pouco do divino em tudo o que existe. Por isso, “o Ubuntu retrata a cosmovisão do mundo negro-africano”.

É por isso que o suposto antropocentrismo que poderia estar por trás do Ubuntu é “relativista”, segundo Malomalo, nesta entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. “O ser humano africano sabe que nem tudo depende da sua vontade”, afirma. “Esta depende também da vontade dos ancestrais, dos orixás”, em suma, do sagrado.

Por outro lado, Ubuntu e felicidade são conceitos que andam juntos: “Na África, a felicidade é concebida como aquilo que faz bem a toda coletividade ou ao outro”. E quem é o meu “outro”? “São meus orixás, ancestrais, minha família, minha aldeia, os elementos não humanos e não divinos, como a nossa roça, nossos rios, nossas florestas, nossas rochas”. Dessa forma, resume Malomalo, para a filosofia africana, “o ser humano tem uma grande responsabilidade para a manutenção do equilíbrio cósmico”.

Bas’Ilele Malomalo é natural do Congo, África, e possui graduação em Filosofia pelo Grand Seminaire Fraçois Xavier – Filosoficum e em teologia pelo Instituto São Paulo de Estudos Superiores (Itesp). É mestre em ciências da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e é doutorando em sociologia pela Universidade Estadual Paulista – Araraquara. Atualmente é pesquisador do Centro dos Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Cladin-Unesp).

A entrevista que segue faz parte de uma iniciativa do IHU, por meio de seu Escritório da Fundação Ética Mundial no Brasil, que busca ampliar o debate sobre Ética Mundial, incluindo também outras perspectivas, especialmente dos povos originários latino-americanos – como o conceito ético do Sumak Kawsay – e africanos – o Ubuntu.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que é e quais as origens do Ubuntu?

Bas’Ilele Malomalo – Etimologicamente, Ubuntu vem de duas línguas do povo banto, zulu e xhona, que habitam o território da República da África do Sul, o país do Mandela. Do ponto de vista filosófico e antropológico, o Ubuntu retrata a cosmovisão do mundo negro-africano. É o elemento central da filosofia africana, que concebe o mundo como uma teia de relações entre o divino (Oludumaré/Nzambi/Deus, Ancestrais/Orixás), a comunidade (mundo dos seres humanos) e a natureza (composta de seres animados e inanimados). Esse pensamento é vivenciado por todos povos da África negra tradicional e é traduzido em todas as suas línguas.

A origem do Ubuntu está na nossa constituição antropológica. Pelo fato de a África ser o berço da humanidade e das civilizações, bem cedo nossos ancestrais humanos desenvolveram a consciência ecológica, entendida como pertencimento aos três mundos apontados: dos deuses e antepassados, dos humanos e da natureza.

Com as migrações intercontinentais e a emergência de outras civilizações em outros espaços geográficos, essa mesma noção vai se expressar em outros povos que pertencem às sociedades ditas pré-capitalistas ou pré-modernas. É dessa forma que se pode afirmar que essa forma de conceber o mundo na sua complexidade é um patrimônio de todos os povos tradicionais ou pré-modernos. Cada um expressa isso através de suas línguas, mitos, religiões, filosofias e manifestações artísticas.

Como elemento da tradição africana, o Ubuntu é reinterpretado ao longo da história política e cultural pelos africanos e suas diásporas. Nos anos que vão de 1910-1960, ele aparece em termos do panafricanismo e da negritude. São esses dois movimentos filosóficos que ajudaram a África a lutar contra o colonialismo e a obter suas independências. Após as independências, estará presente na práxis filosófica do Ujama de Julius Nyerere, na Tanzânia; na filosofia da bisoité ou bisoidade (palavra que vem da língua lingala, e traduzida significa “nós”) de Tshamalenga Ntumba; nas práticas políticas que apontam para as reconciliações nacionais nos anos de 1990 na África do Sul e outros países africanos em processo da democratização.

A tradução da ideia filosófica que veicula depende de um contexto cultural a outro, e do contexto da filosofia política de cada agente. Na República Democrática do Congo, aprendi que Ubuntu pode ser traduzido nestes termos: “Eu só existo porque nós existimos”. E é a partir dessa tradução que busco estabelecer minhas reflexões filosóficas sobre a existência. Muitos outros intelectuais africanos vêm se servindo da mesma noção para falar da “liderança coletiva” na gestão da política e da vida social.

IHU On-Line – Como um princípio ético nascido na África, que manifestações do Ubuntu podemos encontrar na cultura brasileira ou afro-brasileira, tão marcada por raízes africanas?

Bas’Ilele Malomalo – É preciso voltar à história para capturar as manifestações do Ubuntu em suas diásporas transatlânticas. No Brasil, a noção do Ubuntu chega com os escravizados africanos a partir do século XVI. Estes trouxeram a sua cultura nos seus corpos, e ela foi reinventada a partir do novo contexto da escravidão. Por isso, falar de Ubuntu no Brasil é falar de solidariedade e resistência. Como outros registros histórico-antropológicos que expressam o “ubuntu afro-brasileiro”, podemos citar os quilombos, as religiões afro-brasileiras, irmandades negras, movimentos negros, congadas, moçambique, imprensas negras.

IHU On-Line – Como podemos compreender a religião ou o sagrado por meio do Ubuntu? De que forma ele tenciona a noção religioso-transcendental?

Bas’Ilele Malomalo – Para os africanos e seus descendentes, toda existência é sagrada, quer dizer, há um pouco do divino em tudo o que existe. A religião, como instituição social e sistema simbólico, apresenta-se como o espaço privilegiado de alimentação da “consciência ubuntuística”. Através de seus ritos, seus sacerdotes e adeptos a reatualizam. Os mitos, as celebrações, os cantos e encantamentos desempenham essa função de nos religar com nossos deuses, antepassados, com a comunidade, conosco mesmos, com o cosmos e a natureza. Além dos ritos sagrados, os profanos também desempenham a mesma função mística. Na África, os ritos de iniciação, de entronização dos reis ou rainhas estão sempre conectados com a ancestralidade.

IHU On-Line – Dentro da ética Ubuntu, qual é o papel do ser humano e da comunidade?

Bas’Ilele Malomalo – A concepção africana do mundo é antropocêntrica. Não no sentido absolutista da filosofia iluminista ocidental, que pensa que o ser humano é o centro do mundo e que ele pode tudo e pode fazer tudo o que quiser. O antropocentrismo africano é “relativista”. Quer dizer o ser humano africano sabe que nem tudo depende da sua vontade. Esta depende também da vontade dos ancestrais, dos orixás. Se estes revelarem, através de um sonho, de um Ifá, de um sacerdote, do seu pai ou da sua mãe, um acontecimento, será preciso prestar atenção.

Por outro lado, o antropocentrismo africano entende que uma boa prática religiosa só existe naquela que traz a felicidade para o ser humano. Como este não pode ser concebido fora das relações sociais, na África, a felicidade é concebida como aquilo que faz bem a toda coletividade ou ao outro. Os outros são meus orixás, ancestrais, minha família, minha aldeia, os elementos não humanos e não divinos, como a nossa roça, nossos rios, nossas florestas, nossas rochas. Dessa forma, para a filosofia africana, o ser humano tem uma grande responsabilidade para a manutenção do equilíbrio cósmico.

IHU On-Line – Em uma época de crise ecológica e ambiental, como o Ubuntu pode nos ajudar a desenvolver uma nova relação com os demais seres não humanos?

Bas’Ilele Malomalo – Do ponto de vista filosófico, a crise planetária atual encontra suas raízes na expansão ocidental desde a Idade Média até o surgimento da modernidade. A hegemonia da “razão indolente” (Boaventura de Sousa Santos) nas suas manifestações através do colonialismo, positivismo, racismo científico, capitalismo selvagem, tem sido o instrumento de aprofundamento dos males da nossa civilização. Esse pensamento absolutizou tanto o homem que este voltou-se contra suas divindades, contra a natureza e contra seus semelhantes. O seu “antropocentrismo absolutista” criou as condições de destruição da sua própria espécie e das espécies não humanas.

Qual é a saída que os pensamentos alternativos têm sugerido? Boaventura de Sousa Santos alega que é preciso acionar a “razão cosmopolita”; Edgar Morin sugere o uso de uma epistemologia da complexidade; Leonardo Boff tem sugerido a espiritualidade ecológica. É na busca da união umbilical, afirma Boff, que se encontraria a salvação da humanidade, a superação da crise ecológica atual.

Na filosofia africana, Tshamalenga Ntumba tem interpretado o Ubuntu em termos de “Bisoidade”. Tal prática se caracterizaria pela abertura ao diferente, encará-lo como parte de nós. Nessa direção, o mundo da fé, das divindades, dos orixás, dos ancestrais deve dialogar com o mundo dos seres humanos e não humanos (natureza/cosmos). Esse conceito vislumbra o encontro ético e político do “Nós”. Trata-se do “nós ecológico”. Para esse filósofo congolês, a existência significa uma interação entre as três dimensões da cosmovisão africana. As crises políticas, econômicas, culturais e sociais que têm afetado o continente africano, para ele, ocorrem porque o ser humano se esqueceu de cuidar do “biso” ou do “nós ecológico”.

Dessa forma, antes dos humanos cuidarem dos não humanos, precisam cuidar da sua casa. Quer dizer, rever suas práticas filosóficas e científicas dentro dos parâmetros éticos. Uma vez feito isso, poderiam ter condições de cuidar do meio em que vivem. Insisto nisso, porque há um certo pensamento ambientalista ligado à razão indolente. Muitos falam do meio ambiente para lucrar. Essa opção leva esses ativistas e cientistas a ocultar as misérias humanas. O Ubuntu é uma crítica à visão simplista e interesseira. Pensar o desenvolvimento ambiental nessa perspectiva é perceber, como Boff, que deve se levar as coisas no contexto da dialética da complexidade, na qual o teológico, o antropológico e o cosmológico-ambiental dialogam sabiamente. Somos nós, os humanos, que devemos procurar o estabelecimento desse equilíbrio planetário. As responsabilidades têm que ser apuradas, e evitar o discurso da hipocrisia burguesa.

IHU On-Line – Como interpretar nossa memória, nosso passado, nossa ancestralidade a partir do Ubuntu?

Bas’Ilele Malomalo – Na filosofia negro-africana, a ancestralidade é eixo do entendimento da nossa existência. É tudo aquilo que nos proporciona a vivência do nosso presente (sasa, em swahili) e nosso futuro (lobi, em lingala), tendo aqueles que pertencem ao passado (zamani, em swahili), os que nos antecederam, divindades, orixás e antepassados como ponto de leitura das duas primeiras dimensões da existência.

A vontade das divindades, geralmente, concretizam-se pelas vontade dos orixás e ancestrais presentes na sabedoria popular, nos mitos. Os sacerdotes e pessoas mais velhas vivas têm o papel de interpretá-la através dos ritos e práticas do cotidiano.

Desse ponto de vista, os mitos e ritos africanos têm por função pedagógica lembrar aos vivos o seu parentesco com os seres do mundo invisível e visível (seres humanos e seres não humanos). Todos os mitos africanos se pautam nessa lógica. Como os mitos judaicos, os mitos africanos nos informam que os seres humanos têm um pouco de divino; cada um é filho de um orixá; e um pouco da natureza. Conta um mito da criação que Oludumaré (Deus supremo) deu ao orixá Obatalá a missão de criar o ser humano, e este o fez a partir do barro (elemento da natureza). Eis a nossa irmandade planetária. A cosmovisão africana do mundo tem uma importância no sentido de contribuir para o pensamento ecológico contemporâneo.

IHU On-Line – Em uma sociedade embasada em valores ocidentais e modernos como a nossa, que questionamentos políticos, econômicos e sociais o Ubuntu pode fomentar?

Bas’Ilele Malomalo – O Ubuntu pertence ao pensamento alternativo, que cogita o mundo a partir da complexidade. E é oportuno reafirmar que toda filosofia carrega valores e antivalores. Para a filosofia de Ubuntu, não se pode falar de economia e política sem levar em consideração os valores da comunidade cósmica. Os profissionais de todos os campos da teologia, das ciências sociais e da natureza, políticos, o homem e a mulher comuns, todos devem ser ouvidos. O Ubuntu luta contra os reducionismos impostos pela razão indolente no fazer política e economia. A democracia participativa em todos os campos é tida como um valor. A economia não se reduz ao crescimento. Este tem a ver também com o social e com o cultural. O valor de solidariedade é também importante.

IHU On-Line – Diante da violência e das desigualdades, que significado têm o perdão, a reconciliação e a compaixão para a ética Ubuntu?

Bas’Ilele Malomalo – É preciso dizer, primeiro, que as vítimas da violência e das desigualdades são aquelas que compõem a classe dos excluídos por motivos raciais, de gênero, de opção sexual ou religiosa. Os seres não humanos também pertencem a essa classe dos dominados pelo fato de interagir com as classes dominantes, agentes da razão indolente, de uma forma desigual. Com isso, estou querendo afirmar a historicidade da violência e das desigualdades.

Olhando para a história africana e da sua diáspora brasileira, quero citar alguns casos em que o Ubuntu se materializou ou foi tencionado para ser traduzido em termos de perdão, reconciliação e compaixão.

A África do Sul, após a libertação de Mandela e o fim do apartheid, colocou-se como o exemplo histórico da tradução do Ubuntu no projeto político multicultural. Esse país, através de suas lideranças políticas, religiosas e sociais, soube fazer uso dos princípios éticos dessa filosofia através do estabelecimento da Comissão da Verdade e Reconciliação. Tratava-se da recriação de um espaço de diálogo da comunidade de inspiração nos “palabres africanos”. Palabre é uma palavra francesa, que se refere aos espaços de mediação de conflitos da comunidade, que contam com a habilidade do uso da palavra por parte dos mais velhos ou sábios. Não se tratava de um espaço de condenação dos torturadores ou racistas, mas sim de um encontro do povo sul-africano consigo mesmo, com seus problemas do passado, com o seu presente e com o seu futuro a ser construído. Um encontro com a sua memória de dor, sofrimento e de esperança. Após esse processo, esse país se define hoje como uma Nova África do Sul, que se reconhece como um país multicultural, onde brancos e negros podem conviver juntos. Dessa forma, o zamani [passado] de sofrimento se transformou num sasa-lobi [presente-futuro] de esperança.

Em 2001, com a Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Correlata (31 de agosto a 8 de setembro de 2001), em Durban, na África do Sul, as vítimas do escravismo colonial europeu, africanos e seus descendentes, exigiram aos Estados europeus, americanos e africanos um pedido de perdão pelos atos cometidos. Os Estados africanos através do representante da União Africana o fizeram, mas da parte dos dirigentes dos outros Estados houve resistência. Pois muitos não queriam assumir a sua responsabilidade histórica. Afinal de contas, a conferência condenou a escravidão como crime contra a humanidade.

Esses dois exemplos devem inspirar todas as sociedades multiculturais que pretendem propiciar um destino melhor para todos os seus cidadãos. Os países africanos que ainda brigam por causa da hegemonia política ou da gestão dos recursos naturais; os países da América Latina, como o caso do Brasil, onde as sequelas do escravismo e do racismo dividem, proporcionando aos seus cidadãos o acesso aos direitos políticos, econômicos, sociais e culturais de forma diferenciada, devem se servir dos exemplos citados, para que o Ubuntu se torne uma profecia da esperança cumprida.

No caso dos países africanos em situação das ditaduras militares, da democracia de fachada ou da democracia fraca e do pós-conflito, cabe apelar ao Ubuntu como uma nova forma de se pensar e fazer política. Governar, nesse sentido, significa ouvir os opositores, presentes em outros partidos políticos, nas organizações da sociedade civil, nas aldeias para a elaboração de um projeto nacional coletivo. Perdoar significa também fazer justiça em relação às mulheres vítimas de estupros, de genocídios, de matanças por razões de egoísmo dos senhores de guerras africanas. Reconciliação, nesse contexto, significa esclarecimento perante a comunidade dos problemas que afetam as nações, e a partilha das responsabilidades. É uma volta à memória ancestral, aos valores africanos do passado, mas atualizados no presente, e o seu uso no exercício de fazer a política na modernidade. Nesse aspecto, a legitimidade dos dirigentes se fundamenta na prática da lealdade, na busca do bem-estar do povo, e não o contrário.

IHU On-Line – Em um contexto social como o brasileiro, como a ética Ubuntu pode contribuir na situação contemporânea?

Bas’Ilele Malomalo – Uma coisa que Ubuntu tem para nos ensinar, nesse momento histórico, de experimentação de políticas públicas de ações afirmativas e cotas é a consideração dos elementos de perdão, reconciliação e compaixão. Para mim, perdoar significa antes de tudo a identificação das causas de nossos males. Os males, que justificam a situação do subdesenvolvimento da população negra quando comparada com a branca, têm nomes: o nosso passado escravista e o racismo contemporâneo. Tem outros fatores, mas esses dois são suficientes. Para a teologia afro-brasileira, eles são identificados aos pecados.

As instituições e as pessoas reprodutoras dessas práticas têm que assumir suas responsabilidades perante Deus e a humanidade. Num país de maioria cristã como o Brasil, exercer a compaixão significa colocar-se no lugar do outro. As Igrejas cristãs como parte da sociedade civil brasileira devem exercer o seu papel profético ao lado das igrejas, comunidades, pastorais negras, em vez de ficar “em cima do muro”. A Igreja latino-americana dos anos de 1970 precisa voltar. O grito de “Maranata” aqui significa que as comunidades religiosas têm o dever ético de fazer ouvir a sua voz e interagir no debate atual sobre as políticas públicas para negros e indígenas.

Reconciliação na perspectiva do Ubuntu, no Brasil atual, é um encontro entre nós mesmos, com o nosso passado de dor, resistência e esperança. É um encontro entre nós mesmos como povo brasileiro. Um povo marcado pela miscigenação emancipatória e não um falso discurso de miscigenação colonialista. A diferença é que o primeiro discurso assume a pluralidade como valor, já o segundo o nega e o encara como uma ameaça.

(Por Moisés Sbardelotto)

Para ler mais:

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34586

 

12/07/2010 at 4:43 am Deixe um comentário

Skype lança versão ‘light’ para voluntários em campos de refugiados

GENEBRA – O Skype lançou uma versão básica de seu software de telefonia projetado para funcionar em conexões lentas, ainda comuns em muitas partes do mundo. O presidente-executivo da empresa, Tony Bates, disse que o redesenho foi feito após um pedido da agência de refugiados da ONU, que precisava de ajudar para se comunicar com familiares quando estivessem em lugares remotos.

Esse telefonemas sempre foram um prazer raro para voluntários em missões humanitárias que, além de suportar climas ásperos e a ameaça de violência, também lutam contra a solidão quando são enviados em situações de emergência a locais sem redes de celulares e muito menos telefones fixos.

- É um avanço tecnológico em termos do que podemos fazer com o Skype, pois ele pode ser usado em uma banda muito baixa – disse Bates à Associated Press.

A versão regular do Skype é proibida em alguns campos da agência de refugiados da ONU (UNHCR, na sigla em inglês) pois consome muita banda, roubando de aplicativos críticos o precioso espaço nas conexões via satélite ou por microondas.

A nova versão – na verdade baseada numa versão obsoleta do Skype – pode realizar chamadas de voz em conexões tão lentas quando as antigas dial-up usadas na década de 1990.

Bates disse que o programa está sendo enviado para mais de mil voluntários em lugares como o Afeganistão, Darfur e na Somália, onde a guerra e a pobreza extrema fazem com que as conexões de banda larga sejam raras.

No futuro, o software também pode ser disponibilizado aos refugiados ajudados pelo UNHCR, bem como a outras agências humanitárias, disse ele, embora não haja planos de liberá-lo publicamente.

Antoine Bertout, que trabalhou no projeto com quatro outros voluntários da empresa, disse que os engenheiros foram obrigados a “voltar ao básico” na sua forma de programação, fazendo com que muitas das novas funcionalidades dependam da velocidade de conexão e cortando outras, como compartilhamento de desktop.

- O Skype irá reconhecer se a largura de banda é forte o suficiente para fazer uma chamada de vídeo – disse ele, acrescentando que a versão dos voluntários também não usa o sistema peer-to-peer do Skype, que requer que os usuários compartilhem sua largura de banda com outros.

O técnico Sylvian Tiako foi um dos responsáveis pelos testes do programa. Falando sobre uma linha Skype frágil, mas audível de Skype em Goma, no leste do Congo, Tiako disse que tinha usado com sucesso o aplicativo para chamar amigos e família no oeste da África, Europa e América do Norte.

O Skype informou que também vai contribuir com os esforços da UNHCR na captação de recursos, mostrando banners para usuários nos EUA, Austrália e Japão.

A agência de refugiados adotou tecnologias como o Google Maps, You Tube e Twitter nos últimos anos para mostrar seu trabalho de ajuda a dezenas de milhões de pessoas que fogem de pobreza, guerra e perseguição.

Fonte: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/12/06/skype-lanca-versao-light-para-voluntarios-em-campos-de-refugiados-923197152.asp

12/08/2010 at 2:38 am Deixe um comentário

Jovens Africanos:Inscriçoes abertas na Unilab 2010

Edital Unilab 2010

Processo Seletivo Unilab 2011 – Venha fazer parte da inovação
Esta é a sua chance, atenção para as datas

Inscrições abertas a partir de 24 de novembro a 22 de dezembro para os cursos de graduação em:
Agronomia
Administração Pública
Ciências da Natureza e Matemática
Enfermagem
Engenharia de Energias

A Universidade da Integração Internacional abre suas portas para receber estudantes dos países de língua portuguesa construindo integração com o continente africano e com o Timor Leste. De acordo com Edital podem participar das inscrições estudantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Para saber mais acesse o Link: Edital Unilab 2010

A Unilab visa integrar os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de alavancar as relações entre os membros dessa comunidade, valorizando a língua portuguesa, e, também, segundo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentando as forças econômicas, políticas e sociais: “Nós queremos pelo menos cinco mil alunos africanos e 5 mil alunos brasileiros aprendendo aquilo que nós precisamos aprender para ajudar a desenvolver”.

Criada em 20 de julho de 2010, a Unilab trará efetivos benefícios para o país, ampliará a oferta de ensino superior e, ao mesmo tempo, gerará conhecimentos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento, à prosperidade e ao bem-estar dos brasileiros e das populações envolvidas dos países de língua portuguesa, além de contribuir de forma estratégica em defesa e fortalecimento do bloco da CPLP. O reitor da Unilab Paulo Speller acredita que esse é o caminho para o desenvolvimento sustentável: “fechamos várias parcerias na região africana, o que contribui para o fortalecimento da economia local, além de abrir portas para o Brasil”.

A região do Maciço do Baturité no Ceará está pronta para receber os estudantes que pretendem crescer e contribuir com o município, que agora se prepara para uma nova realidade, a era do conhecimento avançado.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas somente nas Missões Diplomáticas brasileiras em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Formulário de Inscrição para estrangeiros Unilab
Carta de Motivação Unilab
Declaração de Compromisso Unilab

Fonte:http://www.unilab.edu.br/Home/Edital.aspx

 

12/09/2010 at 3:18 pm Deixe um comentário

Coleção História Geral da África em português

Coleção História Geral da África em português

8 volumes da edição completa.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Resumo: Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Download gratuito (somente na versão em português):

Informações Adicionais:

08-12-2010
Fonte: http://www.unesco.org/pt/brasilia/dynamic-content-single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese/back/9669/cHash/d6c86ae49c/

12/10/2010 at 6:16 pm Deixe um comentário

Mazembe surpreende Pachuca e será adversário do Inter na semifinal

O Mazembe, do Congo, foi o responsável pela primeira zebra da edição de 2010 do Mundial de Clubes da Fifa. Nesta sexta-feira, os africanos surpreenderam o Pachuca, do México. Com a vitória por 1 a 0, os congoleses garantiram vaga na semifinal, fase em que enfrentarão o Internacional, na terça-feira.

O Mazembe derrotou o Pachuca por 1 a 0 e avançou à semifinal do Mundial de Clubes para enfrentar o Internacional  Foto: Reuters

O gol que deu a surpreendente vitória ao clube do Congo foi marcado aos 21 minutos, por Mbenza Bedi. O meio-campista recebeu ótimo passe de Mulota Kabangu pela direita, avançou e chutou cruzado, sem chances para o goleiro Miguel Calero.

Na segunda etapa, o Pachuca partiu para cima em busca do gol de empate, mas falhou nos momentos decisivos. Aos 48 minutos, os mexicanos tiveram grande oportunidade com Manso, em cobrança de falta. Mas o argentino – que já havia disputado o Mundial em 2008 – cobrou falta para fora.

A vitória coloca o Mazembe em lugar de destaque na história do futebol africano. O clube é o primeiro da parte sub-Saariana do continente a ir para a semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Antes, os dois africanos que avançaram tão longe foram o Etoile du Sahel, de Marrocos, que perdeu para o Boca Junior em 2007, e o Al Ahli, do Egito, derrotado pelo Inter na semifinal de 2006.

A vitória coloca o Mazembe em lugar de destaque na história do futebol africano. O clube é o primeiro da parte sub-Saariana do continente a ir para a semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Antes, os dois africanos que avançaram tão longe foram o Etoile du Sahel, de Marrocos, que perdeu para o Boca Junior em 2007, e o Al Ahli, do Egito, derrotado pelo Inter na semifinal de 2006. 

A vitória coloca o Mazembe em lugar de destaque na história do futebol africano. O clube é o primeiro da parte sub-Saariana do continente a ir para a semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Antes, os dois africanos que avançaram tão longe foram o Etoile du Sahel, de Marrocos, que perdeu para o Boca Junior em 2007, e o Al Ahli, do Egito, derrotado pelo Inter na semifinal de 2006.
 

Fonte: ESPN

12/11/2010 at 7:48 pm Deixe um comentário

(13/12/2010) Secretário-geral da ONU cobra empenho contra o racismo, no lançamento do Ano Internacional dos Afrodescendentes – 2011

(Brasília, 13/12/2010) – O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, fez um apelo para que a comunidade internacional  se empenhe em garantir aos afro-descententes direitos fundamentais como a saúde e a educação, no lançamento oficial do Ano Internacional dos Afrodescendentes – 2011.
“Vamos todos intensificar os nossos esforços para assegurar que os povos afrodescendentes possam gozar de todos os seus direitos”, afirmou Ban Ki-moon na sexta-feira, em Nova York. Homenagear os povos de origem africana foi uma iniciativa da Assembleia-Geral da ONU, em reconhecimento da necessidade de se combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais.
Os afrodescendentes estão entre as comunidades “mais afetadas pelo racismo” e “enfrentam demasiadas vezes restrição de acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade “, afirmou o secretário-geral da ONU.  “A comunidade internacional não pode aceitar que comunidades inteiras sejam marginalizadas por causa da sua cor de pele”, afirmou.
Ban lembrou ainda das metas de integração e promoção da equidade racial estabelecidas pelos países-membros da ONU na Conferência de Durban, em 2001.  O compromisso foi reiterado no ano passado, na Conferência de Revisão de Durban, realizada entre 20 e 24 de abril de 2009 em Genebra (Suíça).
Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. Segundo dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como “pretos” ou “pardos”. Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil na ONU congratulou a celebração do Ano Internacional dos Afrodescendentes, como “uma ocasião para chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”.

Mais arquivos dessa categoria: « (09/12/2010) “Twittaço” comemora o Dia dos Direitos Humanos (10/12/2010) “Descriminalização universal da homossexualidade é um imperativo dos direitos Humanos”, afirma secretário-geral da ONU »
Fonte: http://www.generoracaetnia.org.br/pt/noticias/item/397-13/12/2010-secret%C3%A1rio-geral-da-onu-pede-empenho-na-promo%C3%A7%C3%A3o-da-igualdade-racial-no-lan%C3%A7amento-do-ano-internacional-dos-afrodescendentes-2011.html

12/13/2010 at 5:16 pm Deixe um comentário

A África está conosco, diz goleiro do Mazembe

A vitória do Mazembe diante do Internacional, por 2 a 0, na última quarta-feira, surpreendeu o mundo. Pela primeira vez uma equipe de fora da América do Sul ou da Europa chegou à decisão de um Mundial de Clubes. Diante deste grande feito, e por estar representando o continente, o goleiro Kidiaba diz que o time conta com o apoio de todos os africanos.

“Estamos muito orgulhosos por carregar a bandeira da África. Gostaríamos de pensar que a nação congolesa, assim como todas as pessoas no continente, estão conosco, como estiveram com Gana na Copa do Mundo da África do Sul”, declarou o jogador ao site da Fifa, lembrando a campanha ganesa, que terminou nas quartas de final, com a eliminação para o Uruguai.

