Congoleses afluem hoje às urnas para votar os seus dirigentes

Congoleses afluem hoje às urnas para votar os seus dirigentes

Kinshasa – Mais de trinta e dois milhões cidadãos estão a afluir hoje (segunda-feira) às urnas na Republica Democrática do Congo para eleger em simultâneo o seu Presidente e os 500 deputados à Assembleia Nacional, depois de uma turbulenta campanha eleitoral que durou um mês.
De acordo com uma nota da embaixada de Angola da RDC chegada hoje à Angop, o pleito decorre sob o signo de desconfiança, já que a oposição afirma ter havido o desaparecimento de três milhões de boletins de voto.
Sábado, Vital Kamehere, um dos candidatos às presidenciais, depois de ter apresentado o seu projecto de sociedade no canal televisivo”Canal Futuro”, exibiu o exemplar de um boletim de voto confiscado de um cidadão que os detinha as centenas, dois dias antes das eleições.
Não obstante, o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente, Daniel Ngoy Mulunda, garantiu que as condições estavam criadas para a realização das eleições, mas alertou que iria encerrar definitivamente a assembleia de voto, onde se registar distúrbios.
Por sua vez, o Presidente Joseph Kabila Kabange também anunciou num comunicado à nação que as condições de segurança estavam criadas para o evento de segunda-feira.
Entretanto, sábado último, militantes de vários partidos políticos confrontaram-se em Kinshasa, quando subitamente o Governador André Kimbuta Yangu, anulou os comícios de encerramento da campanha eleitoral em toda a capital.
No mesmo dia, seriam presididos pelos comícios pelos candidatos presidenciais Joseph Kabila Kabange (independente), Etienne Tshisekedi Wa Mulumba (UDPS), e Vital Kamehere (UNC), para alegadamente manter a segurança e a paz social na capital congolesa.
Outrossim, confrontos corridos nos dias anteriores resultaram 15 mortos e um número indeterminado de feridos, tendo sido ainda destruídas varias viaturas, das quais duas da Embaixada de Angola que se deslocavam ao aeroporto internacional de Ndjili, em apoio à uma delegação angolana, e na retenção pela Polícia no aeroporto por mais de cinco horas, do presidente do UDPS.
A RDC, um país com 2.346 milhões de quilómetros quadrados e uma população estimada em pelo menos 70 milhões de pessoas, tem uma fronteira 2.511 quilómetros de fronteira comum com Angola.
A falta de vias rodoviárias e ferroviárias torna inacessíveis a maioria dos 250 municípios que a compõem. Dai o pedido feito aos parceiros internacionais que observam as eleições à apelarem à realização de um pleito credível e transparente, para se evitar uma eminente crise pós-eleitoral que possa desestabilizar política, económica e socialmente o país.
Na RDC, as primeiras eleições gerais pós conflito tiveram lugar em 2006, tendo sido ganhas pelo actual Presidente e pelo PPRD, partido que o apoia.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2011/10/48/Congoleses-afluem-hoje-urnas-para-votar-seus-dirigentes,7311448f-319b-4a87-b8cd-91b063b95ae8.html

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