África chora o seu Filho, Celebra um novo orixá: Abdias Nascimento !

O céu ficou mais preto!

Naquela tarde
havia almoçado com uma amiga, após ter assistido a um debate sobre a Comuna de
Paris na universidade. Eu dei muita risada durante o almoço, falamos sobre
revolução, sexo, preconceito e trânsito. Depois fui comprar vasos para minhas
plantas.

Quando cheguei
a casa liguei o computador e abri a rede, costumo ver as notícias do dia e lá
estava escrito: O céu havia ficado mais preto! Um fenômeno raro desses da
natureza tinha deixado as nuvens negras, empretecidas como se fosse
noite.

Não era efeito
da poluição das grandes cidades, não tinha haver com uma frente fria vinda do
sul do país e nem mesmo um eclipse não programado. Era um fenômeno como daqueles
que acontecem uma vez no século, que a ciência ainda não soube
explicar.

O problema era
que apenas alguns sítios haviam publicado a notícia, parece que não se
importaram muito com o acontecido. Imediatamente envie a amigos a notícia na
esperança que pudessem compartilhar comigo tal evento. Que pudessem sentir a
mesma sensação de escuridão que me acometeu nesta tarde. Oxalá os céus ficassem
sempre nesse tom, que ao olharmos para cima pudéssemos sempre contemplar esse
lindo espetáculo. Essa cor da possibilidade, essa nuance de revolta.

A origem do
fenômeno eu já conhecia, nem precisei entrar nos sítios de busca. A escuridão
havia começado há 97 anos no interior de São Paulo, há quatrocentos quilômetros
da capital, na cidade de Franca. De lá veio pretejando cidades e consciências
pelo mundo afora até aportar na cidade maravilhosa de onde irradiou seu último
lampejar de negrume.

Confesso que
pretendo ver esse negror pelas ruas, nos olhos de cada pessoa, no espírito dos
trabalhadores, na alma das mulheres, na luta dos camponeses, no beijo de cada
criança, pois a vida é assim mesma, é agora. Vamos contemplar esse céu negro e
nutrir forças para que possamos fazer com que todos os tons de cores sejam
possíveis.

Obrigado e um
abraço Nascimento.

Christian
Moura. 24/05/2011. 15h24hs.

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Car@s Colegas,

Faleceu hoje, às 7 horas da manhã, Abdias do Nascimento, a maior expressão contemporânea do Movimento Negro brasileiro, autor ou participante das principais iniciativas organizativas e políticas da militância negra no país nos séculos XX e XXI.  Reproduzimos abaixo sua biografia, publicada no site do Ipeafro, criado por ele e sua esposa Elisa Larkin do Nascimento.  O Brasil perde um dos seus filhos mais ilustres, exemplo de coerência e radicalidade com os princípios da luta antirracista e panafricanista.

Não temos ainda informações acerca dos funerais, que transmitiremos logo que tenhamos as informações.
Com toda a certeza, Abdias continuará a ser um farol para indicar os caminhos da nossa luta pela extinção do racismo no Brasil e em todas as regiões do mundo.

Saudações Negras,

Edna Roland
Coordenadora da Igualdade Racial
Prefeitura Municipal de Guarulhos

Coordenadora do FIPIR-SP
(11) 2408-5597

(11) 6483-5019
2011: Ano Internacional d@s Afrodescendentes

10 anos de Durban (III Conferência Mundial Contra o Racismo))

Campanha A Juventude Negra Quer Viver!

Biografia

Abdias Nascimento
Abdias Nascimento é Professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York e Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Brasília, Federal e Estadual da Bahia, Estado do Rio de Janeiro, e Obafemi Awolowo da Nigéria. Hoje ele é indicado oficial ao Prêmio Nobel da Paz em função de sua defesa consistente, desde o século passado até hoje, dos direitos civis e humanos dos afrodescendentes no Brasil e no mundo (ver entrevista recente na Folha de São Paulo).