A equipe de Congo volta a campo no sábado para disputar a final do Mundial contra o vencedor do confronto entre Inter de Milão e Seongnam, que se enfrentam ainda nesta quarta-feira. Apesar do favoritismo da equipe italiana, Kidiaba alertou que os sul-coreanos podem surpreender, assim como o Mazembe fez com o Internacional.

“O que aconteceu na terça-feira, o Seongnam pode repetir. Provamos que a única coisa que importa é o que acontece no campo, outros fatores nunca deveriam interferir na partida. Se os coreanos acreditarem neles próprios como fizemos, a partida certamente não está resolvida”, afirmou o já folclórico goleiro do Mazembe.

Apesar de ter sido o grande destaque da vitória de terça-feira, com grandes defesas, principalmente em finalizações de Giuliano e Rafael Sóbis, Kidiaba preferiu dividir os méritos. “Não foi sobre a performance de apenas um jogador. A vitória foi alcançada por um sólido e bem preparado time”, concluiu o goleiro.

Fonte: O Estado de S. Paulo

12/15/2010 at 6:33 pm Deixe um comentário

Chefe da UA está na Costa do Marfim

O presidente da Comissão da União Africana, o gabonês Jean Ping, está na Costa do Marfim para tentar mediar entre os dois políticos rivais que reivindicam a presidência do país.

A tarefa principal de Ping será tentar impedir que a Costa do Marfim regresse aos tempos da guerra civil, que dividiu o país em duas regiões.

Oito anos depois do fim das hostilidades, os antigos rebeldes das Novas Forças continuam a controlar a maior parte do norte do país e o governo central administra principalmente o sul.

Pelo menos 20 pessoas foram mortas na quinta-feira quando apoiantes de Alassane Ouattara confrontaram as forças leais a Laurent Gbagbo.

A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse que a crise era da responsabilidade “das pessoas que estavam a impedir Ouattara de assumir o poder.”

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que Laurent Gbagbo terá de abandonar o poder até ao fim desta semana – sob pena de enfrentar sanções da União Europeia.

Os apoiantes de Ouattara dizem que, esta sexta-feira, vão voltar a tentar tomar o controlo da televisão estatal e de outros edifícios governamentais.

Ouattara é o homem internacionalmente reconhecido como tendo sido o vencedor das eleições presidenciais.

A sua vitória foi confirmada pela Comissão Nacional de Eleições e reconhecida pela CEDEAO, pela União Africana, pela União Europeia e pela ONU.

Contudo, a Conselho Constitucional Marfinense anulou milhares de “votos fraudulentos” de algumas assembleias da região norte – que apoia Ouattara – e declarou Gbagbo como vencedor.

12/17/2010 at 9:14 pm Deixe um comentário

Obama diz ser decepcionante rejeição à lei de imigrantes

AE – Agência Estado

O presidente dos EUA, Barack Obama, classificou de “incrivelmente decepcionante” a rejeição de um projeto de lei que daria cidadania a jovens estrangeiros. O projeto era conhecido como Dream, sigla em inglês para Desenvolvimento, Ajuda e Educação para Minorias Estrangeiras, mas não conseguiu o número mínimo de votos no Senado para avançar para a votação definitiva.

O projeto de lei visava dar status legal aos imigrantes de até 30 anos que tenham entrado nos EUA com menos de 16 anos e que tenham frequentado a faculdade ou servido as Forças Armadas por pelo menos dois anos. Outra exigência era a de que tivessem vivido nos EUA por pelo menos cinco anos e se formado no ensino médio de lá. “Não havia simplesmente nenhuma razão para não aprovar essa importante lei”, disse Obama no comunicado.

Os críticos à medida alegavam que a lei recompensaria a infração e que o Congresso precisa aumentar a segurança nas fronteiras do país antes de conceder cidadania a quaisquer imigrantes ilegais. “Durante anos, o Congresso recusou-se a fazer isso”, disse o senador Jefferson Sessions, republicano do Alabama. “Como parte dessa sessão legislativa, não houve nenhum movimento sério para fazer qualquer coisa” no tocante à segurança da fronteira, disse ele.

A quem lhe pedia apoio para o projeto, o senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, respondia: “você está perdendo seu tempo”. “Nós não vamos aprovar a lei Dream, nem nenhum projeto de lei, antes de assegurarmos nossas fronteiras.”

A aprovação da medida era prioridade do líder da maioria no Senado, Herry Reid, democrata de Nevada, que ganhou uma dura disputa pela reeleição em novembro com a ajuda da forte comunidade hispânica de seu Estado, que apoiava o projeto.

Os defensores diziam que seria injusto penalizar as crianças que foram levadas aos EUA por seus pais. Cerca de 65 mil estrangeiros formam-se em faculdades dos EUA todos os anos. “Para muitos, o inglês é realmente a primeira língua”, disse a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia. “Eles são como qualquer outro norte-americano.”

No último dia 8, a Câmara de Representantes aprovou a lei por 216 votos contra 198. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

12/21/2010 at 3:19 pm Deixe um comentário

Feliz Natal Iddab

12/25/2010 at 5:43 am Deixe um comentário

Intervenção pode iniciar guerra civil na Costa do Marfim, diz presidente

Qualquer intervenção militar estrangeira na Costa do Marfim poderia causar uma guerra civil, disse neste domingo um porta-voz do presidente do país, Laurent Gbagbo.

Na sexta-feira, líderes africanos ameaçaram o uso de ‘força legítima’ na Costa do Marfim se Gbagbo não aceitar a derrota nas eleições presidenciais de novembro para o oponente Alassane Ouattara.

Mas Ahoua Don Mello, porta-voz de Gbagbo, disse à agência de notícias AFP que uma intervenção daria início a um ‘conflito no interior’, envolvendo estrangeiros que trabalham no país.

‘Todos estes países têm cidadãos na Costa do Marfim e sabem que se atacarem a Costa do Marfim, iniciariam uma guerra civil no interior’, disse ele.

‘Será que Burkina Faso está preparada para receber de volta três milhões de seus cidadãos?’, completou.

Milhões de migrantes de outros países do oeste africano vivem na Costa do Marfim, atraídos por sua economia relativamente próspera. O país é o maior produtor de cacau do mundo.

Pressão
Uma delegação de líderes do oeste africano deve ir ao país na próxima terça-feira para tentar persuadir Gbagbo, a deixar a Presidência.

A delegação será constituída pelos presidentes de Benin, Cabo Verde e Serra Leoa, segundo anúncio da Chancelaria beninense.

Até o momento, Gbagbo não tem dado sinais de que vá ceder. A vitória de Ouattara foi reconhecida internacionalmente.

Cerca de 17 mil pessoas já fugiram do país para escapar da violência que se seguiu ao pleito, disse neste sábado a agência de refugiados da ONU (UNHCR). Catorze mil foram para a Libéria, e três mil, para outros países da região.

Neste domingo, um assessor do presidente, Yao Gnamien, disse à rede Al-Jazeera que os líderes estrangeiros têm primeiro de ‘ver a situação antes de decidir que ação deve ser tomada’.

‘A ONU não pode usar a força contra o presidente. A União Africana não pode usar a força contra o presidente. Devem primeiro identificar claramente qual o motivo desta crise. Por que precisamos usar a força em algum momento?’, agregou o assessor.

Eleição contestada
Gbagbo alega que a votação do dia 28 de novembro – que tinha como objetivo unificar o país após a guerra civil iniciada em 2002 – foi fraudada em áreas do norte do país, controladas por rebeldes aliados ao adversário Ouattara.

A comissão eleitoral do país declarou Ouattara vencedor do pleito, mas o Conselho Constitucional deu a vitória a Gbagbo, a despeito de queixas da comunidade internacional.

Ouattara e seus simpatizantes estão isolados em um hotel no centro de Abidijan, protegidos pelas tropas de paz da ONU.

Fonte: G1

12/27/2010 at 2:17 am Deixe um comentário

Naufrágio mata 43 imigrantes ilegais africanos na costa do Iêmen

Pelo menos 43 imigrantes africanos ilegais, na maioria etiopes, morreram afogados no naufrágio de um barco próximo à costa sulo do Iêmen, disse nesta segunda-feira (3) o Ministério do Interior do país. Outros 40 estão desaparecidos depois de um acidente com outra embarcação.

Os barcos teriam sido atingidos por ventos e ondas gigantes e foram parar na costa, segundo o comunicado, que cita a Guarda Costeira do Porto de Áden.

Um dos barcos, que levava 46 imigrantes, a maioria etíopes, foi parar na costa da província de Taez. Todas as pessoas a bordo se afogaram, exceto três somali.

O outro barco, que levava entre 35 e 40 pessoas, todos etíopes, inclusive mulheres e crianças, foi parar na costa da província de Lahiy, e ainda não se sabe o que aconteceu com os passageiros.

As buscas continuavam.

Anualmente, dezenas de milhares de etíopes e somalis fazem a perigosa travessia para o Iêmen na esperança de escapar da privação econômica, de perseguição e conflitos em seus países de origem.

Muitos costumam morrer a bordo de embarcações superlotadas e malconservadas, enquanto outros, já enfraquecidos por longas viagens do interior até a costa, morrem nas mãos de traficantes

Geralmente, os migrantes chegam de barco ao sul do Iêmen, um dos países mais pobres do mundo, antes de seguir para a fronteira com a Arábia Saudita, rica em petróleo.

O Alto Comissário para Refugiados das Nações Unidas disse em abril passado que o êxodo de somalis através do Golfo de Áden havia diminuído dramaticamente desde o começo de 2010, apesar da violência recorrente na Somália.

Fonte: G1

01/05/2011 at 8:45 pm Deixe um comentário

Sudaneses enfrentam longas filas para votar no segundo dia de referendo

Milhares de sudaneses do sul esperavam em longas filas na manhã desta segunda-feira para votar no referendo que determinará a independência de sua região, cujos trabalhos foram abertos no domingo e vão até o próximo sábado.

Na universidade de Juba, capital do Sudão do Sul, milhares de eleitores aguardavam pacientemente do lado de fora das mesas de votação. Muitos passaram a noite na fila.

Desde domingo e durante uma semana, os sudaneses do sul se pronunciarão a favor da manutenção da unidade com o resto do país, o maior da África, ou da secessão.

Sudão: em Juba o referendo é visto como um dia de independência

As mesas de votação serão abertas todos os dias do referendo às 08H00 (03H00 de Brasília) e fecharão às 17H00 (14H00). No domingo, porém, a grande afluência de eleitores obrigou muitas sessões a permanecerem funcionando até mais tarde.

Quatro milhões de sudaneses foram convocados para votar no histórico referendo, e pelo menos 60% deste total deve comparecer às urnas para que o resultado final seja validado.

Fonte: UOL

01/10/2011 at 2:09 pm Deixe um comentário

Prefeito italiano abre porta para refugiados e revitaliza vilarejo

Político transformou cidade na Calábria oferecendo abrigo, escola e emprego para centenas de imigrantes africanos

O prefeito de uma pequena cidade italiana criou um programa que não apenas está impedindo o êxodo em massa que ameaçava o futuro do vilarejo como também vem gerando empregos e oferecendo uma resposta para o problema dos refugiados que desembarcam constantemente nas praias italianas.

A cidade de Riace, nas encostas de uma montanha de onde se avista o mar Jônico, tem 1.700 habitantes. Ela fica na Calábria, uma das regiões mais pobres da Itália e palco, no ano passado, de uma revolta motivada por tensões raciais.

Em janeiro de 2010, dezenas de manifestantes e policiais ficaram feridos na cidade de Rosarno, próxima de Riace, após um grupo de jovens brancos ter disparado rifles de ar contra africanos que trabalhavam em um campo no local.

Em Riace, no entanto, imigrantes são mais do que bem-vindos: eles são incentivados a ir morar na cidade e participar do esquema que o prefeito Domenico Lucano criou para eles.

Círculo Virtuoso
Mais de 200 refugiados de doze países africanos trabalham e vivem na cidade junto aos moradores locais.

Várias casas, abandonadas durante décadas, hoje funcionam como ateliês de artesanato ou moradias para os refugiados.

A escola local foi reaberta e hoje é frequentada pelos filhos dos refugiados.

As vozes das crianças ecoam na praça e entre as paredes e os arcos medievais da cidade. O som vem do belo Palazzo Pinnaro, reformado recentemente.

Na sala de aula, meninos e meninas da Somália, Albânia, Iraque e outros países recitam um poema italiano. Algumas tropeçam nas palavras, outras já estão fluentes.

Domenico Lucano, ex-professor escolar, disse que as crianças são rápidas. ‘Em cinco ou seis meses já ficam fluentes’, disse o prefeito, que, como candidato de uma coalizão cívica – sem ligações com partidos -, foi eleito pela primeira vez em 2004 e reeleito em 2009.

‘Eles me deixam orgulhoso e me dão esperança de que esse lugar tenha um futuro. Em 2000, nossa escola foi fechada porque tínhamos tão poucos alunos. Hoje ela está florescendo’.

O prefeito de Riace criou o programa, pioneiro na Itália

Lucano vem atraindo atenção internacional. Recentemente, alcançou o terceiro lugar em uma competição que elegeu o melhor prefeito do mundo.

Hoje ele chama sua cidade de Città Futura – ou Cidade do Futuro.

E conta que tudo começou há 12 anos, quando ele – na época professor – viu um grupo de refugiados curdos desembarcando na praia próxima da cidade.

No início, Lucano ajudou a arranjar abrigo para eles. Seis anos mais tarde, quando foi eleito prefeito, pôde fazer mais pelos refugiados e pelo vilarejo que vinha sendo aos poucos abandonado.

‘Isto aqui era uma cidade fantasma quando aquele barco chegou’, diz o prefeito.

Vidas transformadas
Em uma casa em uma ruela estreita, uma jovem chamada Lubaba fabrica ornamentos de vidro.

Separada de seus pais no conflito entre a Etiópia e a Eritreia, ela sofreu abuso quando trabalhava como empregada em Addis Abeba e acabou fugindo para a Itália.

Lubaba chegou grávida em um pequeno barco que carregava 250 pessoas. ‘A viagem foi horrível. Estávamos amassados como sardinhas e o mar estava revolto. Eu tinha muita sede mas não havia nada para beber’.

Hoje, ela diz, sua vida foi transformada.

O programa criado por Lucano também impediu que moradores locais deixassem o vilarejo.

Sentada do outro lado da mesa, a italiana Irene também trabalha com vidro. Ela conta que a maioria dos seus amigos e parentes seguiu para o norte à procura de empregos.

Ela, no entanto, conseguiu um trabalho de meio-período na oficina de vidro e na loja onde os produtos são vendidos aos turistas.

Irena é uma entre 13 habitantes de Riace que recebem um salário de 700 euros por mês graças ao programa de integração.

O governo italiano paga cerca de 20 euros por dia para cada refugiado. O dinheiro cobre acomodação, alimento, despesas médicas, treinamento profissional e educação para as crianças.

Lucano argumenta que, nesses tempos de crise, o governo está fazendo um ótimo negócio. O prefeito calcula que seu programa custe quase quatro vezes mais barato do que manter refugiados em centros de detenção.

‘Intimidação’
Mas nem todos aprovam o projeto do prefeito.

Lucano aponta para dois buracos feitos por tiros de revólver em uma porta de vidro.

Segundo ele, são evidências de intimidação por parte da máfia calabresa, a poderosa Ndrangheta.

O prefeito diz que a máfia não gosta do modelo de integração criado por ele porque o programa funciona e coloca em cheque o controle da organização sobre a região.

‘Não vamos ser intimidados’, ele diz. ‘Há muitas coisas em jogo”

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/prefeito-italiano-abre-porta-para-refugiados-e-revitaliza-vilarejo.html

01/12/2011 at 12:51 pm Deixe um comentário

Repatriados mais de 10.000 refugiados rwandeses em 2010 – ONU

 Kinshasa – Mais de dez mil rwandeses refugiados no leste da República Democrática do Congo (RDC) foram repatriados em 2010,
indicou hoje (quarta-feira) o escritório local dos Assuntos Humanitários da ONU (Ocha).

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) facilitou em 2010 o repatriamento de 10.806 refugiados rwandeses da RDC, afirma o Ocha num comunicado, precisando que 7.666 refugiados foram repatriados a partir de Goma e 3.140 de Bukavu, capitais das provínciais do Norte e Sul-Kivu, fronteiriças com o Rwanda.

A agência da ONU sublinha por outro lado que o ACNUR também facilitou em 2010 o repatriamento de 1.087 refugiados congoleses do Burundi e 3.609 refugiados burundeses que viviam na RDC.

O Rwanda e a RDC, dois países vizinhos da região dos Grandes-Lagos na África Central, conheceram conflitos armados em meados dos anos 90, favorecendo o deslocamento massivo das populações, de um lado como do outro.

O genocídio no Rwanda em 1994 tinha provocado o pico deste êxodo em direcção à RDC. A instabilidade do leste da RDC, onde vários grupos armados causaram varios danos, provocou igualmente fluxos migratórios em direcção ao Rwanda.

Fonte: Angola Press

01/12/2011 at 6:24 pm Deixe um comentário

Presidente da Tunísia renuncia em meio a protestos

O presidente da Tunísia, Zine Al-Abidine Ben Ali, renunciou nesta sexta-feira após um mês de protestos contra o desemprego, a inflação e a corrupção no governo.

Protesto em Túnis (AP)

O anúncio foi feito na TV estatal tunisiana pelo primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi, que disse estar assumindo o poder no país.

O primeiro-ministro afirmou que Ben Ali estava temporariamente incapaz de exercer seu cargo. Ele teria embarcado em um avião rumo norte, mas ainda não está claro qual seria seu destino.

Ghannouchi, de 60 anos, é um ex-ministro das Finanças que se tornou primeiro-ministro em 1999.

A renúncia de Ben Ali, que ascendeu ao poder em 1987 e foi reeleito para outro mandato de cinco anos em 2009, ocorreu após o governo decretar estado de emergência e um toque de recolher enquanto milhares de manifestantes protestavam no centro da capital, Túnis.

O decreto proibia reuniões de mais de três pessoas em lugares públicos, e as forças de segurança foram autorizadas a abrir fogo contra quem não respeitasse a restrição.

A polícia tentou dispersar a multidão com gás lacrimogêneo, soldados cercaram o principal aeroporto do país, e o espaço aéreo tunisiano foi fechado.

Dissolução do Parlamento

Antes, também nesta sexta-feira, Ben Ali havia dissolvido o governo e convocado eleições legislativas em seis meses em resposta à crescente turbulência no país.

Na quinta-feira à noite, ele anunciara que deixaria o poder em 2014 e que não pretendia mudar a Constituição para ampliar o limite de idade para presidentes, o que lhe permitiria concorrer a uma nova eleição.

Ben Ali, que no início da semana atribuiu a turbulência no país a influências “terroristas”, também disse sentir “profundo pesar” pelas mortes de civis em manifestações.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 60 pessoas morreram nas últimas semanas, à medida que os confrontos se intensificavam no país.

Médicos dizem que 13 pessoas foram mortas em confrontos na quinta-feira à noite em Túnis, e há relatos não confirmados de que cinco pessoas morreram em protestos na sexta-feira nos arredores da capital.

Retirada de turistas

Nesta quinta-feira, a agência de turismo britânica Thomas Cook anunciou que retiraria todos os seus 1,8 mil viajantes em férias na Tunísia. A agência cancelou as partidas para o país agendadas para o próximo domingo.

O turismo é essencial para a economia tunisiana e uma importante fonte de empregos.

Além da Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a França estão entre os países que aconselharam seus habitantes a não viajar à Tunísia.

“A situação é imprevisível e há potencial para que a violência se intensifique”, disse a chancelaria britânica em seu último comunicado para turistas.

Nesta quinta-feira, a embaixada do Brasil em Túnis enviou comunicado aos brasileiros que vivem no país sugerindo que permanecessem em casa.

Início dos protestos

A onda de manifestações começou em dezembro quando um jovem ateou fogo a si mesmo após ter sido impedido pela polícia de vender vegetais por não ter uma licença.

Os protestos eram inicialmente contra o desemprego e o alto preço dos alimentos, mas depois passaram a representar a insatisfação popular com o presidente e com a elite governante.

A França, antiga metrópole do país, criticou o “uso desproporcional de violência” e pediu calma para ambos os lados.

Ben Ali foi o segundo presidente da Tunísia desde que o país se tornou independente, em 1956. Ele chegou ao poder em 1987 e foi reeleito com quase 90% dos votos para um mandato de cinco anos em 2009.

Na quinta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, alertou líderes árabes de que eles enfrentariam protestos crescentes se não promovessem reformas econômicas e políticas. Hillary falava no Catar ao fim de uma visita a quatro países do Golfo Pérsico.

Fonte: BBC

01/14/2011 at 11:52 pm Deixe um comentário

Imigração ilegal em Moçambique é negócio

“Eles [os mandantes e maioritariamente comerciantes somalis com estabelecimentos em Nampula] não vêm ter connosco directamente.

“Enviam alguém e fazem ofertas irrecusáveis. No meu caso ofereceram o equivalente a cerca de trezentos dólares americanos por passageiro.
É muito dinheiro!”, contou em exclusivo à BBC transportador moçambicano de imigrantes ilegais.

Moçambique está a tornar-se num corredor preferencial de redes internacionais de tráfico de pessoas.

Centenas de imigrantes ilegais são todas as semanas interceptados pela polícia, mas a grande maioria, cujo destino é a Àfrica do Sul, continua a iludir as autoridades.

Entrada pela costa

No fenómerno chegam a estar envolvidos elementos da polícia moçambicana e transportadores locais.

Um deles, sob promessa de anonimato, falou à BBC, para descrever como tudo se processa.

É de Nampula – no norte do país e plataforma giratória desse negócio ilícito e altamente rentável.

E, segundo contou, o ponto de entrada dos imigrantes ilegais em Moçambique dista a cerca de 600 quilómetros daquela cidade, junto à “desprotegida e pouco vigada” costa moçambicana.

“Polícias recebem mal”

A utilização de Moçambique como corredor do tráfico de pessoas levou a que a polícia decidisse investigar o eventual envolvimento de um homem de negócios de origem somali.

Portador de passaporte britânico, o mesmo foi preso recentemente na posse de duzentos mil dólares não declarados.

Enquanto isso, semanalmente continuam a ser interceptadas pela polícia centenas de cidadãos estrangeiros, na sua maioria por sinal somalis.

O nosso entrevistado indica que esta é apenas a ponta do ‘iceberg’.

As redes de tráfico de pessoas contam com o envolvimento de elementos da polícia espalhados pelos postos de controlo ao longo das vias e que para o efeito recebem subornos.

“Os polícias são seres humanos e recebem mal. Uma vez fui apanhado mas foi só entrar em contacto com o dono da ‘mercadoria’. Pagou-se e resolvemos o assunto”, contou o entrevistado.

O destino da maioria dos imigrantes é a Àfrica do Sul “e até outros países da Europa mas via Àfrica do Sul”, referiu.

Entretanto, reagindo ao alegado envolvimento da polícia com redes de tráfico de pessoas, o porta-voz da instituição em Nampula, Inácio Dina, admite que “tem havido situações do género”, mas ressalva que “os agentes envolvidos foram detidos e vão responder em juizo”.

 Fonte: BBC

01/19/2011 at 2:09 am Deixe um comentário

Cerca de 96% do eleitorado do sul do Sudão vota a favor da independência

CARTUM – Cerca de 96% do eleitorado da região autônoma do sul do Sudão votou a favor da independência na consulta realizada entre 9 e 15 de janeiro, segundo o escritório do referendo do sul do Sudão.

O chefe deste departamento disse em declarações à televisão sulina que 2.198.422 pessoas votaram a favor da independência nas dez províncias meridionais, o que representa 96% do eleitorado.

Além disso, afirmou que o número de eleitores superou o mínimo fixado pela legislação eleitoral para que o resultado da consulta fosse válido, que era de 60%.

Um total de 3,5 milhões de sudaneses originários do sul ou residentes na região desde 1956 foram convocados às urnas para decidir se permaneciam vinculados ao resto do país ou optavam pela secessão.

Por sua vez, o porta-voz oficial da comissão do referendo do Sul do Sudão, Suad Ibrahim Issa, anunciou também em entrevista coletiva em Cartum os resultados preliminares da votação dos cidadãos sulinos que residem nas 15 províncias do norte do país.

O escritório do referendo está ligado à comissão, mas tem sua sede em Juba, a capital do sul do Sudão, enquanto o segundo funciona em Cartum.

Segundo Issa, das 69.597 pessoas que votaram no norte, 38.003 apoiaram a secessão, enquanto 27.918 foram a favor de se manter a unidade com o norte.

Já dos 60.219 eleitores sulinos que residem em oito países, a maioria vizinhos do Sudão, 57.048 votaram a favor da independência, enquanto apenas 841 se manifestaram a favor da unidade.

Se não houver mais impugnações, os números oficiais finais do referendo serão divulgados em 7 de fevereiro. Caso contrário, os resultados devem ser anunciados no dia 14.

O referendo é fruto dos acordos de paz assinados entre o norte e o sul do Sudão em 2005, após duas décadas de uma guerra que deixou dois milhões de mortos.

O conflito do sul do Sudão eclodiu em 1983, quando o regime de Cartum impôs a lei islâmica em todo o país, e os insurgentes do sul, de maioria cristã e animista, pegaram em armas.

Fonte: Estadão

01/20/2011 at 7:53 pm Deixe um comentário

Protestos durante a madrugada deixam mais de 150 feridos no Cairo

O Cairo tenta voltar à normalidade nesta quarta-feira, depois de milhares de manifestantes terem tomado na terça o centro da capital egípcia para exigir reformas políticas e econômicas e a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak, em uma jornada de protestos que terminou com o saldo de três mortos.

Segundo asseguraram à Agência Efe fontes dos serviços de segurança, durante a madrugada agentes antidistúrbios expulsaram à força manifestantes que estavam concentrados na praça de Tahrir (Libertação), na região central do Cairo.

Cerca de 150 manifestantes ficaram feridos e um número indeterminado foi detido durante a operação policial, que se prolongou entre 1h e 3h da hora local (21h e 23h de terça-feira pelo horário de Brasília) e que continuou com enfrentamentos e perseguições por ruas do centro da capital, segundo as fontes.

Já quatro horas depois o tráfego fluía normalmente na praça, onde três caminhões antidistúrbios faziam guarda e vários garis trabalhavam para recolher os restos dos protestos da véspera, como constatou a Efe.

Milhares de pessoas que se manifestaram na terça-feira em diferentes pontos do Cairo para exigir a queda de Mubarak, no poder desde 1981, o fim da lei de emergência e a realização de eleições limpas, se juntaram no centro da capital em uma concentração sem precedentes no país.

Houve manifestações também nas principais cidades do país, como Alexandria, Al Minya, Suez e Port Said, segundo as fontes, que informaram que pelo menos um policial e dois civis morreram durante a jornada de ontem.

O agente policial identificado como Ahmed Abdelaziz ficou ferido na praça de Tahrir após ser atingido por uma pedra e morreu no hospital, enquanto os dois civis faleceram na cidade de Suez por disparos de balas de borracha, informaram as fontes.

Em Suez, houve ainda 63 feridos, incluídos quatro agentes.

Fonte: UOL

01/26/2011 at 2:12 pm Deixe um comentário

O que está em jogo no Fórum Social Mundial 2011

As questões do Fórum Social Mundial de Dakar estão organizadas em três grandes temas: a conjuntura global e a crise, a situação dos movimentos sociais e cívicos e o processo do Fórum Social Mundial. O FSM Dakar também será o momento para o debate sobre o caráter incompleto da descolonização e devir de uma nova fase descolonização.

Por Gustave Massiah e Nathalie Péré-Marzano*, em Carta Maior

A situação global está marcada pelo aprofundamento da crise estrutural da globalização capitalista. As quatro dimensões da crise (social, geopolítica, ambiental e ideológica) serão abordadas em Dakar. A crise social será enfrentada em particular sob os pontos de vista da desigualdade, da pobreza e da discriminação, enquanto a crise geopolítica será discutida em particular da perspectiva da guerra e do conflito, do acesso às matérias primas e da emergência de novas potências.

A crise ambiental será debatida, em particular, sob a perspectiva da mudança climática, enquanto a crise ideológica será discutida da perspectiva de ideologias seguras, da questão das liberdades e da democracia e da cultura, presentes desde o Fórum Social de Belém, que serão analisadas em profundidade.

