Archive for fevereiro, 2012
Missão brasileira visita Angola para discutir direito à educação
Âncora de navio danifica conexão de banda larga no leste da África Objeto foi jogado em área restrita e cortou duas ligações de cabos óticos perto do porto de Mombaça, no Quênia.onte
O acesso à internet de alta velocidade no leste da África foi seriamente afetado após cabos de fibra ótica na costa do Quênia terem sido danificados pela âncora de um navio lançada ao mar no fim de semana.
A embarcação estava esperando para entrar no porto de Mombaça, um dos mais movimentados do continente, quando ancorou em uma área proibida.
Segundo afirmou à BBC a empresa operadora dos cabos, The East African Marine Systems (Teams), o conserto pode levar até 14 dias.
A ligação é uma das três feitas por cabos submarinos que chegaram à região desde 2009, provendo pela primeira vez o acesso rápido à rede.
Polo de tecnologia
A âncora do navio danificou os cabos da Teams, que tem participação do governo queniano, e da Eassy, um consórcio de companhias de telecomunicações locais.
Os provedores de serviço de internet e de telefonia celular reorientaram suas conexões para os cabos da Seacom, que não foram danificados pela âncora.
Mas as companhias apenas compraram uma pequena parcela de capacidade de transmissão de dados, por conta dos altos custos.
Segundo o correspondente da BBC em Nairóbi Noel Mwakugu, espera-se uma redução de 20% na velocidade da internet em países como Quênia, Ruanda, Burundi, Tanzânia, Etiópia e Sudão do Sul.
O sistema da Seacom, o primeiro a ser instalado, liga o leste da África à Europa, à Índia e à África do Sul.
O da Teams liga a região aos Emirados Árabes Unidos, e o da Eassy, que começou a operar em julho de 2010, interliga os países ao longo da costa leste africana.
Correspondentes locais dizem que desde a instalação dos cabos, o aumento da velocidade de transmissão de dados deu um impulso aos serviços de telefonia celular e à criação de um crescente polo de tecnologia no Quênia, com criadores, programadores e designers locais de internet.
Nos primeiros 12 meses após a chegada dos cabos, o número de usuários conectados à internet saltou de 1,8 milhão para 3,1 milhões no Quênia.
Mandela recebe alta após passar por laparoscopia

JOHANNESBURGO — Nelson Mandela recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo após ser internado com queixas de dores abdominais persistentes.
“Os médicos decidiram enviá-lo para casa já que o procedimento para diagnóstico a que foi submetido não indicou que havia tido nada grave”, diz o comunicado divulgado pelo governo. O ex-presidente sul-africano, de 93 anos, foi internado no sábado e seu estado de saúde preocupava partidários.
Mandela passou por uma “laparoscopia investigativa”, de acordo com o ministro da Defesa da África do Sul, Lindiwe Sisulu. O ministro negou os rumores de que ele passou por uma cirurgia de hérnia.
— Não foi a cirurgia que foi divulgada na mídia — afirmou mais cedo, durante coletiva de imprensa na Cidade do Cabo. — Ele está bem. Ele está tão bem quanto pode para sua idade.
Em nota divulgada na noite de sábado, o presidente Jacob Zuma disse que Madiba, como é conhecido Mandela, está bem e que os médicos estão satisfeitos com seu estado.
“Ele estava em boa saúde antes da internação, mas os médicos sentiram que suas reclamações (sobre as dores) precisavam passar por uma investigação. Estamos felizes que ele não corre perigo algum e agradecemos os médicos por seu trabalho duro e profissionalismo”, afirmou Zuma.
O ex-presidente da África do Sul foi internado em 2011 por causa de uma infecção respiratória e desde então não apareceu mais em público.
Fonte: Globo.com
Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa
TV do governo quer ter jornalistas em todos os continentes
ANDREZA MATAIS
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
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O governo quer contratar jornalistas em todos os continentes para abastecer com informações oficiais seus veículos de comunicação.
A meta está prevista no plano de trabalho da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) apresentado pela nova direção da estatal que assumiu em dezembro e controla uma TV, uma agência de notícias e uma rádio.
O primeiro passo foi dado na última semana quando a empresa reativou a cobertura na África, enviando um correspondente para Maputo, capital de Moçambique.
O custo de manter um repórter para abastecer a TV, que tem audiência próxima a zero, e os demais veículos é de R$ 543,21 mil anuais.
Com 192 jornalistas concursados e quatro anos de existência, a EBC informou que optou por contratar um profissional porque “não possui jornalista com a qualificação necessária para desenvolver o trabalho”.
A EBC só conta com repórteres próprios no Brasil em três Estados (RJ, SP e MA) e no DF, onde é a sua sede.
O contrato com o repórter de Moçambique foi assinado sem licitação, na semana passada, com empresa que tem cinco meses de existência.
Emerson Penha, dono da empresa, foi escolhido, de acordo com a EBC, “por ter realizado inúmeras coberturas internacionais”, entre as citadas, nenhuma na África.
Até janeiro, Moçambique foi o destino de apenas 0,96% das exportações brasileiras para a África.
A EBC diz que Moçambique é o maior país de língua portuguesa na África e abriga empresas brasileiras importantes como a Vale.
Segundo a EBC, o plano de trabalho é para 2012, mas o envio de pessoal para os demais continentes irá ocorrer “assim que o orçamento permitir essa expansão”.
A empresa mantém também posto em Buenos Aires, “onde os serviços das agências de notícias não costumam ter eficiente qualidade”.
O orçamento da empresa pública para este ano é de R$ 416,5 milhões. No Brasil, atinge 1.700 dos 5.565 municípios.
Ainda na cobertura internacional, a nova direção da EBC abriu licitação de R$ 800 mil para contratar uma empresa que ofereça serviços de produção de TV e transmissão de sinal via satélite em viagens de autoridades.
Justifica que a agenda da presidente Dilma no exterior é fechada de última hora, o que torna a negociação com as emissoras locais “sempre problemáticas”.
Fonte: Folha.com
Postado por Mario Lira – assessoria de imprensa
Bankoma leva tradição da cultura afro para o circuito de carnaval de Salvador
Grupo preenche lacuna na folia momesca retratando ‘invisibilidade social’.
‘O Tempo e a Criança’ foi o tema escolhido para o desfile nesta quinta-feira.
Com o tema “Tembwa Ye Ndenge”, que significa “O Tempo e a Criança”, o bloco Bankoma desfilou nesta quinta-feira (16) no Circuito Campo Grande. O objetivo foi preservar a cultura infantil, mostrando as possibilidades de ensino e formação social com base nas matrizes africanas. “É através disso que a criança se projeta no futuro”, disse Eliana Santos, coordenadora pedagógica do bloco.
O grupo é conhecido por preencher uma lacuna na folia baiana por evidenciar a presença da cultura afro na sociedade. Atualmente o bloco desenvolve atividades educacionais no Terreiro São Jorge Filho da Goméia. De origem Banto, “Bankoma” significa “reunião de pessoas”.
Neste ano, muito blocos estão homenageando a África, tema que é constante na abordagem carnavalesca e cotidiana do bloco. “É importante convergir o trabalho da matriz africana, que precisa ser vista e entendida. Procuramos nosso espaço e o reconhecimento desse trabalho cultural”, disse Eliana.
Bankoma mostra referências do terreiro São Jorge Filho da Goméia no carnaval de Salvador (Foto: Edgar de Souza/G1)