Abdias Nascimento participou da Frente Negra Brasileira nos anos 1930 e ajudou a organizar o Congresso Afro-Campineiro em 1938.

Durante viagem a vários países da América do Sul como integrante do grupo de poetas Santa Hermandad Orquídea, resolveu criar um teatro negro como arma de luta contra a discirminação racial.

Na volta ao Brasil, foi preso por resistir a agressões racistas e criou na Penitenciária de Carandiru, em 1941, o Teatro do Sentenciado.

Ao sair da penitenciária, fundou no Rio de Janeiro, em 1944, o Teatro Experimental do Negro, que rompeu a barreira de cor nos palcos brasileiros e formou a primeira geração de atores e atrizes dramáticos negros do teatro brasileiro, além de propiciar a criação de uma literatura dramática afro-brasileira.

Organizou eventos históricos como o 1o Congresso do Negro Brasileiro (1950) e a Convenção Nacional do Negro (1945-46), que propôs à Assembléia Nacional Constituinte de 1945 políticas afirmativas e a definição da discriminação racial como crime de lesa-Pátria.

O Teatro Experimental do Negro assumiu em 1950 o projeto Museu de Arte Negra, sob a curadoria de Abdias Nascimento. O MAN inaugurou sua primeira exposição em 1968 no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em seguida, Abdias Nascimento viajou aos Estados Unidos num intercâmbio com o movimento negro norte-americano. Encontrava-se na cidade de Nova York quando o regime militar promulgou o Ato Institucional n. 5. Alvo de vários Inquéritos Policial-Militares, Abdias foi obrigado a ficar no exterior, onde foi professor de várias universidades. Nesse período, ele desenvolveu sua própria atuação como artista plástico, pintando telas que transmitem os valores da civilização africana, da cultura religiosa afro-brasileira e da luta pelos direitos humanos dos povos africanos em todo o mundo. Participou, no Caribe, na África e nos Estados Unidos, de vários encontros do movimento internacional pan-africanista.

Após 12 anos no exílio, Abdias Nascimento retornou ao Brasil e inseriu-se no cenário político como deputado federal. Propôs em 1983 o primeiro projeto de políticas públicas afirmativas. Continuou defendendo essa proposta, no período de 1991 a 1999, como senador e como titular fundador da Seafro (Secretaria de Defesa e Promoção da População Afro-Brasileira) e da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Vem sendo agraciado com honrarias nacionais e internacionais, como por exemplo o Prêmio Mundial Herança Africana do Centro Schomburg para Pesquisa da Cultura Negra, Biblioteca Pública de Nova York (2001); o Prêmio Toussaint Louverture (2004) e o Prêmio Direitos Humanos e Cultura da Paz (1997), ambos da Unesco; e o Prêmio de Direitos Humanos da ONU (2003).

Na ocasião da 2a Conferência Mundial de Intelectuais Africanos e da Diáspora (2006), iniciativa da União Africana e do Governo Brasileiro, Abdias Nascimento recebeu do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mais alta honraria outorgada pelo Governo do Brasil, a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador.

A Câmara dos Vereadores do Município de Salvador outorgou-lhe a cidadania soteropolitana e a Medalha Zumbi dos Palmares em 2007. Ele recebeu homenagem do 4o Festival Internacional de Cinema Negro (São Paulo), bem como o Prêmio Ori da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro pelo conjunto de sua obra literária.

A Universidade Obafemi Awolowo, de Ilé-Ifé, Nigéria, outorgou-lhe, em 2007, o título de Doutor em Letras, Honoris Causa.

O Conselho Nacional de Prevenção da Discriminação, do Governo Federal do México, outorgou a Abdias Nascimento o seu prêmio em reconhecimento à contribuição destacada à prevenção da discriminação racial na América Latina (2008).

O Ministério da Cultura outorgou-lhe a Grã Cruz da Ordem do Mérito Cultural (2007), e em 2009 ele recebeu do Ministério do Trabalho a Grã Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas. Ambas são as mais altas honrarias do Governo Federal do Brasil em suas respectivas áreas.