A evolução da crise lança luz sobre uma situação contraditória. Análises do movimento altermundista estão sendo aceitas, reconhecidas e contribuem para a crise do neoliberalismo. As propostas produzidas pelos movimentos são aceitas como base, por exemplo, para o monitoramento dos setores financeiro e bancário, para a eliminação dos paraísos fiscais, de tributos internacionais, o conceito de segurança alimentar, até então considerados heresias, estão nas agendas do G8 e do G20. E mesmo assim ainda não foram traduzidos em políticas viáveis. Essas propostas tem sido acolhidas, mas não se efetivam por causa da arrogância das classes dominantes confiantes no seu poder.

A validação das agendas resulta na transformação das palavras de ordem dos movimentos em lugares comuns. É preciso refinar as perspectivas e conceder mais relevância ao debate estratégico, à articulação entre a resistência de curto prazo e a de médio prazo e à mudança em curso sob a superfície dos acontecimentos. A situação lança uma luz sobre a natureza dual da crise, tensionada entre a crise do neoliberalismo, que é a fase da globalização capitalista e a crise da própria globalização capitalista; uma crise do sistema que pode ser analisada como uma crise de civilização, a crise da civilização ocidental, estabelecida desde princípios do século XV.

Nesse contexto, alianças estratégicas devem obedecer a duas exigências. A primeira está vinculada à luta contra a pobreza, a miséria e a desigualdade, o uso do trabalho precário e a violação das liberdades no mundo, para melhorar as condições de vida e a expressão da classe trabalhadora diretamente afetada pela economia dominante e pelas políticas públicas. A segunda exigência prioriza o fato de que outro mundo é possível; um mundo necessário envolve um rompimento definitivo com os modos de produção e consumo da economia e da sociedade, bem como a redistribuição ambiental, com o equilíbrio geopolítico do poder estabelecido nas décadas recentes nos modelos democráticos proeminentes do ocidente.

Três propostas emergem como respostas à crise: o neoconservadorismo, que propõe a continuação do atual padrão dominante e dos privilégios que os acompanham às custas das liberdades, da continuidade das desigualdades e da extensão dos conflitos e das guerras; uma reestruturação profunda do capitalismo defendido pelos militantes do “New Deal Verde”, que propõe regulação global, redistribuição relativa e uma promoção voluntarista das “economias verdes”; e uma alternativa ambiental e social radical, que corresponde a uma superação do atual sistema dominante.

O Fórum Social Mundial reúne todos os que rejeitam a opção neoconservadora e a continuação do neoliberalismo, constituindo um fórum pela mudança vigorosa da discussão entre os movimentos que fazem parte de uma perspectiva de avanço de um “New Deal Verde” e os que defendem a necessidade de alternativas radicais.

A referência ao contexto africano

O Fórum Social Mundial de Dakar vai enfatizar questões essenciais que aparecem com mais nitidez com as referências ao contexto africano. A ênfase estará no lugar da África no mundo e na crise. A África é objeto privilegiado de análise, ao tempo em que exemplifica a situação global. Não é pobre; é empobrecida. A África não é marginalizada; é explorada. Com suas matérias primas e recursos humanos cobiçados pelos países do Norte e pelas potências emergentes, e com a cumplicidade ativa dos líderes de alguns estados africanos, a África é indispensável para a economia global e para o equilíbrio ambiental do planeta.

A ênfase também estará na descolonização como um processo histórico incompleto. A crise do neoliberalismo e a crise de hegemonia dos Estados Unidos são indicativos da possibilidade de uma nova fase de descolonização, e do enfraquecimento das potências coloniais europeias. A representação Norte-Sul está mudando, uma situação que não elimina a realidade geopolítica e as contradições entre o Norte e o Sul.

O Fórum priorizará as diásporas e as migrações como uma das questões centrais da globalização. A questão será enfrentada com base na situação atual dos imigrantes e seus direitos, numa análise de longo termo, com o comércio de escravos posto sob a perspectiva do crescimento do papel das diásporas culturais e econômicas.

O Fórum debaterá as mudanças no sistema internacional, nas instituições multilaterais e nas negociações internacionais. Em particular, vai focar nas questões que tornam clara a necessidade de regulação global: equilíbrio ambiental, migração e diásporas, conflitos e guerras.

A situação dos movimentos sociais e comunitários

A convergência dos movimentos de que o Fórum Social Mundial se constitui está comprometida com a resistência ambiental e democrática. Com as lutas sociais presentes nos combates cívicos pelas liberdades e contra a discriminação. A resistência é inseparável das práticas emancipatórias específicas levadas a cabo pelos movimentos.

A direção estratégica dos movimentos está voltada para a acessibilidade universal ao direito, pela igualdade de direitos e pelo imperativo democrático. Os movimentos trazem consigo um movimento histórico de emancipação que são extensão e renovação de movimentos anteriores. Será em torno da definição, da implementação e da garantia de direitos que um novo período de emancipação possível será definido.

Essa definição exige que essas concepções de diferentes gerações de direitos sejam revisitadas: direitos políticos e civis formalizados pelas revoluções do século XVIII, reafirmados pela Declaração Universal de Direitos Humanos, complementadas pelos desafios do totalitarismo dos anos 60; os direitos dos povos que o movimento de descolonização promoveu, com base no direito da autodeterminação, o controle dos recursos naturais, o direito ao desenvolvimento e à democracia; direitos sociais, econômicos e culturais especificados pela Declaração Universal e estipulados pelo Protocolo Adicional adotado pelas Nações Unidas na Assembleia Geral em 2000.

Uma nova geração de direitos está em gestação. Direitos que correspondem à expressão da dimensão global e dos direitos definidos com vistas a um mundo diferente da globalização dominante. A partir desse ponto de vista, duas questões serão as mais proeminentes em Dakar: direitos ambientais para a preservação do planeta e os direitos dos migrantes e da migração que questione o papel das fronteiras, bem como a organização do mundo.

O Fórum Social Mundial de Belém enfatizou os benefícios para os movimentos de abarcarem a agenda ambiental em todas as suas dimensões, do clima à destruição dos recursos naturais e da biodiversidade, e da preservação da água, da terra e das suas matérias primas. O FSM de Dakar priorizará um novo tratamento da questão da migração, com a ligação entre migrações e diásporas e a Carta Mundial dos Migrantes.

O FSM Dakar também será o momento para o debate sobre o caráter incompleto da descolonização e devir de uma nova fase descolonização. É nesse contexto que a relação entre o Norte e o Sul está mudando. Considerando que a representação Norte/Sul está mudando na perspectiva da estrutura social, há um Norte no Sul e um Sul no Norte.

A emergência do poder de grandes estados está mudando a economia global e o equilíbrio de forças geopolíticas, e é reforçado pelo crescimento de mais de trinta estados que podem ser chamados de economias emergentes. Para tudo isso, contudo, as formas de dominação continuam a ser cruciais na ordem global. O conceito de Sul continua a ser altamente relevante.

O Fórum Social Mundial enfatiza uma nova questão: o papel histórico e estratégico dos movimentos sociais nos países emergentes como um todo em relação ao seu Estado e o papel futuro desses estados no mundo. Essa questão, que já marcou os fóruns com o debate sobre o papel jogado pelos movimentos no Brasil e na Índia assume uma importância particular estratégica com a mudança geopolítica associada à crise.

O Fórum Social Mundial é o ponto de encontro para movimentos de vários tipos e de diferentes partes do mundo. Esses movimentos já começaram a se encontrar em redes que reúnem diferentes movimentos nacionais. O processo dos fóruns revela duas mudanças. A primeira delas é as conexões entre movimentos de acordo com suas regiões, características e contextos específicos unificam os movimentos da América Latina, América do Norte e Sul da Ásia (e em particular, a Índia), o sudoeste da Ásia, Japão, Europa e Rússia. O Fórum Social Mundial de Dakar terá dois impactos maiores. O ano de 2010 e os preparativos para Dakar foram marcados pela nova importância conquistada pelos movimentos da região do Magreb-Machrek.

O vigor dos movimentos sociais africanos será visível em Dakar, na forma de movimentos de campesinos, sindicatos, grupos feministas, de juventude, habitantes locais, grupos de imigrantes reprimidos, grupos indígenas e culturais, comitês contra a pobreza e contra a dívida, a economia informal e a economia solidária, etc. Esses movimentos são visíveis, com sua convergência diversidade em sub-regiões da África: no Norte da África e em particular no Magreb, no Oeste e na África Central, na África do Leste e na do Sul.

No Fórum Social Mundial de Dakar uma questão fundamental será a do seu alcance político nas mobilizações sociais e da cidadania. Isso conduz ao problema da expressão política dos movimentos e das extensões dos movimentos em relação às instituições, ao cenário político e aos governos dos estados.

Com respeito aos movimentos como um todo, a análise avança sobre a importância da especificidade, via invenção de uma nova cultura política, da relação entre poder e política. O processo do FSM pôs em cena as bases para essa nova cultura política (horizontalidade, diversidade, convergência das redes de cidadãos e dos movimentos sociais, atividades autogestionadas, etc.) mas ainda deve inovar mais em muitas dificuldades relativas à política e ao poder, para conseguir superar a cultura política caduca, que para a imensa maioria persevera dominante.

Além disso, a tradução política dos avanços e das mobilizações dependem das instituições e das representações: num nível local, com a possibilidade de influenciar as decisões das autoridades locais; em nível nacional e internacional, com os governos dos estados, os regimes políticos e as instituições multilaterais; em nível regional e global, com alianças geoeconômicas e geoculturais e com a construção de uma opinião pública global e uma consciência universal.

O processo dos Fóruns Sociais Mundiais

Depois de o Fórum Social Mundial de Belém ter tomado o ano de 2010 como o ano da ação global, mais de quarenta eventos demonstraram o vigor do seu processo. Isso incluiu as atividades dos 10 anos do FSM em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial dos Estados Unidos, o Fórum Social Mundial do México e o Fórum das Américas, vários fóruns na Ásia, o Fórum Mundial de Educação na Palestina, mais de oito fóruns do Magreb e Machrek, etc.

Cada evento associado foi iniciativa do comitê local. Esse comitê se refere na Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, que adota uma metodologia privilegiando as atividades autogestionadas e declara sua iniciativa no Conselho Internacional do FSM. Essa multiplicação de eventos abre espaço para projeções relativos à extensão do processo dos fóruns. Ele assumiu uma nova forma, “um fórum estendido”, que consiste no uso da Internet para ligar iniciativas locais em diferentes países, com um Fórum em cada. Assim, enquanto ocorria o Fórum Mundial da Educação na Palestina, mais de 40 iniciativas estavam em curso em Ramallah. As iniciativas associadas com “Dakar estendida” inovarão o processo dos fóruns.

A preparação para o FSM Dakar baseou-se nos eventos do ano da ação global, 2010, bem como numa série de iniciativas que asseguraram a convergência de ações e permitiram novos caminhos a serem explorados em termos de organização e metodologia dos fóruns. Assim, já se pode usar as caravanas convergindo para Dakar, dos fóruns de mulheres em Kaolack, das migrações e diásporas, dos encontros para convergência de ações, dos fóruns associados (Assembleia Mundial dos Povos, fóruns pela ciência e pela democracia, sindicatos, autoridades locais e da periferia, parlamentares, teologia e libertação, etc.).

Depois de Dakar, um novo ciclo no processo dos fóruns irá começar. O fortalecimento do processo dos fóruns sociais mundiais poderia ocorrer com a reunião com grandes eventos, como o Rio+20, G8, G20, cúpulas e outras poderiam acordar com sua perspectiva. Seriam reconhecidos como eventos associados ao processo do fórum, estabelecendo assim uma proximidade com os acontecimentos de Seattle, em 1999, que contribuíram para a criação do FSM.

Fonte: Portal  Vermelho

02/02/2011 at 4:05 pm Deixe um comentário

Argélia vai suspender estado de emergência, diz mídia oficial

Por Christian Lowe

ARGEL (Reuters) – O estado de emergência da Argélia, em vigor há 19 anos, será suspenso em breve, assegurou nesta quinta-feira o presidente Abdelaziz Bouteflika, segundo a mídia oficial.

A declaração foi feita depois da pressão de membros da oposição pedindo o fim dos poderes emergenciais do governo. Inspirados pelas agitações no Egito e na Tunísia, os oposicionistas estão planejando um protesto na capital argelina em 12 de fevereiro.

O governo havia dito que precisava de mais poderes, concedidos sob o estado de emergência, para combater insurgentes islâmicos ligados à Al Qaeda. A violência diminuiu nos últimos nos, suscitando debates sobre se esses poderes ainda são justificados.

A ex-colônia francesa tem uma população de aproximadamente 35 milhões de pessoas e é uma grande exportadora de petróleo e gás natural.

Segundo a agência oficial de notícias APS, Bouteflika disse, em reunião com ministros, que o fim do estado de emergência ocorreria “no futuro muito próximo”.

“Para impedir qualquer especulação sem fundamento sobre a questão, eu ordenei ao governo que elaborasse imediatamente as provisões adequadas que permitam ao Estado continuar sua luta contra o terrorismo até a sua conclusão, e com a mesma eficácia”, declarou, segundo a agência.

Bouteflika disse que as manifestações de protesto, banidas sob o estado de emergência, seriam permitidas em qualquer lugar menos na capital.

“A capital é uma exceção nesse aspecto por motivos já conhecidos de ordem pública e certamente não para impedir qualquer forma de expressão”, disse ele.

Bouteflika também disse que o governo adotaria novas medidas para promover a geração de empregos e que a televisão e a rádio argelinas, controladas pelo Estado, deveriam dar tempo de transmissão para todos os partidos políticos.

Mas ele disse: “Partidos políticos e organizações nacionais registradas devem considerar as provisões da Constituição e as leis para atividades políticas.”

“A liberdade não deve conduzir a uma situação em que você tem coisas escapando ao controle ou se transformando em anarquia, algo que já teve um pesado custo para a Argélia.”

Fonte: UOL

02/03/2011 at 8:44 pm Deixe um comentário

Itália decreta estado de emergência por fluxo de imigrantes da África

O governo italiano decretou neste sábado (12) “estado de emergência humanitária” pela chegada nos últimos dias de mais de 3 mil imigrantes, procedentes em sua maioria da Tunísia, à ilha mediterrânea de Lampedusa, em um contínuo fluxo de embarcações com origem no norte da África.

Em comunicado de imprensa, o Executivo presidido por Silvio Berlusconi informou que a medida foi aprovada em uma sessão extraordinária de emergência do Conselho de Ministros, convocada neste sábado para fazer frente à chegada de “inúmeros cidadãos norte-africanos ao território meridional”.

Imigrantes supostamente tunisianos chegam de barco à ilha siciliana de Lampedusa, na Itália, na sexta (11) (Foto: Elio Desiderio / AP)Imigrantes supostamente tunisianos chegam de barco à ilha siciliana de Lampedusa, na Itália, na sexta (11) (Foto: Elio Desiderio / AP)

“Tal medida permitirá a imediata adoção, com mandato à Defesa Civil, das medidas necessárias para controlar o fenômeno e auxiliar os cidadãos fugidos dos países norte-africanos”, conclui o breve comunicado.

A reunião do governo tinha sido convocada nesta manhã depois de o fluxo de imigrantes não ter cessado nas últimas horas, após várias embarcações, com cerca de mil imigrantes ilegais, serem interceptadas quando tentavam chegar a Lampedusa.

Em entrevista coletiva realizada em Roma após o Conselho de Ministros e retransmitida ao vivo pela televisão, o ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, informou que o governo está em contato com as autoridades da União Europeia (UE), que, segundo ele, “procederam com passo lento até agora”.

O jornal “Corriere della Sera” informa que, no litoral da Tunísia, ainda se aglomeram numerosas famílias dispostas a pagar a quantia de dinheiro que for necessária para conseguir chegar ao litoral europeu, em uma travessia que, segundo o testemunho daqueles que já chegaram, custa entre 500 e 700 euros (entre R$ 1130 e R$ 1580).

fonte: Globo.com

02/12/2011 at 7:37 pm Deixe um comentário

Especialização em História da África e do Negro no Brasil

Especialização Em História Da África E Do Negro No Brasil Público Alvo O curso destina-se aos licenciados das Ciências Humanas da Unicastelo e outras universidades, que cursaram a disciplina da História e a Cultura Africana e Afro-Brasileira ou Conexa; aos Professores das Redes Pública e Privada de Ensino, Pesquisadores, Profissionais Liberais e Ativistas Sociais graduados, cujo interesse conduza ao aprofundamento da História Africana e da Diáspora Africana no Brasil. Proposta/Objetivo O curso tem por meta aperfeiçoar, atualizar e especializar profissionais da área das Ciências Humanas nos temas da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira; contribuir para a superação da reconhecida carência dos Professores da Educação Básica e do Ensino Médio no trato com os conteúdos dessa temática, conforme a Lei n° 10.639, de 09 de janeiro de 2003; suscitar vocação de pesquisa em temas Africanos e Afro-brasileiros. O Curso será ministrado numa abordagem multidisciplinar, com os aportes da História, Antropologia, Sociologia, Filosofia, Pedagogia, Geografia e Ciência Política. Conteúdo África Pré-colonial: Pré-história e Antiguidade África Colonial: Escravidão Africana e Transatlântica África Contemporânea e suas Diásporas Geografia Política e Econômica da África Literatura Africana e Afro-Brasileira Filosofia e Arte Africana e Afro-Brasileira Religiões e Sociedades Africanas e Afro-Brasileiras História do Negro no Brasil Ensino da História e da Cultura Africana: Desafios e Inovações Metodologia do Trabalho Científico Elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso Tópicos avançados em Estudos POS GRADUADOS EM EDUCAÇÃO Demais Informações Início do Curso 05 de Mar�o de 2011 Número de Horas 450 horas, sendo 90 horas para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, TCC. Duração 18 meses Dia da semana Sábado (dia todo), 02 vezes ao mês. Periodicidade Quinzenal Investimento* Taxa de Inscrição 18 x 24 x R$ 50,00 R$ 330,00 R$ 250,00 20% de desconto para ex-alunos ou 10% de desconto para conveniados (consulte outras promoções especiais). SP-São Paulo – Campus I – Itaquera/SP – Rua Carolina Fonseca, 453 – Itaquera – Fone: (11) 2070-0027/ 2070 0028

Fonte: http://www.unicastelo.br/2007/site/pos_graduacao_cursos/editor/minutas.php?id=177

02/13/2011 at 7:24 pm Deixe um comentário

Uma carta para vocês – sobre a Tunísia e o EgitoTerça-feira, 15 de Fevereiro de 2011 9:25

CARTA AOS MEUS ALUNOS

Muitas vezes, quando em minhas aulas as utopias são referidas (Revoluções africanas, o 25 de Abril, por exemplo), o desdém preenche a sala, seguido de  um desânimo que, uma vez, foi verbalizado por um aluno: “Isso tudo ocorreu há tanto tempo! Hoje somos diferentes, estamos em outro momento. Não acreditamos mais em nada, não queremos saber de nada”.

Longe de ler essa resposta como um conflito de gerações, tomo-a como indício da situação em que o capital, com a sanha consumista, traduziu-se na rapidez dos relacionamentos, das “amizades” que se formam ao toque de uma tecla que leva ao Facebook ou ao Orkut e se desfazem com a mesma facilidade, à torrente de informação e à pobreza de experiências, que conduziram à descrença, ao imobilismo e aos finais de semana regados a ecstasy e outros “paraísos artificiais”.

Será realmente impossível acreditar?

Escrevo-lhes porque uma série de acontecimentos recentes apontam para o florescimento do comunitarismo que sobrepuja a subjetividade auto-centrada, a “ego-trip” e o imobilismo.

Falo, é lógico da Revolução do Jasmim e do que se passou no Egito nos 18 dias entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro de 2011. Para muitos são apenas notícias de lugares distantes, daquelas que inundam a sua sala de visitas a partir da luz bruxuleante das televisões.

Esperem! Tenham um pouco mais de paciência. Esses acontecimentos merecem muita, muita atenção.

Que tal iniciarmos como uma personagem de Luandino Vieira que diz: “É preciso dizer um princípio que se escolhe: costuma se come­çar, para ser mais fácil, na raiz dos paus, na raiz das coisas, na raiz dos casos, das conversas.”?

Então, podemos dizer que tudo começou com um ato desesperado de um jovem tunisiano, Mohamed Bouazizi, que não podendo mais sustentar sua família com a venda de frutas na rua, confiscadas por policiais corruptos, ateou fogo ao próprio corpo em protesto.   Outros jovens entenderam o significado do ato e a partir de movimentação intensa, tomaram as praças. Se foi o desespero que impulsionou o movimento, a comunicação  entre os seus participantes foi bem ao gosto de vocês: pelos celulares, computadores, IPods. E houve canto, e houve rezas, mas também gás lacrimogêneo, pedras, tiros e mortes. Muitas mortes. Não nos iludamos, pois as mudanças de fato cobram o seu salário em sangue.

E o ditador da Tunísia, Bem Ali, apesar de apoiado pela França, Espanha e Itália, não resistiu à pressão dos que saíram às ruas e caiu.

Mas quando se sente o sabor da liberdade e se tem consciência da força do coletivo, não é possível parar. Foi então a vez do Egito. Dezoito dias da massa enfrentando tanques e a pressão internacional de países como Estados Unidos e Israel.

E se Obama, no primeiro momento disse: “Mubarak é um bom homem. Ele fez coisas boas. Manteve a estabilidade. Continuaremos a apoiá-lo porque é um amigo”, teve depois aceitar a derrota que a população egipcia lhe impôs, porque a Praça Tahrir se encheu cada dia mais. E como na Tunísia, houve luta, orações, cânticos e mortes que derrubaram o ditador Mubarak o qual, com seus acordos de paz com Israel, permitira que se fechasse a faixa de Gaza, condenando o povo palestino à mais aviltante miséria.

No momento em que lhes escrevo Iêmen e Argélia começam as manifestações.

Prestem atenção.

Uma corrente de crença e ação se alastra. Os seus elos mais fortes são jovens como vocês: com a mesma vontade de dignidade, emprego e felicidade.

Pensem nisso quando lhes pedirem para participar de um Ato Público, assinar um documento pela melhoria do ensino ou discutir sobre os problemas da Universidade e da nação.

Lembrem, um pouco só, do texto de Luandino que lhes citei acima e que também diz: “Os pensamentos, na cabeça das pessoas, têm ainda de começar em qualquer parte, qualquer dia, qualquer caso. Só o que precisa é procurar saber.”

Procurem, ao menos, saber. Depois fica mais fácil agir.

Tania Macêdo

 Carta recebida via e-mal, em 15 de feve

02/15/2011 at 11:47 am Deixe um comentário

Naufrágio em Moçambique deixa ao menos 50 imigrantes mortos

MAPUTO (Reuters) – Pelo menos 50 imigrantes somalis e etíopes morreram no naufrágio de um barco com 129 pessoas, na costa norte de Moçambique, na semana passada, informou a mídia local.

Os sobreviventes, que se acredita sejam imigrantes ilegais, foram levados a campos de refugiados, segundo relato da agência de notícias moçambicana AIM na noite de terça-feira.

A AIM informou que o capitão da embarcação, um tanzaniano, morreu afogado. Nenhuma autoridade de Moçambique estava imediatamente disponível para comentar o fato.

Com um vasto litoral e policiamento precário, Moçambique vem sendo cada vez mais usado como destino para atividades ilegais, incluindo o tráfico de drogas, segundo funcionários do governo dos Estados Unidos e analistas políticos.

O país também é um meio fácil de passagem para imigrantes que tentam ir para a vizinha África do Sul, a nação mais rica da África.

Fonte: UOL

02/16/2011 at 2:19 pm Deixe um comentário

Dezenas de pessoas morrem no leste da Líbia–organização

TRÍPOLI (Reuters) – Forças de segurança da Líbia mataram 35 pessoas na zona leste da cidade de Benghazi na noite de sexta-feira, disse a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch, acrescentando que dezenas já morreram nos piores distúrbios em quatro décadas do governo de Muammar Khadafi.

Protestos contra o governo de Khadafi, inspirados por revoltas nos vizinhos Tunísia e Egito, emergiram nesta semana pela primeira vez em anos, mas foram recebidos com uma feroz repressão, especialmente na inquieta região leste do país.

 A organização, sediada em Nova York, disse que os assassinatos na sexta-feira elevaram a 84 sua estimativa para o total de mortos após três dias de protestos contra uma elite dominante que, segundo alguns da região leste da nação, acumulou riquezas advindas do petróleo e negou liberdade política.

 As mortes de sexta-feira em Benghazi ocorreram quando as forças de segurança abriram fogo contra pessoas que protestavam após os cortejos fúnebres às vítimas da violência ocorrida mais cedo, disse o grupo. Não houve nenhuma palavra oficial sobre o número de mortos.

 ”Lançamos um apelo a todos os médicos em Benghazi para que venham ao hospital e também a todos que possam doar sangue, porque eu nunca vi nada como isso antes”, afirmou um alto funcionário do hospital em Benghazi, de acordo com a organização.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/manchetes_libia_protestos&printer=1

02/19/2011 at 3:13 pm Deixe um comentário

XIII Curso de Difusão Cultural CEA/USP “Introdução aos Estudos de África”

Dados do Curso

Status da Inscrição: 
Inscrição Aberta
Natureza do curso: 
Difusão
Público Alvo: 

Professores das redes pública e particular de ensino e interessados em geral.

Objetivo: 

Difusão do conhecimento do Continente africano por meio da capacitação de professores de ensino médio da rede pública e particular e interessados em geral, possibilitando o aprendizado de aspectos da história e da cultura africana que serão transmitidos durante as aulas e apreendidos pelos alunos o que possibilitará discussões mais aprofundadas sobre a temática e a (re)construção da história de África.

Programa: 
Carga horária: 
39.00Horas
Vagas: 

• máximo: 110 alunos.
• mínimo: 70 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação: 
A avaliação consiste na entrega de uma resenha sobre um dos temas abordados em sala. Para fazer jus ao certificado o aluno deverá cumprir o mínimo de 85% de frequencia e obter nota mínima 5,0.
Coordenação: 

Prof. Dr. Kabengele Munanga, da FFLCH/USP.

Ministrante(s): 

Carlos Subuhana, Dilma de Melo Silva, Ismael Giroto, Kabengele Munanga, Margarida Maria Taddoni Petter, Mauricio Waldman e Tania Celestino de Macêdo.

Promoção: 
Centro de Estudos Africanos
Períodos e Turmas
Início e fim da aula: 
16/03/201115/06/2011
Horário das aulas: 
4ª feira, 19:00 às 22:00
Local das aulas: 
Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária – salas 18.
Sorteio de Bolsa
Detalhes: 

► CATEGORIA COMUNIDADE USP E 3ª IDADE: 2 docentes, 2 discentes, 2 funcionários, 3 para terceira idade.
Inscrição on-line: 23 e 24.02.11
Resultado: 28.02.11

OBSERVAÇÃO
1. Veja as regras em BOLSAS E DESCONTOS..

► CATEGORIA “COMUNIDADE EXTERNA”: 2 bolsas

OBSERVAÇÕES
1. Inscrição somente no Centro de Estudos Africanos (CEA), pessoalmente ou por procuração;
2. Documentos necessários: pedido fundamentado; curriculo atualizado completo com dados pessoais, etc.; cópia da última declaração de rendimentos; e, assinatura de termo de compromisso (caso seja contemplado);
3. Endereço do CEA: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, sala 1087 – das 14 às 19h – 2ª à 6ª feira – tel. 3091-3744 – cea@usp.br.

Investimento
Valor: 

⇒R$ 180,00: Interessados em geral.
⇒R$ 162,00: Graduandos e pós-graduandos da FFLCH.
⇒R$ 90,00: Professores Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores bolsistas e estagiários da FFLCH.
⇒Gratuito: Docentes e Funcionários da FFLCH.

Detalhes
• O pagamento será à vista, mediante boleto bancário impresso no ato da matrícula;
• Não haverá devolução da taxa após o início do curso;
• Os descontos serão concedidos mediante solicitação do interessado e comprovação da categoria a que pertence (apresentação da carteirinha USP ou holerite).
• O não pagamento do boleto implica no cancelamento da matrícula.

Matrícula
Início e fim da matrícula (enquanto houver vaga): 
28/02/201104/03/2011
Detalhes: 

• Veja os documentos para matrícula.
• Matrícula presencial, veja o local.

Desistência: 
O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.



