De onde vem… .Wangari Maathai ?

Revista Geo

Ela foi perseguida, espancada, detida. E ainda assim conseguiu fazer com que os africanos plantassem mais de 40 milhões de árvores até agora.

Admirada, a pequena Wangari observa o minúsculo girino em um riacho, perto da casa de seus pais. Ela está fascinada com o brilho das ovas na luz solar do meio-dia. E Wangari começa a devanear. Imagina que é um colar de pérolas que está ali na água, diante dela. De repente, ela enfia a mão na água, agarra as ovas e as coloca ao redor do seu pescoço.

Wangari Maathai gosta de relembrar este momento, quando pensa em sua infância nos Montes Aberdare, a 150km ao norte de Nairóbi. Quando recorda as vastas florestas, nas quais coletava lenha e observava os macacos da espécie colobo-preto-e-branco oriental (Colobus guereza). Mas grandes áreas dessas florestas foram derrubadas e o riacho sedimentou, por que a água das enxurradas das chuvas levaram a terra e a areia das encostas nuas para o leito do rio.

Maathai luta contra o desmatamento e a erosão, e pela criação de “escolas de arborização”. Hoje, todos a conhecem como ambientalista e feminista apaixonada – o que alcançou através da coragem, da diligência e também através de benfeitores. O primeiro deles foi seu pai. Um camponês que percebeu que a escola tiraria seus filhos da pobreza. Todos os seis se formaram, mas Wangari se destacou.

Com uma bolsa de estudos na mão, ele viaja para Atchison, no estado do Kansas, EUA, em 1956. Ali estuda Biologia sob os cuidados de freiras católicas.

A atmosfera a marca profundamente. “Eu vi mulheres trabalhando arduamente em prol de metas mais ambiciosas. Isso influenciou minha consciência”. Maathai faz seu mestrado em Pittsburg, mas então se sente atraída a voltar para Nairóbi, onde se candidata a um cargo na Universidade, junto ao médico veterinário alemão Reinhold Hoffmann. Ele luta por sua contratação e seu doutorado contra todas as resistências. Em viagens de pesquisa, Maathai descobre o que preocupa as mulheres de seu país: a escassez de lenha e material de construção, consequências do desmatamento extremo.

Nessa época, em 1974, Maathai está casada com um deputado e sugere aos desempregados de seu distrito eleitoral, em Nairóbi, que plantem árvores. Sua primeira “escola de arborização” é um fracasso, por que a administração municipal proíbe regar jardins. Mas Maathai insiste em sua ideia: em 1977, ela consegue fazer com que o Conselho Nacional de Mulheres inclua a rearborização em seu programa. É o início do “Movimento Cinturão Verde”, que futuramente será integrado por 6.000 escolas de arborização em todo o continente africano. Um movimento que Maathai defende a ferro e fogo, com o próprio sangue, quando o ditador queniano Daniel Arap Moi manda persegui-la. A polícia espanca Maathai a ponto de ela perder a consciência e a trancafia. Mas ela não desiste. Em vez disso, é eleita para o Parlamento, em 2002, como “Mama Miti”, a “mãe das árvores”, e participa de uma coalizão que, por fim, derruba a ditadura. Essa também é uma das razões por que é laureada com o Prêmio Nobel da Paz, em 2004.

CARREIRA

Nasceu em 1.4.1940,
em Nyeri, no Quênia
1964 – 1971 Estuda Biologia (EUA), faz doutorado na Alemanha e em Nairóbi 1976/77 Professorado em Nairóbi, entrada no Conselho das Mulheres, fundação do “Movimento Cinturão Verde”
1984  “Prêmio Nobel Alternativo”
2002  Ministra interina do Meio Ambiente do Quênia
2004 Prêmio Nobel da Paz

Fonte: http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/15/artigo178165-1.asp

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