Ainda em 2009, recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo e o Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil.

A obra artística de Abdias Nascimento
A cultura africana sempre fundamentou a atuação artística de Abdias, tanto no teatro como na poesia e na pintura.

Sua pintura explora e interpreta vários universos simbólicos a partir da matriz primordial do Egito antigo, percorrendo o candomblé, o vodu do Haiti e os ideogramas adinkra da África ocidental.

Essas referências se mesclam à evocação de heróis e princípios da luta libertária na África e na diáspora.

Mas a principal referência é a cultura religiosa afro-brasileira: o culto aos orixás.

Ao invocar e homenagear as entidades e os valores da cultura religiosa afro-brasileira, sua pintura nos traz uma reflexão atual e profunda sobre princípios como a justiça, a paz, o poder e a guerra.

Numa cosmologia que reúne os ancestrais, os vivos, os não nascidos e as forças da natureza, esses valores voltam-se sempre para o futuro. O ambientalismo, por exemplo, é parte viva e integral dessa religiosidade. Os seres da natureza povoam as telas de Abdias numa troca constante: peixes nadando no céu, criaturas aladas em terra e mar, folhas brotando de pernas e asas.

Essa convivência em espaços diversos é metáfora da unicidade essencial entre as formas de vida, consignada no princípio de oferenda.

Os elementos da natureza estão sempre presentes: água, ar, terra e fogo representam essa filosofia religiosa com sua cosmologia tão especial.

Acesse aqui no site do Ipeafro imagens das obras artísticas de Abdias Nascimento.

ABDIAS NASCIMENTO
OBRAS PUBLICADAS SELECIONADAS
Livros
O Griot e as Muralhas, com Éle Semog. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.

Quilombo: Edição em fac-símile do jornal dirigido por Abdias do Nascimento. São Paulo: Editora 34, 2003.

O quilombismo, 2a ed. Brasília/ Rio de Janeiro: Fundação Cultural Palmares/ OR Produtor Editor, 2002 (362 pags).

O Brasil na Mira do Pan-Africanismo. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais/ Editora da Universidade Federal da Bahia EDUFBA, 2002 (342 pags).

Orixás: os Deuses Vivos da África/ Orishas: the Living Gods of Africa in Brazil. Rio de Janeiro/ Philadelphia: Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros/Temple University Press, 1995.

A Luta Afro-Brasileira no Senado. Brasília: Senado Federal, 1991 (35 pags).

Nova Etapa de uma Antiga Luta. Rio de Janeiro: Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Negras – SEDEPRON, 1991 (32 pags).

Africans in Brazil: a Pan-African Perspective, com Elisa Larkin Nascimento. Trenton: Africa World Press, 1991 (218 pags).

Brazil: Mixture or Massacre, trad. Elisa Larkin Nascimento. Dover: The Majority Press, 1989 (224 pags).

Combate ao Racismo, 6 vols. Brasília: Câmara dos Deputados, 1983-86. (Discursos e projetos de lei.) (Aproximadamente 120 pags em cada volume.)

Povo Negro: A Sucessão e a “Nova República”. Rio de Janeiro: Ipeafro, 1985 (68 pags).

Jornada Negro-Libertária. Rio de Janeiro: Ipeafro, 1984 (29 pags).

A Abolição em Questão, co-autoria com José Genoíno e Ari Kffuri. Sessão Comemorativa do 96o Aniversário da Lei Áurea (9 de maio de 1984). Brasília: Câmara dos Deputados, 1984 (40 pags).

Axés do Sangue e da Esperança: Orikis. Rio de Janeiro: Achiamé e RioArte, 1983. (Poesia, 109 pags.)

Sitiado em Lagos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 (111 pags).

O Quilombismo. Petrópolis: Vozes, 1980 (281 págs).

Sortilégio II: Mistério Negro de Zumbi Redivivo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. (Peça de teatro, 141 pags.)