02/20/2011 at 3:56 pm Deixe um comentário

Mais de 30 mil já deixaram a Líbia após confrontos, diz agência da ONU

Pelo menos 30 mil pessoas, em sua maioria trabalhadores tunisianos e egípcios, fugiram da violência na Líbia, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta quinta-feira (24).

O fluxo de saída está aumentando, mas consiste principalmente em estrangeiros. Até agora incluiu apenas cerca de 325 líbios, de acordo com a entidade.

Um avião fretado com 114 brasileiros, funcionários da Odebrecht e da Petrobras e seus familiares, aterrissou nesta quinta na ilha de Malta vindo de Trípoli, e mais dois voos com cidadãos do país estão programados para decolar da Líbia, de acordo com a Odebrecht.

Brasileiros que estão na cidade de Benghazi serão resgatados por um navio que partiu da Grécia, e um pequeno grupo já está inclusive de volta ao Brasil após ter saído da Líbia de avião com ajuda de Portugal.

A Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur) afirmou que não sabe de nenhum barco carregando migrantes ou pessoas em busca de asilo que tenha partido da Líbia rumo à Europa. A Acnur exortou todos os países a manterem abertas suas fronteiras para a população que foge da violência.

“Ao menos 30 mil saíram pelas duas fronteiras terrestres com a Tunísia e o Egito”, disse a porta-voz da OIM Jemini Pandya à Reuters.

Cerca de 15 mil deles foram para a Tunísia, na maioria cidadãos tunisianos, afirmou ela. Cerca de mil egípcios, 830 chineses e 300 líbios também estão entre eles.

“A equipe da OIM diz que os que chegam à fronteira (tunisiana) estão principalmente vindo de Trípoli. Eles incluem funcionários de embaixadas e embaixadores de diversos países que decidiram abandonar a capital”, disse a OIM, que tem sede em Genebra, em um comunicado.

A agência da ONU para refugiados deve começar uma operação no fim de semana para levar a Djerba, na Tunísia, tendas e outros suprimentos para abrigos de emergência, disse o porta-voz Andrej Mahecic.

Cerca de 15 mil egípcios saíram da Líbia com destino à sua terra natal, junto com cerca de duas dezenas de líbios, de acordo com a OIM. Estima-se que 1 milhão de egípcios vivam na Líbia.

A OIM expressou preocupação com fato de que não há evidência de muitos migrantes da África Subsaariana ou do sul da Ásia saindo da Líbia para a Tunísia ou para o Egito.

“Provavelmente isso é porque eles não têm os recursos para pagar pelo transporte”, disse Laurence Hart, chefe da missão da OIM para a Líbia. “Muitos países sem os recursos adequados para retirar seus cidadãos estão pedindo ajuda da OIM agora.”

Fonte: globo.com

02/24/2011 at 6:51 pm Deixe um comentário

Nota da Polícia Federal de São Paulo

A Polícia Federal em São Paulo informa que a partir de 23 de fevereiro o atendimento aos estrangeiros para serviço de registro é feito exclusivamente mediante agendamento eletrônico disponível na página da internet: https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb.
Após o preenchimento dos dados pessoais, o estrangeiro agendará o dia e a hora de atendimento e apresentará os formulários impressos ao setor de registro.
O agendamento eletrônico possibilita a inclusão imediata dos dados do requerente no Sistema Nacional de Controle e Registro de Estrangeiros – SINCRE, o que garante ao requerente sair da repartição com o número do registro nacional de estrangeiro – RNE, o que faz com que ele não precise retornar para obter a numeração. Tal procedimento também permite a emissão de documentos brasileiros, como: CPF, carteira de trabalho ou registro na junta comercial.
Quando do comparecimento do estrangeiro na data agendada para o registro, serão captadas impressões digitais e foto, fazendo deste um ato personalíssimo. A partir de então, inicia-se a expedição da cédula de identidade do estrangeiro.
Este novo procedimento possibilitará a ampliação em cerca de 40% na capacidade de atendimento de estrangeiros pela Superintendência Regional em São Paulo, além de diminuir o tempo na realização do serviço.
Nos mesmos moldes, a 2ª etapa da Anistia/2009 será realizada, em breve, com o agendamento eletrônico (exclusivo para esse serviço).
Esclarecemos que o agendamento eletrônico está disponível somente para a Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo.
Resumindo, os procedimentos a serem adotados pelos estrangeiros consistem em:
Internet (https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb) > preenchimento de dados > impressão dos formulários de dados pessoais e agendamento > agendamento > comparecimento com os documentos solicitados.

02/25/2011 at 7:19 pm Deixe um comentário

Em cada três assassinatos no Brasil, dois são de negros

No Brasil, em cada três assassinatos, dois são de negros. Em 2008, morreram 103% mais negros que brancos. Dez anos antes, essa diferença já existia, mas era de 20%. Esses números estão no Mapa da Violência 2011, um estudo nacional apresentado hoje pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz.

Os números mostram que, enquanto os assassinatos de brancos vêm caindo, os de negros continuam a subir. De 2005 para 2008, houve uma queda de 22,7% nos homicídios de pessoas brancas; entre os negros, as taxas subiram 12,1%. O cenário é ainda pior entre os jovens (15 a 24 anos). Entre os brancos, o número de homicídios caiu de 6.592 para 4.582 entre 2002 e 2008, uma diferença de 30%. Enquanto isso, os assassinatos entre os jovens negros passaram de 11.308 para 12.749 – aumento de 13%.

No Estado da Paraíba, em 2008, morreram 1.083% mais negros do que brancos. Em Alagoas, no mesmo ano, foram 974,8% mais mortes de negros. Em 11 Estados, esse índice ultrapassa 200%. As diferenças são pequenas apenas nos Estados onde a população negra também é menor, como no Rio Grande do Sul, onde a diferença é de 12,5%; Santa Catarina, com 14,7%; e Acre, com 4%.

Pobres

“Alguns Estados têm taxas insuportáveis. Não é uma situação premeditada, mas tem as características de um extermínio”, diz o pesquisador Waiselfisz. “A distância entre brancos e negros cresce muito rápido”, ressalta. Ele credita essa diferença à falta de segurança que envolve a população mais pobre, em que os negros são maioria. “O que acontece com a segurança pública é o que já aconteceu com outros setores, como educação, saúde, previdência social: a privatização. Quem pode, paga a segurança privada. Os negros estão entre os mais pobres, moram em zonas de risco e não podem pagar”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: UOL

02/28/2011 at 4:51 pm Deixe um comentário

Músico etíope Mulatu Astatke confirma dois shows em SP

Mulatu Astatke, um dos mais importantes artistas da Etiópia, fará dois shows no Brasil em março. O criador do ethio jazz (uma fusão entre o soul e o jazz norte-americano e a música etíope) se apresenta no Sesc Vila Mariana (zona sul de São Paulo), nos dias 19 e 20.

Os ingressos custam de R$ 10 (trabalhador do comércio matriculado no Sesc) a R$ 42 (inteira) e começam a ser vendidos na terça-feira (1º).

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, Astatke ganhou notoriedade no fim dos anos 1990, com o quarto volume da série francesa “Ethiopiques”, dedicada ao artista. Já em 2005, várias de suas composições foram escolhidas pelo diretor norte-americano Jim Jarmusch para a trilha de “Flores Partidas”.

Sesc Vila Mariana – R. Pelotas, 141, Vila Mariana, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/5080-3000. Sáb. (19): 21h. Dom.: (20: 18h. Ingr.: R$ 10 (trabalhador do comércio matriculado no Sesc) a R$ 42 (inteira).

03/11/2011 at 3:06 pm Deixe um comentário

Entenda a crise na Costa do Marfim

Forças leais a Alassane Ouattara estão na maior cidade da Costa do Marfim, Abidjan, onde Laurent Gbagbo permanece refugiado apesar de a ONU dizer que ele perdeu as eleições do ano passado no país, o maior produtor mundial de cacau. O que está em jogo? Poder. Laurent Gbagbo se recusou a deixar o cargo de presidente mesmo com a ONU, que ajudou a organizar as eleições de novembro, tendo afirmado que ele perdeu e Alassane Ouattara foi o vencedor. Gbagbo acusou a França, país que colonizou a Costa do Marfim, de tentar usar sua influencia na ONU para tirá-lo do poder e ter vantagens econômicas, mas os argumentos não foram aceitos. Analistas dizem que raramente viram unanimidade como a observada na comunidade internacional após as eleições. União Africana (UA), ONU e o organismo dos países da África ocidental, Ecowas, pediram pela saída de Gbagbo e impuseram sanções para forçar a transferência de poder. A UA deu um prazo até 24 de março para a saída de Gbagbo, o que não foi respeitado e poucos dias depois, forças de Outtara, vindas do norte do país, entraram na cidade de Abidjan. Qual o nível de violência das batalhas? É difícil dizer já que a maioria ocorreu em áreas remotas, mas o rápido avanço das tropas pró-Outtara sugere que ocorreu pouca resistência Ocorreram, no entanto, vários choques violentos e assassinatos em Abidjan nos últimos três meses. A ONU acusou as forças de Gbagbo de atacar áreas consideradas simpatizantes de Outtara. Um grupo pró-Outtara em Abidjan é acusado de assassinar simpatizantes de Gbagbo. A entidade diz que quase 500 pessoas foram mortas e um milhão teriam sido obrigados a deixar suas casas. Agências humanitárias dizem que mais de mil pessoas foram mortas no país na violência que se seguiu às eleições presidenciais de novembro. Muitos têm pouco acesso a comida ou abrigo e vêm vivendo em situação precária. O que acontece agora? No momento, parece que os dias de Gbagbo no poder estão contados, embora ele siga refugiado na residência presidencial e se recuse a deixar o poder. O Tribunal Internacional Penal analisa a possibilidade de que tenham ocorrido crimes contra a humanidade, portanto Gbagbo pode evitar fugir para algum país ocidental de onde seria extraditado, tendendo a permanecer em algum africano. Ele sempre foi aliado próximo do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos e analistas acreditam que o país poderia ser um destino natural. Qual o pano de fundo? Há uma década, a Costa do Marfim, era considerada um país pacífico e próspero da África ocidental. Mas a nação sempre teve profundas divisões étnicas, religiosas e econômicas. Sua indústria de cacao proporcionava um padrão de vida melhor do que em outras nações africanas, portanto imigrantes de alguns dos países mais pobres do mundo, como Mali e Burkina Faso, foram atraídos para lá. Alguns desses imigrantes compartilhavam laços étnicos com habitantes do norte da Costa do Marfim, incluindo o islamismo. Muitos dos habitantes do sul, estimulados por políticos populistas, passaram a se ressentir dos estrangeiros e dos moradores do norte. Qual foi a reação dos habitantes do norte? Eles reclamaram de discriminação. O muçulmano Outtara, mesmo tendo sido premiê no passado, foi impedido de concorrer em eleições presidenciais anteriores sob a alegação de que seus pais teriam vindo de Burkina Faso, Muitos habitantes do norte tinham ainda grandes dificuldades em conseguir documentos de identidade ou o direito ao voto. Em 2002, alguns soldados do norte do país abandonaram o Exército e marcharam rumo a Abidjan. Eles estavam prestes a tomar o país quando foram impedidos por soldados franceses e cerca de nove mil tropas de paz da ONU. O país foi então dividido entre norte e o sul, divisão que as eleições deveriam sepultar. Mas o pleito acentuou as divisões, embora pareça que estas devam chegar ao fim em breve.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/110331_costadomarfim_qa_rc.shtml?print=1

04/12/2011 at 7:15 pm Deixe um comentário

ONU pede trégua na Líbia para aliviar crise humana

A sub-secretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, pediu uma pausa nas hostilidades na Líbia para ajudar a aliviar a crise humana no país. Em discurso feito nessa segunda-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Amos disse que Misrata, a única cidade no oeste da Líbia sob controle dos rebeldes, encontra-se em terrível estado, com falta de comida e de água potável. Cerca de 750 mil pessoas já fugiram da Líbia desde o início dos combates entre insurgentes e as forças leais ao governo do coronel Muamar Khadafi. Amos afirma que a combinação entre os combates e as sanções impostas pela comunidade internacional à Líbia paralisam o país. Ela pediu ao Conselho de Segurança que garanta que todas as partes envolvidas respeitem as leis internacionais. A sub-secretária-geral disse ainda que o uso de bombas de fragmentação, minas terrestres e submarinas e os ataques aéreos demonstram uma desconsideração insensível para com os civis. ‘Desabastecimento disseminado’ Segundo Amos, o conflito armado e a interrupção das redes de suprimento estão atrasando a chegada de bens comerciais às mãos da população. Ela diz que o país tem comida suficiente apenas para alguns meses mais. “O desabastecimento disseminado está paralisando o país de formas que irão impactar gravemente na população geral nos próximos meses, particularmente os mais pobres e mais vulneráveis”, disse a sub-secretária-geral. Amos renovou o pedido de envio de dinheiro à Líbia. Segundo ela, apenas metade dos US$ 144 milhões (R$ 231 milhões) pedidos anteriormente foi enviada ao país. Um navio da Cruz Vermelha atracou com sucesso em Misrata nessa segunda-feira, levando equipamentos médicos, comida para bebês e componentes para montar redes elétricas e de água. O porto tornou-se a salvação de Misrata, permitindo a saída de refugiados e a chegada de suprimentos, embora esteja sob ataque constante das forças leais a Khadafi. Fontes médicas afirmam que pelo menos 300 pessoas foram mortas em Misrata devido aos combates. Na última sexta-feira, um barco levando 600 refugiados naufragou logo depois de deixar o porto da capital, Trípoli. O número de mortos é incerto, mas testemunhas dizem ter visto dezenas de corpos, além de destroços e sobreviventes nadando para a costa. A agência da ONU para refugiados (Acnur) pediu que todos os navios no Mar Mediterrâneo ofereçam ajuda aos barcos que levam pessoas do norte da África para a Europa, mesmo que muitas destas embarcações sejam clandestinas. Pelo menos três outros barcos foram declarados desaparecidos no Mediterrâneo. Combate em Misrata Rebeldes dizem ter afastado as forças de Khadafi de Misrata Em Misrata, rebeldes afirmam que levaram as tropas do governo de volta para os arredores da cidade. A cidade está sob cerco das forças de Khadafi por dois meses. Um porta-voz dos insurgentes disse à BBC que “Khadafi foi afastado de Misrata”. Ele afirmou que a moral dos rebeldes estava alta e que o seu objetivo era continuar na luta. Nesta terça-feira, a Otan realizou em Trípoli o mais pesado bombardeio em três semanas. Relatos indicam que quatro prédios foram atingidos, incluindo o complexo ocupado pela família de Khadafi, a agência militar de inteligência e a sede da rede de TV estatal. O governo líbio afirma que a alta comissão do país para a infância também foi atingido, deixando quatro crianças feridas por estilhaços de vidro. As alegações não podem ser verificadas de forma independente.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/05/110510_libia_onu_refugiados_rp.shtml?print=1

05/10/2011 at 4:01 pm Deixe um comentário

África chora o seu Filho, Celebra um novo orixá: Abdias Nascimento !

O céu ficou mais preto!

Naquela tarde
havia almoçado com uma amiga, após ter assistido a um debate sobre a Comuna de
Paris na universidade. Eu dei muita risada durante o almoço, falamos sobre
revolução, sexo, preconceito e trânsito. Depois fui comprar vasos para minhas
plantas.

Quando cheguei
a casa liguei o computador e abri a rede, costumo ver as notícias do dia e lá
estava escrito: O céu havia ficado mais preto! Um fenômeno raro desses da
natureza tinha deixado as nuvens negras, empretecidas como se fosse
noite.

Não era efeito
da poluição das grandes cidades, não tinha haver com uma frente fria vinda do
sul do país e nem mesmo um eclipse não programado. Era um fenômeno como daqueles
que acontecem uma vez no século, que a ciência ainda não soube
explicar.

O problema era
que apenas alguns sítios haviam publicado a notícia, parece que não se
importaram muito com o acontecido. Imediatamente envie a amigos a notícia na
esperança que pudessem compartilhar comigo tal evento. Que pudessem sentir a
mesma sensação de escuridão que me acometeu nesta tarde. Oxalá os céus ficassem
sempre nesse tom, que ao olharmos para cima pudéssemos sempre contemplar esse
lindo espetáculo. Essa cor da possibilidade, essa nuance de revolta.

A origem do
fenômeno eu já conhecia, nem precisei entrar nos sítios de busca. A escuridão
havia começado há 97 anos no interior de São Paulo, há quatrocentos quilômetros
da capital, na cidade de Franca. De lá veio pretejando cidades e consciências
pelo mundo afora até aportar na cidade maravilhosa de onde irradiou seu último
lampejar de negrume.

Confesso que
pretendo ver esse negror pelas ruas, nos olhos de cada pessoa, no espírito dos
trabalhadores, na alma das mulheres, na luta dos camponeses, no beijo de cada
criança, pois a vida é assim mesma, é agora. Vamos contemplar esse céu negro e
nutrir forças para que possamos fazer com que todos os tons de cores sejam
possíveis.

Obrigado e um
abraço Nascimento.

Christian
Moura. 24/05/2011. 15h24hs.

*************************************************************************************************************************

Car@s Colegas,

Faleceu hoje, às 7 horas da manhã, Abdias do Nascimento, a maior expressão contemporânea do Movimento Negro brasileiro, autor ou participante das principais iniciativas organizativas e políticas da militância negra no país nos séculos XX e XXI.  Reproduzimos abaixo sua biografia, publicada no site do Ipeafro, criado por ele e sua esposa Elisa Larkin do Nascimento.  O Brasil perde um dos seus filhos mais ilustres, exemplo de coerência e radicalidade com os princípios da luta antirracista e panafricanista.

Não temos ainda informações acerca dos funerais, que transmitiremos logo que tenhamos as informações.
Com toda a certeza, Abdias continuará a ser um farol para indicar os caminhos da nossa luta pela extinção do racismo no Brasil e em todas as regiões do mundo.

Saudações Negras,

Edna Roland
Coordenadora da Igualdade Racial
Prefeitura Municipal de Guarulhos

Coordenadora do FIPIR-SP
(11) 2408-5597

(11) 6483-5019
2011: Ano Internacional d@s Afrodescendentes

10 anos de Durban (III Conferência Mundial Contra o Racismo))

Campanha A Juventude Negra Quer Viver!

Biografia

Abdias Nascimento
Abdias Nascimento é Professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York e Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Brasília, Federal e Estadual da Bahia, Estado do Rio de Janeiro, e Obafemi Awolowo da Nigéria. Hoje ele é indicado oficial ao Prêmio Nobel da Paz em função de sua defesa consistente, desde o século passado até hoje, dos direitos civis e humanos dos afrodescendentes no Brasil e no mundo (ver entrevista recente na Folha de São Paulo).

Abdias Nascimento participou da Frente Negra Brasileira nos anos 1930 e ajudou a organizar o Congresso Afro-Campineiro em 1938.

Durante viagem a vários países da América do Sul como integrante do grupo de poetas Santa Hermandad Orquídea, resolveu criar um teatro negro como arma de luta contra a discirminação racial.

Na volta ao Brasil, foi preso por resistir a agressões racistas e criou na Penitenciária de Carandiru, em 1941, o Teatro do Sentenciado.

Ao sair da penitenciária, fundou no Rio de Janeiro, em 1944, o Teatro Experimental do Negro, que rompeu a barreira de cor nos palcos brasileiros e formou a primeira geração de atores e atrizes dramáticos negros do teatro brasileiro, além de propiciar a criação de uma literatura dramática afro-brasileira.

Organizou eventos históricos como o 1o Congresso do Negro Brasileiro (1950) e a Convenção Nacional do Negro (1945-46), que propôs à Assembléia Nacional Constituinte de 1945 políticas afirmativas e a definição da discriminação racial como crime de lesa-Pátria.

O Teatro Experimental do Negro assumiu em 1950 o projeto Museu de Arte Negra, sob a curadoria de Abdias Nascimento. O MAN inaugurou sua primeira exposição em 1968 no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em seguida, Abdias Nascimento viajou aos Estados Unidos num intercâmbio com o movimento negro norte-americano. Encontrava-se na cidade de Nova York quando o regime militar promulgou o Ato Institucional n. 5. Alvo de vários Inquéritos Policial-Militares, Abdias foi obrigado a ficar no exterior, onde foi professor de várias universidades. Nesse período, ele desenvolveu sua própria atuação como artista plástico, pintando telas que transmitem os valores da civilização africana, da cultura religiosa afro-brasileira e da luta pelos direitos humanos dos povos africanos em todo o mundo. Participou, no Caribe, na África e nos Estados Unidos, de vários encontros do movimento internacional pan-africanista.

Após 12 anos no exílio, Abdias Nascimento retornou ao Brasil e inseriu-se no cenário político como deputado federal. Propôs em 1983 o primeiro projeto de políticas públicas afirmativas. Continuou defendendo essa proposta, no período de 1991 a 1999, como senador e como titular fundador da Seafro (Secretaria de Defesa e Promoção da População Afro-Brasileira) e da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Vem sendo agraciado com honrarias nacionais e internacionais, como por exemplo o Prêmio Mundial Herança Africana do Centro Schomburg para Pesquisa da Cultura Negra, Biblioteca Pública de Nova York (2001); o Prêmio Toussaint Louverture (2004) e o Prêmio Direitos Humanos e Cultura da Paz (1997), ambos da Unesco; e o Prêmio de Direitos Humanos da ONU (2003).

Na ocasião da 2a Conferência Mundial de Intelectuais Africanos e da Diáspora (2006), iniciativa da União Africana e do Governo Brasileiro, Abdias Nascimento recebeu do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mais alta honraria outorgada pelo Governo do Brasil, a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador.

A Câmara dos Vereadores do Município de Salvador outorgou-lhe a cidadania soteropolitana e a Medalha Zumbi dos Palmares em 2007. Ele recebeu homenagem do 4o Festival Internacional de Cinema Negro (São Paulo), bem como o Prêmio Ori da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro pelo conjunto de sua obra literária.

A Universidade Obafemi Awolowo, de Ilé-Ifé, Nigéria, outorgou-lhe, em 2007, o título de Doutor em Letras, Honoris Causa.

O Conselho Nacional de Prevenção da Discriminação, do Governo Federal do México, outorgou a Abdias Nascimento o seu prêmio em reconhecimento à contribuição destacada à prevenção da discriminação racial na América Latina (2008).

O Ministério da Cultura outorgou-lhe a Grã Cruz da Ordem do Mérito Cultural (2007), e em 2009 ele recebeu do Ministério do Trabalho a Grã Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas. Ambas são as mais altas honrarias do Governo Federal do Brasil em suas respectivas áreas.

Ainda em 2009, recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo e o Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil.

A obra artística de Abdias Nascimento
A cultura africana sempre fundamentou a atuação artística de Abdias, tanto no teatro como na poesia e na pintura.

Sua pintura explora e interpreta vários universos simbólicos a partir da matriz primordial do Egito antigo, percorrendo o candomblé, o vodu do Haiti e os ideogramas adinkra da África ocidental.

Essas referências se mesclam à evocação de heróis e princípios da luta libertária na África e na diáspora.

Mas a principal referência é a cultura religiosa afro-brasileira: o culto aos orixás.

Ao invocar e homenagear as entidades e os valores da cultura religiosa afro-brasileira, sua pintura nos traz uma reflexão atual e profunda sobre princípios como a justiça, a paz, o poder e a guerra.

Numa cosmologia que reúne os ancestrais, os vivos, os não nascidos e as forças da natureza, esses valores voltam-se sempre para o futuro. O ambientalismo, por exemplo, é parte viva e integral dessa religiosidade. Os seres da natureza povoam as telas de Abdias numa troca constante: peixes nadando no céu, criaturas aladas em terra e mar, folhas brotando de pernas e asas.

Essa convivência em espaços diversos é metáfora da unicidade essencial entre as formas de vida, consignada no princípio de oferenda.

Os elementos da natureza estão sempre presentes: água, ar, terra e fogo representam essa filosofia religiosa com sua cosmologia tão especial.

Acesse aqui no site do Ipeafro imagens das obras artísticas de Abdias Nascimento.

ABDIAS NASCIMENTO
OBRAS PUBLICADAS SELECIONADAS
Livros
O Griot e as Muralhas, com Éle Semog. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.

Quilombo: Edição em fac-símile do jornal dirigido por Abdias do Nascimento. São Paulo: Editora 34, 2003.

O quilombismo, 2a ed. Brasília/ Rio de Janeiro: Fundação Cultural Palmares/ OR Produtor Editor, 2002 (362 pags).

O Brasil na Mira do Pan-Africanismo. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais/ Editora da Universidade Federal da Bahia EDUFBA, 2002 (342 pags).

Orixás: os Deuses Vivos da África/ Orishas: the Living Gods of Africa in Brazil. Rio de Janeiro/ Philadelphia: Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros/Temple University Press, 1995.

A Luta Afro-Brasileira no Senado. Brasília: Senado Federal, 1991 (35 pags).

Nova Etapa de uma Antiga Luta. Rio de Janeiro: Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Negras – SEDEPRON, 1991 (32 pags).

Africans in Brazil: a Pan-African Perspective, com Elisa Larkin Nascimento. Trenton: Africa World Press, 1991 (218 pags).

Brazil: Mixture or Massacre, trad. Elisa Larkin Nascimento. Dover: The Majority Press, 1989 (224 pags).

Combate ao Racismo, 6 vols. Brasília: Câmara dos Deputados, 1983-86. (Discursos e projetos de lei.) (Aproximadamente 120 pags em cada volume.)

Povo Negro: A Sucessão e a “Nova República”. Rio de Janeiro: Ipeafro, 1985 (68 pags).

Jornada Negro-Libertária. Rio de Janeiro: Ipeafro, 1984 (29 pags).

A Abolição em Questão, co-autoria com José Genoíno e Ari Kffuri. Sessão Comemorativa do 96o Aniversário da Lei Áurea (9 de maio de 1984). Brasília: Câmara dos Deputados, 1984 (40 pags).

Axés do Sangue e da Esperança: Orikis. Rio de Janeiro: Achiamé e RioArte, 1983. (Poesia, 109 pags.)

Sitiado em Lagos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 (111 pags).

O Quilombismo. Petrópolis: Vozes, 1980 (281 págs).

Sortilégio II: Mistério Negro de Zumbi Redivivo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. (Peça de teatro, 141 pags.)

Sortilege: Black Mystery, trad. Peter Lownds. Chicago: Third World Press, 1978.

Mixture or Massacre, trad. Elisa Larkin Nascimento. Búfalo: Afrodiaspora, 1979 (224 pags).

O Genocídio do Negro Brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978 (184 pags).

“Racial Democracy” in Brazil: Myth or Reality, trad. Elisa Larkin Nascimento, 2a ed. Ibadan: Sketch Publishers, 1977 (178 pags).

“Racial Democracy” in Brazil: Myth or Reality, trad. Elisa Larkin Nascimento, 1a ed. Ile-Ife: University of Ife, 1976 (83 pags).

Sortilégio (mistério negro). Rio de Janeiro: Teatro Experimental do Negro, 1959. (Peça de teatro.)

Organização de antologias, revistas, e obras coletivas
Thoth:Pensamento dos Povos Africanos e Afrodescendentes, nos. 1-6. Brasília: Senado Federal, 1997-98.

Afrodiaspora: Revista do Mundo Africano, nos. 1-7. Rio de Janeiro: IPEAFRO, 1983-86.

O Negro Revoltado, 2a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 (403 pags).

Journal of Black Studies, ano 11, no. 2 (dezembro de 1980) (número especial sobre o Brasil).

Memórias do Exílio, org. em colaboração com Paulo Freire e Nelson Werneck Sodré. Lisboa: Arcádia, 1976.

Oitenta Anos de Abolição. Rio de Janeiro: Cadernos Brasileiros, 1968.

Teatro Experimental do Negro: Testemunhos. Rio de Janeiro: GRD, 1966 (170 pags).

Dramas para Negros e Prólogo para Brancos. Rio de Janeiro: TEN, 1961 (419 pags).

Relações de Raça no Brasil. Rio de Janeiro: Quilombo, 1950 (75 pags).

Participação em antologias e obras coletivas
“Quilombismo, um conceito emergente do processo histórico-cultural da população afro-brasileira”. In: Elisa Larkin Nascimento (org.), Afrocentricidade, Uma abordagem epistemológica inovadora, Coleção Sankofa v. 4. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2004.

“O negro e o parlamento brasileiro”, co-autoria com Elisa Larkin Nascimento. In Munanga, Kabengele, org., O negro na história do Brasil. Brasília: UnB/ Fundação Cultural Palmares, 2004, pags. 105-151.

