ONU revela preocupação com crianças afetadas pela crise alimentar na África

Roma, 25 jul (EFE).- As crianças mais afetadas pela crise alimentar na região do Chifre da África, sobretudo pela crise de fome declarada em duas regiões do sul da Somália, têm apenas 40% de chances de sobreviver, segundo os dados do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas.

A diretora-executiva do PMA, Josette Sheeran, lançou essa advertência nesta segunda-feira durante a entrevista coletiva final da cúpula de emergência sobre o Chifre da África celebrada na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) em Roma.

‘O que nos preocupa mais é o estado das crianças, a fome das crianças, que estão tão frágeis. Elas têm apenas 40% de chances de sobreviver’, disse Sheeran.

A diretora-executiva do PMA destacou que em sua recente visita à região conversou com algumas mães que explicaram que tiveram que abandonar seus filhos pelo caminho em sua tentativa de fugir da crise de fome para os países vizinhos.

Sheeran disse ainda que, apesar de a Somália ser ‘um dos lugares mais perigosos’ da África, nem todo o país é inacessível e, por isso, já foi possível levar ajuda humanitária a 1,5 milhão de pessoas, enquanto a cada dia cerca de 300 pessoas são atendidas em Mogadíscio, a capital da Somália.

‘Comprometemo-nos a fornecer a comida necessária para as pessoas que necessitam. O importante é que temos uma ponte aérea para crianças. Vimos dezenas de crianças que não sobreviverão e, por isso, continuamos buscando oportunidades’, afirmou a diretora-executiva do PMA.

Sheeran explicou que o problema da fome que afeta o Chifre da África se viu agravado pela ‘seca épica que castiga a uma população debilitada’, pelo fato de ‘os preços dos alimentos terem aumentado e por causa da inacessibilidade às regiões de conflitos’.

Por sua vez, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, lamentou que parte da ajuda ao desenvolvimento destinada à agricultura tenha se reduzido nos últimos anos.

Diouf explicou que a cúpula de emergência desta segunda-feira, convocada em nível governamental para os 191 membros da FAO, não pretendia oferecer números, mas ser preparatória para a conferência de doadores que será realizada na próxima quarta-feira em Nairóbi.

Mesmo assim, o diretor-geral da FAO afirmou que é necessário US$ 1,6 bilhão para enfrentar a situação de emergência humanitária da região nos próximos 12 meses, além de US$ 120 milhões para a agricultura, dos quais US$ 70 milhões terão que ser fornecidos ‘imediatamente’. EFE

Fonte: Globo.com – Postado por Mario Lira

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s