Sortilege: Black Mystery, trad. Peter Lownds. Chicago: Third World Press, 1978.

Mixture or Massacre, trad. Elisa Larkin Nascimento. Búfalo: Afrodiaspora, 1979 (224 pags).

O Genocídio do Negro Brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978 (184 pags).

“Racial Democracy” in Brazil: Myth or Reality, trad. Elisa Larkin Nascimento, 2a ed. Ibadan: Sketch Publishers, 1977 (178 pags).

“Racial Democracy” in Brazil: Myth or Reality, trad. Elisa Larkin Nascimento, 1a ed. Ile-Ife: University of Ife, 1976 (83 pags).

Sortilégio (mistério negro). Rio de Janeiro: Teatro Experimental do Negro, 1959. (Peça de teatro.)

Organização de antologias, revistas, e obras coletivas
Thoth:Pensamento dos Povos Africanos e Afrodescendentes, nos. 1-6. Brasília: Senado Federal, 1997-98.

Afrodiaspora: Revista do Mundo Africano, nos. 1-7. Rio de Janeiro: IPEAFRO, 1983-86.

O Negro Revoltado, 2a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 (403 pags).

Journal of Black Studies, ano 11, no. 2 (dezembro de 1980) (número especial sobre o Brasil).

Memórias do Exílio, org. em colaboração com Paulo Freire e Nelson Werneck Sodré. Lisboa: Arcádia, 1976.

Oitenta Anos de Abolição. Rio de Janeiro: Cadernos Brasileiros, 1968.

Teatro Experimental do Negro: Testemunhos. Rio de Janeiro: GRD, 1966 (170 pags).

Dramas para Negros e Prólogo para Brancos. Rio de Janeiro: TEN, 1961 (419 pags).

Relações de Raça no Brasil. Rio de Janeiro: Quilombo, 1950 (75 pags).

Participação em antologias e obras coletivas
“Quilombismo, um conceito emergente do processo histórico-cultural da população afro-brasileira”. In: Elisa Larkin Nascimento (org.), Afrocentricidade, Uma abordagem epistemológica inovadora, Coleção Sankofa v. 4. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2004.

“O negro e o parlamento brasileiro”, co-autoria com Elisa Larkin Nascimento. In Munanga, Kabengele, org., O negro na história do Brasil. Brasília: UnB/ Fundação Cultural Palmares, 2004, pags. 105-151.

“Comentário ao Artigo 4o”, in Direitos Humanos: Conquistas e Desafios. Brasília: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil/ Comissão Nacional de Direitos Humanos, 1998.

“Quilombismo: the African-Brazilian Road to Socialism,” in Asante, Molefi K. e Abarry, Abu S., orgs., African Intellectual Heritage: a Book of Sources. Philadelphia: Temple University Press, 1996.

Sortilege: Black Mystery, trad. Peter Lownds. Callaloo, A Journal of African-American and African Arts and Letters, v. 18, n. 4 (1995). Special Issue, African Brazilian Literature. Johns Hopkins University Press.

Sortilege II: Zumbi Returns (peça dramática) in Crosswinds: an Anthology of African Diaspora Drama, ed. de William B. Branch. Bloomington: Indiana University Press, 1991.

“Quilombismo: the African-Brazilian Road to Socialism,” in African Culture: the Rhythms of Unity, ed. Molefi K. Asante e Kariamu W. Asante. Trenton: Africa World Press, 1990. (Primeira edição publicada em 1987 pela Greenwood Press.)

“Teatro Negro del Brasil: una Experiencia Socio-Racial,” in Popular Theater for Social Change in Latin America, a Bilingual Anthology, ed. by Gerardo Luzuriaga. Los Angeles: UCLA Latin American Studies Center, 1978.

“African Presence in Brazilian Art,” Journal of African Civilizations 3:2 (novembro de 1981).

“Reflections of an Afro-Brazilian,” Journal of Negro History LXIV:3 (verão 1979).