“Comentário ao Artigo 4o”, in Direitos Humanos: Conquistas e Desafios. Brasília: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil/ Comissão Nacional de Direitos Humanos, 1998.

“Quilombismo: the African-Brazilian Road to Socialism,” in Asante, Molefi K. e Abarry, Abu S., orgs., African Intellectual Heritage: a Book of Sources. Philadelphia: Temple University Press, 1996.

Sortilege: Black Mystery, trad. Peter Lownds. Callaloo, A Journal of African-American and African Arts and Letters, v. 18, n. 4 (1995). Special Issue, African Brazilian Literature. Johns Hopkins University Press.

Sortilege II: Zumbi Returns (peça dramática) in Crosswinds: an Anthology of African Diaspora Drama, ed. de William B. Branch. Bloomington: Indiana University Press, 1991.

“Quilombismo: the African-Brazilian Road to Socialism,” in African Culture: the Rhythms of Unity, ed. Molefi K. Asante e Kariamu W. Asante. Trenton: Africa World Press, 1990. (Primeira edição publicada em 1987 pela Greenwood Press.)

“Teatro Negro del Brasil: una Experiencia Socio-Racial,” in Popular Theater for Social Change in Latin America, a Bilingual Anthology, ed. by Gerardo Luzuriaga. Los Angeles: UCLA Latin American Studies Center, 1978.

“African Presence in Brazilian Art,” Journal of African Civilizations 3:2 (novembro de 1981).

“Reflections of an Afro-Brazilian,” Journal of Negro History LXIV:3 (verão 1979).

“Afro-Brazilian Theater, a Conspicuous Absence,” Afriscope VII:1 (Lagos, janeiro de 1977).

“Afro-Brazilian Art: a Liberating Spirit,” Black Art: an International Quarterly I:1 (outono de 1976).

“Open Letter to the First World Festival of Negro Arts,” Presence Africaine XXX:58 (verão de 1968).

“Carta Aberta ao Festival Mundial das Artes Negras,” Tempo Brasileiro, ano IV, número 9/10 (abril-junho de 1966).

“The Negro Theater in Brazil,” African Forum II:4 (primavera de 1967).

“Mission of the Brazilian Negro Experimental Theater,” The Crisis 56:9 (outubro de 1949).

ABDIAS NASCIMENTO
EXPOSIÇÕES REALIZADAS
Individuais
01. The Harlem Art Gallery, Nova York, 1969.

02. Crypt Gallery, Columbia University, Nova York, 1969.

03. Yale University School of Art and Architecture, New Haven, 1969.

04. Malcolm X House, Wesleyan University, Middletown, CN, 1969.

05. Gallery of African Art, Washington DC, 1970.

06. Gallery Without Walls, Buffalo, NY, 1970.

07. Centro de Estudos e Pesquisas Porto-riquenhos, Universidade do Estado de Nova York, Buffalo, 1970.

08. Departamento de Estudos Afro-Americanos, Harvard, Cambridge, MA, 1972.

09. Museu da Associação Nacional de Artistas Afro-Americanos, Boston, 1971.

10. Studio Museum in Harlem, Nova York, 1973.

11. Langston Hughes Center, Buffalo, NY, 1973.

12. Fine Arts Museum, Syracuse, NY, 1974.

13. Galeria da Universidade Howard, Washington DC, 1975.

14. Inner City Cultural Center, Los Angeles, 1975.

15. Ile-Ife Museum of Afro-American Culture, Philadelphia, 1975.

16. Galeria do Banco Nacional, São Paulo, Brasil, 1975.

17. Galeria Morada, Rio de Janeiro, Brasil, 1975.

18. Museu de Artes e Antiguidades Africanas e Afro-Americanas, Center for Positive Thought, Buffalo, NY, 1977.

19. El Taller Boricua e Caribbean Cultural Center, Nova York, 1980.

20. Galeria Sérgio Milliet, Fundação Nacional das Artes – FUNARTE, Ministério da Cultura, Rio de Janeiro, Brasil, 1982.

21. Palácio da Cultura (Prédio Gustavo Capanema), Ministério da Cultura, Rio de Janeiro, Brasil, 1988.

22. Salão Negro, Congresso Nacional, Brasília, DF, 1997.

23. Galeria Debret, Paris, 1998.

24. Arquivo Nacional (antiga Casa da Moeda), Rio de Janeiro, 2004-2005.

25. Galeria Athos Bulcão, anexo ao Teatro Nacional, Brasília, DF, 2006.

26. Caixa Cultural Salvador/ II Conferência Mundial dos Intelectuais Africanos e da Diáspora, 11 de julho a 29 de agosto de 2006.

27. IV Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), Rio de Janeiro, janeiro de 2007.

Coletivas e Coleções Permanentes
01. Museu Everson de Artes, Syracuse, NY, 1972.

02. Galeria Salomé, Nova Orleans, LA, 1973.

03. Rainbow Sign Gallery, Berkeley, CA, 1975.

04. Artists ’79, Sede das Nações Unidas, Nova York, 1979.

05. Coleção permanente, Museu de Artes e Antiguidades Africanas e Afro-Americanas, Center for Positive Thought, Buffalo, NY (duas telas).

06. Coleção Permanente, Instituto de Estudos Latino-Americanos, Universidade Columbia, Nova York.

Fontes: http://www.abdias.com.br/ e http://www.ipeafro.org.br/home/br/personalidades/27/abdias-nascimento/ em 24.05.2011 às 12h30

05/24/2011 at 6:52 pm Deixe um comentário

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A SITUAÇÃO SOCIOECONÔMICA DOS IMIGRANTES EM SÃO PAULO

AUDIÊNCIA PÚBLICA MOSTRA QUE QUESTÃO DOS IMIGRANTES EM SP AINDA TEM MUITO TRABALHO PELA FRENTE

As condições socioeconômicas dos imigrantes em São Paulo foi tema da Audiência Pública organizada pelo gabinete do Vereador Juscelino Gadelha e realizada dia 13/06 na Sala Sérgio Vieira de Mello, da Câmara Municipal de São Paulo. Na abertura, foi apresentado um vídeo sobre imigrantes intitulado “Somos SP”, onde várias pessoas de diversas nacionalidades expressam seus sentimentos em relação ao Brasil. Em seguida, o vereador Juscelino Gadelha abriu os trabalhos, dizendo que o objetivo da audiência é ver o que avançou na questão dos migrantes e imigrantes e criar uma rede para compartilhar estas informações. A audiência mostrou que os problemas são muitos e que ainda há muito trabalho pela frente.

O primeiro a falar foi Bas’Ilele Malomalo, doutor em Sociologia pela Unesp e membro da Diretoria Executiva do Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil (IDDAB). Ele discorreu sobre a situação socioeconômica dos africanos no Brasil e disse que eles estão abandonados e que é preciso discutir a anistia, porque são poucos os africanos regularizados. Para
ele, os imigrantes vieram para o Brasil visando conseguir uma vida melhor. “Muitos não conseguem e acabam sendo cooptados por criminosos”, afirmou. Para o sociólogo, é preciso criar políticas públicas e garantir recursos para ações sociais.

Em seguida foi dada a palavra a Luis Alexandre de Faria, Auditor Fiscal do Trabalho, do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo De São Paulo, que fez uma espécie de prestação de contas do trabalho realizado logo após a conclusão da CPI do Trabalho Escravo realizada pela Câmara Municipal de São Paulo. Ele falou sobre o combate ao trabalho escravo no setor de vestuário, passou um vídeo sobre o trabalho degradante a que eram submetidos bolivianos que trabalhavam em empresas que prestavam serviços para as Casas Pernambucanas e disse que, sem interferir na cadeia produtiva, não há como evitar o trabalho escravo. Ele também citou a Rede Marisa e a loja 775 como empresas que contratam prestadoras de serviços que utilizam trabalhadores pagos com salários análogos aos de escravos. Conforme Luis Alexandre, estas empresas estão assinando termos de
ajustamentos e conduta. O auditor diz que existem hoje 8 mil oficinas de costura somente no município de São Paulo e propõe que seja feito uma lista suja das que utilizam trabalho escravo.

O Padre Mário Geremias, Coordenador do Centro Pastoral do Migrante, falou em seguida sobre as migrações, dizendo que 300 milhões de seres humanos se movimentam no mundo e que isso é um desafio econômico, cultural, político e religioso. O Padre falou sobre as dificuldades da migração nos dias de hoje, fez perguntas ressaltando o contraditório do mundo globalizado e passou um vídeo, onde mostrava sua atuação em favor dos migrantes e o trabalho desenvolvido na casa do Migrante. “A força que move o migrante é a esperança”, disse ele, lembrando ainda que “enquanto a pessoa sonha, ela está caminhando”.

Ruth Camacho, advogada especialista em imigração ocupou o microfone em seguida. Ela agradeceu o vereador Juscelino e sua equipe dizendo que já há alguns anos o vereador tem se destacado na luta em prol dos migrantes. Dizendo ser filha de imigrantes bolivianos, ela falou sobre as dificuldades encontradas pelos bolivianos para regularizar-se no Brasil e disse que é preciso criar políticas de educação, porque os imigrantes não tem consciência dos seus próprios direitos no Brasil. Camacho criticou também a dificuldade para os imigrantes conseguirem alvará de licença no país.

Roque Pattussi, Coordenador do CAMI (Centro de Apoio ao Migrante- SPM) também disse que falta uma política que
mostre ao imigrante os diretos que eles tem. “Eles já são explorados no seu país de origem, explorados no meio do caminho e quando chegam a outro País também são explorados”, afirmou. Pattussi defende a segunda etapa da anistia para os
estrangeiros residentes no Brasil e que troca o documento provisório pelo permanente. “Os documentos exigidos pelo governo brasileiro está muito além do que pode os imigrantes”, afirmou dizendo que sem o documento permanente a cadeia
de exploração vai continuar.

Lúcia Chiyere I. Udemezue, Cientista Social do Comitê Paulista para Imigrantes e Refugiados da cidade de São Paulo, disse por sua vez que o funcionário público que recebe a demanda para tratar sobre a questão dos imigrantes não tem preparo
e nem sabe ao certo quais são os direitos dos imigrantes. Ela afirmou que ainda existem muitas dificuldades de aglutinação na questão dos imigrantes e que, infelizmente, não dá para a sociedade civil arcar com o custo de tudo isso.
Conforme a cientista, a Pastoral, ligada a igreja católica, é referencia no trabalho dedicado aos imigrantes em São Paulo. Lúcia finalizou sua fala dizendo não a vitimação e a marginalização dos imigrantes. E fez uma denuncia: O
Comitê Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, recentemente, enviou um documento desfazendo a parceria que havia com o Comitê Paulista para Imigrantes e Refugiados da cidade de São Paulo. De pronto, o vereador Juscelino Gadelha se
comprometeu a colocar a questão na pauta da 1ª Conferência de Direitos Humanos que está sendo agendada pela comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, onde ele é membro.

Por fim, Juliano de Sá Lobão, coordenador do Comitê Contra o Trafico de Pessoas da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania falou sobre o trabalho realizado pelo Núcleo de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, que mostra que a cidade de
São Paulo exporta principalmente escravos sexuais por diversas rotas, já tendo sido identificada a rota Nigéria/SP e a rota interna que sai do nordeste para São Paulo e daqui para a Europa. Em seguida, os microfones foram abertos para a
manifestação dos ouvintes.

Fonte: Assoria de imprensa do vereador Jucelino Gadelha

06/15/2011 at 1:55 am Deixe um comentário

Nações africanas avançam para zona de de comércio livre

Nações africanas avançam para zona de de comércio livre

Neidy Ribeiro

A criação de uma zona de comércio livre foi discutida, neste domingo, em Joanesburgo, por vinte e seis nações africanas de três zonas aduaneiras regionais. O objectivo é colocar um ponto final nas burocracias e reduzir de forma acelerada a pobreza no continente.

 A segunda cimeira tripartida do Mercado Comum  da África Oriental e Austral – COMESA-, Comunidade da África Oriental – EAC- e Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral -SADC- realizou-se neste domingo, em Sandton, Joanesburgo, e contou com a presença de cerca de duas dezenas de chefes de Estado e mais de um milhar de delegados.

A dominar a ordem dos trabalhos esteve a criação de uma zona de comércio livre que favoreça a população africana, diminuindo ao mesmo tempo a pobreza e desigualdades do continente. Outra das vantagens desta zona de comércio livre passaria pela criação das condições necessárias para o melhoramento das infra-estruturas, incitação ao investimento, e diversificação da capacidade produtiva dos Estados-membros.

O analista político moçambicano, Alves Gomes, reconhece a importância da criação de uma zona de comércio livre, enumera os obstáculos à sua criação, e fala ainda da importância deste projecto, nomeadamente, para a África do Sul.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/africa/20110612-nacoes-africanas-avancam-para-zona-de-de-comercio-livre

06/21/2011 at 7:24 pm Deixe um comentário

Em Johanesburgo, Michelle Obama rende tributo à luta contra o apartheid

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, prestou nesta quarta-feira em Johanesburgo uma homenagem às pessoas que lutaram contra o apartheid e convocou os jovens para manterem esse espírito para resolver os problemas atuais. Michelle rendeu o tributo em discurso pronunciado no bairro de Soweto, emblema da libertação negra do sistema de segregação racial da África do Sul, que foi abolida a princípios dos anos 90. Em visita oficial à África do Sul desde domingo, junto à mãe, Marin Robinson, e às duas filhas, Malia e Sasha, a esposa de Barack Obama foi nesta quarta a Soweto para participar do Fórum de Liderança Feminina da África, que reúne mulheres de todo o continente para abordar seu papel no desenvolvimento de suas respectivas comunidades. No encontro, que foi realizado na igreja de Regina Mundi, onde em 1976 aconteceu a primeira revolta contra o regime de segregação racial sul-africano, Michelle relembrou os líderes da luta pela libertação negra e motivou os jovens a se inspirarem neles. “Vocês podem ser a geração de conquistas que acredita que as indústrias podem transformar nossas economias, que leva a prosperidade e as oportunidades aos cantos esquecidos do planeta e acaba com a fome e a Aids para sempre”, afirmou a primeira-dama americana, segundo a emissora local “Talk Radio”. A esposa do presidente dos EUA fez um percurso pela história da África do Sul para estabelecer paralelismos entre os anos de luta contra o apartheid e os desafios impostos pelos problemas atuais atravessados pela África Subsaariana, com os níveis de desenvolvimento humano mais baixos do planeta. Cerca de mil de pessoas ouviram Michelle no interior da igreja, e várias outras aguardaram do lado de fora para poder ver a primeira-dama. Ao término do encontro, ela fez uma oferenda de flores no monumento a Hector Pierteson, menino que foi baleado pela Polícia sul-africana há 35 anos e que se tornou o símbolo da luta contra o apartheid. Michelle Obama e sua família têm programado viajar para Cidade do Cabo, ao sul do país, para se reunir nesta quinta-feira com o Prêmio Nobel da Paz e arcebispo emérito Desmond Tutu. Na última segunda-feira, a primeira-dama dos EUA já teve a oportunidade de visitar o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que a recebeu em sua residência de Houghton (Johanesburgo), onde descansa após ter ficado internado em um hospital em fevereiro devido a uma complicação respiratória. A família Obama finalizará a visita à África, a primeira de Michelle fora do território americano desde que Barack assumiu a Presidência, em Botsuana, país limítrofe com a África do Sul, onde deverá realizar um safári. EFE jv/dr

“Copyright Efe – Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe.”

 Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/em-johanesburgo-michelle-obama-rende-tributo-a-luta-contra-o-apartheid-20110622.html

06/24/2011 at 7:36 pm Deixe um comentário

Partidos da oposição criticam opções económicas no país

Os partidos da oposição criticaram as opções económicas do Governo durante a sessão solene no Parlamento para marcar o acto central das comemoração do 36º aniversário da independência de Cabo Verde, celebrado terça-feira, noticia hoje (quarta-feira) a LUSA.

António Monteiro, presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), partido da oposição com dois assentos parlamentares, condenou as políticas governamentais que, no seu entender, colocam em causa um projecto económico viável.

O presidente da UCID considerou que o modelo de desenvolvimento cabo-verdiano sufoca as empresas nacionais, enquanto \”fornece balões de oxigénio a empreendedores e empresas estrangeiras\”, através da isenção de impostos, de taxas e de outras obrigações, de forma a proporcionar o investimento estrangeiro que, a seu ver, \”não traz evidentes benefícios à nação cabo-verdiana\”.

Segundo ele, passados 36 anos sobre a conquista da independência, \”Cabo Verde precisa de políticas activas de emprego, num ano em que as eleições legislativas ditaram \”um novo Governo\” com a \”mesma matriz político-partidária do anterior\”, pelo que antevê fortes medidas de austeridade e dias extremamente difíceis para os Cabo-verdianos.

Por sua vez, Fernando Freire, líder do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, maior partido da oposição), defendeu que Cabo Verde e as suas instituições devem dar particular atenção ao tecido empresarial cabo-verdiano.

\”Não podemos permitir que fiquem alienados de todo o processo de construção do país. Não basta apenas que sobrevivam, é preciso que floresçam para que não dependam de um conjunto de teias de dependência dos poderes públicos e de excesso de intervenção do Estado\”, alertou.

Na sua última mensagem à nação cabo-verdiana enquanto chefe de Estado, por ocasião do 36.º aniversário da independência nacional, Pedro Pires considerou que, para que haja, nas circunstâncias actuais, crescimento económico e prosperidade é “melhor participar na criação de condições para a geração de mais e melhores empregos.

Acrescentou que não basta de exigir mais rendimentos sem produzir mais, o que é insustentável.

O Presidente cabo-verdiano considera que, para continuar o percurso traçado ao longo dos 36 anos de independência, todos são chamados a contribuir para aumentar a competitividade da economia cabo-verdiana.

A par do aumento da competitividade, Pedro Pires entende que é necessário a criação de um ambiente de negócios atractivo e seguro, infra-estruturas modernas e maior disciplina laboral.

Abordado por jornalistas à margem da sessão solene, o primeiro-ministro José Maria Neves, reagindo às críticas ao seu Governo feitas pelos partidos da oposição, salientou que este é o momento de agir, \”com muita lealdade\” em relação às regras do jogo democrático, aos órgãos de soberania e às escolhas que os cabo-verdianos fizeram nas urnas.

\”Estamos a iniciar uma legislatura e as pessoas começam a fazer discursos de campanha eleitoral, que não têm nada a ver com a realidade actual do país\”, disse José Maria Neves.

O PM sublinhou que é preciso respeitar os resultados eleitorais, deixar que o executivo governe e que todos assumam as suas responsabilidades.

Na opinião do chefe do Governo, o Presidente da República fez \”um grande e extraordinário discurso\”, com muitas advertências e sobretudo a \”mostrar a todos os partidos políticos que este não é o momento de se continuar a conspirar politicamente\”.

O primeiro-ministro considerou que o discurso de Pedro Pires mostrou aos partidos que este não é o momento para \”conspirações políticas\”.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29254&catogory=Cabo%20Verde

07/06/2011 at 6:17 pm Deixe um comentário

Para Guiné, já e em força!

A República de Angola, que desde 2010 preside a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), instalou uma Missão Militar na Guiné-Bissau para apoiar a reforma do sector de defesa e segurança deste país.
Cerca de cinquenta militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) que irão substituir alguns efectivos angolanos que se encontram em missão militar na Guiné-Bissau terminaram terça-feira, 05, em Cabo Ledo, província do Bengo, uma acção de carácter formativa. Durante 21 dias, aos formandos foram ministradas matérias relacionadas com instrução e treino de força, as organizações internacionais (ONU, UA, e SADC), segurança, Direitos Humanos, operações de apoio a paz, relacionamento e organizações.

Na cerimónia de encerramento, o chefe adjunto da Direcção de Tropas e Ensino do Estado Maior General das FAA, tenente-general Alegria Chilombe, exortou aos tropas maior sentido de responsabilidade. «A responsabilidade que pesa sobre vós é grande e obriga-vos a serem coerentes, disciplinados e exigentes convosco mesmo, de modo a que este exemplo constitua uma referência a nível da comunidade, o que nos orgulhará por pertencermos as FAA», destacou.

Frisou que «cada militar deve interiorizar que é um elemento catalizador e que dele se espera a melhor conduta, tornando-se num exemplo que inspira confiança».

Para o tenente-general Alegria, as qualidades psico-morais e cívicas que exaltam os militares, o espírito de missão, de corpo e exemplo na conduta social devem ser a tónica da constante actuação de cada efectivo.

Acrescentou que a educação político e patriótica deverão ser uma constante, para levar as tropas angolanas a guiarem-se pelas leis e normas de conduta localmente aceites, sendo, no entanto, intoleráveis para todos os casos de comportamentos que possam manchar a boa imagem da nação.

Exortou ainda aos militares recém-formados a continuarem a observar com rigor as medidas de prevenção contra atitudes que em nada dignificam as FAA, bem como a pautarem por comportamento cauteloso perante riscos de se contraírem doenças fatais sexualmente transmissíveis.

Testemunharam o acto o comandante da Brigada de Tropas Especiais, coronel Paulo Falcão, e vários oficiais das Forças Armadas Angolanas.

A República de Angola, que desde 2010 preside a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), instalou uma Missão Militar na Guiné-Bissau para apoiar a reforma do sector de defesa e segurança deste país.

Desencadeou também outras acções, tais como apoio à modernização dos órgãos de comunicação social e formação de jornalistas guineenses, que têm a tarefa de sensibilizar os militares e a sociedade civil sobre a importância da referida reforma.

A Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (Missang) foi formalmente lançada neste país em 21 de Março deste ano, em Bissau, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, na presença do ministro angolano da Defesa, Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem.

Na altura, o acto ficou marcado pela apresentação do efectivo das FAA composto por cerca de 200 elementos de diferentes especialidades, que têm sido o suporte das tarefas que as forças armadas da Guiné-Bissau desenvolvem no âmbito da sua reestruturação.

A Guiné-Bissau também é membro da CPLP.

Fonte:http: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29255&catogory=Manchete

 

07/06/2011 at 7:00 pm Deixe um comentário

Agostinho Chicaia libertado em Kinshasa

Agostinho Chicaia libertado em Kinshasa
Agostinho Chicaia, ex-presidente da extinta Associação Cívica de Cabinda Mpalabanda

Agostinho Chicaia, ex-presidente da extinta Associação Cívica de Cabinda Mpalabanda

www.mpalabanda.net
RFI

Agostinho Chicaia, antigo líder da Associação Cívica de Cabinda Mpalabanda, tinha sido detido pelas autoridades da República Democrática do Congo, no aeroporto de Kinshasa, no momento em que ia apanhar o avião para Harare, no Zimbabué no passado dia 20 de Junho.

Chicaia esteve detido sem saber o motivo das acusações, mas recorda-se que as autoridades angolanas o indiciaram de crimes contra a segurança do Estado num processo em que dois outros réus já foram absolvidos.

A prisão de Chicaia provocou embaraços nas relações entre Luanda e Kinshasa. As autoridades congolesas disseram ter prendido o activista cabindês a pedido das autoridades angolanas que lhes teriam entregue uma lista de pessoas suspeitas de actos de terrorismo a serem detidas.

Mas Angola, apesar de ter sido informada da detenção de Chicaia, nunca pediu a sua extradição e disse ignorar esse pedido de prisão.

A RFI ouviu José Marcos Mavungo, activista de Direitos Humanos em Cabinda, que nos contou os meandros da libertação de Agostinho Chicaia.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/africa/20110708-agostinho-chicaia-libertado-em-kinshasa

07/08/2011 at 8:46 pm Deixe um comentário

Nascimento da República do Sul do Sudão a 9 de Julho de 2011

Preparativos das cerimónias de independência de 9 de Julho em Juba

Preparativos das cerimónias de independência de 9 de Julho em Juba

ONU/Paul Banks
João Matos

O nosso Convidado é o embaixador português António Monteiro, que já foi enviado especial da ONU para o Sudão e que representa Portugal nas cerimónias de independência da República do Sul do Sudão, neste dia 9 de julho de 2011, com a capital em Juba. “Este novo país africano é a prova de que os africanos podem encontrar soluções criativas para resolver diferendos de longa duração como é o caso do Sudão” afirma à RFI este diplomata português especialista de questões africanas.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/africa/20110708-nascimento-da-republica-do-sul-do-sudao-9-de-julho-de-2011

 

07/08/2011 at 9:03 pm Deixe um comentário

Yes, IDDAB & Brazil Celebrate with You: South Sudan

Come, celebrate with us!

JUBA, 25 June 2011 – Dear Friends, on behalf of the Government of Southern Sudan I am delighted to welcome you to our capital, Juba.
We are particularly pleased to learn of the interest you are showing at this time in our history.
On 9th July, Southern Sudan will become the Republic of South Sudan, a date and event which the people of South Sudan and our many friends in the international community hold sacred. It is hard to express just how important this is to us all but we are most excited that so many people across the world want to share in our celebrations.

 

Representatives of the international media will play a crucial role in covering the joy of our people to those beyond our borders. For those intending to come to Juba, they should consult the following documents:

 

 

  1. A description of the registration process
  2. The registration form
  3. What’s next for the new country
  4. Countdown to independence
  5. Celebration programme

 

We hope those who come to Juba will have an enjoyable time with us. There are many people here to assist you in your work – if you have any questions, please do not hesitate to ask:

 
Mr. Mustafa Biong Majak
Director General for information
Tel: +249957102815/+249921377946
Email : musabiong@yahoo.ca

 

And please come back again.

 

H.E. Dr. Barnaba Marial Benjamin
Minister for Information and Official Spokesperson
Government of Southern Sudan (GOSS)

 

South Sudan National Anthem

The dawn of the new nation is nigh. The national anthem is ready. South Sudanese at home and abroad are learning the song that will soon embody their unified resolve to defend and support the sovereignty of their country. The lyrics and music is hereunder. Please, learn and circulate it to fellow compatriots. God bless South Sudan!

 

Oh God
We praise and glorify you
For your grace on South Sudan,
Land of great abundance
Uphold us united in peace and harmony.

 

Oh motherland
We rise raising flag with the guiding star
And sing songs of freedom with joy,
For justice, liberty and prosperity
Shall forever more reign.

 

Oh great patriots
Let us stand up in silence and respect,
Saluting our martyrs whose blood
Cemented our national foundation,
We vow to protect our nation

 

Oh God bless South Sudan.

 

Click here to listen to the national anthem.

FONTE: http://www.goss.org/

07/08/2011 at 9:08 pm Deixe um comentário

Sudão do Sul se torna o mais novo país do mundo

O Sudão do Sul se tornou oficialmente às 18h01 desta sexta-feira (hora de Brasília, 0h01 de sábado, hora local) o mais novo país do mundo, ao oficializar sua independência do restante do Sudão.

Nas ruas da capital do país, Juba, centenas de pessoas comemoraram a mudança logo após o horário oficial da separação do norte.

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Segundo o enviado da BBC a Juba Will Ross, às vésperas do nascimento do país as rádios tocaram sem parar o hino nacional sul-sudanês, composto por estudantes locais.

Clique Clique aqui para ver um mapa do Sudão do Sul

O país nasce a partir de um acordo de paz firmado em 2005, após 12 anos de uma guerra civil que deixou 1,5 milhão de mortos. Em janeiro, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista, em relação ao norte, governado a partir de Cartum, onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe.

Nesta sexta-feira, o governo do presidente sudanês, Omar Bashir, reconheceu formalmente a independência da parte sul de seu país. Ele estará em Juba, no sábado para a festa, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que será recepcionado pelo presidente interino do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit.

Apesar de possuir grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres.

Embora não haja estatísticas oficiais, a ONU estima que a população do país varie entre 7,5 e 9,5 milhões. O Sudão do Sul também nasce sendo um dos maiores do continente, superando as áreas de Quênia, Uganda e Ruanda somadas.

Crianças em Juba, no Sudão do Sul. GettyApós comemorar a independência, o Sudão do Sul terá de resolver a questão da fonteira com o norte

Abyei e Kordofan

A independência está sendo celebrada sem que as fronteiras entre o sul e o norte já estejam completamente definidas. Um foco de tensão é o debate sobre quem ficará a região de Abyei, rica em petróleo.

Em maio, forças do Sudão do Norte entraram em Abyei. Os conflitos forçaram 170 mil pessoas a deixarem suas casas, para fugir da violência.

O acordo de 2005 previa um referendo para os moradores da área decidirem se ficariam com o norte ou o sul, mas por causa da tensão a votação ainda não ocorreu.

Antecipando-se a uma eventual retomada da guerra civil, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, também em maio, o envio de uma missão de paz com 7 mil militares para a área, a maioria da Etiópia.

