Lula diz que vai ‘sentir falta dos microfones’ quando deixar Planalto

Em Moçambique, Lula faz sua 12ª visita ao continente africano

Lula diz que vai 'sentir falta dos microfones' quando deixar Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Moçambique, que vai ‘sentir falta dos microfones’ quando deixar o poder, em janeiro do ano que vem.

Diante de uma plateia que lhe assistia na capital, Maputo, e nas cidades de Lichinga e Beira, por teleconferência, Lula falou durante o lançamento das primeiras operações moçambicanas da Universidade Aberta do Brasil (UAB), de ensino à distância.

‘Está faltando menos de dois meses para eu deixar a Presidência do Brasil, e eu vou sentir falta dos microfones, de falar diretamente aos alunos de Maputo, Lichinga e Beira’, disse o presidente.

O presidente iniciou nesta terça-feira uma visita de dois dias a Moçambique. Esta é a 12ª visita de Lula à África. Ele já esteve em 27 países africanos, mais da metade de todas as nações do continente.

Lula voltou a afirmar que o Brasil tem uma relação ‘histórica’ com a África e a defender a chamada ‘diplomacia sul-sul’ com os países do continente.

‘Quando nós decidimos priorizar a nossa relação com o continente africano e, dentro dele, os países de língua portuguesa, tem algumas razões. Primeira, é a dívida histórica com a formação do povo brasileiro, que tem muito a ver com o povo africano. O povo brasileiro é o que é por causa da nossa miscigenação e dessa mistura extraordinária entre africanos, índios e europeus’, disse.

‘Essa, na verdade, é uma vantagem comparativa que nós deveríamos ter em relação ao resto do mundo, mas como nós tivemos a nossa cabeça colonizada por séculos, nós aprendemos que somos seres inferiores’, prosseguiu.

Educação e saúde

Com o lançamento do ensino à distância da UAB em Moçambique, 620 alunos do país poderão iniciar os quatro cursos de ensino à distância (matemática, biologia, pedagogia e administração pública) elaborados em conjunto por educadores brasileiros e moçambicanos, com tutoria de professores nos dois países.

Na quarta-feira, Lula visitará as instalações do que será uma fábrica de medicamentos com capacidade de fazer, entre outros, remédios para o combate à Aids. Os antirretrovirais devem começar a ser produzidos em dois anos.

Entre os projetos que Lula vai lançar durante a viagem, dois são na área de saúde – um será o acordo para instalar um banco de leite materno, e outro para criar no país um centro de excelência voltado para a saúde materna a infantil.

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// <![CDATA[Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=26277770
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