“Afro-Brazilian Theater, a Conspicuous Absence,” Afriscope VII:1 (Lagos, janeiro de 1977).

“Afro-Brazilian Art: a Liberating Spirit,” Black Art: an International Quarterly I:1 (outono de 1976).

“Open Letter to the First World Festival of Negro Arts,” Presence Africaine XXX:58 (verão de 1968).

“Carta Aberta ao Festival Mundial das Artes Negras,” Tempo Brasileiro, ano IV, número 9/10 (abril-junho de 1966).

“The Negro Theater in Brazil,” African Forum II:4 (primavera de 1967).

“Mission of the Brazilian Negro Experimental Theater,” The Crisis 56:9 (outubro de 1949).

ABDIAS NASCIMENTO
EXPOSIÇÕES REALIZADAS
Individuais
01. The Harlem Art Gallery, Nova York, 1969.

02. Crypt Gallery, Columbia University, Nova York, 1969.

03. Yale University School of Art and Architecture, New Haven, 1969.

04. Malcolm X House, Wesleyan University, Middletown, CN, 1969.

05. Gallery of African Art, Washington DC, 1970.

06. Gallery Without Walls, Buffalo, NY, 1970.

07. Centro de Estudos e Pesquisas Porto-riquenhos, Universidade do Estado de Nova York, Buffalo, 1970.

08. Departamento de Estudos Afro-Americanos, Harvard, Cambridge, MA, 1972.

09. Museu da Associação Nacional de Artistas Afro-Americanos, Boston, 1971.

10. Studio Museum in Harlem, Nova York, 1973.

11. Langston Hughes Center, Buffalo, NY, 1973.

12. Fine Arts Museum, Syracuse, NY, 1974.

13. Galeria da Universidade Howard, Washington DC, 1975.

14. Inner City Cultural Center, Los Angeles, 1975.

15. Ile-Ife Museum of Afro-American Culture, Philadelphia, 1975.

16. Galeria do Banco Nacional, São Paulo, Brasil, 1975.

17. Galeria Morada, Rio de Janeiro, Brasil, 1975.

18. Museu de Artes e Antiguidades Africanas e Afro-Americanas, Center for Positive Thought, Buffalo, NY, 1977.

19. El Taller Boricua e Caribbean Cultural Center, Nova York, 1980.

20. Galeria Sérgio Milliet, Fundação Nacional das Artes – FUNARTE, Ministério da Cultura, Rio de Janeiro, Brasil, 1982.

21. Palácio da Cultura (Prédio Gustavo Capanema), Ministério da Cultura, Rio de Janeiro, Brasil, 1988.

22. Salão Negro, Congresso Nacional, Brasília, DF, 1997.

23. Galeria Debret, Paris, 1998.

24. Arquivo Nacional (antiga Casa da Moeda), Rio de Janeiro, 2004-2005.

25. Galeria Athos Bulcão, anexo ao Teatro Nacional, Brasília, DF, 2006.

26. Caixa Cultural Salvador/ II Conferência Mundial dos Intelectuais Africanos e da Diáspora, 11 de julho a 29 de agosto de 2006.

27. IV Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), Rio de Janeiro, janeiro de 2007.

Coletivas e Coleções Permanentes
01. Museu Everson de Artes, Syracuse, NY, 1972.

02. Galeria Salomé, Nova Orleans, LA, 1973.

03. Rainbow Sign Gallery, Berkeley, CA, 1975.

04. Artists ’79, Sede das Nações Unidas, Nova York, 1979.

05. Coleção permanente, Museu de Artes e Antiguidades Africanas e Afro-Americanas, Center for Positive Thought, Buffalo, NY (duas telas).

06. Coleção Permanente, Instituto de Estudos Latino-Americanos, Universidade Columbia, Nova York.

Fontes: http://www.abdias.com.br/ e http://www.ipeafro.org.br/home/br/personalidades/27/abdias-nascimento/ em 24.05.2011 às 12h30

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