A separação também acendeu os ânimos na região de Kordofan do Sul, que está sob controle do governo de Cartum.

Povoada por minorias étnicas sem ligação com a população árabe do norte, a região quer se juntar ao novo país. Confrontos na região já provocaram o deslocamento de 60 mil moradores.

Petróleo, selos e capital

A questão do petróleo é uma das questões mais sensíveis na divisão do Sudão.

A maior parte das reservas fica no sul, mas quase toda a infraestrutura para refino e transporte fica no norte. Por enquanto, a receita é dividida meio a meio.

Além de discutir uma nova divisão nos lucros, o sul e o norte também têm de dividir a dívida pública do Sudão.

A nacionalidade dos sul-sudaneses que vivem no norte é outro problema. O governo de Cartum já revogou a cidadania destas pessoas, que agora migram em massa para a antiga terra natal, para se tornarem cidadãos do mais novo país do mundo.

Mas as delicadas questão envolvendo o norte não são os únicos problemas que o Sudão do Sul está tendo que enfrentar.

O país ainda discute, por exemplo, quem irá estampar as notas da futura nova moeda, o design dos selos e até qual será a capital – Juba ou uma nova cidade a ser construída, que pode até ter o formato de animais ou frutas africanas.

O nascimento do país também provocou mudanças na ONU, onde engenheiros discutem se incluem mais uma cadeira no já apertado plenário da Assembleia Geral, ou se o Sudão do Sul vai ocupar o espaço do Vaticano ou da Autoridade Palestina, que têm assento na sala, mas não são Estados-membros.

Sudão, um país dividido

As grandes diferenças que dividem o Sudão são visíveis até do espaço, como mostra essa imagem de satélite da Nasa. Os Estados do Norte são uma área desértica, interrompida apenas pelo fértil vale do Nilo. O Sul do Sudão é coberto por vastas áreas verdes, pântanos e florestas tropicais.

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Sudão do Sul

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07/09/2011 at 12:09 pm Deixe um comentário

Luanda, capital do Conselho de Ministros da CPLP

união Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai ter lugar na cidade de Luanda de 18 a 22 de Julho, sob o lema” o papel da CPLP nas Nações Unidas”. De acordo com uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, o encontro será presidido por Georges Chicoti e contará com a presença de membros do Executivo angolano, assim como representantes das missões diplomáticas acreditadas em Angola. O acto é promovido pelo Ministério das Relações Exteriores e vai debater, dentre outros temas, as relações económicas entre os estados membros e Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais. De acordo com a agenda de trabalhos a que a Angop teve hoje, sexta-feira. acesso, nos dia 18 e 19 decorrerá a reunião dos pontos focais da CPLP, dia 20 se realiza a reunião dos grupos de trabalho, a 21 a reunião do Comité de Concertação Permamente (CCP) e no dia 22 de Julho terá lugar a XVI Reunião do Conselho de Ministros. Nesta sessão será reconduzido ao cargo de director-geral da CPLP, Helder Vaz Lopes, serão analisadas, entre outras questões, a revisão dos estatutos da CPLP, a revisão do fundo especial da comunidade, a aprovação do roteiro CEDEAO-CPLP, no âmbito do Programa de Reforma do Sector de Segurança e Defesa da Guiné Bissau. Será igualmente abordado o regulamento do Prémio José Aparecido de Oliveira, a concessão da categoria de observador da CPLP e o orçamento de funcionamento do secretariado executivo para o exercício 2011 e as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe. Integrada por titulares da diplomacia dos oito paises membros da CPLP, o encontro tem como principais objectivos a concertação político-diplomática entre os estados membros da CPLP para o reforço da sua presença no cenário internacional, a cooperação em todos os domínios e a materialização de projectos de promoção e difusão da língua portuguesa. O evento vai contar ainda com a presença da Guiné Equatorial, Ilhas Maurícias e o Senegal, que participam no acto como membros observadores.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29305&catogory=Manchete

07/18/2011 at 10:11 pm Deixe um comentário

Anistia Internacional denuncia o uso de meninos soldados na Somália

A organização de direito humanos Anistia Internacional denunciou a prática de recrutamento generalizado e sistemático de crianças na luta armada na Somália.

Um relatório divulgado nesta terça-feira mostra que tanto os grupos islâmicos como também o governo transitório estão usando meninos soldados – alguns com apenas oito anos – nos conflitos em curso no país.

De acordo com a ONG, o Al-Shabab, grupo militante islâmico que é afiliado à Al-Qaeda, atrai crianças com promessas de pagamento em dinheiro e celulares, mas também sequestra muitos dos meninos usados na luta.

Alguns dos garoto são usados na linha de batalha, enquanto outros trabalham para garantir que meninas e mulheres sigam as rígidas regras islâmicas do grupo, especialmente no que diz respeito ao vestuário.

Situação extrema

No mesmo dia, a ONU afirmou que vai declarar que a fome em algumas partes da Somália chegou em seu estado mais crítico, com escassez crônica de água e alimentos. O país enfrenta sua pior seca em mais de meio século.

Segundo a ONU, a situação no país se agravou rapidamente, apesar dos esforços humanitários.

É a primeira vez em 19 anos que essa situação é enfrentada por países da região. De acordo com as Nações Unidas, esse quadro é caracterizado por um cenário em que 30% das crianças estão mal nutridas e há um índice de quatro mortes diárias a cada 10 mil crianças.

Veto

Tanto a ONU como o governo americano vinham afirmando que as agências humanitárias precisam de mais garantias dos grupos armados para que possam atuar no país.

O Al-Shabab, que controla boa parte do país, impôs em 2009 um veto a agências internacionais em seus territórios, mas recentemente recuou da decisão e permitiu o acesso a algumas áreas.

Cerca de 10 milhões de pessoas foram e estão sendo afetadas no leste da África pela seca. Milhares de somalis vêm tentando fugir do país para os vizinhos Quênia e Etiópia. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC Brasil – Postado por Mario Lira

07/20/2011 at 2:02 pm Deixe um comentário

Michelle homenageia vítimas do apartheid em Soweto, África do Sul

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, prestou homenagem nesta quarta-feira às vítimas do apartheid ao visitar o bairro de Soweto, na África do Sul. Ela fez um pronunciamento para jovens mulheres de toda a África na igreja Regina Mundi, que se tornou um marco no levante de Soweto, em 1976, quando mais de 600 morreram em confrontos entre manifestantes negros e forças de segurança.

Michelle disse que a luta bem-sucedida contra o apartheid (regime de secregação racial sul-africano), assim como o movimento pelos direitos civis nos EUA, deveriam inspirar as mulheres africanas a superar seus problemas atuais, como a aids e a violência contra a mulher.

Na terça-feira, Michelle se encontrou com Nelson Mandela, de 92 anos, ex-presidente sul-africano e símbolo da luta antiapartheid. Segundo Michelle, Mandela parecia estar forte e feliz durante sua reunião com ela e sua família.

Mandela não é visto em público desde que foi internado no início do ano, sofrendo de uma doença respiratória. “Ele parece muito forte, parece bem e feliz. E isso foi bom de ver”, disse Michelle.

Autoridades da Casa Branca esperavam que Michelle conseguisse se encontrar com Mandela durante sua viagem, mas a reunião não foi confirmada até aproximadamente uma hora antes de acontecer. Mandela se encontrou com o presidente Obama em Washington em 2005, na época em que ele era um senador.

Em maio, Mandela visitou sua vila natal pela primeira vez desde que passou alguns dias no hospital em janeiro. Desde então, ele tem recebido atendimento médico em sua casa no subúrbio de Houghton, em Johanesburgo.

A viagem à África do Sul é a segunda solo da primeira-dama americana ao exterior desde que seu marido, o presidente Barack Obama, assumiu o cargo em janeiro de 2009. Ela viaja na companhia de suas filhas, Sasha e Malia, sua mãe, um sobrinho e uma sobrinha.

Fonte: Portal IG – Último Segundo – Postado por Mario Lira

07/21/2011 at 1:22 pm Deixe um comentário

ONU convoca reunião de emergência sobre fome na África

ROMA (Reuters) – A ONU convocou uma reunião emergencial para segunda-feira para discutir o envio de ajuda para regiões assoladas pela seca no leste da África, inclusive para duas regiões da Somália onde foi declarada situação de fome crítica.

Todo o nordeste africano, inclusive Quênia e Etiópia, sofrem há anos com uma grave seca, e a Organização das Nações Unidas disse que duas regiões do sul da Somália estão passando pela pior onda de fome em 20 anos, ameaçando 3,7 milhões de pessoas.

A FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) disse que a reunião extraordinária na sua sede, em Roma, terá a presença de ministros e outros representantes dos seus 191 países filiados, além de outras agências da ONU, ONGs e bancos regionais de desenvolvimento.

A reunião foi convocada a pedido da França, que atualmente preside o G20 (grupo de grandes economias desenvolvidas e emergentes).

A ONG britânica Oxfam acusou na quarta-feira vários governos europeus de negligenciarem propositalmente a reação à crise, e disse que há um déficit de 800 milhões de dólares na ajuda humanitária.

A situação ficou mais grave na Somália devido aos sucessivos anos de anárquico conflito no país, que impede o acesso de agências humanitárias às comunidades da região. Quase 135 mil somalis já fugiram do país desde janeiro, a maioria para o Quênia e a Etiópia, e muitas crianças pequenas morreram durante a jornada.

Militantes islâmicos ligados à Al Qaeda, que controlam grande parte do sul e centro da Somália, proibiram a distribuição alimentar em 2010, alegando que isso causaria dependência em relação à comunidade internacional, mas revogaram a medida neste mês, devido ao agravamento da situação.

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

07/22/2011 at 12:05 pm Deixe um comentário

Canadá doa US$ 50 milhões para ajudar vítimas da fome na África

Toronto (Canadá), 22 jul (EFE).- O Governo canadense disse nesta sexta-feira que aumentará sua contribuição financeira para ajudar as vítimas da crise de fome da Somália com cerca de US$ 50 milhões que serão somadas aos mais de US$ 22 milhões já doados este ano para a região.

O Canadá disse que o Programa Mundial de Alimentos receberá US$ 25 milhões. Os outros US$ 25 milhões irão para outras agências da ONU e ONGs que operam na região proporcionando alimentação, água e outros tipos de ajuda.

Nesta sexta-feira a Unicef disse que 780 mil crianças morrerão de fome na Somália se não receberem ajuda urgente e que, se for somada a situação do Quênia e da Etiópia, a desnutrição severa afeta 2,3 milhões de pessoas.

O anúncio da contribuição aconteceu no final de uma visita que a ministra de Cooperação Internacional canadense, Bev Oda, realizou a um campo de refugiados na localidade queniana de Dadaab.

‘Hoje vi uma verdadeira crise humanitária em Dadaab. As histórias de como as mulheres e crianças lutam para chegar ao campo são incríveis’, afirmou Oda através de um comunicado.

‘Sua perseverança e coragem devem ser igualadas por nosso desejo de ajudar’, acrescentou a ministra canadense.

O Canadá disse que criou um Fundo de Ajuda para a Seca da África Oriental e que por cada dólar que indivíduos canadenses doem a organizações humanitárias que operam na região, o Governo canadense contribuirá com a mesma quantidade para o fundo. EFE

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

07/23/2011 at 12:08 pm 1 comentário

Brasil firma tratados de cooperação com Argélia e República Democrática do Congo

BRASÍLIA – O Brasil firmou nesta sexta-feira dois acordos de cooperação com países africanos: um com a Argélia, de maioria árabe e localizada no norte do continente, e outro com a República Democrática do Congo, de maioria negra e localizada no centro da África. Os acordos foram assinados pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, e estabelece a cooperação entre o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) com conselhos similares existentes nos dois países. O objetivo, segundo nota divulgada pela SAE, é “o intercâmbio de boas práticas e discussão de temas de interesse das nações”.

O texto diz ainda que “a parceria estabelece fórum de diálogo permanente entre as partes” e que “os países signatários poderão trocar experiências entre suas associações, empresas, sindicatos e outros órgãos da sociedade civil. Entre os temas que serão tratados estão o diálogo social como instrumento de promoção da democracia, sistema de proteção social, fontes de energia, desenvolvimento sustentável e globalização”.

Também nesta sexta-feira, com apoio do Brasil, o presidente do Conselho Nacional Econômico e Social da Argélia, Mohamed Seghir Babes, foi eleito, em Roma, presidente da Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (Aicesis). Ele substituirá o italiano Antonio Marzano. Em nota, Moreira Franco ofereceu a colaboração brasileira ao argelino.

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

07/24/2011 at 3:22 pm Deixe um comentário

ONU revela preocupação com crianças afetadas pela crise alimentar na África

Roma, 25 jul (EFE).- As crianças mais afetadas pela crise alimentar na região do Chifre da África, sobretudo pela crise de fome declarada em duas regiões do sul da Somália, têm apenas 40% de chances de sobreviver, segundo os dados do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas.

A diretora-executiva do PMA, Josette Sheeran, lançou essa advertência nesta segunda-feira durante a entrevista coletiva final da cúpula de emergência sobre o Chifre da África celebrada na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) em Roma.

‘O que nos preocupa mais é o estado das crianças, a fome das crianças, que estão tão frágeis. Elas têm apenas 40% de chances de sobreviver’, disse Sheeran.

A diretora-executiva do PMA destacou que em sua recente visita à região conversou com algumas mães que explicaram que tiveram que abandonar seus filhos pelo caminho em sua tentativa de fugir da crise de fome para os países vizinhos.

Sheeran disse ainda que, apesar de a Somália ser ‘um dos lugares mais perigosos’ da África, nem todo o país é inacessível e, por isso, já foi possível levar ajuda humanitária a 1,5 milhão de pessoas, enquanto a cada dia cerca de 300 pessoas são atendidas em Mogadíscio, a capital da Somália.

‘Comprometemo-nos a fornecer a comida necessária para as pessoas que necessitam. O importante é que temos uma ponte aérea para crianças. Vimos dezenas de crianças que não sobreviverão e, por isso, continuamos buscando oportunidades’, afirmou a diretora-executiva do PMA.

Sheeran explicou que o problema da fome que afeta o Chifre da África se viu agravado pela ‘seca épica que castiga a uma população debilitada’, pelo fato de ‘os preços dos alimentos terem aumentado e por causa da inacessibilidade às regiões de conflitos’.

Por sua vez, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, lamentou que parte da ajuda ao desenvolvimento destinada à agricultura tenha se reduzido nos últimos anos.

Diouf explicou que a cúpula de emergência desta segunda-feira, convocada em nível governamental para os 191 membros da FAO, não pretendia oferecer números, mas ser preparatória para a conferência de doadores que será realizada na próxima quarta-feira em Nairóbi.

Mesmo assim, o diretor-geral da FAO afirmou que é necessário US$ 1,6 bilhão para enfrentar a situação de emergência humanitária da região nos próximos 12 meses, além de US$ 120 milhões para a agricultura, dos quais US$ 70 milhões terão que ser fornecidos ‘imediatamente’. EFE

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

07/25/2011 at 1:46 pm Deixe um comentário

Curso para jornalistas vai preparar profissionais para a cobertura de gênero, raça e etnia.

De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período.
 
O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas será realizado no período de 8 de agosto a 1º de setembro de 2011, tendo carga horária de 8 horas/aula, das 18h às 22h. O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.
 
Data: 8 e 9/8/11
Localidade: Amazonas – Manaus
Contato: sindicato@jornalistasam.com.br

Data: 10 e 11/8/11
Localidade: Pará – Belém
Contato: sinjor@jornalistasdopara.com.br

Data: 15 e 16/8/11
Localidade: Ceará – Fortaleza
Contato: sindjorce@sindjorce.org.br

Data: 17 e 18/8/11
Localidade: Pernambuco – Recife
Contato: jornalistas-pe@ig.com.br

Data: 22 e 23/8/11
Localidade: Alagoas – Maceió
Contato: sindjornal@uol.com.br

Data: 24 e 25/8/11
Localidade: Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Contato: sindicato-rio@jornalistas.org.br

Data: 29 e 30/8/11
Localidade: São Paulo – São Paulo
Contato: jornalista@sjsp.org.br

Data: 31/8 e 1/9/11
Localidade: Rio Grande do Sul – Porto Alegre
Contato: sindjors@jornalistasrs.org

Fonte: Unifem

07/26/2011 at 2:03 pm 2 comentários

Agência humanitária entrega comida a áreas islâmicas da Somália

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou neste domingo que conseguiu entregar comida a 24 mil pessoas na região da Somália controlada pelo grupo islâmico al-Shabaab, que das mais afetadas pela seca que assola o país.

Apesar de alimentar apenas uma pequena parcela dos somalis que estão passando fome (a ONU estima que sejam 2,2 milhões), a ação é importante pois indica que, apesar de o grupo ter proibido a atuação de algumas agências humanitárias nas áreas sob seu controle, outras estão conseguindo agir.

O Programa Alimentar Mundial, da ONU, uma das maiores agências humanitárias do mundo, é uma das organizações banidas pelo al-Shabaab. Além da Cruz Vermelha, a organização Médicos Sem Fronteiras também está conseguindo trabalhar na região.

Nesta segunda-feira, a FAO (agência alimentar da ONU), vai fazer uma conferência de emergência em Roma, com o objetivo de fazer um apelo incentivar os doadores para obter US$ 1,6 bilhão para combater a fome na região do Chifre da África, que além da Somália inclui também Eritreia, Etiópia e Djibuti.

Arroz e feijão

A Cruz Vermelha afirmou que a distribuição de comida aconteceu no sábado em áreas próximas à capital Mogadíscio e que agora estava movendo seus caminhões para outras regiões.

Os pacotes de alimentos continham feijão, arroz e óleo em quantidades necessárias para alimentar uma família por um mês.

A diretora-executiva do Programa Alimentar da ONU, Josette Sheeran, que está na Somália, disse que a agência tem capacidade para ajudar 1,5 milhão de somalis e disse que a insegurança no país está prejudicando o acesso a essas pessoas.

“Para lidar com isso, estamos desenvolvendo pacotes de comida que serão entregues por aviões. Também estamos trabalhando com líderes comunitários e aproveitando todas as janelas de oportunidade para garantir que a ajuda chegue aos famintos”, disse Sheeran.

Fonte: BBC Brasil – Postado por Mario Lira

07/26/2011 at 2:13 pm Deixe um comentário

Estrangeiros presos em penitenciárias de São Paulo contam suas histórias em documentário.

A húngara que transportaria do Rio de Janeiro para Budapeste diamantes
camuflados em três quilos de cocaína; o eslovaco que, afundado em dívidas de
jogo, pensou em uma forma “rápida e fácil de ganhar muito dinheiro”; o líbio
que teve “alguma coisa ilegal” encontrada na mala. Esses são alguns dos oito
personagens do documentário “Ela sonhou que eu morri”, dos paulistanos
Matias Mariani e Maíra Bühler, premiado este mês no Festival de Paulínia
(SP). Todos os presos são estrangeiros que relatam não apenas o que os levou
à prisão, mas também passagens da vida pessoal anterior às grades e o sonho
de deixá-las em busca de um recomeço.

A reportagem do *UOL Notícias* assistiu ao documentário, a convite da
produção, e conversou com os diretores. Parceiros de trabalho desde “Elevado
3.5” (produção de 2006 sobre o Minhocão, em São Paulo), eles contaram que a
ideia de mostrar estrangeiros presos no Brasil surgiu há dois anos, durante
os trabalhos de um longa-metragem de ficção sobre os nigerianos que vivem em
território paulistano.

Desde então, afirmam, foi um trabalho extenso junto a órgãos oficiais e na
coleta de depoimentos para fazer a triagem de personagens. Foram
entrevistadas mulheres presas em um prédio anexo do Carandiru e homens do
presídio de segurança máxima de Itaí.

De 30 histórias ouvidas, oito foram selecionadas para os 78 minutos do
documentário.
Assista ao trailer do documentário “Ela sonhou que eu morri”, produzido em
SP

   -

*As nacionalidades*

Além de Eslováquia, Líbia e Hungria, o filme traz também relatos de três
presos oriundos da África do Sul, um da Espanha e outra da República Tcheca.
Apesar das peculiaridades nas histórias de vida de cada um, em comum, todos
os oito estão presos nas duas penitenciárias brasileiras acusados de tráfico
internacional de drogas.

De acordo com os diretores, a pesquisa sobre os nigerianos e a participação
posterior no comitê paulista para imigrantes e refugiados –composto por
representantes de entidades públicas e privadas e vinculado à secretaria
municipal de Direitos Humanos –deram um suporte importante ao trabalho com
os estrangeiros presos.
*A burocracia anterior às filmagens*

“Foi bem difícil o acesso [aos presos], pois sabemos que o tema é delicado.
Demorou muito para termos uma posição oficial, o que nos gerou até uma certa
frustração”, admite Matias Mariani. “Mas, depois, acabamos até nos
surpreendendo; tínhamos as piores expectativas”, completou.

Antropóloga formada pela USP (Universidade de São Paulo), Maíra Bühler
destacou: “Deixamos claro [às autoridades do setor] que o objetivo não era
fazer um filme a respeito da situação carcerária dessas pessoas, mas deixar
que cada uma delas nos contasse sua história, ou não seria esse o filme.
Tivemos ajuda do pessoal da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária
do Estado de SP) e de pessoas pontuais lá dentro, pessoas em cargos mais
baixos”, afirmou.

De acordo com a dupla, a produção precisou de autorização dos presos, de um
juiz de cada cidade onde ficam as penitenciárias e da SAP, além do contato
constante com os diretores das unidades prisionais –afinal, a cada sessão
de filmagens também era necessária a entrada da equipe com uma série de
equipamentos para as cerca de 4h de depoimentos de cada personagem.
*Dificuldades dos estrangeiros presos*

Indagados sobre a situação desses presos em penitenciárias brasileiras, os
dois diretores lamentaram a dificuldade de acesso deles a advogados ou mesmo
a seus familiares.

“O acesso a telefones e a visitantes praticamente não existe. No caso da
estrutura física para as mulheres, percebemos que há mais problemas [uma
personagem menciona que na cela para seis, dormem nove --três, no chão]. Mas
o que preocupa é ver que a maioria dos defensores públicos têm dificuldades
para se comunicar em inglês com esses presos e de entendê-los, além dos
consulados, que são muito ausentes”, diz Maíra.

Já o contato com os presos surpreendeu os dois jovens cineastas. “Vivemos
tudo muito intensamente, e não tem como a gente não se comover nesse
encontro com pessoas que estão em espaços, em realidades históricas. E
confesso que sofri pela história de alguns; ficam esses resíduos biográficos
–e a história de vida ali é muito menos romântica, com pedaços e
estilhaços, ainda que tivéssemos tido o tempo todo o cuidado de não julgar
ninguém”, conta a diretora.

“Esperamos que o público tenha generosidade ao ouvir essas histórias e que
se encantem como a gente por essa fragmentação de situações histórias e
políticas diferentes”, reforçou Matias.

No documentário, os presos falam na maior do tempo sentados em uma carteira
escolar –uma maneira, segundo os diretores, de unificar os espaços das duas
penitenciárias e de remeter a uma instituição (no caso, a escola) onde as
regras também são uma constante.

Finalizado e premiado, agora o documentário está em busca de uma
distribuidora para que possa ser exibido nos cinemas brasileiros.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/26/estrangeiros-em-penitenciarias-de-sao-paulo-contam-suas-historias-em-documentario-feito-por-brasileiros.jhtm

Fonte: Portal de noticias UOL – Postado por Mario Lira

07/28/2011 at 1:49 pm Deixe um comentário

Pré Conferência de Políticas para Mulheres – Promoção da Igualdade e Enfrentamento ao Racismo e ao Sexismo

Dia 30/07/2011

9h – Abertura Oficial
9h30m – Mesa Temática
Deise Benedito - Secretaria Nacional de Direitos Humanos
Maria Amélia Teles – União de Mulheres
Edna Roland – Coordenadoria da Igualdade Racial
11h – Abertura Debates
13h – Finalização dos Trabalhos

Local: Auditório da Faculdade Torricelli
Endereço: Rua Rosário, 159 – Guarulhos
Informações: (11) 2409-6843
Realização: Prefeitura Municipal de Guarulhos – Coordenadoria da Igualdade Racial

07/28/2011 at 4:03 pm Deixe um comentário

Barco de imigrantes africanos chega à Itália com 25 mortos a bordo

ROMA – Um barco que levava 296 migrantes africanos que haviam partido da Líbia chegou à ilha siciliana de Lampedusa nesta segunda-feira com 25 mortos. Os imigrantes a bordo disseram que os homens foram colocados na área de carga da embarcação e devem ter morrido por inalar fumaça do motor.

Os corpos, todos de homens, foram achados em uma inspeção da guarda costeira local após o barco ter sido localizado e acompanhado até um porto. Também havia 36 mulheres e 21 crianças a bordo da embarcação.

Autoridades portuárias disseram que a causa das mortes ainda não havia sido esclarecida e exames médicos seriam realizados. O barco, que levava principalmente imigrantes da áfrica subsaariana, saiu da Líbia há três dias, segundo uma autoridade do porto.

Nos últimos meses, milhares de pessoas que fugiram da turbulência no Norte da África viajaram para a Itália em barcos frágeis. A agência de refugiados das Nações Unidas afirma que um em cada 10 migrantes que fogem dos conflitos na Líbia por mar é vítima de naufrágios ou morre de fome ou exaustão por conta das más condições durante o trajeto.

A ilha de Lampedusa, o ponto da Itália mais próximo à África, se tornou o principal destino de milhares fugitivos. Mais de 30 mil imigrantes da Tunísia e da Líbia já se arriscaram na travessia perigosa.

Em abril, um barco semelhante, que carregava cerca de 300 pessoas de Trípoli, capital da Líbia, chegou à costa italiana com pelo menos 250 passageiros

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

08/01/2011 at 1:55 pm Deixe um comentário

Epidemia de Aids avança no Oriente Médio e Norte da África

LONDRES (Reuters) – A epidemia de HIV/Aids tem avançado entre homens homossexuais e bissexuais no Oriente Médio e Norte da África, disseram pesquisadores na terça-feira, alertando contra a disseminação dos comportamentos de risco na região.

No primeiro estudo do gênero nessa área, onde a homossexualidade e a bissexualidade são tabus, pesquisadores da Faculdade de Medicina Weill Cornell, do Catar, notaram que a epidemia está fortemente concentrada em determinados grupos -com incidência superior a 5 por cento- em países como Egito, Sudão, Paquistão e Tunísia.

Numa amostra no Paquistão, a contaminação pelo vírus da Aids chegava a 28 por cento, de acordo com o estudo publicado na revista Public Library of Science (PLoS) Medicine.

Os pesquisadores salientaram a necessidade de maior acesso a exames, prevenção e tratamento para homens que fazem sexo com outros homens nesses países.

Estima-se que em 2009 cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo estivessem contaminadas com o vírus HIV, sendo 22,5 milhões na África Subsaariana. Há poucos dados publicados a respeito da epidemia no Oriente Médio e Norte da África.

“É como o buraco negro no mapa global do HIV, e isso desencadeou muitas polêmicas e debates em torno do status da epidemia”, disse por telefone Ghina Mumtaz, uma das coordenadoras do estudo.

Segundo ela, fazendo uma busca mais apurada foi possível encontrar os dados necessários, mesmo que coletados por entidades diversas e não divulgados ao público.

As conclusões, segundo os pesquisadores, foram preocupantes, mas não surpreendentes. Uma delas foi a de que em 2008 a transmissão do vírus por sexo anal entre homens representou mais de um quarto dos casos notificados em vários países da região.

“Em todo o mundo há na verdade epidemias emergentes entre homens que fazem sexo com homens, e essa região não é exceção”, disse Laith Abu-Raddad, o outro coordenador do estudo.

Ele acrescentou que a melhora nos exames, na vigilância e no acesso ao tratamento ajudaria a limitar a epidemia e a evitar que ela atingisse outros grupos, como mulheres e homens heterossexuais. Salientou que isso não exigiria manifestações públicas desconfortáveis por parte dos governos.

“Os homens que fazem sexo com homens são ainda uma população altamente escondida na região, e há um estigma em torno desse comportamento, mas alguns países têm sido capazes de encontrar formas criativas de lidar com o problema, e ao mesmo tempo evitar sensibilidades sociais, culturais e políticas”, disse Mumtaz, citando iniciativas em Marrocos, Líbano e Paquistão.

Fonte: globo.com – Postado por Mario Lira

08/03/2011 at 2:41 pm Deixe um comentário

Estágio para iniciativas em direitos humanos

Local: Rua Barão de Itapetininga nº93 – 5º andar – República – Centro – São Paulo – SP
Data Final: 05/08/2011
Descrição: A iniciativa Colóquio Internacional de Direitos Humanos e Programa de Intercâmbio em Direitos Humanos para África Lusófona tem processo seletivo aberto para estágio. Organizado desde 2001, o Colóquio Internacional de Direitos Humanos é um encontro anual que reúne defensores, acadêmicos e especialistas desse segmento de todo o mundo, especialmente do sul global (América Latina, África e Ásia). Acontece por uma semana em São Paulo em quatro idiomas: espanhol, inglês, francês e português. Já o Programa de Intercâmbio em Direitos Humanos para a África Lusófona tem o objetivo de de fortalecer o trabalho da sociedade civil dos países de língua portuguesa por meio da capacitação de ativistas, proporcionando tanto um aprofundamento acadêmico quanto prático em direitos humanos. Essa ação tem duração de 17 meses, sendo que nos cinco primeiros os intercambistas residirão no Brasil, completando um curso como alunos ouvintes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC – SP), concomitantemente com um estágio em uma organização não governamental com sede no Brasil. Descrição do cargo na implementação do Colóquio Internacional de Direitos Humanos: comunicação com os participantes nas quatro línguas oficiais do evento; organização de documentos durante seleção dos participantes; auxílio na obtenção de visto e passagens. Já ao auxílio logístico na implementação do Programa de Intercâmbio em Direitos Humanos para a África Lusófona, o cargo abrange as seguintes responsabilidades: recepção dos intercambistas e participação no processo de adaptação; acompanhamento dos intercambistas em atividades externas, como a ida à polícia federal e visitas à ONGs na cidade de São Paulo; e auxílio na elaboração de relatórios narrativos para financiadores. Os requisitos consistem em: estar cursando graduação em direito, relações internacionais, ciências sociais ou gestão de políticas públicas a partir do 5º semestre; inglês e francês fluente e espanhol intermediário; disponibilidade integral durante a semana do evento (do dia 5 a 12/11/ 2011). A carga horária é de 30 horas/semanais com início imediato em agosto. O Conectas adota política de ações afirmativas e pede ao candidato indicar em sua candidatira se se considera um potencial beneficiário. Para participar do processo seletivo, os interessados devem enviar os seguintes documentos e informações para o endereço de email rh@conectas.org: carta de apresentação; curriculum vitae; indicação de dois profissionais (nome, instituição, cargo, email e telefone) que possam oferecer referências sobre o candidato. Indicar no assunto o e-mail o nome da vaga a qual concorre. Importante ficar atento com o prazo de envio do currículo (5/8), já que as candidaturas enviadas após esta data e/ou com documentação incompleta não serão aceitas no processo. Todas as informações sobre esta vaga estão disponibilizadas neste edital, portanto a entidade pede aos candidatos que não liguem e/ou escrevam a respeito dela. O Conectas Direitos Humanos é uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, fundada em outubro de 2001 em São Paulo. Sua missão é promover a efetivação dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito, especialmente no sul global (África, América Latina e Ásia). Desde janeiro de 2006, Conectas tem status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e, desde maio de 2009, dispõe de status de observador na Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos.

Postado por Mario Lira

08/03/2011 at 3:31 pm Deixe um comentário

Programa Mundial de Alimentos já assistiu 8 milhões de pessoas na África

Nairóbi, 9 ago (EFE).- Cerca de 8 milhões de pessoas já receberam comida do Programa Mundial de Alimentos no Chifre da África, mas o objetivo é assistir 11,5 milhões de pessoas que passam fome na região, informou a agência da ONU nesta terça-feira.

Em comunicado emitido em Nairóbi, o Programa Mundial de Alimentos destaca que ‘mais de 13 milhões de pessoas’ sofrem com os efeitos da grave seca no Chifre da África (a pior dos últimos 60 anos), das quais 1,5 milhão devem receber ajuda dos Governos e de diversas organizações.

Segundo a nota, a agência está tentando acelerar a distribuição de alimentos e nesta terça-feira terá início uma série de nove voos para transportar à cidade litorânea de Mombaça (sul do Quênia) 800 toneladas de alimentos energéticos, quantidade suficiente para abastecer 1,6 milhão de pessoas durante um dia.

Para a Somália, onde foi declarado estado de crise de fome em cinco regiões, o programa forneceu, entre os dias 27 de julho e 3 de agosto, 86 toneladas de alimentos para atender a 30 mil crianças menores de 5 anos que estão desnutridas durante um mês.

Nos próximos dois meses, a agência da ONU assegura que pretende fazer chegar à Somália cerca de 14 mil toneladas de comida, grande parte dela dirigida a crianças desnutridas.

Sobre a Etiópia, o programa assinalou que começou a distribuição de mantimentos entre os refugiados transferidos ao novo acampamento de Haloweyn, que espera abrigar cerca de 15 mil pessoas no final de agosto.

O Programa Mundial de Alimentos ainda necessita de US$ 250 milhões para enfrentar a crise, após ter recebido um montante similar em doações, a maioria procedente de Governos. EFE

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

08/09/2011 at 4:36 pm Deixe um comentário

Duas brasileiras prestam apoio humanitário na África em meio à maior crise do continente

“O dia a dia não é nada fácil. Moro num acampamento com mais de 100 pessoas, entre profissionais locais e estrangeiros, como eu. Compartilhamos as latrinas e chuveiros construídos pela equipe de MSF (Médicos Sem Fronteiras). O clima é pra lá de quente, sempre seco e onde quer que você olhe e ande tem poeria … muita poeria”.

A frase, em tom direto e seco como o clima que enfrenta, é da psicóloga Deborah Duarte Franco, de 28 anos, uma das duas brasileiras que estão no campo de refugiados em Dadaab, no Quênia, integrando o quadro da organização Médicos Sem Fronteiras, em meio à maior crise humanitária vivida na África no últimos 20 anos, onde a fome já matou milhares nos últimos meses. O relato está no diário de bordo da paulista que faz sua segunda missão pela MSF – já atou na Faixa de Gaza -, ao qual o Extra Online teve acesso com exclusividade:

“As pessoas precisam ser ouvidas. É preciso ajudá-las a reencontrar suas habilidades internas como, por exemplo, o que as deixa feliz, o que realmente gostam e sabem fazer. Muitas pessoas que estão aqui sofrem de traumas pelo que viveram na Somália, no caminho em direção ao Quênia e na chegada ao campo”, revela no diário.

A maioria dos refugiados do campo no Quênia vem da Somália, muitos após caminhar mais de 200 quilômetros, em meio à muita dificuldade, como conta Deborah:

“As pessoas saem da Somália fugindo da guerra civil, de torturas, de abusos, da violência. No caminho se deparam com mais abusos, mais violência, seca, fome e situações difíceis, como as mães que têm de escolher um dos filhos para ficar no caminho, pois não têm como carregá-los. E ao chegar aqui, encontram o campo superlotado”.

Já a médica Luana Fagundes Lima, que nasceu em Resende (RJ), deixou a vida estabilizada da Cidade Maravilhosa para seguir rumo à sua primeira missão pelo MSF. A mãe, Sandra Fagundes Lima, diz que a saudade e a preocupação são superadas pelo orgulho de ver a filha feliz e fazendo o que gosta.

- A Luana foi sempre uma ótima aluna, uma criança madura e muito lutadora. Desde cedo mostrava desprendimento e preocupação com o próximo. Mas sabe como é mãe, né? Quando ela disse que ia para lá, perguntei se não era perigoso o desafio e ela me respondeu que era o que ela queria fazer. Ela disse, “Mãe, eu quero me doar”, contou Sandra, que é bióloga.

O pai de Luana, Valdir Lima, que também é médico, acompanha com orgulho o trabalho da filha. Desde o início ele deu apoio à decisão da filha, pois ao longo da carreira atou em várias frentes de trabalho comunitário. O contato com Luana é feito por telefone e sempre de forma muito rápida por conta das atividades constantes de Luana e do fuso-horário. Pela internet, a comunicação é praticamente impossível

“O dia a dia não é nada fácil. Moro num acampamento com mais de 100 pessoas, entre profissionais locais e estrangeiros, como eu. Compartilhamos as latrinas e chuveiros construídos pela equipe de MSF (Médicos Sem Fronteiras). O clima é pra lá de quente, sempre seco e onde quer que você olhe e ande tem poeria … muita poeria”.

A frase, em tom direto e seco como o clima que enfrenta, é da psicóloga Deborah Duarte Franco, de 28 anos, uma das duas brasileiras que estão no campo de refugiados em Dadaab, no Quênia, integrando o quadro da organização Médicos Sem Fronteiras, em meio à maior crise humanitária vivida na África no últimos 20 anos, onde a fome já matou milhares nos últimos meses. O relato está no diário de bordo da paulista que faz sua segunda missão pela MSF – já atou na Faixa de Gaza -, ao qual o Extra Online teve acesso com exclusividade:

“As pessoas precisam ser ouvidas. É preciso ajudá-las a reencontrar suas habilidades internas como, por exemplo, o que as deixa feliz, o que realmente gostam e sabem fazer. Muitas pessoas que estão aqui sofrem de traumas pelo que viveram na Somália, no caminho em direção ao Quênia e na chegada ao campo”, revela no diário.

A maioria dos refugiados do campo no Quênia vem da Somália, muitos após caminhar mais de 200 quilômetros, em meio à muita dificuldade, como conta Deborah:

“As pessoas saem da Somália fugindo da guerra civil, de torturas, de abusos, da violência. No caminho se deparam com mais abusos, mais violência, seca, fome e situações difíceis, como as mães que têm de escolher um dos filhos para ficar no caminho, pois não têm como carregá-los. E ao chegar aqui, encontram o campo superlotado”.

Médica do Rio troca vida estável pelo trabalho na África

Acampamento de refugiados no Quênia,  em meio à maior crise humanitáriaAcampamento de refugiados no Quênia, em meio à maior crise humanitária Foto: Michael Goldfarb/MSF / Médicos Sem Fronteira

Já a médica Luana Fagundes Lima, que nasceu em Resende (RJ), deixou a vida estabilizada da Cidade Maravilhosa para seguir rumo à sua primeira missão pelo MSF. A mãe, Sandra Fagundes Lima, diz que a saudade e a preocupação são superadas pelo orgulho de ver a filha feliz e fazendo o que gosta.

- A Luana foi sempre uma ótima aluna, uma criança madura e muito lutadora. Desde cedo mostrava desprendimento e preocupação com o próximo. Mas sabe como é mãe, né? Quando ela disse que ia para lá, perguntei se não era perigoso o desafio e ela me respondeu que era o que ela queria fazer. Ela disse, “Mãe, eu quero me doar”, contou Sandra, que é bióloga.

O pai de Luana, Valdir Lima, que também é médico, acompanha com orgulho o trabalho da filha. Desde o início ele deu apoio à decisão da filha, pois ao longo da carreira atou em várias frentes de trabalho comunitário. O contato com Luana é feito por telefone e sempre de forma muito rápida por conta das atividades constantes de Luana e do fuso-horário. Pela internet, a comunicação é praticamente impossível.

A médica Luana Fagundes Lima trabalha no Médicos Sem Fronteiras, na ÁfricaA médica Luana Fagundes Lima trabalha no Médicos Sem Fronteiras, na África Foto: Brendan Bannon/Divulgação

- É muito bom saber que ela está feliz, o que faz superar a saudade. E ela, como sempre, está surpreendendo, pois me disse que já pensa em outra missão quando voltar em setembro – revela Sandra.

Como fazer doações:

Os interessados podem fazer doações para os Médicos Sem Fronteira pelo link https://www.msf.org.br/emergencia.aspx?mktcode=A110172, em dinheiro. São cotas, que variam de R$ 42 a R$ 408. Quem contribuir com R$ 42, por exemplo, vai destinar um “pacote” com alimento terapêutico que garante, por duas semanas, atendimento a uma criança gravemente desnutrida. Também é possível doar valores mais altos.

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

08/12/2011 at 2:56 pm Deixe um comentário

Conferência sobre a Líbia demonstra contradições do Brasil

Mustafa Abdel Jalil (centro), presidente do CNT, entre Mahmoud Jibril (à esquerda) e o presidente Nicolas Sarkozy durante entrevista no Palácio do Eliseu, em Paris.

Mustafa Abdel Jalil (centro), presidente do CNT, entre Mahmoud Jibril (à esquerda) e o presidente Nicolas Sarkozy durante entrevista no Palácio do Eliseu, em Paris.

REUTERS/Benoit Tessier
Taíssa Stivanin

Representantes de 63 países se reuniram nesta quinta-feira no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, para a Conferência de Países Amigos da Líbia. No encontro, presidido pela França e a Grã-Bretanha, foi anunciado o desbloqueio de 15 bilhões de dólares de ativos líbios para as novas autoridades do país. O Brasil foi representado na reunião pelo embaixador Cesário Melantônio Neto, que não quis dar declarações à imprensa. O Ministério das Relações Exteriores, entretanto, divulgou uma declaração à margem do encontro encorajando um processo democrático de transição. O especialista em defesa Nelson During, editor do site Defesa.Net, analisa como a posição do Brasil em relação ao conflito na Líbia tem se revelado contraditória.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20110902-conferencia-sobre-libia-mostra-contradicoes-da-politica-externa-brasileira

09/03/2011 at 10:33 pm Deixe um comentário

Angolana é eleita Miss Universo 2011

A belíssima angolana Leila Lopes venceu a 60a edição do Miss Universo, que ocorreu nesta segunda-feira (12) no Credicard Hall, na capital paulista. Ela era uma das favoritas ao título e foi a mais aplaudida da noite. A brasileira Priscila Machado ficou em terceiro lugar. A ucraniana Olesia Stefanko ficou em segundo.

 

Leila Lopes, a Miss Universo 2011

A produção do evento foi grandiosa, com direito a Claudia Leitte cantando em inglês e Bebel Gilberto fazendo a alegria dos ‘gringos’ com sua bossa nova contemporânea. Durante o show, não foram poupados elogios ao Brasil, intitulado o país mais sexy do mundo.

Entre as top 16, estavam três países de língua portuguesa: Angola, Brasil e Portugal, e seis países latino-americanos: Brasil, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Porto Rico e Venezuela. Ucrânia, França, Kosovo, China, Austrália, EUA, Filipinas e Holanda também estavam entre as finalíssimas.

Priscila Machado, que contou com alguns desafetos vaiando sempre que era citada, não conteve as lágrimas ao chegar entra as top 10. Em um dos últimos blocos, sua torcida tomou conta da plateia, o que a deixou ainda mais emocionada.

A Miss Montenegro foi eleita Miss Simpatia e a Miss mais fotogênica foi a Miss Suécia. A Miss Panamá venceu o prêmio de melhor traje típico.

Depois do desfile de gala restaram apenas cinco finalistas. A quinta colocada foi a Miss China, seguida por Filipinas.

Fonte: http://br.omg.yahoo.com/noticias/angolana-%C3%A9-eleita-miss-universo-2011.html

09/13/2011 at 11:18 am Deixe um comentário

Chifre da África pede na ONU mais ajuda contra a fome

NOVA YORK, 24 Set 2011 (AFP) -Líderes africanos lançaram este sábado um pedido desesperado na Assembleia Geral da ONU por mais ajuda internacional para enfrentar a fome que se espalha pelo Chifre da África e que deixou dezenas de milhares de mortos na Somália.

Os líderes de Quênia, Somália, Djibuti e Etiópia uniram suas vozes para pedir maior cooperação, em um momento em que a ONU calcula que haja 750.000 pessoas com risco de morrer e que outras 13 milhões precisam de ajuda urgente.

O primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, pediu à ONU que monte acampamentos para ajudar a população dentro da Somália, durante reunião dedicada à grave situação no Chifre da África, à margem da Assembleia da ONU, que a princípio descartou esta possibilidade.

Uma boa notícia veio de Washington, onde o Banco Mundial (Bird) aumentou a ajuda contra a pior seca em décadas na África para 1,9 bilhões de dólares, acima dos US$ 500 milhões oferecidos em julho passado, anunciou este sábado o secretário do Tesouro americano, Tim Geithner.

“Para ajudar a evitar que este tipo de catástrofes continue afetando a região, apoiamos a decisão dos membros da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) de mobilizar cerca de 1,9 bilhão de dólares em recursos”, disse Geithner nas reuniões do FMI e do Bird na capital americana.

O primeiro-ministro do Quênia, em cujo país há um acampamento com mais de meio milhão de refugiados da fome, afirmou que sofrido “muita pressão” para fechar a fronteira com a Somália.

“Mas, como governo, não podemos fechar a fronteira porque isto significaria condenar à morte pessoas inocentes”, explicou Odinga.

Muitas pessoas estão fugindo de áreas na Somália sob controle dos rebeldes islamitas shebab, que impedem que chegue ajuda da ONU e de outras organizações.

“Pedimos uma colaboração muito mais forte da comunidade internacional para fazer frente a isto, para que possamos criar outra área dentro da Somália onde possamos criar acampamentos”, disse Odinga.

Isto permitiria “que as pessoas fossem alimentadas na Somália e não tivessem que cruzar a fronteira para o Quênia”, afirmou.

A coordenadora humanitária da ONU, Valerie Amos, se opôs à possibilidade de montar acampamentos dentro da Somália por medo da violência.

“O Quênia tem sido muito generoso abrigando refugiados da Somália desde 1991″, disse.

O primeiro-ministro da Somália, Abdiweli Mohamed Ali, disse em reunião que outras 500.000 pessoas deixaram a capital, Mogadíscio, onde o governo e as tropas da União Africana retomaram o controle sobre os insurgentes shebab.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que “a crise aumenta todos os dias” no Chifre da África, ao pedir maior colaboração internacional.

Ban disse que são precisos US$ 750 milhões para entregar comida e remédios à região.

O cantor de rock Bob Geldof, que organiza festivais para arrecadar fundos para a África desde 1985, também participou da reunião, na qual acusou os países ocidentais de permitirem um “horror grotesco” no Chifre da África.

Geldof lamentou a “falta crônica de liderança nos governos do mundo”.

tw-du/mvv

Fonte: Globo.com Postado por Mario Lira

09/25/2011 at 8:42 pm Deixe um comentário

Nigerianos entram clandestinamente e pedem asilo ao Brasil

A equipe do Fantástico obteve, com exclusividade, imagens que mostram os nigerianos presos por uma grossa corrente no navio de origem turca.

Um grupo de nigerianos viaja clandestino em um navio para tentar entrar no Brasil, mas a polícia não deixa e eles enfrentam condições sub-humanas a bordo.Pela única abertura do depósito no navio, um homem pede socorro em um português precário: “Brasil, ajuda nós, por favor. Somos trabalhadores. Esperamos estar feliz. Ajuda nós a sair daqui, por favor, por favor, por favor, daqui, por favor”.

O cargueiro, de bandeira turca, estava parado há 14 dias em frente ao porto de Paranaguá, no Paraná. Não podia atracar, nem zarpar. Em outra parte do barco, barras de ferro soldadas trancam a sala. Os presos são nove nigerianos, que entraram na embarcação clandestinamente. O navio partiu da Nigéria, no dia 7 de setembro. Vinha buscar soja.

Os nigerianos contam que era madrugada quando eles se jogaram no mar, foram nadando até o navio que estava ancorado e chegaram até um ponto próximo ao leme. Serraram a grade que protegia contra a entrada de imigrantes, subiram e ficaram protegidos da água em um espaço muito pequeno. Foi ali que atravessaram o oceano.

Os homens viajaram oito dias agarrados uns aos outros, para não cair na água. Sobreviveram com a pouca comida e água que levaram. No dia 15 de setembro, decidiram lançar uma corda na água e fazer barulho batendo no casco.

Os marinheiros ouviram, abriram a escotilha que dá acesso ao leme e o comandante turco colocou os nigerianos para dentro, mas a convivência pacífica durou pouco. Na chegada ao Brasil, depois de uma briga a bordo, os marinheiros trancaram os nigerianos no depósito e na sala usada como academia.

A equipe do Fantástico obteve, com exclusividade, imagens que mostram os nigerianos presos por uma grossa corrente. Pela fresta da porta, eles recebiam água e comida.

A Polícia Federal foi informada da presença dos clandestinos e não permitiu o desembarque. “Até porque nós não sabemos a vida pregressa deles, não sei se são terroristas. É questão de segurança pública. É questão, também, de saúde pública, de saber se são portadores de doença infectocontagiosa”, justifica o delegado Jorge Fayad.

Seis dias depois de a polícia ser avisada, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) visitou o navio. “Eu acho isso extremamente preconceituoso, porque são nove homens desarmados, só com a roupa do corpo. Não vi nenhum problema de segurança nacional ali. E os médicos, logo depois que estive no navio, fizeram duas visitas, fizeram exame de sangue. Todos eles estavam em perfeitas condições de saúde”, diz Dálio Zippin, advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Paraná.

A empresa da Turquia também procurava uma solução. “Tanto os clandestinos quanto a própria empresa, realmente, fizeram pedido para a Polícia Federal para desembarcar os clandestinos o quanto antes. A embarcação não tem espaço próprio para confinar ninguém, não é um cárcere, jamais seria”, diz Eduardo Digiovani, advogado da empresa de transporte.

Na sexta-feira, a Justiça concedeu uma liminar para libertar os nove africanos. Eles vão pedir refúgio no Brasil.

Bas’llele Malomalo, sociólogo do Congo radicado no Brasil, explica que o grupo de nigerianos pode ter saído da África em busca de trabalho: “Eles têm por motivo uma ascensão social e econômica, porque a pessoa quer sair de uma situação de pobreza e procurar emprego. Quando você compara com outros países africanos, a Nigéria não é um país bom. A distribuição dos bens econômicos produzidos não chega a todo mundo. Não é uma questão religiosa ou étnica, é mais uma questão de classes”.

Os nigerianos estão em liberdade vigiada, não podem nem sair do hotel. Segundo a Polícia Federal, nesta segunda (3) o pedido de refúgio será encaminhado para o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), em Brasília. O órgão se reúne a cada dois meses para analisar pedidos de refúgio. O próximo encontro será no fim de outubro. Se o caso dos nigerianos for incluído na pauta dessa reunião, será julgado se eles são realmente vítimas de perseguição e se podem ficar no Brasil ou devem ser mandados de volta.

Link: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0%2c%2cMUL1674817-15605%2c00-NIGERIANOS+ENTRAM+CLANDESTINAMENTE+E+PEDEM+ASILO+AO+BRASIL.html

Fonte: Fantástico – Postado por Mario Lira

10/04/2011 at 2:23 pm Deixe um comentário

Última actua…

Última actualização: 03 Março, 2011 – Publicado às 13:34 GMT

BBC em português: 72 anos de história
Cortes orçamentais do governo britânico levam BBC a fechar vários serviços.

Maputo acolhe emissões ao vivo da BBC
Guerra Colonial tem site português
Grandes esperanças pós eleitorais
O Paradoxo Amazónia

Prémio de Rádio
BBC para África ganha Prémio de melhor programa criativo de rádio.

Mensagens
Ouvintes enviam mensagens de apreço e tristeza.

As nossas fotos
Galeria de imagens da BBC ao longo de 7 décadas.

Preservar memória do Tarrafal e outros tarrafais
Simpósio do Tarrafal considera prisão política património da humanidade.

Os olhos abertos de Ricardo Rangel
Ricardo Rangel, mestre do fotojornalismo e amante de Jazz.

Um rádio, um guerrilheiro e um soldado…
Antigo militar português quer devolver aparelho de rádio a um ex-guerrilheiro da Frelimo.

10/13/2011 at 9:03 pm Deixe um comentário

Lei 10.639 no ENEM 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

LEI 10.639 entra no ENEM – Vamos comemorar

Não vai faltar gente para dizer que a lei 11.645 deveria ter sido citada, porque posterior e incluindo indígenas, mas como participante dos trabalhos jurídicos de implementação da lei 10.639, com a histórica campanha do IARA- Instituto de Advocacia Racial e Ambiental, e demais entidades do movimento negro, para exigir a lei por meio de inquéritos civis públicos e em todo o país, através do Ministério Publico, sinto-me realizado com a inclusão, pela primeira vez, de uma questão sobre a lei de História da África e da cultura afro-brasileira. Melhor ainda, fui avisado por meu filho de 15 anos, o que dá certeza do florescimento das sementes plantadas. Vamos celebrar!
Humberto Adami
Questão 32
A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).
A referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira,
porque
A) legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.
B) divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.
C) reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.
D) garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.
E) impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.
Resolução
A tendência atual da educação brasileira, de incluir conhecimentos sobre história e cultura africanas no currículo visa resgatar o conhecimento relativo aos povos de origem não europeia, que é fundamental para a
compreensão da diversidade do povo brasileiro.
Resposta: E
http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/10/confira-correcao-do-primeiro-dia-de-provas-do-enem-2011.html
http://www.google.com.br/search?rlz=1C1CHJL_pt-BRBR430BR430&gcx=w&sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=pdf

Fonte: http://humbertoadami.blogspot.com/2011/10/lei-10639-entra-no-enem.html

 

 

10/24/2011 at 7:06 am Deixe um comentário

África quer transferência de tecnologias a favor das questões ambientais

África quer transferência de tecnologias a favor das questões ambientais

Harare (Da enviada especial) - Os países do continente africano e outros do terceiro mundo precisam de tecnologias que traduzam benefícios para o ambiente e  não aquelas que criam outros problemas a este, defendeu hoje, segunda-feira, em Harare (Zimbabwe), o ministro do Ambiente e dos Recursos Naturais deste país, Hon Francis Nhema.

O ministro do Ambiente e dos Recursos Naturais do Zimbabwe, que proferiu a abertura da 15ª Reunião dos Pontos Focais da Convenção de Viena e Protocolo de Montreal, referiu que a transferência de tecnologias são bem vindas, mas devem ser feitas de acordo a realidade de cada região, sem criar transtornos ambientais.

Prioridades em torno das questões relacionadas com a destruição das substâncias que empobrecem a camada do ozono (OSD), o papel do Protocolo de Montreal na mitigação das mudanças climáticas e problemas financeiros, são entre outras acções que, para o governante devem ser tomadas em conta, no quadro dos planos estratégicos adoptados para o continente.

Como países em desenvolvimento em África, estamos a encarar muitos desafios que não podem ser resolvidos de forma isolada, porque os problemas são similares e transbordam as nossas fronteiras”, sublinhou Hon Francis Nhema.

Na presença dos oficiais do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e dos Pontos Focais idos de 55 países africanos, o governante reconheceu os esforços que estão a ser empreendidos pelos governos africanos e do apoio internacional, no que refere a mitigação das substâncias que empobrecem a camada do ozono.

O Governo de Zimbabwe, seguiu, comprometeu-se eliminar na totalidade as substâncias que empobrecem a camada do ozono.

Para o ministro, o facto deste país ser o primeiro a ratificar a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal, em 1992, representa evidências deste comprometimento.

Em 1994, este país, ratificou de igual modo as emendas de Copenhaga e de Londres.

Neste país, como outros, as substâncias que empobrecem a camada do ozono, como brometo de metilo e hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), são na sua maioria utilizados na agricultura, no sector de refrigeração e ar condicionado.

No quadro das estratégias de eliminação desses produtos, solicitou maior apoio do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), do secretariado do Ozono e do Fundo Multilateral e outros, para que se atinjam as metas de eliminação das substências que degradam a camada do ozono, com vista ao bem-estar das populações.

Assim, pediu de igual modo uma maior cooperação entre os países africanos, tendo em conta os desafios ambientais actuais.

Neste evento, com a duração de cinco dias, a UNEP convidou de igual modo os jornalistas de vários países africanos, com vista a reforçarem os seus conhecimentos e contribuírem para uma maior sensibilização da população ao nível das regiões, no que concerne as questões climáticas e não só.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2011/9/43/Africa-quer-transferencia-tecnologias-favor-das-questoes-ambientais,89d1a9dc-e6f5-4756-b9c5-1c12a22b88e9.html

 

10/24/2011 at 2:48 pm Deixe um comentário

Centro de Formação de Agentes Judiciários inaugurado em Bissau

Colleen Taugher, Rue 89
RFI

O Centro Nacional de Formação Judiciária vai funcionar nas instalações da Escola Nacional da Administração, e arranca com a formação a 35 candidatos à magistratura, tanto judicial como do Ministério Público, já este ano. Até aqui, os agentes eram formados em Portugal.

O Centro foi criado no âmbito do processo da reforma do sector da justiça.

Mais informações com o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/africa/20111028-centro-de-formacao-de-agentesjudiciarios-inaugurado-em-bissau

10/30/2011 at 11:09 pm Deixe um comentário

Congoleses afluem hoje às urnas para votar os seus dirigentes

Congoleses afluem hoje às urnas para votar os seus dirigentes

Kinshasa – Mais de trinta e dois milhões cidadãos estão a afluir hoje (segunda-feira) às urnas na Republica Democrática do Congo para eleger em simultâneo o seu Presidente e os 500 deputados à Assembleia Nacional, depois de uma turbulenta campanha eleitoral que durou um mês.
De acordo com uma nota da embaixada de Angola da RDC chegada hoje à Angop, o pleito decorre sob o signo de desconfiança, já que a oposição afirma ter havido o desaparecimento de três milhões de boletins de voto.
Sábado, Vital Kamehere, um dos candidatos às presidenciais, depois de ter apresentado o seu projecto de sociedade no canal televisivo”Canal Futuro”, exibiu o exemplar de um boletim de voto confiscado de um cidadão que os detinha as centenas, dois dias antes das eleições.
Não obstante, o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente, Daniel Ngoy Mulunda, garantiu que as condições estavam criadas para a realização das eleições, mas alertou que iria encerrar definitivamente a assembleia de voto, onde se registar distúrbios.
Por sua vez, o Presidente Joseph Kabila Kabange também anunciou num comunicado à nação que as condições de segurança estavam criadas para o evento de segunda-feira.
Entretanto, sábado último, militantes de vários partidos políticos confrontaram-se em Kinshasa, quando subitamente o Governador André Kimbuta Yangu, anulou os comícios de encerramento da campanha eleitoral em toda a capital.
No mesmo dia, seriam presididos pelos comícios pelos candidatos presidenciais Joseph Kabila Kabange (independente), Etienne Tshisekedi Wa Mulumba (UDPS), e Vital Kamehere (UNC), para alegadamente manter a segurança e a paz social na capital congolesa.
Outrossim, confrontos corridos nos dias anteriores resultaram 15 mortos e um número indeterminado de feridos, tendo sido ainda destruídas varias viaturas, das quais duas da Embaixada de Angola que se deslocavam ao aeroporto internacional de Ndjili, em apoio à uma delegação angolana, e na retenção pela Polícia no aeroporto por mais de cinco horas, do presidente do UDPS.
A RDC, um país com 2.346 milhões de quilómetros quadrados e uma população estimada em pelo menos 70 milhões de pessoas, tem uma fronteira 2.511 quilómetros de fronteira comum com Angola.
A falta de vias rodoviárias e ferroviárias torna inacessíveis a maioria dos 250 municípios que a compõem. Dai o pedido feito aos parceiros internacionais que observam as eleições à apelarem à realização de um pleito credível e transparente, para se evitar uma eminente crise pós-eleitoral que possa desestabilizar política, económica e socialmente o país.
Na RDC, as primeiras eleições gerais pós conflito tiveram lugar em 2006, tendo sido ganhas pelo actual Presidente e pelo PPRD, partido que o apoia.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2011/10/48/Congoleses-afluem-hoje-urnas-para-votar-seus-dirigentes,7311448f-319b-4a87-b8cd-91b063b95ae8.html

11/28/2011 at 9:04 pm Deixe um comentário

Ousmane Tanor Dieng, secrétaire général du Parti socialiste et Macky Sall, ancien Premier ministre libéral, candidats à la présidentielle au Sénégal

Par Christophe Boisbouvier

« Ma priorité consistera à travailler pour réduire les prix des produits de grande consommation : le riz, l’huile, le sucre et le gaz… Et réduire également le train de vie de l’Etat en luttant contre la corruption et l’impunité » (Ousmane Tanor Dieng)

« Ma priorité sera un primat du social avec comme première mesure, ce que j’ai appellé la bourse de sécurité familliale. Elle sera octroyée aux femmes de famille mono-parentales ou pauvres pour leur permettre de prendre en charge l’éducation des enfants. » (Macky Sall)

Lire la version écrite ci-dessous.

Au Sénégal, près de vingt candidats sont en lice pour la présidentielle du 26 février. Réaction aujourd’hui de deux des principaux adversaires du président sortant Wade : le secrétaire général du Parti socialiste, Ousmane Tanor Dieng, et l’ancien Premier ministre libéral, Macky Sall.

Entretien avec Ousmane Tanor Dieng

RFI : « Je pars dans un combat sans rival », affirme Abdoulaye Wade. Qu’est-ce que vous en pensez ?

Ousmane Tanor Dieng : Je pense que nous sommes là dans le cadre des frasques et des fantasmes d’Abdoulaye Wade ! Tout ça n’est pas très sérieux et il doit, au contraire, respecter ses adversaires. Parce qu’il risque d’avoir une surprise très désagréable.

RFI : Il dit que vous savez vous-même que vous ne faites pas le poids. La preuve, dit-il, vous faites tout pour qu’il ne puisse pas se présenter.

O.T.D. : Non ! Ce n’est pas nous, c’est la Constitution qui le dit ! La majorité des constitutionalistes d’une part, et d’autre part les rédacteurs de la charte de cette Constitution, tout le monde a dit qu’il n’avait pas droit à un troisième mandat.

RFI : Et si le Conseil constitutionnel valide quand même sa candidature, comment réagirez-vous ?

O.T.D. : Je serais très étonné que le Conseil constitutionnel puisse valider sa candidature !

RFI : Mais si jamais le Conseil ne va pas dans le sens que vous souhaitez, est-ce que vous appellerez à manifester ?

O.T.D. : Mais bien sûr ! C’est normal, quand même. On doit appeler à manifester, si la décision qui est prise ne nous convient pas.

RFI : Abdoulaye Wade dit : « Mon bilan est excellent ». Vous, vous affirmez que sa gouvernance est calamiteuse. Est-ce que la vérité n’est pas entre les deux ?

O.T.D. : Non ! La vérité c’est que sa gouvernance est calamiteuse ! Son bilan se réduit à une corniche qu’il a élargie et embellie, d’une part, et d’autre part, sur la VDN, Voie Dégagement Nord, pour sortir de Dakar. Et il a mis, autour de ces deux infrastructures, près de 1 000 milliards. Alors que le tiers aurait suffi, et les deux tiers devraient être utilisés pour désenclaver le reste du pays.

RFI : Et quelle sera votre priorité, si vous êtes élu ?

O.T.D. : La priorité c’est de travailler à réduire les prix des produits de grande consommation : le riz, l’huile, le sucre, le gaz, le carburant… Ça, c’est essentiel ! Et c’est aussi en réduisant le train de vie de l’Etat, d’une part, et d’autre part, en luttant contre la corruption et l’impunité. Il y a aussi la Casamance. Bien sûr, là, il faudra revenir à des fondamentaux. C’est-à-dire que c’est un problème qui intéresse nos pays voisins, la Gambie et la Guinée-Bissau, qui de notre temps étaient des pays garants.

RFI : Est-ce qu’il faut parler avec Salif Sadio, le rebelle casamançais ?

O.T.D. : Il faut parler avec tout le monde !

RFI : Abdoulaye Wade dit que Salif Sadio, le rebelle, a été soutenu par votre ami socialiste ivoirien Laurent Gbagbo. Comment réagissez-vous ?

O.T.D. : Je n’en sais rien ! C’est lui qui le dit ! Comme de toute façon Laurent Gbagbo ne peut pas répondre, il peut dire tout ce qu’il veut !

RFI : Mais vous avez l’air sceptique…

O.T.D. : Je n’ai aucune preuve ! Mais s’il le disait c’est que Gbagbo était là et un président de la République comme lui, bon…

RFI : Ousmane Tanor Dieng, longtemps, vous avez été contesté à la tête du parti socialiste. Des gens disaient « Tanor a été parachuté, Tanor manque de charisme ». Est-ce que ça vous a handicapé cela ?

O.T.D. :  Pas du tout ! La preuve est faite que les gens qui le disaient allaient vite en besogne. J’ai prouvé, après le départ de Diouf, que je pouvais tenir le parti la tête hors de l’eau, et en faire l’un des partis les plus attractifs de notre paysage politique. En tout cas, aujourd’hui, il c’est clair que nous sommes le premier parti, non seulement de l’opposition, mais presque du pays, du point de vue de notre ancrage dans la société.

RFI : Oui, mais enfin, vous avez été contesté dans le parti. Est-ce que vous vous êtes durci dans le combat ?

O.T.D. : Oui ! C’est normal, quand même, que je sois contesté dans les conditions dans lesquelles j’ai accédé aux fonctions qui sont les miennes !

RFI : Est-ce que vous êtes plus costaud qu’en 2007 ?

O.T.D. : Oui, tout à fait ! Mon séjour dans l’opposition m’a permis d’avoir une carapace plus résistante, en faisant face à ce que vous appelez les contestations au sein du parti et face au pouvoir. Tout ceci mis ensemble, ça m’a permis d’être effectivement plus costaud, comme vous dites.

 

Entretien avec Macky Sall

RFI : Quand Abdoulaye Wade dit qu’il n’a pas de rival, ça vous fait sourire ou ça vous énerve ?

Macky Sall : Ca me fait sourire plutôt, puisque ce sont des propos qui cachent une haute réalité, une inquiétude plutôt. Je considère cela comme une incantation, puisque il a en face de lui trois anciens Premier ministres, qui ont travaillé avec lui, sans parler du candidat du camp socialiste. Je pense que là, parler du premier tour, c’est vraiment faire une incantation.

RFI : Abdoulaye Wade dit que vous voulez l’empêcher de se présenter parce que vous avez peur de lui.

M.S. : Vous savez, on n’a pas peur d’Abdoulaye Wade, puisque c’est un président sortant. Il y a l’usure du pouvoir et il y a surtout le bilan calamiteux au plan social. Donc le débat n’est pas là. Le débat c’est que nous sommes des républicains. Donc, nous sommes pour le respect de la Constitution.

RFI : Si le Conseil constitutionnel valide sa candidature, est-ce que vous descendrez dans la rue ou pas ?

M.S. : Si le Conseil constitutionnel valide, nous apprécierons, par rapport à la situation du pays. C’est tout ce que je peux dire pour le moment.

RFI : Et si vous êtes élu, quelle sera votre première priorité ?

M.S. : D’abord un prima du social. La première mesure, ce que j’ai appelé « la bourse de sécurité familiale ». Elle sera octroyée aux femmes de familles monoparentales, ou en tout cas aux familles vraiment pauvres, qui sont aujourd’hui autour de 250 000 à 300 000 familles au Sénégal. Pour ces familles, nous donnerons un revenu minimum de solidarité devant permettre de prendre en charge l’éducation des enfants. Je mettrai en œuvre également une couverture maladie universelle, à partir des économies substantielles, qui seront générées par la réduction du train de vie de l’Etat. Et à cela, il faudrait ajouter des revenus tirés de certains secteurs comme les télécommunications, les transferts d’argent, et d’autres secteurs économiques.

RFI : La candidature Youssou N’Dour, est-ce que ce n’est pas une pierre dans le jardin des hommes politiques comme vous ?

M.S. : La candidature de Youssou N’Dour intervient dans un contexte effectivement de crise des valeurs, dans le contexte de l’émergence d’une société civile, avec un contrôle citoyen plus accru. Il faudrait plutôt voir à travers cette candidature une vitalité de notre démocratie. Et je pense que les politiques auront de plus en plus de mal à faire ce qu’ils veulent, puisque la société civile émergente, qu’elle soit candidate ou pas, restera une vigie. Youssou N’Dour est un artiste de renommée mondiale. Il est connu et respecté. Maintenant, il est entré dans un terrain nouveau, celui de la politique. Attendons de voir ce qu’il proposera, et comment nos compatriotes le considèreront. Pour ma part, je lui dirais seulement : « Bienvenu dans l’arène ».

RFI : Le conflit casamançais… Qu’est-ce que vous pourrez faire de mieux qu’Abdoulaye Wade, si vous êtes élu ?

M.S. : Je pense que ce que je ferais de bien, c’est d’abord, avec humilité, de mobiliser toutes les forces vives de la Casamance. Nous allons travailler également avec nos pays frontaliers, qui sont la Gambie et la Guinée-Bissau, et travailler également à travers une réponse économique, avec des projets structurants, tant dans le désenclavement que dans la perspective d’emplois pour les jeunes Casamançais. Donc je crois que là, il faudra une sorte de plan Marshall, immédiatement régler vraiment la continuité territoriale entre la région du sud et le reste du Sénégal, et surtout donner des perspectives avec tous les acteurs impliqués.

Source: http://www.rfi.fr/emission/20120109-ousmane-tanor-diengsecretaire-general-parti-socialiste-macky-sall-ancien-premier-m

01/12/2012 at 3:37 am Deixe um comentário

Haïti, deux ans après le séisme: entre progrès et désespoir

Haïti, deux ans après le séisme: entre progrès et désespoir

Port-au-Prince, 12 janvier 2012. Sur la place du Champ-de-Mars, face au palais présidentiel toujours détruit.

Port-au-Prince, 12 janvier 2012. Sur la place du Champ-de-Mars, face au palais présidentiel toujours détruit.

© AFP/Thony Belizaire
Par Stefanie Schüler

Haïti, le 12 janvier 2010. À 16h53, heure locale, le pays est secoué par un tremblement de terre de 7,3 degrés sur l’échelle de Richter. Le séisme a fait au moins 200 000 morts et poussé à la rue 1.5 million de personnes. Deux ans après, la situation s’est améliorée. Mais pour de nombreux Haïtiens, elle reste critique.

 

Selon l’Organisation internationale pour les migrations (OMI), 100 000 abris provisoires en dur ont été construits, 420 000 personnes y ont trouvé refuge. Si le relogement de la population était l’une des priorités pour les organisations humanitaires, il l’est aussi pour le nouveau président haïtien, Michel Martelly. En août dernier, il a lancé avec les Nations unies un programme ambitieux, baptisé « 16-6 ». Ce programme favorise la reconstruction de maisons individuelles.

« Tout d’abord, il s’agit de former les personnes qui constituent la chaîne de la construction, depuis les ingénieurs jusqu’au maçon, jusqu’au propriétaire pour que chacun améliore la qualité de la construction, qu’on fasse des maisons qui soient plus solides, plus résistantes avec des matériaux de meilleur qualité », explique Eléonore Labattut, architecte et auteur d’un rapport intitulé La reconstruction de Port-au-Prince.

« Le plan 16-6 prévoit que chaque propriétaire établit son propre projet de maison. Sur le budget initial, les propriétaires peuvent rajouter leurs fonds propres afin de réaliser le projet qui leur correspond le mieux, s’adapter à la taille de la parcelle, à la taille de la maison, obtenir des prêts bancaires s’ils y ont accès, demander de l’argent aux gens de la diaspora. Le projet 16-6 a démarré dans 16 quartiers, que le gouvernement haïtien et les Nations unies ont défini comme étant prioritaires. Les personnes qui se trouvent encore sur six grands camps à Port-au-Prince, viennent de ces 16 quartiers. Donc en travaillant sur ces seize quartiers, on espère que les gens qui sont dans ces camps vont pouvoir retourner vivre dans leur quartier d’origine ».

Plus d’un demi-million de sinistrés vivent toujours dans la rue

Les projets de relogement existent. Mais leur mise en œuvre est jugée beaucoup trop lente par la majorité des Haïtiens. Puisque plus d’un demi-million de personnes sont toujours sans abri. Pour ces populations démunies, le quotidien est toujours d’une extrême précarité. Les sinistrés survivent sous les tentes, en proie aux intempéries et à l’insécurité qui sévit dans les camps.

Les organisations humanitaires soulignent pourtant les avancées qui ont été réalisées depuis le 12 janvier 2010. « Au lendemain du séisme, 1,3 million de personnes se sans trouvées sans logement. Aujourd’hui, on est passé à 550 000 ce qui constitue tout de même un progrès », fait remarquer Grégory Rondeau. Le responsable géographique pour Haïti de la Croix-Rouge française estime par ailleurs que la situation est plus complexe qu’elle n’y paraît. « Avant la catastrophe du 12 janvier, plusieurs dizaines voire centaines de milliers de personnes n’étaient déjà pas logées ou mal logées à Port-au-Prince. Et aujourd’hui, ces gens se retrouvent en partie également dans les camps qui existent encore ».

A Port-au-Prince, certains camps d’aujourd’hui seront les quartiers de demain

Selon de nombreux experts il est illusoire de croire que tous les camps vont disparaître dans le futur. « C’est un peu la façon dont s’est construit Port-au-Prince : dès qu’il y a une opportunité de terres, les gens tentent de s’y installer et développent ensuite leur habitat », explique Eléonor Labattut. « Depuis toujours, les quartiers informels, les bidonvilles, de Port-au-Prince se sont développés ainsi : on part d’une petite tente, et petit à petit on la consolide et ça devient un véritable habitat. Donc il y a une partie des camps qui va certainement se transformer en quartiers dans la durée ».

Le palais présidentiel toujours un tas de ruines

Les rues de Port-au-Prince portent toujours les cicatrices de la catastrophe. 5 millions de m3 de débris jonchent encore les rues de la capitale et des régions touchées par le séisme. Des tonnes de béton qui rappellent à chaque instant aux Haïtiens le traumatisme qu’ils ont vécu.

Pour sortir la population de cette situation, il faut plus qu’un toit pour chaque famille, estime Frantz Duval, rédacteur en chef du journal Le Nouvelliste. « Les administrations publiques, les églises, les grandes institutions, l’université, les principales écoles, rien de tout cela n’a commencé à se reconstruire. Que le palais présidentiel, deux ans après, soit encore un tas de décombres, ce n’est pas un signe positif. C’est la partie emblématique de la reconstruction qui nous manque », déplore le journaliste. « À titre individuel, chaque Haïtien fait des efforts pour essayer d’améliorer son quotidien. C’est aujourd’hui la responsabilité de ce gouvernement et de l’élite haïtienne de transformer cette énergie qui existe en autre chose ».

Le pari n’est pas gagné. Le président Michel Martelly n’a pas de majorité au Parlement haïtien. Et l’ONU fait savoir que des 4,5 milliards de dollars, promis par la communauté internationale pour la reconstruction d’Haïti, seule la moitié a été allouée pour l’instant en tout cas.

Source:  http://www.rfi.fr/ameriques/20120112-deux-ans-apres-le-seisme-entre-progres-desespoir

01/12/2012 at 4:29 pm Deixe um comentário

Ex-diretor do Bird no Brasil é nomeado vice-presidente para África

BRASÍLIA – O Banco Mundial (Bird) anunciou hoje que o senegalês Makhtar Diop será o novo vice-presidente da entidade para a África. Ele era o diretor do Bird para o Brasil desde 2009, mas seu sucessor ainda não foi anunciado.

Em nota, o organismo multilateral informa que Diop substituirá Obiageli ‘Oby’ Ezekwesili, que voltará à Nigéria no início de maio. O senagalês ingressou no Banco Mundial em 2001 e passou por cargos de direção no Quênia, Eritreia e Somália, além de diretor de estratégia e pperações para América Latina e Caribe.

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

01/20/2012 at 5:01 pm Deixe um comentário

Agronegócio: África está madura para investimentos, diz banco

Agencia Estado23/01/2012 17h33 – Atualizado em 23/01/2012 17h33

Agronegócio: África está madura para investimentos, diz banco

 

 

Agencia Estado

 
 
 

Johannesburgo, 23 – Muitas regiões da África estão maduras para investimentos em agricultura por causa do aumento da demanda local por alimentos, disse Ronald Tamale, diretor da equipe de private equity para a África do banco Standard Chartered. Os investimentos no setor agrícola foram deixados de lado durante anos em muitos países do continente em favor de aportes em mineração e recursos naturais.

“A agricultura é um setor em que a África tem vantagem competitiva”, disse Tamale. “Vemos muita gente comprando terras, mas para nós o retorno não está aí. Gostamos de olhar mais para cima na cadeia de valor”. Ele cuida de uma carteira de US$ 400 milhões, dos quais 25% são investimentos na área agrícola. Na semana passada, o Standard Chartered fez um investimento de US$ 74 milhões na trading de commodities ETC Group Mauritius, companhia avaliada em US$ 500 milhões.

Nos próximos 12 a 24 meses, a ETC planeja aplicar US$ 25 milhões para se expandir para o oeste da África. Tamale disse que a Nigéria é um bom lugar para aportes no setor agrícola, em especial a produção de grãos, embora o petróleo receba a maior parte da atenção dos investidores. Além da Nigéria, a ETC quer investir no Mali, Burkina Faso e Níger.

Em 2011, a companhia comercializou 1,2 milhão de toneladas de commodities de 32 países africanos, ante 800 mil t em 2010. Em 2012, a meta é chegar a 1,5 milhão de t. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

01/23/2012 at 9:27 pm Deixe um comentário

Empresas da África, Argentina e França administrarão aeroportos do Brasil


Agencia EFE

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São Paulo, 6 fev (EFE).- Empresas da África do Sul, da Argentina e da França formam os consórcios dos leilões vencedores nesta segunda-feira das concessões para modernizar e operar pelo período de 20 a 30 anos os aeroportos das cidades de Guarulhos e Campinas, no estado de São Paulo, e de Brasília.

O valor total do leilão foi de R$ 24,5 bilhões, quantia 347,9% superior ao mínimo esperado pelo Governo brasileiro. O aeroporto de Guarulhos, que atende a cidade de São Paulo e é o de maior movimento do Brasil, será administrado por um consórcio que tem entre seus sócios a operadora sul-africana Airports Company South Africa (ACSA).

O de Brasília terá participação da argentina Corporación América e o de Campinas, também no estado de São Paulo, da francesa Egis-Avia. EFE

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

 

02/07/2012 at 12:39 pm Deixe um comentário

Insurgência na Nigéria já começa a afetar a economia

Por Chijioke Ohuocha

 

LAGOS, 10 Fev (Reuters) – Uma insurgência cada vez mais violenta, protagonizada pela seita islâmica Boko Haram no norte da Nigéria, está afetando as finanças do país, por obrigar o governo a fazer gastos adicionais com a segurança.

 

O conflito custa até 2 por cento do PIB nacional, dinheiro que poderia ser gasto em urgentes obras de infraestrutura.

 

A Boko Haram, que deseja a extensão do uso da sharia (lei islâmica) no mais populoso país da África, promove uma insurgência de baixa intensidade desde 2009.

 

A gravidade dos ataques e atentados, no entanto, aumentou nos últimos seis meses, mas essas ações geralmente se concentram no norte do país, uma região de maioria muçulmana e que passar por estagnação econômica. Lagos, principal centro comercial da Nigéria, e o Delta do Níger, maior zona petrolífera da África, têm sido pouco afetados.

 

Isso significa que investimentos estrangeiros em geral não têm sido afetados.

 

“O nordeste não é tão importante economicamente, então a não ser que comecem a explodir coisas em Lagos ou encontrem uma forma de perturbar os negócios numa maior escala, acho que os investidores estrangeiros estão preparados para conviver com a ameaça”, disse o analista Alan Cameron, da firma de investimentos CSL, de Londres.

 

Investidores e gestores de carteiras temem, no entanto, que haja demoras em reformas estruturais na Nigéria, que tem uma das economias mais assoladas pela ineficiência e o desperdício na África, e que o governo não seja capaz de controlar seus gastos.

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

02/10/2012 at 1:25 pm Deixe um comentário

Mudança climática altera hábito de animais na África devido à seca

Os humanos não são as únicas vítimas da falta de chuvas na última temporada de precipitações na faixa do Sahel — um corredor de transição entre o sul do deserto do Saara e terras férteis do continente africano. A fauna de países como Burkina Fasso também está mudando seus hábitos em sua busca por água.

“Notamos uma migração de animais fora de seu território no leste e nordeste [do país]. A escassez de água causou estas migrações antecipadas de elefantes e búfalos. Não será surpresa se os leopardos seguirem os leões e os búfalos”, advertiu Urbain Belemsobgo, representante do Ministério da Fauna.

Os búfalos estão há alguns meses rondando alguns povoados do leste do país em sua luta para beber água: “Algumas vezes seguem o gado para encontrar o pasto”, explica Arzouma Tindano, morador da localidade oriental de Bogandé.

De acordo com Celestin Zida, funcionário do Ministério do Meio Ambiente no leste do país, “os leões abandonaram seu habitat e mataram os macacos da região”. Além disso, Zida relata que vários moradores reclamam que os animais selvagens destruíram seus celeiros.

Imagem mostra exemplar seco da árvore Prosopis africana, no Senegal  (Foto: Divulgação/Patrick Gonzalez)Imagem mostra exemplar seco da árvore Prosopis
africana, no Sahel. Mudança climática tem
mudado o hábito alimentar dos animais
(Foto: Divulgação/Patrick Gonzalez)

Contra caça predatória
Até o momento, a campanha feita por este ministério para a sensibilização com a fauna evitou o massacre dos animais, porém não impediu que um aldeão fosse ferido. “Temos que fazer de tudo para salvar esses animais porque, após sua morte, algumas espécies irão desaparecer”, alertou Zida.

O Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável advertiu em dezembro sobre as consequências “desastrosas” que a busca desesperada por água poderia acarretar, incluindo potenciais conflitos entre humanos e animais.

Em novembro, o Governo já notara alterações pelo desaparecimento dos charcos usados pela fauna local para beber água.

Pierre Kafando, coordenador nacional do Parque Transfronteiriço W (chamado assim pelo formato do rio Níger ao passar por essa região), garantiu que se trata de uma “situação catastrófica” à qual alguns pequenos mamíferos, como veados e alguns primatas, não conseguirão sobreviver.

“Dentro do parque (de 10 mil quilômetros quadrados e partilhado com Benin e Níger) temos sempre uma média de 950 milímetros de chuva por metro quadrado, mas este ano choveu entre 600 e 650 milímetros”, informou Kafando.

Em busca de água
Segundo o responsável da parte burquinense do Parque W, os elefantes “inteligentes” cavam poços nas áreas em que a água está mais perto da superfície, “mas estes poços acabam virando armadilhas para búfalos, que caem neles e morrem”, advertiu Kafando.

No lado burquinense, deveria existir um charco a cada 10 quilômetros, mas, de acordo com Kafando, há espaços de entre 30 a 50 quilômetros sem uma só lagoa, enquanto um elefante adulto precisa consumir cerca de 200 litros de água por dia.

O Parque W é o lar da maior concentração de búfalos da África Ocidental, com cerca de 10 mil a 15 mil indivíduos, além de grandes antílopes, leões, leopardos e guepardos.

Também estão ameaçadas cerca de 450 espécies de pássaros. Por enquanto, o Executivo burquinense gastou US$ 180 mil em construção de charcos.

Para aliviar a situação, o Banco Mundial destinou, mediante um plano de emergência, US$ 700 mil para a construção de cerca de 30 lagoas artificiais que serão cheias com água transportada dos rio próximos por vários caminhões até o Parque W.

Fonte: Globo.com

Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

02/14/2012 at 1:27 pm Deixe um comentário

Bankoma leva tradição da cultura afro para o circuito de carnaval de Salvador

Grupo preenche lacuna na folia momesca retratando ‘invisibilidade social’.
‘O Tempo e a Criança’ foi o tema escolhido para o desfile nesta quinta-feira.

Com o tema “Tembwa Ye Ndenge”, que significa “O Tempo e a Criança”, o bloco  Bankoma desfilou nesta quinta-feira (16) no Circuito Campo Grande. O objetivo foi preservar a cultura infantil, mostrando as possibilidades de ensino e formação social com base nas matrizes africanas. “É através disso que a criança se projeta no futuro”, disse Eliana Santos, coordenadora pedagógica do bloco.

O grupo é conhecido por preencher uma lacuna na folia baiana por evidenciar a presença da cultura afro na sociedade. Atualmente o bloco desenvolve atividades educacionais no Terreiro São Jorge Filho da Goméia. De origem Banto, “Bankoma” significa “reunião de pessoas”.

Neste ano, muito blocos estão homenageando a África, tema que é constante na abordagem carnavalesca e cotidiana do bloco. “É importante convergir o trabalho da matriz africana, que precisa ser vista e entendida. Procuramos nosso espaço e o reconhecimento desse trabalho cultural”, disse Eliana.

Bankoma mostra referências do terreiro São Jorge Filho da Goméia no carnaval de Salvador (Foto: Edgar de Souza/G1)Bankoma mostra referências do terreiro São Jorge Filho da Goméia no carnaval de Salvador (Foto: Edgar de Souza/G1)
Fonte: Globo.com
Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa

02/17/2012 at 12:57 pm Deixe um comentário

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